sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Belém, era isto que devia estar aí hasteado

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Tirado à Isa.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Iluminar o futuro

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Ainda anteontem na mercearia - eu gosto de ouvir as pessoas na mercearia, dão-nos uma perspectiva ainda mais real da sociedade do que os comentários nos jornais online, com a vantagem de não ter de levar com tanto palavrão - se falava das charadas que antigamente se aprendiam, como uma sobre algo nascer verde, pôr-se de luto e, depois de muitos sofrimento, dar luz (sendo a azeitona a resposta). Eu, que sempre gostei destes jogos de palavras, até porque me lembro de os ouvir do meu avô quando era pequena, ia ouvindo, sorrindo e dizendo que não sabia as respostas - só acertei a da azeitona, mas porque me lembrava. E também ouvi que parecia impossível, uma menina estudada não conseguir adivinhar estas coisas - como se as charadas fossem absolutamente lógicas e portanto reveladoras de inteligência ou educação, e não apenas um jogo de palavras, engraçado, está certo, mas pouco mais do que isso. Acerca da charada da azeitona comentei que hoje em dia seria difícil encontrar uma criança que percebesse aquilo, pois a maioria não saberá que o azeite serviu, um dia, como combustível e não como tempero. Mas que sabem outras coisas, muito diferentes. E as minhas crianças demonstraram-no ontem. Como revisão, pus no quadro imagens de um crocodilo, um tigre, um gato, um macaco e uma cobra e perguntei qual dos animais não pertencia ali. A primeira de dedo no ar respondeu "É o gato, que é um animal doméstico e os outros são selvagens" e eu disse que sim, a resposta estava correta - mas havia outras, quem me dizia? E não tardou um menino dizer-me "É a cobra, porque é a única que não tem patas." Correto também. Esta elasticidade mental era o que as charadas, com as suas respostas enigmáticas mas imutáveis, não conseguiam alcançar. Os meninos que me responderam têm entre 5, 6 e 7 anos, metade ainda não sabe ler nem escrever. Acham que sabem pouco? Eu não.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Não necessita de título

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Tirado sem hesitações nem pudor do blog da kiss me.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O diabo está nos detalhes

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Vi um título de um post de há algum tempo que dizia "Quando for grande vou viver no 4º andar". Já cheguei ao 3º, agora é só mais um esforço. Mas no 4º vou mesmo ter de ter elevador.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só falam do beijo

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Ainda não ouvi ninguém falar num grupo que, na manifestação de Lisboa, empunhava cartazes a imitar os pacotes de açúcar Nicola da coleção "Hoje é o dia", com frases como "Um dia ficas sem subsídios. Hoje é o dia." Ou só eu é que achei piada?
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Baixou em mim a luz

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Dizia-me uma pessoa que todos os entrevistados pela TV na manifestação de Sábado estavam empregados. Esta afirmação deixa implícita (eu sei, eu conheço) a crítica aos que confortáveis, com emprego, sabe-se lá a ganhar quanto, se queixam, enquanto outros há, pobres coitados, que nem emprego têm - e não foram choramingar para as ruas. Eu podia ter pegado por tanto lado - mais não fosse pela óbvia representatividade estatística das entrevistas conduzidas e posteriormente editadas por um canal de televisão - no entanto baixou em mim uma ideia que, mesmo que não tenha atingido o alvo me iluminou a manhã e voltou a justificar a minha e tantas outras idas à manifestação. O que respondi foi apenas "Parece-me que o facto de estarem numa manifestação pessoas com emprego fala mais sobre quem, sem emprego, não pôs lá os pés, do que sobre aqueles que, empregados, foram."
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sábado, 15 de setembro de 2012

A única coisa necessária ao triunfo do mal é os Homens bons não fazerem nada*

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Eu não gosto de manifestações, detesto ajuntamentos de pessoas e tenho sempre receio de levar por tabela. Mas hoje vai ter de ser. Com ou sem excesso de gente. Com ou sem receio de carga policial. Com ou sem calor. Com ou sem tantas coisas boas para fazer. E porquê desta vez? Porque já é mais tarde que cedo e, continuando a caminhar neste sentido acredito que entramos sem retorno na espiral falta de trabalho, falta de poder de compra, fecho de mais empresas, mais despedimentos, menos poder de compra, etc., etc.. Vamos mostrar que não há consenso em relação a estas medidas. Não queremos partir isto tudo, não queremos deixar de pagar, a troika, a Merkel e a UE não têm um mandato dos portugueses. Os nossos governantes, sim. E esses é que têm de perceber que já chega, há que começar a pegar por outro lado. E não me lixem - há muito por onde pegar. A começar por si próprios.
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* Andava à procura da frase, dei com ela na Arte da Preguiça.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A verdade é mais estranha que a mentira

