terça-feira, 20 de novembro de 2012

Carta ao Sr. Costa

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Caro Sr. Costa aka Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
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É do conhecimento geral que os senhores que pertencem ao grupo parlamentar do PS estão mal habituados no que aos automóveis diz respeito, mas pelos vistos os da Câmara de Lisboa também. Diz-me a minha mãe e confirma-me o Público desta manhã que quer impedir carros anteriores a 2000 de circular na Baixa e na Av. da Liberdade* apartir do primeiro trimestre de 2013 e a desculpa o motivo (onde é que já ouvimos isto?) é que são imposições da UE. Sr. Costa, o meu primeiro carro morreu com 10 anos porque o arranjo de que precisava era demasiado caro para um tempo de vacas ainda gordas, pelo que se decidiu na família ser mais razoável trocá-lo por um novo, usufruindo do abate "paitrocinado" pelo estado. O atual foi planeado para pelo menos 10 mas, sendo que as vacas já estão magras e ainda mais vão emagrecer, dava-me um certo jeito que se aguentasse mais uns - quantos mais, melhor, que não sou esquisita e desde que não me deixe permanentemente apeada, não me queixo se tiver de andar de Clio (Clio, Yaris, potatoe, potato, o sr. percebe). Mas convém-me que me deixem circular na cidade onde vivo e trabalho, onde pago impostos, onde apanho a m€rd@ da cadela, onde chamo os monos para que a tralha velha não se acumule na rua e outros pormenores assim sem importância. Por isso, peço-lhe encarecidamente que explique na UE que não estamos em tempo de mariquices. E, caso seja o Sr. a não perceber, eu explico-lhe, trabalho a recibos verdes e até sou baratinha, até lhe faço uma apresentaçãozinha para a UE, com desenhos e legendas logo em Inglês. Sabe, é que eu dou aulas a crianças apartir dos 3 anos e se eles me entendem mesmo quando insisto em dizer que o boneco que tenho na mão it's a dog e não um cão, tenho a certeza de que vossas excelências também compreenderão.
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Sem outro assunto - de momento - me despeço, com os melhores cumprimentos e com a promessa de pensar bem em quem vou votar na próxima vez que houver municipais.
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* a teoria para os cortes de tráfego anteriores era a ausência de catalizador nos carros até certo ano, tenho uma certa curiosidade de saber qual é o problema dos anteriores a 2000; não terem vidros elétricos nas portas traseiras?; não serem bonitos e modernos q.b.?; não estarem acima das nossas possibilidades, nação rica e em crescimento?
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como é que se ladra em alemão?

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A Luna e a Leila também foram ter com a Merkel. Bem, na realidade, a Luna foi tremer de medo (rai's partam as vuvuzelas) e a Leila foi abanar-se e, houvesse oportunidade, dar beijinhos a alguém - nem a Merkel escapava. Têm receio que o Royal Canin passe a Friskies ou (cruzes canhoto) ração do LIDL.
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Frase da semana

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"Nunca cortei em tanta coisa e nunca a conta ao final do mês esteve tão em baixo", disse-me uma colega da secundária que encontrei no autocarro. Mais coisa, menos coisa tinha eu dito ao mariducho este fim de semana.
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(é de salientar que nada temos em comum - esta ex-colega e eu - nem sequer na escola éramos próximas) (e se agora já está assim - falámos mesmo no que tentamos poupar em comida! - em 2013, como vai ser?)
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Já é Natal?

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A Rachelet indica-nos os caminhos do saber em quase todos os posts: desde o que fazer a um sábado de chuva à data em que o Natal deve chegar aos nossos lares. Sem ir consultar o site amavelmente disponibilizado, tenho de dizer que, para mim, excessiva antecipação mata o Natal. Por exemplo, o meu vizinho do esquerdo tem a coroa de Natal pendurada na porta pelo menos desde julho - dizem as más línguas que há anos que não sai de lá. A princípio ainda me ria a cada entrada ou saída de casa, agora já nem a vejo - que é exatamente o que me acontece com a injeção consumo-natalícia que costuma ter início em novembro. Abro uma exceção para os consumíveis: o Bolo Rainha agora é que é bom, no Natal vem mal cozido e mal recheado.
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P.S. - Já segui o link e aconselho. Foi aparecer a imagem e soltar uma gargalhada.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Época Nobel

