segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dona, não te atrevas a ralhar...

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... se vires bem, eu não estou em cima da tua cama!
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sábado, 2 de novembro de 2013

Muito à frente

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Na Baixa, where else?
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dia de luto

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Hoje não é mas devia ser - FERIADO.
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P.S. - essa história de que temos muitos mais feriados que outros países europeus ainda me dá fernicoques (o corrector ortográfico dia que não existem "fernicoques" mas é exactamente isso que me dá e, portanto, existem); googlem calendário 2013, há calendários que dão para mudar de acordo com o país e contem os feriados de lados. É giro e elucidativo. Ah, não se esqueçam que os Domingos como os de Páscoa são feriados à 2ª). 
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

É a matemática

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De cada vez que subimos a pé para casa (ou seja, deixamos o elevador em descanso), a Luna demonstra que sabe perfeitamente que moramos no direito do prédio (ou, antes disso, noutro direito ou, ainda antes, no esquerdo). Já contar nem até 3 consegue.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Peixinho ♥

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vivam as autárquicas!

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Hoje de manhã chegaram os senhores das obras à minha rua, uns 5 ou 6, mais os materiais e uma rede para delimitarem o terreno baldio e iniciarem a sua transformação (disse-me um vizinho que tal está prometido há 4 anos... estranhamente, começaram hoje). Cusca, lá vou eu falar com os homens, mais o ferrari do peixinho e a Luna pela trela (lá ficou sem retrete*, pobre bicha). Fiquei a saber que o tempo de obra previsto é 1 ano - mas pode ser mais ou menos, depende (do quê não me souberam dizer) - e, seguramente, vão ali construir um jardim ou um parque de estacionamento. Isso, os senhores que vêm fazer as obras ainda não sabem o que vão fazer. Já percebi porque é que a empreitada tanto pode durar umas semanas como meses.
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* pode ser baldio e retrete de muitos mas as prendas da Luna são recolhidas do meio das ervas tal como em todos os outros locais, não me venham chatear.
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BFF? Não, MFF*!

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O meu peixinho é um MFF de primeira. No outro dia MFFou 3 vezes, com os resultados esperados: despe a roupa MFFada, dá banho, lava a superfície MFFada, seca o puto, aplica o creme... E MFF outra vez. Maldita pila.
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* Para quem não chegou lá: M(ija)F(ora da)F(ralda).
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Já não me chegava o Acordo

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Estou farta de ler no jornal a construção "faz que", como "olhar para o sol faz que eu espirre" (o que até é verdade). Mas... o que raio aconteceu ao "com"? Sempre me lembro de ouvir, dizer e escrever "faz com que" mas ultimamente é "faz que" por todo o lado. Andei a pesquisar na net e encontrei apenas sites brasileiros que, ainda por cima, dizem coisas diferentes. Este diz que o "com" está errado, este diz que está certo (apesar de também não criticar a ausência) e cita Machado de Assis, Eça e Camilo Castelo Branco como adeptos do "faz com que". Sites portugueses ou não há, ou estão muito escondidos. Eu vou continuar a olhar para o sol para fazer com que espirre, assim com "com", e vou guardar a fórmula "faz que" na gaveta das modas que espero passageiras ao lado de fenómenos como o "empenhamento".
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P.S. - alguém me corrija se o "com" estiver efectivamente errado, mas depois de, e apenas este Verão, ter já visto duas vezes no DN o bonito pontapé na gramática que é "corrimões", não é o que escrevem no jornal que corrige o meu português.
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ingleses, holandeses, franceses, alemães, espanhóis, priminhas de 3 anos*

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Podem mudar a pronúncia, mas todos conseguem ler o nome do meu filho.
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ocupada

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A fazer o álbum de fotos de três meses e meio de peixinho. Nunca me custou tanto rejeitar fotografias.
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domingo, 18 de agosto de 2013

Meu querido Agosto

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Como é que sabemos que os vizinhos chegaram das férias na terrinha?
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Chegando ao prédio e vendo duas abóboras tipo fenómeno do Entroncamento a segurar a porta da entrada.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

E no Inverno parecia um aparelho industrial de conservação de peixe - sem o cheiro

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Sabes que vives num aparelho industrial de cozer pão, com dois quartos e uma sala, quando vais visitar a sogra e pensas "Tão fresca que está esta casa!" e passados minutos olhas para o termómetro de interior e vês um 29 gigante seguido de ºC.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dispenso respostas que não incluam um sim

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Acham que consigo perder esta pança que me ficou da gravidez com o abdominal diário que este calor me permite antes de desfalecer?
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Goldfish loves Meteo

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Era este o Verão mais frio dos últimos não-sei-quantos anos, não era? Ainda bem que avisam.
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Será marketing?

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Segundo os vendedores da feira aqui ao pé agora o Algodão Doce de sempre chama-se agora Neve Doce - e não é marca, é mesmo o nome do produto. Deve ser outra regra do Acordo Ortográfico. Não tive lembrança de tirar fotos antes de o arraial se ter ido embora (ohhhh, que chatice!) mas a pesquisa de fotos no Google imagens deixou-me contente: se o Google ainda não sabe da mudança de nome é porque ela não aconteceu.
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Daqui.
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sábado, 29 de junho de 2013

Festas de Lisboa

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Sinto neste momento bastante admiração por quem viveu mais do que um mês numa casa a menos de 1km da Feira Popular. E não, o puto não tem nada a ver com isto.
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terça-feira, 18 de junho de 2013

02.06.2013

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Temos peixinho.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Acreditem

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Irem bem vestidos e terem um carro novinho, reluzente e de uma daquelas marcas que não deixa dúvidas de que custou um balúrdio não chega. A educação que se tem de ter para não deitar lixo janela fora não se compra e há-de haver sempre alguém que olhe para o que fizeram e vos chame aquilo que são. Sem ofensa para os bichos.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Há esperança

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Já duas pessoas me disseram hoje que a barriga parece mais descida (mas uma foi o marido e esse está (quase) com tanta vontade que o peixe saia quanto eu). Mas estou contentinha que só visto, que a esperança é a última a morrer.
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Piada, case study, freakshow

