quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Das coisas simples

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Eu tinha uma garrafa de água no emprego, de tampa cor-de-rosa, que era, para mim, igual a todas as outras garrafas. Esta garrafa desapareceu misteriosamente da minha secretária durante as férias em Portugal - quem sabe outra pessoa com baixo padrão de higiene apaixonou-se pela tampa cor-de-rosa e levou-a. Ontem, lembrei-me finalmente de levar outra garrafa para ter água na secretária e foi aí que me dei conta de quão especial era a minha garrafinha de tampa cor-de-rosa. E não, não é pela cor da tampa. Demoro quase um minuto a abrir a garrafa nova, de tanta volta que o raio da tampa azul-escura tem de dar, e não tenho tempo para dar um golinho entre chamadas. Quase morro de sede. É preciso uma tragédia acontecer para uma pessoa dar valor às coisas.
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8 comentários:

CF disse...

Lol :)

Andorinha disse...

You must be kidding me! lol

momentU disse...

"depois de mim virá, quem de mim bom fará"
o povo é sábio.

:)

Saudades, muitas! Começo a trabalhar amanhã. A ver se falamos no gmail.
Beijoooooooos

Goldfish disse...

Quando o trabalho é interessante e absorvente, dá nestas coisas.

P.S. - Está combinado, momentU!

Mie disse...

E que tal uma garrafa que tenha aquela coisa tipo biberon?
Ai rapariga so tu para sentir falta de uma tampa cor de rosa, devia ser agua Evian :P

Goldfish disse...

Era uma garrafa comprada, salvo erro, na Bélgica, marca desconhecida. Odeio garrafas-biberon, temos de gastar energias a puxar a água e no fim a garrafa faz aquele "ploc" de o ar ter entrado e voltar ao formato original. Acho que ainda demorava mais que o raio da tampa azul!

Rita Maria disse...

Para além disso chupas imenso ar antes da água que fica na boca feito estúpido, ou tens de o tirar pelo nariz, ou engolir, tudo tempo e desconforto.

(eu deste que a minha mae me convenceu de que as garrafas de plástico a certa altura emitem porcarias e desde que comparei essa teoria com o cheiro que têm ao fim de algumas semanas, só vidro ou metal. Mas deixo-as abertas durante o dia, que sou ainda mais preguiçosa que tu)

Goldfish disse...

Sou demasiado descuidada para vidro. No outro dia metade do café com leite foi parar ao teclado do computador do job. Foi lindo. E eu também as deixaria abertas, mas, como diria a espanholita, "hay ratas", ou seja, há ratos. Lá, no job. Mesmo no edifício. E aconselham a não deixar nada que se coma de fora. Só de pensar na possibilidade de a garrafa ficar destapada durante a noite por esquecimento, arrepio-me e prefiro a sede.