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Depois de conhecer o Nobel da Paz tenho que deixar aqui a minha aposta para próximo Nobel da Economia: Gasparzinho.
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* eu sei que existe um candidato chamado Álvaro, mas tem-me parecido que o Gasparzinho manda bastante mais e, se tal é possível, ainda melhor que ele.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Chuva + calor

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= E agora o que é eu calço?
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

135

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São os degraus que separam a paragem do autocarro da minha porta de casa. É nestas alturas que me lembro com saudade de Amesterdão...
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A profissão mais catita do mundo

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É ser professor. E, em pelo século XXI passar pela mercearia dos pais de um aluno, perguntar como correu a consulta no médico - pois tem andado doente - e receber três pêssegos de oferta. Que belo miminho!!!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vivam os cabides metálicos

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Desde que estou na nova casa um cabide da 5 à sec, completamente desfigurado, já serviu para:
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1. Desentupir o cano do esgoto da máquina da loiça (apesar de o prédio já ter mais de 20 anos nunca nnenhum dos inquilinos teve uma e o cano ainda estava atulhado de lixo da construção);
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2. Desentupir o tubo do aspirador, atulhado de cascas de amendoim que eu fui demasiado preguiçosa para varrer (nunca é tarde para aprender: cascas de amendoim varrem-se, não se aspiram);
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3. Pescar a tomada do fogão, caída atrás do mesmo depois de ser desligada da ficha por motivos de força maior.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Belém, era isto que devia estar aí hasteado

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Tirado à Isa.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Iluminar o futuro

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Ainda anteontem na mercearia - eu gosto de ouvir as pessoas na mercearia, dão-nos uma perspectiva ainda mais real da sociedade do que os comentários nos jornais online, com a vantagem de não ter de levar com tanto palavrão - se falava das charadas que antigamente se aprendiam, como uma sobre algo nascer verde, pôr-se de luto e, depois de muitos sofrimento, dar luz (sendo a azeitona a resposta). Eu, que sempre gostei destes jogos de palavras, até porque me lembro de os ouvir do meu avô quando era pequena, ia ouvindo, sorrindo e dizendo que não sabia as respostas - só acertei a da azeitona, mas porque me lembrava. E também ouvi que parecia impossível, uma menina estudada não conseguir adivinhar estas coisas - como se as charadas fossem absolutamente lógicas e portanto reveladoras de inteligência ou educação, e não apenas um jogo de palavras, engraçado, está certo, mas pouco mais do que isso. Acerca da charada da azeitona comentei que hoje em dia seria difícil encontrar uma criança que percebesse aquilo, pois a maioria não saberá que o azeite serviu, um dia, como combustível e não como tempero. Mas que sabem outras coisas, muito diferentes. E as minhas crianças demonstraram-no ontem. Como revisão, pus no quadro imagens de um crocodilo, um tigre, um gato, um macaco e uma cobra e perguntei qual dos animais não pertencia ali. A primeira de dedo no ar respondeu "É o gato, que é um animal doméstico e os outros são selvagens" e eu disse que sim, a resposta estava correta - mas havia outras, quem me dizia? E não tardou um menino dizer-me "É a cobra, porque é a única que não tem patas." Correto também. Esta elasticidade mental era o que as charadas, com as suas respostas enigmáticas mas imutáveis, não conseguiam alcançar. Os meninos que me responderam têm entre 5, 6 e 7 anos, metade ainda não sabe ler nem escrever. Acham que sabem pouco? Eu não.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Não necessita de título

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Tirado sem hesitações nem pudor do blog da kiss me.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O diabo está nos detalhes

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Vi um título de um post de há algum tempo que dizia "Quando for grande vou viver no 4º andar". Já cheguei ao 3º, agora é só mais um esforço. Mas no 4º vou mesmo ter de ter elevador.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só falam do beijo

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Ainda não ouvi ninguém falar num grupo que, na manifestação de Lisboa, empunhava cartazes a imitar os pacotes de açúcar Nicola da coleção "Hoje é o dia", com frases como "Um dia ficas sem subsídios. Hoje é o dia." Ou só eu é que achei piada?
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Baixou em mim a luz