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Como sou meio amalucada e não vejo razão nenhuma para não o fazer - seja médica ou pessoal - continuo a ir à natação, apesar de apenas uma vez por semana e enfiada no fato-de-banho (velho) da mãezinha, convenientemente grande para abarcar 39 semanas de gestação. O resultado é que a minha gravidez já se tornou conversa de balneário, de piscina, de homens, de mulheres e, creio, até de crianças (hoje uma menina de uns 6 aninhos foi vista a olhar para a minha pança de bola de Pilates e a arregalar os olhos). Tudo o que me dizem nas primeiras frases que me dirigem é:
"Olá! Ainda por aqui?"
"Então, ainda não foi esta semana?"
"Ainda não há novidades?"
"Ai, a barriga ainda não descaiu!"
"O peixinho não quer nascer - é do frio e do vento."
"Pensei que já não viesses esta semana:"
"Ai que ainda vem nascer na minha piscina!" - esta diz o prof com um ar um tanto ou quanto angustiado.
Resultado: esta semana vou lá na 5ª também, que isto ou vai ou racha e a nadar bruços sinto muito mais esforço na barriga do que a fazer os quilómetros que me dizem para palmilhar.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

And this is me

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The teacher by C.P., uma das minhas alunas do 4º ano. Com peixinho na barriga e tudo! Não caibo em mim de contente - amei!
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domingo, 19 de maio de 2013

A minha alma está parva

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Mas muito, muito, muito contente! Como diz a Ursa, triste é não ter família, não ter quem chamar pai ou mãe, ou pais ou mães, não ter uma casa ou perder a que temos porque a mãe ou o pai (o que tinha os direitos) morreram e legalmente a outra pessoa que conheceram como família não tem direitos, importância. Preocupem-se se os adoptantes são pessoas íntegras, capazes e com amor e paciência para dar e não com quem se deitam todas as noites.
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P.S.- quando tiver acesso a um internet explorer que me permita colocar links, etc., corrijo o post. Não que alguém não saiba do que falo ou quem é a Ursa... - Feito.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

12/6

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Alívio
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cantar de Galo

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Como me diziam no post anterior, falar de mais dá asneira. Os pés inchados agora acompanham uma tensão arterial a subir e, portanto, maior vigilância e, em último caso, indução do parto.
- mala da mãe pronta (camisas de noite com abertura à frente incluídas; o maior problema é abri-las, êta botãozinho pequenino enfiado em casa ainda mais pequenina)
- mala do bebé pronta (se nascer pequeno não há nada que lhe sirva, só comprei tamanhos 56, mas quem é que se lembraria que eu vou algum dia poderia parir um ratinho?!?)
- verniz tirado (parece que não conseguem ver se estamos azuis de frio ou de coisa pior com as unhas pintadas de verde tropa, não se percebe)
- depilação (marcada para amanhã - uups)
- respirações na ponta da língua (contração forte, fraca, não faz força, fuu-fuu-fuu, vai ser lindo)
- modo pânico instalado - check!
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Wish me luck.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pedir não custa e andar já eu ando

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Eu sei que, no que interessa mesmo a sério tenho uma sorte descomunal e posso dizer que nasci com o rabo virado para a lua - apesar de àquela hora não haver lua sobre Lisboa. A gravidez tem sido mais uma prova. Das "pequenas" maleitas de grávida aos graves problemas de uma gravidez, não houve (quase) nada a apoquentar-me. Não tive dores nas costas, incontinência, ciática a sério, enjoos, azia, não vomitei uma única vez, durmi noites inteiras até às 34 semanas (mesmo agora, levanto-me duas vezes), não tive contrações - nem das sérias nem das de brincar - não tive hemorragias, diabetes, tensão alta, resultados dúbios nas ecografias, ameças de aborto, nem nenhuma outra coisa que me incomodasse. Nem agora, quando empurro uma bola de Pilates à minha frente. Mas, se não for pedir demais à sorte, agora precisava que o puto encaixasse a tola na minha pélvis e que tudo o que o impede de sucumbir à lei da gravidade começasse a dar de si, que andar sobre dois presuntos que apenas consigo enfiar numa das sandálias que possuo já está a chatear-me e agora parece que as mãos vão pelo mesmo caminho dos pés e estou com medo do que pode acontecer-me à cara. Muito obrigada.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conselho "grátes"

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Se querem abrir uma loja de roupa de criança, ou se querem desenhar roupa de criança, comecem uma marca que tenha mais peças para menino que para menina. Tem que resultar*.
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* Pelo menos garanto que ainda ninguém tentou!
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Choque cultural

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Ir ao "chinês" comprar umas molas para prender a fralda ao ovo do peixinho, levar a Luna, pegar nela ao colo para entrar e dar com uma chinesa chocada com o facto de uma grávida ter um animal ao colo. Parece que na China também é tabu.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

OMG, OMG, OMG

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Faltam pouco mais de 60 dias para a data prevista para o parto. Estou em choque, a única certeza que tenho sobre como se passaram os outros 7 meses é esta: esteve a chover. Bastante.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Teorias da nomenclatura

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Como conheço pessoas traumatizadas por se chamarem Joana, outras que preferiam chamar-se Margarida, outras que se chamam Margarida e só admitem que as tratem por Guida, e outras ainda que Guida é que nem mortas, estou convencida que essa de se ficar traumatizado por causa do nome que se tem vai mais da pessoa do que do nome que lhe puseram.
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Não faço ideia do que seja

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Ouço nesta casa um apito agudo, daqueles que ficam a reverberar na cabeça, com repetições irregulares, sempre que está "temporal" - ou seja, faz vento ou chuva ou ambos em simultâneo. Como se não chegasse estar a ventar ou a chover ou ambos ao mesmo tempo.
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quinta-feira, 21 de março de 2013

Azar?