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Estão a ver quando nos filmes aparece uma mulher com um olho negro que justifica a mazela com um acidente contra uma porta e nós, telespectadores e guionistas de bancada, pensamos como teríamos encontrado uma resposta melhor e tão mais credível? Pois digo-vos que a realidade é ainda mais inverosível que os filmes: hoje, perante o meu olho negro e após muito pensar, cheguei à conclusão que só pode ter sido de uma coisa: o par de murros que dei a mim mesma ao colocar os óculos da natação. Credível? Nããã! Verdade? Sim.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

(Sementes da) Revolta

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Eu nunca vi um dos nossos governantes mas hoje sei o que faria se me cruzasse com alguém do governo que reconhecesse. Virava-lhe as costas. Mudava, ostensivamente, de passeio. Vaiava-o (um bom velho 'buuu' chegava). Brandos costumes, povo ordeiro - tudo bem. Nada ganhávamos em atirar pedras ou insultos, em bater ou em cuspir na fronha de um dos nossos ministros - além da lama lavada e de uma visita às instalações da polícia. Mas há formas de mostrar o descontentamento igualmente óbvias e que não constituem crime. Imaginem, por exemplo, a ida ao concerto de Pedro Passos Coelho na 6ª feira, logo a seguir à comunicação ao país se, em vez de nada se passar, a sala em peso o vaiasse. Se as pessoas não se sentassem, ficando teimosamente de pé e de costas para ele. Ou se até apenas metade o fizesse. Nada resolve, podem dizê-lo e têm razão. Mas passava a mensagem - porque alguém tem de mostrar a quem de direito que os limites já foram ultrapassados.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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Procurou as chaves de casa antes de entrarmos no carro, escondidas numa das divisórias da bolsa que carrega a tiracolo. Ainda não tínhamos andado 2 minutos quando exclama "Não sei se tenho as chaves de casa!", recomeçando a busca pelas ditas divisórias. Não digo nada, a surdez não ajuda e prefiro evitar chamar-lhe a atenção para estas falhas. Lembra-se  no entanto como, com 20 anos, modificou o sistema de disparo dos canhões do quartel, tornando-os elétricos.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nunca pensei

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Mudar de Lisboa para Amesterdão e de volta para Lisboa deu menos trabalho que mudar de uma freguesia de Lisboa para a do lado. E ainda não tratei da burocracia...
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

A vingança nunca para*

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Uma das coisas giras de continuar a morar na zona que me viu crescer é encontrar os "stores" da escola secundária e falar-lhes. Aos que gostavam de nós e ficam felizes pelo encontro e, especialmente, aos que não gostaram de nós e fazem de tudo para evitar, sequer, cruzar o olhar connosco.
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* A.O., eu até me esforço, mas não consigo habituar-me a ti; és feio.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estou tão contente

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O jeito para matar todas as plantas que por minha casa passam já era do meu conhecimento. Afinal descobri que também tenho jeito para as resuscitar!
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(Se vissem o estado do meu pobre manjerico ontem à noite e o de agora até criam em milagres; deve ser porque gosto tanto de manjericos e do seu cheiro.)
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sábado, 7 de julho de 2012

Ai se o Euromilhões fosse tão previsível como o nosso desgoverno

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Eu não disse que vinha aí nova contribuição para a saída da crise? E afinal nem 15 dias demorou, com a ajudinha dos senhores do Tribunal Constitucional que acordaram de repente - algum pesadelo a perturbar o sono de beleza, coitados. Agora quero ver os que achavam que o funcionário público e o reformado só estavam a fazer a sua obrigação ao levar com o corte contentinhos por irem entrar na dança.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não é adágio popular (mas podia)

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Se mãe-galinha foste, avó-galinha serás.
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Boas ideias (e exemplos)

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Ando eu a matutar como hei de continuar na profissão que me escolheu (professora) apesar de ter uma licenciatura em Comunicação Social. Será melhor matricular-me no curso de professora primária, dado que dou aulas nesse grau de ensino? Ou tiro um Inglês-Espanhol direcionado ao ensino de alunos mais velhos? Desconfio que o que quer escolha será o que não vai contar um dia que o Inglês no 1º ciclo se torne obrigatório... Ora, dúvidas para quê, tiro os dois! É só seguir o exemplo do nosso querido Miguel Relvas e pedir o reconhecimento da minha experiência profissional! Ainda por cima eu, ao contrário do Miguel, tenho-a.
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Pimenta no rabo dos outros p'ra mim é frescura