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Dizia-me uma pessoa que todos os entrevistados pela TV na manifestação de Sábado estavam empregados. Esta afirmação deixa implícita (eu sei, eu conheço) a crítica aos que confortáveis, com emprego, sabe-se lá a ganhar quanto, se queixam, enquanto outros há, pobres coitados, que nem emprego têm - e não foram choramingar para as ruas. Eu podia ter pegado por tanto lado - mais não fosse pela óbvia representatividade estatística das entrevistas conduzidas e posteriormente editadas por um canal de televisão - no entanto baixou em mim uma ideia que, mesmo que não tenha atingido o alvo me iluminou a manhã e voltou a justificar a minha e tantas outras idas à manifestação. O que respondi foi apenas "Parece-me que o facto de estarem numa manifestação pessoas com emprego fala mais sobre quem, sem emprego, não pôs lá os pés, do que sobre aqueles que, empregados, foram."
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sábado, 15 de setembro de 2012

A única coisa necessária ao triunfo do mal é os Homens bons não fazerem nada*

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Eu não gosto de manifestações, detesto ajuntamentos de pessoas e tenho sempre receio de levar por tabela. Mas hoje vai ter de ser. Com ou sem excesso de gente. Com ou sem receio de carga policial. Com ou sem calor. Com ou sem tantas coisas boas para fazer. E porquê desta vez? Porque já é mais tarde que cedo e, continuando a caminhar neste sentido acredito que entramos sem retorno na espiral falta de trabalho, falta de poder de compra, fecho de mais empresas, mais despedimentos, menos poder de compra, etc., etc.. Vamos mostrar que não há consenso em relação a estas medidas. Não queremos partir isto tudo, não queremos deixar de pagar, a troika, a Merkel e a UE não têm um mandato dos portugueses. Os nossos governantes, sim. E esses é que têm de perceber que já chega, há que começar a pegar por outro lado. E não me lixem - há muito por onde pegar. A começar por si próprios.
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* Andava à procura da frase, dei com ela na Arte da Preguiça.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A verdade é mais estranha que a mentira

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Estão a ver quando nos filmes aparece uma mulher com um olho negro que justifica a mazela com um acidente contra uma porta e nós, telespectadores e guionistas de bancada, pensamos como teríamos encontrado uma resposta melhor e tão mais credível? Pois digo-vos que a realidade é ainda mais inverosível que os filmes: hoje, perante o meu olho negro e após muito pensar, cheguei à conclusão que só pode ter sido de uma coisa: o par de murros que dei a mim mesma ao colocar os óculos da natação. Credível? Nããã! Verdade? Sim.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

(Sementes da) Revolta

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Eu nunca vi um dos nossos governantes mas hoje sei o que faria se me cruzasse com alguém do governo que reconhecesse. Virava-lhe as costas. Mudava, ostensivamente, de passeio. Vaiava-o (um bom velho 'buuu' chegava). Brandos costumes, povo ordeiro - tudo bem. Nada ganhávamos em atirar pedras ou insultos, em bater ou em cuspir na fronha de um dos nossos ministros - além da lama lavada e de uma visita às instalações da polícia. Mas há formas de mostrar o descontentamento igualmente óbvias e que não constituem crime. Imaginem, por exemplo, a ida ao concerto de Pedro Passos Coelho na 6ª feira, logo a seguir à comunicação ao país se, em vez de nada se passar, a sala em peso o vaiasse. Se as pessoas não se sentassem, ficando teimosamente de pé e de costas para ele. Ou se até apenas metade o fizesse. Nada resolve, podem dizê-lo e têm razão. Mas passava a mensagem - porque alguém tem de mostrar a quem de direito que os limites já foram ultrapassados.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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Procurou as chaves de casa antes de entrarmos no carro, escondidas numa das divisórias da bolsa que carrega a tiracolo. Ainda não tínhamos andado 2 minutos quando exclama "Não sei se tenho as chaves de casa!", recomeçando a busca pelas ditas divisórias. Não digo nada, a surdez não ajuda e prefiro evitar chamar-lhe a atenção para estas falhas. Lembra-se  no entanto como, com 20 anos, modificou o sistema de disparo dos canhões do quartel, tornando-os elétricos.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nunca pensei

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Mudar de Lisboa para Amesterdão e de volta para Lisboa deu menos trabalho que mudar de uma freguesia de Lisboa para a do lado. E ainda não tratei da burocracia...
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