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Azar era ter sido o pai a montar-lhe a cama! Empolgou-se depois de ajudar a virar o estrado e resolveu enfiar uma pecinha num buraco. É claro que era o buraco ao lado e já estava a ver que a pecinha não saía de lá.
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segunda-feira, 18 de março de 2013

Já não chegavam as ideias de antanho, ainda inventam novas

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Há dias lia na internet que dá azar ser a própria mãe a montar o berço ou cama do filho. Comentei mais* esta crendice com o mariducho, orgulhoso espécime possuidor de quatro pés e cuja ajuda no departamento IKEA é carregar (já não é mau, só a cómoda ultrapassava os 40 kgs), que respondeu imediatamente: "Mas essas superstições não é suposto virem de ideias do passado? Que mãe é que montava berços no tempo das nossas mães ou avós?"
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* soube há tempos que o mais provável é vir a ter um ursinho em vez de um bebé, pois encostar a Luna (ou outros animais, não vamos traumatizar a bicha) à barriga origina sinais peludos no local tocado.
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I wonder

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Depois de mais um fim-de-semana de merd@ no que ao tempo diz respeito, e olhando hoje pela janela com olhos lacrimejantes pelo sol esplendoroso pergunto-me se o Pedro lá de cima está de acordo com o Pedro de cá de baixo e está a dizer-nos subliminarmente "Saiam da vossa "zona de conforto"! Se é para levarem com chuva na pinha, ao menos que seja por um ordenado com mais de três dígitos."
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sexta-feira, 15 de março de 2013

Eu não acredito que ouvi isto, mas ouvi

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Há uma colega (melhor dizendo, uma professora de base, ou seja, efectiva e não a recibos verdes como eu) também grávida no colégio, com umas semaninhas a menos que eu. Quando falei com a direcção disse que não vou acabar o ano lectivo - o puto há-de nascer antes - mas voltarei ao batente quando as aulas de Inglês começam. Tive sorte, o miúdo nasce mesmo em boa altura, fico 4 meses com ele e recomeço o trabalho. Por acaso ouvi a conversa da direcção com a colega que está, obviamente, a pensar ficar 6 meses em casa e ouvi, para minha incredulidade, a minha situação ser atirada à cara da professora, numa de "Ah, vai ficar 6 meses. Mas sabe que a professora de Inglês volta logo em Outubro para fazer o ano inteiro?" Pois é - quando existem trabalhadores de primeira e de segunda, desenganem-se os de primeira: o objectivo é que sejamos todos trabalhadores de segunda. O mais possível.
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A propósito de mais uma maravilhosa notícia sobre os recibos verdes, que vi aqui.
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu sei que há coisas mais importantes, mas

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Quico I. Ainda estou a rir-me.
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(dêem-me um desconto, estou grávida e trabalho com putos dos 3 aos 10 anos, o cérebro já não é o que era; conheço montes de Franciscos com menos de 12 anos de idade - não há nem um que não seja tratado por Quico; e dizia-me uma amiga no outro dia, perante a possibilidade de o sobrinho se chamar Francisco porque Quico é tão giro: "Quico não, isso era o nome do meu macaco de peluche!")
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segunda-feira, 11 de março de 2013

Irra

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Já parava de chover, ventar, fazer frio no geral e voltava o sol, boa?
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"O" curso*

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Confirma-se: tratar do coto umbilical** é aterrorizador e nojento. Abençoado curso de preparação para o parto onde trabalhamos com bebés a sério e não apenas com "carecas". É que não há quem mereça ser confrontado com aquilo pela primeira vez no seu próprio filho!
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* AKA curso de Preparação para o Parto;
** o pedaço de cordão umbilical que fica agarrado ao bebé depois de ser cortada a ligação à mãe.
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sexta-feira, 8 de março de 2013

Vivemos numa república, graças a deus!

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Diz o pai que o nosso filho tem nome de rei.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Serviços Públicos com marcação

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Há que dizer bem quando é preciso e se há coisa que implique a toma do xanax pela véspera, à noite, é a ida a locais interessantes como uma repartição das finanças, um serviço da segurança social e afins. Tarefas burocráticas ligadas à adorada máquina estadual significam, regra geral, perder muito tempo, receber alguma informação e torrar muito a paciência. Mas descobri o agendamento aquando da substituição do BI pelo CC - que correu bem, nem 10 minutos atrasou - e agora voltei a usá-lo para uma visita à segurança social do areeiro: impecável. Atendimento mais uma vez quase pontual e ausência da habitual horda de bárbaros.
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(este post parece um daqueles de publicidade disfarçada de informação desinteressada...)
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Homem sofre

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Quando alguma coisa corre mal numa gravidez (vade retro) e é o pai a ir-se abaixo, dizem: "Ai, é porque não é mãe, não tem a força nem a fé de quem tem um filho a crescer dentro de si." Já se o pai se mantém estóico e é a mãe a perder-se de desgosto perante a adversidade, dizem: "Ah, é porque não é mãe, não o sente a crescer dentro de si, não tem a mesma sensibilidade." Não há cu que aguente tanta psicologia da treta.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Soube hoje

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Mais uma a ir embora. Melhor, mais duas. Agora é todas as semanas isto - ou vai um conhecido, ou um amigo, ou um amigo de um amigo, ou um vizinho, um colega de trabalho, alguém que ouço a conversar no autocarro, alguém. Mas agora, que vão além do meu primo que já lá está, a mulher e a filha, a minha priminha, dou por mim a pensar que estamos a perder não apenas a mais bem qualificada geração de sempre, mas a seguinte também. E a sensação que tenho é que Portugal se está a esvaziar de gente, de objetivos, de propósito e de futuro. Li não sei onde sobre este êxodo "o último a sair que apague a luz", e a frase ficou-me na memória. Cada vez há mais luzes apagadas, luzes que, quase de certeza, não tornarão a acender-se a não ser por curtos períodos, para matar saudades. E não há sol, nem o de Lisboa, que alumie tanta escuridão.
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Na minha mando eu

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Hoje descobri uma defensora do parto natural. Eu tentei levar a coisa a brincar, com um "parto normal, sim, natural é que não, obrigada!" mas a senhora não se calou. Eu não quero que ela leve com a epidural da próxima vez que vá parir, ainda bem que gostou da experiência, mas porque é que há de quer que eu expulse o girino sem ajuda?!? Se pudesse, levava a epidural até para fazer a depilação, sofrer não é comigo.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Iogurte tamanho XXL

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Guess

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Não, não andei a esfregar-me em paredes acabadas de pintar. Uma pista: LIDL.
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Maravilhas da pré-maternidade II

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A roupa de grávida.*
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* Sim, é mesmo só isto. Se já estiveram grávidas sabem do que falo, se não... preparem-se. É que só visto.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nada a ver com o Dia dos Namorados nem com o Carnaval

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O egoísmo mascara-se muitas vezes de amor.
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

"A palavra de ordem é: simplifique."