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Em conversa com as professoras do colégio, duas sugeriram que eu falasse com o diretor para que fosse o colégio a contratar-me diretamente, mesmo que a recibos verdes, sempre recebia eu os 5€/h que neste momento ficam nas mãos da empresa que me contrata. Depois da reunião perguntaram-me como tinha corrido e o que ele tinha dito - também a elas convém que eu fique, os pais dão muita importância ao Inglês e, por experiência de outros anos, sabem que havendo problemas são elas que levam com as reclamações. Eu expliquei que ele nem me tinha dado hipóteses, que tinha logo dito que queria manter a empresa mas que gostava que eu ficasse. Houve logo quem percebesse a situação do dono do colégio: "se faltas a empresa substitui-te", "se engravidasses era um problema para o colégio substituir-te uma data de meses", etc.. Respondi-lhe algo como "ainda bem que compreendes a posição do doutor, quando for a vez de vocês, professoras de base, ficarem a recibos verdes custa-te menos a aceitar a situação". Porque é que as pessoas são tão egoístas?
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A raiva já passou

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Sou professora de Inglês de crianças dos 3 aos 10 anos (bem, já os tive de 14, 15 ou 16, mas isso são outros quinhentos) - e, a julgar pelas reações de crianças, pais e restantes professores ao fim de cada ano de convivência comigo, além de ser uma profissão que me dá gozo, desempenho-a bem. Mas, apesar de já ser o 5º ano letivo em que dou aulas através da mesma empresa, continuo a recibos verdes e, loucura das loucuras, com o vencimento por hora a diminuir - assim como os enfermeiros, outra classe profissional que também não tem o respeito deste país ou de quem o governa (há alguma que o tenha?). Escolas públicas, colégios particulares, de Chelas a Alvalade, meninos que se tratam por você e crianças que passam noites acordadas à espera que o pai, bêbado, chegue a casa e acabe de espancar a mãe para elas a irem confortar, tratar e pôr na cama, já vi, já conheci, já ensinei, já beijei. Não há nada melhor que se possa fazer pelo Inglês enquanto disciplina não obrigatória e em turmas cujos alunos não têm um conhecimento nivelado do que fazê-los gostar, desinibi-los, encorajá-los. Não há nada pior que se possa fazer do que contratar pessoas que não são capazes de gostar das crianças, que não conseguem impôr alguma disciplina, que não se conseguem adaptar a cada turma e utilizar as estratégias que, naquele caso, melhor funcionam. Não há nada pior do que tratar os que têm jeito e os que não têm - não gosto da dicotomia "os bons e os maus" - da mesma maneira. Neste fim de ano sinto-me lixo: lixo acarinhado, lixo elogiado, lixo desejado, mas lixo na mesma. E já só me sobra o desconsolo.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Era uma vez mais um subsídio de Natal

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Diz que o 'Governo (está) sem margem para medidas de austeridade “direccionadas exclusivamente” à função pública'. Dêem-lhes quinze dias e já sabemos de que forma vão os funcionários não-públicos contribuir desta feita para a festa.
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A propósito do jogo anterior

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Pais e avós desta Lisboa, já tinham tido tempo de, discretamente, se livrarem das vuvuzelas, não? Não houve brinquedo estridente a pilhas que tivesse durado tanto na minha infância...
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Rancor

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'"Call Centre" da Segurança Social de Castelo Branco despede todos os 400 funcionários'
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Ó pá, assim é que não me respondem ao problema que lhes expus. 6 vezes. Há um ano atrás. E que, segundo a última conversa, continua em análise.
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Ah, é verdade, não faz mal, resolvi-o com uma visita de cerca de 1h ao Areeiro. Perdoem-me se, neste caso, a empatia não me assiste.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O mundo divide-se entre...