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"Leu algures que tem de lavar a roupa do bebé à mão, passá-la... Acorde para a realidade! Desde que o bebé nasceu que é agredido pelo nosso meio. (...) Gradualmente o organismo do bebé arma-se para responder a essas agressões. As roupas são uma agressão; os detergentes são outra, quer os manuais quer os de máquina. Separada da sua roupa? Porquê? Quando o tem ao colo não o encosta a si? (...) Com certeza não lava a roupa de vestir com os panos do pó e com a almofada onde dorme o cão e por vezes ele vomita, certo? O critério é o mesmo. (...) Se não tem cueiros cheios de rendinhas e de tecido que tem de ser passado, quando apanha a roupa do seu bebé dobre-a logo fazendo pressão com a sua mão... e poupe o tempo e a electricidade que gastaria a passar a ferro." (in O Grande Livro da Grávida, Marcela Forjaz, ed. A esfera dos livros.)
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Obrigada, Sandra, pelo empréstimo do livro e muito, muito obrigada, Doutora Forjaz, por me livrar de mais um peso: já chega o da pança.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ai

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Já tinha dito o quanto adoro directores de escola que nunca foram professores? Festa de Carnaval o dia inteiro, com concurso de máscaras à mistura, e no final, lá entre as 16h30 e as 17h30, uma aulinha de Inglês. Não tivessem eles 6 ou 7 aninhos e mandavam-me dar uma curva - tendo eu bem mais, mando-os eu dar uma curva: vá de jogos e músicas e não digam que vão daqui.
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P.S. - E a explicação até às 20h? Há putos que trabalham mais horas semanais que os pais!
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Maravilhas da pré-maternidade

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Rendo-me - o fato de banho já não estica mais. Tenho de ir comprar qualquer coisa com espaço para a pança ou na 5ª quando der por mim estou a nadar 200 metros fio dental.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O diabo está nos detalhes

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A minha mãe foi renovar o passe do meu avô à Carris, onde foi informada que terá de levar uma foto dele diferente da que constava no passe caducado - mesmo que a pessoa em causa tenha 92 anos e, portanto, as diferenças mais visíveis de há 10 anos para cá sejam a ausência de mais 3 ou 4 fios de cabelo e uma ruga ou outra mais profunda. Ao olhar as fotos do meu avô perdidas lá por casa constato que, além das iguais à do passe antigo, temos uma outra ainda mais velha, digamos de aí há uns 15 anos. Ora, penso cá para os meus botões, eles querem diferente e não necessariamente mais actual - e lá disse à minha mãe para ir tentar renovar o passe com aquela. E não é que aceitaram a foto, sem questões nem problemas?! Dou-me por satisfeita, afinal quando for altura de renovar o passe novamente - que o sr. não está a pensar finar-se tão cedo - levamos a que eles agora recusaram e, maravilha das maravilhas, ao menos não vai parecer que fez um lifting à cara de um passe para o outro.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

o pessoal da blogoesfera juntou-se para baixar a taxa de natalidade?*

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E assim aproveito para partilhar a última novidade - e juro que não combinei com ninguém. Daqui a 5 mesitos teremos mais um peixinho a nadar no meu aquário. Peixinho querido, macho exibicionista desde a mais tenra idade - mostrou os apêndices masculinos na primeira imagem da ecografia dos 3 meses - cá te aguardamos. É agora que o aquário morre de vez, mas ao menos é por uma boa causa.
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* pergunta a Mulher Certa; touché, como de costume.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Olhe que não, olhe que não

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Dar um título a um romance é uma tarefa mais complicada que dar nomes a bebés rapazes (raparigas é fácil).
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Daqui.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

The sweetest thing

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Um aluno entra na minha sala vindo do lanche e diz-me, tremendo a voz como eu costumo fazer para melhor transmitir a ideia: "Teacher, tenho cold!"
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Carta ao Sr. Costa

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Caro Sr. Costa aka Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
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É do conhecimento geral que os senhores que pertencem ao grupo parlamentar do PS estão mal habituados no que aos automóveis diz respeito, mas pelos vistos os da Câmara de Lisboa também. Diz-me a minha mãe e confirma-me o Público desta manhã que quer impedir carros anteriores a 2000 de circular na Baixa e na Av. da Liberdade* apartir do primeiro trimestre de 2013 e a desculpa o motivo (onde é que já ouvimos isto?) é que são imposições da UE. Sr. Costa, o meu primeiro carro morreu com 10 anos porque o arranjo de que precisava era demasiado caro para um tempo de vacas ainda gordas, pelo que se decidiu na família ser mais razoável trocá-lo por um novo, usufruindo do abate "paitrocinado" pelo estado. O atual foi planeado para pelo menos 10 mas, sendo que as vacas já estão magras e ainda mais vão emagrecer, dava-me um certo jeito que se aguentasse mais uns - quantos mais, melhor, que não sou esquisita e desde que não me deixe permanentemente apeada, não me queixo se tiver de andar de Clio (Clio, Yaris, potatoe, potato, o sr. percebe). Mas convém-me que me deixem circular na cidade onde vivo e trabalho, onde pago impostos, onde apanho a m€rd@ da cadela, onde chamo os monos para que a tralha velha não se acumule na rua e outros pormenores assim sem importância. Por isso, peço-lhe encarecidamente que explique na UE que não estamos em tempo de mariquices. E, caso seja o Sr. a não perceber, eu explico-lhe, trabalho a recibos verdes e até sou baratinha, até lhe faço uma apresentaçãozinha para a UE, com desenhos e legendas logo em Inglês. Sabe, é que eu dou aulas a crianças apartir dos 3 anos e se eles me entendem mesmo quando insisto em dizer que o boneco que tenho na mão it's a dog e não um cão, tenho a certeza de que vossas excelências também compreenderão.
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Sem outro assunto - de momento - me despeço, com os melhores cumprimentos e com a promessa de pensar bem em quem vou votar na próxima vez que houver municipais.
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* a teoria para os cortes de tráfego anteriores era a ausência de catalizador nos carros até certo ano, tenho uma certa curiosidade de saber qual é o problema dos anteriores a 2000; não terem vidros elétricos nas portas traseiras?; não serem bonitos e modernos q.b.?; não estarem acima das nossas possibilidades, nação rica e em crescimento?
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como é que se ladra em alemão?

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A Luna e a Leila também foram ter com a Merkel. Bem, na realidade, a Luna foi tremer de medo (rai's partam as vuvuzelas) e a Leila foi abanar-se e, houvesse oportunidade, dar beijinhos a alguém - nem a Merkel escapava. Têm receio que o Royal Canin passe a Friskies ou (cruzes canhoto) ração do LIDL.
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Frase da semana

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"Nunca cortei em tanta coisa e nunca a conta ao final do mês esteve tão em baixo", disse-me uma colega da secundária que encontrei no autocarro. Mais coisa, menos coisa tinha eu dito ao mariducho este fim de semana.
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(é de salientar que nada temos em comum - esta ex-colega e eu - nem sequer na escola éramos próximas) (e se agora já está assim - falámos mesmo no que tentamos poupar em comida! - em 2013, como vai ser?)
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Já é Natal?

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A Rachelet indica-nos os caminhos do saber em quase todos os posts: desde o que fazer a um sábado de chuva à data em que o Natal deve chegar aos nossos lares. Sem ir consultar o site amavelmente disponibilizado, tenho de dizer que, para mim, excessiva antecipação mata o Natal. Por exemplo, o meu vizinho do esquerdo tem a coroa de Natal pendurada na porta pelo menos desde julho - dizem as más línguas que há anos que não sai de lá. A princípio ainda me ria a cada entrada ou saída de casa, agora já nem a vejo - que é exatamente o que me acontece com a injeção consumo-natalícia que costuma ter início em novembro. Abro uma exceção para os consumíveis: o Bolo Rainha agora é que é bom, no Natal vem mal cozido e mal recheado.
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P.S. - Já segui o link e aconselho. Foi aparecer a imagem e soltar uma gargalhada.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Época Nobel

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Depois de conhecer o Nobel da Paz tenho que deixar aqui a minha aposta para próximo Nobel da Economia: Gasparzinho.
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* eu sei que existe um candidato chamado Álvaro, mas tem-me parecido que o Gasparzinho manda bastante mais e, se tal é possível, ainda melhor que ele.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Chuva + calor

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= E agora o que é eu calço?
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

135

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São os degraus que separam a paragem do autocarro da minha porta de casa. É nestas alturas que me lembro com saudade de Amesterdão...
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A profissão mais catita do mundo

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É ser professor. E, em pelo século XXI passar pela mercearia dos pais de um aluno, perguntar como correu a consulta no médico - pois tem andado doente - e receber três pêssegos de oferta. Que belo miminho!!!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vivam os cabides metálicos

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Desde que estou na nova casa um cabide da 5 à sec, completamente desfigurado, já serviu para:
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1. Desentupir o cano do esgoto da máquina da loiça (apesar de o prédio já ter mais de 20 anos nunca nnenhum dos inquilinos teve uma e o cano ainda estava atulhado de lixo da construção);
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2. Desentupir o tubo do aspirador, atulhado de cascas de amendoim que eu fui demasiado preguiçosa para varrer (nunca é tarde para aprender: cascas de amendoim varrem-se, não se aspiram);
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3. Pescar a tomada do fogão, caída atrás do mesmo depois de ser desligada da ficha por motivos de força maior.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Belém, era isto que devia estar aí hasteado

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Tirado à Isa.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Iluminar o futuro

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Ainda anteontem na mercearia - eu gosto de ouvir as pessoas na mercearia, dão-nos uma perspectiva ainda mais real da sociedade do que os comentários nos jornais online, com a vantagem de não ter de levar com tanto palavrão - se falava das charadas que antigamente se aprendiam, como uma sobre algo nascer verde, pôr-se de luto e, depois de muitos sofrimento, dar luz (sendo a azeitona a resposta). Eu, que sempre gostei destes jogos de palavras, até porque me lembro de os ouvir do meu avô quando era pequena, ia ouvindo, sorrindo e dizendo que não sabia as respostas - só acertei a da azeitona, mas porque me lembrava. E também ouvi que parecia impossível, uma menina estudada não conseguir adivinhar estas coisas - como se as charadas fossem absolutamente lógicas e portanto reveladoras de inteligência ou educação, e não apenas um jogo de palavras, engraçado, está certo, mas pouco mais do que isso. Acerca da charada da azeitona comentei que hoje em dia seria difícil encontrar uma criança que percebesse aquilo, pois a maioria não saberá que o azeite serviu, um dia, como combustível e não como tempero. Mas que sabem outras coisas, muito diferentes. E as minhas crianças demonstraram-no ontem. Como revisão, pus no quadro imagens de um crocodilo, um tigre, um gato, um macaco e uma cobra e perguntei qual dos animais não pertencia ali. A primeira de dedo no ar respondeu "É o gato, que é um animal doméstico e os outros são selvagens" e eu disse que sim, a resposta estava correta - mas havia outras, quem me dizia? E não tardou um menino dizer-me "É a cobra, porque é a única que não tem patas." Correto também. Esta elasticidade mental era o que as charadas, com as suas respostas enigmáticas mas imutáveis, não conseguiam alcançar. Os meninos que me responderam têm entre 5, 6 e 7 anos, metade ainda não sabe ler nem escrever. Acham que sabem pouco? Eu não.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Não necessita de título