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... o pessoal que lava a loiça antes de a meter a lavar na máquina e os outros.
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(ai, gajas, se vissem o quão lavadinha está a loiça nem acreditavam - não tiro foto porque não tenho máquina)
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Direitos de autor: Pólo Norte.
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando for grande vou viver no 4º andar

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Na década de oitenta alguns construtores ou arquitetos resolveram dar mais valor aos apartamentos que construiam chamando rés-do-chão ao que é, claramente, uma cave (de um lado as janelas são altas mas do outro estão a 20 cm do chão) e 1º piso ao rés-do-chão. Ora eu vivo no rés-do-chão, perdão, no 1º piso*, e odeio. Primeiro, é estar demasiado próximo da rua e do portão de entrada (se ouvissem o estrondo com que fecha percebiam), com todos as conversas, entradas, saídas, risadas, sussurros e pestilência de quem vem fumar à rua a entrar pela janela. Graças à greve dos senhores da recolha do lixo junto um novo ódio aos andares baixos: havendo lixo a refogar ao sol dias a fio, o cheirinho também me chega a casa - a não ser que não abra a janela. Até recolherem a lixarada o arejamento está feito.
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* mesmo morando aqui há anos não há amiga que não se engane de vez em quando e não toque na campaínha que o senso comum lhe indica ao invés de tocar cá para casa.
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Seriously, G.R.R.M.?

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Mataste-me o Jon?! Eu não acredito que me mataste o Jon.
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Féshonista ou, se calhar, não

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Quando digo que ontem estive a ler um livro enquanto "o jogo" estava a dar e que tanto se me dá que ganhem ou percam, levo com um "Ah, está tão na moda dizer que não se liga a futebol, que é coisa que não interessa".
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Interessante, mesmo, é nunca ter ouvido um "Ah, está tão na moda ligar aos jogos da seleção, como se isso fosse algo realmente importante" perante o entusiasmo extremo de alguém que, em 30 anos, viu uma dúzia de jogos de futebol - os dos dois ou três últimos campeonatos europeus ou do mundo.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Com um pingo de chuva a traçar caminho entre os cabelos

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Pontes  - check! (pontes e passeios e parque e praças e canais e red light e ai as minhas pernas);
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Chuva - check! (as saudades que eu não tinha desse tempo que amofina...);
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Matar saudades - senti-me em casa, e isso diz (ou apesar de) tudo.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vou de ponte

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Ver pontes, apanhar chuva e matar saudades.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Feito

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Foi vê-los a mergulhar de cabeça no deep, cold river e a nadar como filhos de peixe. Lindo!
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

:D

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Estou a pensar em pôr os putos loucos com isto:
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Acham que vai resultar?
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P.S. - sim, sou menina de ir fazer estas figuras para a sala de aulas, pois sou.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Política na sala de aula

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O tempo para olhar para um calendário com olhos de ver não tem sido muito e o Dia da Criança que se aproxima não despertou a minha atenção. Marquei por isso um teste não no dia 1, mas para a aula seguinte - sendo que no dia 1 terei de fazer revisões.
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A tristeza por não terem aula livre no dia da criança foi óbvia, apesar da troca prometida - dia 8 é dia da criança para aquela turma, com aula livre. Um dos menos convencidos saiu-se, no final da discussão, com um "Eu detesto o Passos Coelho!" Apesar de mais do que habituada aos comentários sem nexo de muitos alunos este chamou-me a atenção e perguntei a que propósito vinha a afirmação. Resposta pronta: "Então, ele fez com que até as crianças tenham de trabalhar ao feriado!"
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Pois acabou a aula toda a rir, a começar por mim, claro.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O gosto de ensinar

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É cantar uma música em Inglês, estar a explicar o que é dito para não haver confusões e, depois de um "Red Flag! We can't swim!" Ouvir um vozinha de 7 anos dizer "Claro que não podemos, está red flag!"
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Sabedoria antes dos 10

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Diz uma menina de 9 anos, excitadíssima: "Esta semana vou finalmente pôr o aparelho nos dentes!".
Eu, que vivi no tempo em que usar aparelho nada tinha de giro, digo, sem conseguir disfarçar a falta de entusiasmo: "Ainda bem".
Acaba a conversa outra menina de 9 anos, com ar de sofrimento: "Pareces eu quando fui pôr óculos. Mal podia esperar por estarem prontos, mas depois de os ter perderam a graça num instante."
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Look on the bright side

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O sorriso depois da confissão ("Passo por lá todos os dias mas não me conseguia lembrar de onde era") assusta-me mais que a confissão em si, justificada por muitas dezenas de primaveras. Se ou quando, em vez da casa do frango assado, não encontrar a sua aquele sorriso vai doer mais que muitas lágrimas.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Podofobia*