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Tirado sem hesitações nem pudor do blog da kiss me.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O diabo está nos detalhes

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Vi um título de um post de há algum tempo que dizia "Quando for grande vou viver no 4º andar". Já cheguei ao 3º, agora é só mais um esforço. Mas no 4º vou mesmo ter de ter elevador.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só falam do beijo

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Ainda não ouvi ninguém falar num grupo que, na manifestação de Lisboa, empunhava cartazes a imitar os pacotes de açúcar Nicola da coleção "Hoje é o dia", com frases como "Um dia ficas sem subsídios. Hoje é o dia." Ou só eu é que achei piada?
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Baixou em mim a luz

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Dizia-me uma pessoa que todos os entrevistados pela TV na manifestação de Sábado estavam empregados. Esta afirmação deixa implícita (eu sei, eu conheço) a crítica aos que confortáveis, com emprego, sabe-se lá a ganhar quanto, se queixam, enquanto outros há, pobres coitados, que nem emprego têm - e não foram choramingar para as ruas. Eu podia ter pegado por tanto lado - mais não fosse pela óbvia representatividade estatística das entrevistas conduzidas e posteriormente editadas por um canal de televisão - no entanto baixou em mim uma ideia que, mesmo que não tenha atingido o alvo me iluminou a manhã e voltou a justificar a minha e tantas outras idas à manifestação. O que respondi foi apenas "Parece-me que o facto de estarem numa manifestação pessoas com emprego fala mais sobre quem, sem emprego, não pôs lá os pés, do que sobre aqueles que, empregados, foram."
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sábado, 15 de setembro de 2012

A única coisa necessária ao triunfo do mal é os Homens bons não fazerem nada*

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Eu não gosto de manifestações, detesto ajuntamentos de pessoas e tenho sempre receio de levar por tabela. Mas hoje vai ter de ser. Com ou sem excesso de gente. Com ou sem receio de carga policial. Com ou sem calor. Com ou sem tantas coisas boas para fazer. E porquê desta vez? Porque já é mais tarde que cedo e, continuando a caminhar neste sentido acredito que entramos sem retorno na espiral falta de trabalho, falta de poder de compra, fecho de mais empresas, mais despedimentos, menos poder de compra, etc., etc.. Vamos mostrar que não há consenso em relação a estas medidas. Não queremos partir isto tudo, não queremos deixar de pagar, a troika, a Merkel e a UE não têm um mandato dos portugueses. Os nossos governantes, sim. E esses é que têm de perceber que já chega, há que começar a pegar por outro lado. E não me lixem - há muito por onde pegar. A começar por si próprios.
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* Andava à procura da frase, dei com ela na Arte da Preguiça.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A verdade é mais estranha que a mentira

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Estão a ver quando nos filmes aparece uma mulher com um olho negro que justifica a mazela com um acidente contra uma porta e nós, telespectadores e guionistas de bancada, pensamos como teríamos encontrado uma resposta melhor e tão mais credível? Pois digo-vos que a realidade é ainda mais inverosível que os filmes: hoje, perante o meu olho negro e após muito pensar, cheguei à conclusão que só pode ter sido de uma coisa: o par de murros que dei a mim mesma ao colocar os óculos da natação. Credível? Nããã! Verdade? Sim.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

(Sementes da) Revolta

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Eu nunca vi um dos nossos governantes mas hoje sei o que faria se me cruzasse com alguém do governo que reconhecesse. Virava-lhe as costas. Mudava, ostensivamente, de passeio. Vaiava-o (um bom velho 'buuu' chegava). Brandos costumes, povo ordeiro - tudo bem. Nada ganhávamos em atirar pedras ou insultos, em bater ou em cuspir na fronha de um dos nossos ministros - além da lama lavada e de uma visita às instalações da polícia. Mas há formas de mostrar o descontentamento igualmente óbvias e que não constituem crime. Imaginem, por exemplo, a ida ao concerto de Pedro Passos Coelho na 6ª feira, logo a seguir à comunicação ao país se, em vez de nada se passar, a sala em peso o vaiasse. Se as pessoas não se sentassem, ficando teimosamente de pé e de costas para ele. Ou se até apenas metade o fizesse. Nada resolve, podem dizê-lo e têm razão. Mas passava a mensagem - porque alguém tem de mostrar a quem de direito que os limites já foram ultrapassados.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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Procurou as chaves de casa antes de entrarmos no carro, escondidas numa das divisórias da bolsa que carrega a tiracolo. Ainda não tínhamos andado 2 minutos quando exclama "Não sei se tenho as chaves de casa!", recomeçando a busca pelas ditas divisórias. Não digo nada, a surdez não ajuda e prefiro evitar chamar-lhe a atenção para estas falhas. Lembra-se  no entanto como, com 20 anos, modificou o sistema de disparo dos canhões do quartel, tornando-os elétricos.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nunca pensei

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Mudar de Lisboa para Amesterdão e de volta para Lisboa deu menos trabalho que mudar de uma freguesia de Lisboa para a do lado. E ainda não tratei da burocracia...
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

A vingança nunca para*

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Uma das coisas giras de continuar a morar na zona que me viu crescer é encontrar os "stores" da escola secundária e falar-lhes. Aos que gostavam de nós e ficam felizes pelo encontro e, especialmente, aos que não gostaram de nós e fazem de tudo para evitar, sequer, cruzar o olhar connosco.
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* A.O., eu até me esforço, mas não consigo habituar-me a ti; és feio.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estou tão contente

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O jeito para matar todas as plantas que por minha casa passam já era do meu conhecimento. Afinal descobri que também tenho jeito para as resuscitar!
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(Se vissem o estado do meu pobre manjerico ontem à noite e o de agora até criam em milagres; deve ser porque gosto tanto de manjericos e do seu cheiro.)
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sábado, 7 de julho de 2012

Ai se o Euromilhões fosse tão previsível como o nosso desgoverno

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Eu não disse que vinha aí nova contribuição para a saída da crise? E afinal nem 15 dias demorou, com a ajudinha dos senhores do Tribunal Constitucional que acordaram de repente - algum pesadelo a perturbar o sono de beleza, coitados. Agora quero ver os que achavam que o funcionário público e o reformado só estavam a fazer a sua obrigação ao levar com o corte contentinhos por irem entrar na dança.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não é adágio popular (mas podia)

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Se mãe-galinha foste, avó-galinha serás.
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Boas ideias (e exemplos)

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Ando eu a matutar como hei de continuar na profissão que me escolheu (professora) apesar de ter uma licenciatura em Comunicação Social. Será melhor matricular-me no curso de professora primária, dado que dou aulas nesse grau de ensino? Ou tiro um Inglês-Espanhol direcionado ao ensino de alunos mais velhos? Desconfio que o que quer escolha será o que não vai contar um dia que o Inglês no 1º ciclo se torne obrigatório... Ora, dúvidas para quê, tiro os dois! É só seguir o exemplo do nosso querido Miguel Relvas e pedir o reconhecimento da minha experiência profissional! Ainda por cima eu, ao contrário do Miguel, tenho-a.
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Pimenta no rabo dos outros p'ra mim é frescura

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Em conversa com as professoras do colégio, duas sugeriram que eu falasse com o diretor para que fosse o colégio a contratar-me diretamente, mesmo que a recibos verdes, sempre recebia eu os 5€/h que neste momento ficam nas mãos da empresa que me contrata. Depois da reunião perguntaram-me como tinha corrido e o que ele tinha dito - também a elas convém que eu fique, os pais dão muita importância ao Inglês e, por experiência de outros anos, sabem que havendo problemas são elas que levam com as reclamações. Eu expliquei que ele nem me tinha dado hipóteses, que tinha logo dito que queria manter a empresa mas que gostava que eu ficasse. Houve logo quem percebesse a situação do dono do colégio: "se faltas a empresa substitui-te", "se engravidasses era um problema para o colégio substituir-te uma data de meses", etc.. Respondi-lhe algo como "ainda bem que compreendes a posição do doutor, quando for a vez de vocês, professoras de base, ficarem a recibos verdes custa-te menos a aceitar a situação". Porque é que as pessoas são tão egoístas?
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A raiva já passou

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Sou professora de Inglês de crianças dos 3 aos 10 anos (bem, já os tive de 14, 15 ou 16, mas isso são outros quinhentos) - e, a julgar pelas reações de crianças, pais e restantes professores ao fim de cada ano de convivência comigo, além de ser uma profissão que me dá gozo, desempenho-a bem. Mas, apesar de já ser o 5º ano letivo em que dou aulas através da mesma empresa, continuo a recibos verdes e, loucura das loucuras, com o vencimento por hora a diminuir - assim como os enfermeiros, outra classe profissional que também não tem o respeito deste país ou de quem o governa (há alguma que o tenha?). Escolas públicas, colégios particulares, de Chelas a Alvalade, meninos que se tratam por você e crianças que passam noites acordadas à espera que o pai, bêbado, chegue a casa e acabe de espancar a mãe para elas a irem confortar, tratar e pôr na cama, já vi, já conheci, já ensinei, já beijei. Não há nada melhor que se possa fazer pelo Inglês enquanto disciplina não obrigatória e em turmas cujos alunos não têm um conhecimento nivelado do que fazê-los gostar, desinibi-los, encorajá-los. Não há nada pior que se possa fazer do que contratar pessoas que não são capazes de gostar das crianças, que não conseguem impôr alguma disciplina, que não se conseguem adaptar a cada turma e utilizar as estratégias que, naquele caso, melhor funcionam. Não há nada pior do que tratar os que têm jeito e os que não têm - não gosto da dicotomia "os bons e os maus" - da mesma maneira. Neste fim de ano sinto-me lixo: lixo acarinhado, lixo elogiado, lixo desejado, mas lixo na mesma. E já só me sobra o desconsolo.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Era uma vez mais um subsídio de Natal

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Diz que o 'Governo (está) sem margem para medidas de austeridade “direccionadas exclusivamente” à função pública'. Dêem-lhes quinze dias e já sabemos de que forma vão os funcionários não-públicos contribuir desta feita para a festa.
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A propósito do jogo anterior

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Pais e avós desta Lisboa, já tinham tido tempo de, discretamente, se livrarem das vuvuzelas, não? Não houve brinquedo estridente a pilhas que tivesse durado tanto na minha infância...
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Rancor

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'"Call Centre" da Segurança Social de Castelo Branco despede todos os 400 funcionários'
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Ó pá, assim é que não me respondem ao problema que lhes expus. 6 vezes. Há um ano atrás. E que, segundo a última conversa, continua em análise.
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Ah, é verdade, não faz mal, resolvi-o com uma visita de cerca de 1h ao Areeiro. Perdoem-me se, neste caso, a empatia não me assiste.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O mundo divide-se entre...

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... o pessoal que lava a loiça antes de a meter a lavar na máquina e os outros.
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(ai, gajas, se vissem o quão lavadinha está a loiça nem acreditavam - não tiro foto porque não tenho máquina)
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Direitos de autor: Pólo Norte.
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando for grande vou viver no 4º andar

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Na década de oitenta alguns construtores ou arquitetos resolveram dar mais valor aos apartamentos que construiam chamando rés-do-chão ao que é, claramente, uma cave (de um lado as janelas são altas mas do outro estão a 20 cm do chão) e 1º piso ao rés-do-chão. Ora eu vivo no rés-do-chão, perdão, no 1º piso*, e odeio. Primeiro, é estar demasiado próximo da rua e do portão de entrada (se ouvissem o estrondo com que fecha percebiam), com todos as conversas, entradas, saídas, risadas, sussurros e pestilência de quem vem fumar à rua a entrar pela janela. Graças à greve dos senhores da recolha do lixo junto um novo ódio aos andares baixos: havendo lixo a refogar ao sol dias a fio, o cheirinho também me chega a casa - a não ser que não abra a janela. Até recolherem a lixarada o arejamento está feito.
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* mesmo morando aqui há anos não há amiga que não se engane de vez em quando e não toque na campaínha que o senso comum lhe indica ao invés de tocar cá para casa.
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Seriously, G.R.R.M.?

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Mataste-me o Jon?! Eu não acredito que me mataste o Jon.
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Féshonista ou, se calhar, não

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Quando digo que ontem estive a ler um livro enquanto "o jogo" estava a dar e que tanto se me dá que ganhem ou percam, levo com um "Ah, está tão na moda dizer que não se liga a futebol, que é coisa que não interessa".
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Interessante, mesmo, é nunca ter ouvido um "Ah, está tão na moda ligar aos jogos da seleção, como se isso fosse algo realmente importante" perante o entusiasmo extremo de alguém que, em 30 anos, viu uma dúzia de jogos de futebol - os dos dois ou três últimos campeonatos europeus ou do mundo.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Com um pingo de chuva a traçar caminho entre os cabelos

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Pontes  - check! (pontes e passeios e parque e praças e canais e red light e ai as minhas pernas);
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Chuva - check! (as saudades que eu não tinha desse tempo que amofina...);
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Matar saudades - senti-me em casa, e isso diz (ou apesar de) tudo.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vou de ponte

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Ver pontes, apanhar chuva e matar saudades.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Feito

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Foi vê-los a mergulhar de cabeça no deep, cold river e a nadar como filhos de peixe. Lindo!
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

:D

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Estou a pensar em pôr os putos loucos com isto:
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Acham que vai resultar?
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P.S. - sim, sou menina de ir fazer estas figuras para a sala de aulas, pois sou.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Política na sala de aula

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O tempo para olhar para um calendário com olhos de ver não tem sido muito e o Dia da Criança que se aproxima não despertou a minha atenção. Marquei por isso um teste não no dia 1, mas para a aula seguinte - sendo que no dia 1 terei de fazer revisões.
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A tristeza por não terem aula livre no dia da criança foi óbvia, apesar da troca prometida - dia 8 é dia da criança para aquela turma, com aula livre. Um dos menos convencidos saiu-se, no final da discussão, com um "Eu detesto o Passos Coelho!" Apesar de mais do que habituada aos comentários sem nexo de muitos alunos este chamou-me a atenção e perguntei a que propósito vinha a afirmação. Resposta pronta: "Então, ele fez com que até as crianças tenham de trabalhar ao feriado!"
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Pois acabou a aula toda a rir, a começar por mim, claro.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O gosto de ensinar

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É cantar uma música em Inglês, estar a explicar o que é dito para não haver confusões e, depois de um "Red Flag! We can't swim!" Ouvir um vozinha de 7 anos dizer "Claro que não podemos, está red flag!"
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Sabedoria antes dos 10

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Diz uma menina de 9 anos, excitadíssima: "Esta semana vou finalmente pôr o aparelho nos dentes!".
Eu, que vivi no tempo em que usar aparelho nada tinha de giro, digo, sem conseguir disfarçar a falta de entusiasmo: "Ainda bem".
Acaba a conversa outra menina de 9 anos, com ar de sofrimento: "Pareces eu quando fui pôr óculos. Mal podia esperar por estarem prontos, mas depois de os ter perderam a graça num instante."
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Look on the bright side

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O sorriso depois da confissão ("Passo por lá todos os dias mas não me conseguia lembrar de onde era") assusta-me mais que a confissão em si, justificada por muitas dezenas de primaveras. Se ou quando, em vez da casa do frango assado, não encontrar a sua aquele sorriso vai doer mais que muitas lágrimas.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Podofobia*

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Já falei por aqui do quanto gosto do mercado de trabalho português e, especialmente, das suas regras bacocas. Não sei onde, que nunca me apeteceu etiquetar os posts e a memória já não é o que era, mas terei com certeza perourado contra os recibos verdes, a segurança social ou qualquer outra subespécie de sanguessuga ligada à tragi-comédia que é o dia-a-dia de um trabalhador neste rectângulo à beira-mar plantado e ao sol estendido. 
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E foi precisamente este último ponto que ontem me veio à memória quando me contaram como num call centre no centro de Lisboa uma trabalhadora não pode ir atender telefones de sandálias. Será com medo que do outro lado do telefone esteja um daqueles maluquinhos que tem nojo dos pés alheios - mas dos que também têm o poder de ver à distância o que está debaixo da secretária de quem o antende? Ou, melhor ainda, que ao cliente-interlocutor-feiticeiro cheire a chulé. Quem sabe estas regras antecipam um grande avanço tecnológico, o dia em que todas as chamadas - até as feitas para os call centres! - serão vídeo-conferências de corpo inteiro (para verem os pézinhos, claro) através de um qualquer aparelho que transmita partículas de cheiro de um lado ao outro (os pézinhos de novo). Pergunto-me para quando pedirem um 86-60-86 para as meninas do call centre e um atestado de frequência do ginásio para os meninos, para que a vídeo-conferência ser mais agradável aos olhos. Ou a uniformização do perfume que se pode usar - nada muito forte e da mesma linha que o desodorizante. 
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Ah, entretanto parece que no dito call centre as chamadas de uma linha de apoio a mães em stress podem ser atendidas por quem nunca nem de um primo cuidou, muito menos teve um filho e nada sabe sobe crianças, os seus problemas e/ou acessórios - mas só se for mulher.
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* obrigada, Google.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Há lá palavras mais doces

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"Ah, és tu, netinha!"
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In the country

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Já há muito tempo que não me cruzo com uma carroça e seu jumento em passo lento pela 24 de julho, mas hoje passei pelo pastor e suas cabrinhas aqui a 5 minutos de casa. É isto que é Lisboa, senhores.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Regresso ao Futuro

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Julgo que estou de volta aos anos 90 quando começo a ouvir conversas sobre pagamentos aos médicos particulares com ou sem IVA.
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