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Já falei por aqui do quanto gosto do mercado de trabalho português e, especialmente, das suas regras bacocas. Não sei onde, que nunca me apeteceu etiquetar os posts e a memória já não é o que era, mas terei com certeza perourado contra os recibos verdes, a segurança social ou qualquer outra subespécie de sanguessuga ligada à tragi-comédia que é o dia-a-dia de um trabalhador neste rectângulo à beira-mar plantado e ao sol estendido. 
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E foi precisamente este último ponto que ontem me veio à memória quando me contaram como num call centre no centro de Lisboa uma trabalhadora não pode ir atender telefones de sandálias. Será com medo que do outro lado do telefone esteja um daqueles maluquinhos que tem nojo dos pés alheios - mas dos que também têm o poder de ver à distância o que está debaixo da secretária de quem o antende? Ou, melhor ainda, que ao cliente-interlocutor-feiticeiro cheire a chulé. Quem sabe estas regras antecipam um grande avanço tecnológico, o dia em que todas as chamadas - até as feitas para os call centres! - serão vídeo-conferências de corpo inteiro (para verem os pézinhos, claro) através de um qualquer aparelho que transmita partículas de cheiro de um lado ao outro (os pézinhos de novo). Pergunto-me para quando pedirem um 86-60-86 para as meninas do call centre e um atestado de frequência do ginásio para os meninos, para que a vídeo-conferência ser mais agradável aos olhos. Ou a uniformização do perfume que se pode usar - nada muito forte e da mesma linha que o desodorizante. 
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Ah, entretanto parece que no dito call centre as chamadas de uma linha de apoio a mães em stress podem ser atendidas por quem nunca nem de um primo cuidou, muito menos teve um filho e nada sabe sobe crianças, os seus problemas e/ou acessórios - mas só se for mulher.
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* obrigada, Google.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Há lá palavras mais doces

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"Ah, és tu, netinha!"
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In the country

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Já há muito tempo que não me cruzo com uma carroça e seu jumento em passo lento pela 24 de julho, mas hoje passei pelo pastor e suas cabrinhas aqui a 5 minutos de casa. É isto que é Lisboa, senhores.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Regresso ao Futuro

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Julgo que estou de volta aos anos 90 quando começo a ouvir conversas sobre pagamentos aos médicos particulares com ou sem IVA.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Saudades estranhas

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Quando fui para a Holanda constatei que possuía 5 pares de óculos de sol e que mais valia deixar 4 em Lisboa, à (minha) espera (e) de dias mais solarengos. Hoje, ao regressar com uma Luna encharcada após uma saída para alívio intestinal, abro a sua gaveta e constato que tem 5 toalhas turcas holandesas. E que esta é a 2ª vez neste outono / inverno que usa uma (a mesma, dado que a extensão do intervalo deu para a enxugar). Podia ter deixado um par delas na Holanda, à (nossa) espera (e) de dias mais molhados.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sinteticamente

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Com o seu tempo e o seu dinheiro cada um faz o que quer. Se preferirem poupar uns tustos numa superfície comercial apinhada durante um feriado - be my guest.

Don't count on me, though.
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Diz que aconteceu

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Ontem no Pingo Doce de Chelas várias pessoas apoderaram-se dos carrinhos de compras e só os passavam a outros clientes se lhes pagassem 5€.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Matemática simples

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Condição: enxaqueca. Opções: ir trabalhar ou ir trabalhar. Deslocação:
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Bilhetes da Carris - 2,40€ (ida e volta)
Tempo de viagem - Autocarro + carro para chegar ao autocarro - 1h
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Parquímetro - 2,60€
Tempo de viagem - Carro porta-a-porta - 30 min.
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Como dizia o outro, é só fazer as contas!
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não seja por isso

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Diziam na rádio hoje de manhã que hoje é o dia do bolo de chocolate - atenção, não é do chocolate mas do bolo de chocolate. Para não fazer a desfeita a um dia tão importante, já fiz este que é uma delícia.

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P.S. - não tendo nada mais interessante para dizer, ao menos faço-vos inveja.

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domingo, 22 de janeiro de 2012

Eu sei que só eu é que não tenho TV por cabo

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Sabem a TV sem interferências, sem soluços, sem pausas na emissão, sem riscos e chuviscos e com o áudio permanentemente sincronizado com o visual? Pois, morreu e foi substituída pela TDT - não há dia em que, nos largos minutos que passo a olhar para ela, não haja qualquer cois(inh)a. Gosto tanto de gastar dinheiro para ter um serviço que dantes era quase gratuito e, pasme-se, melhor. Diga o Granger o que disser.

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Usasse eu T-shirts

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Um país de pobrezinhos

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Há uns anos, foi Almeida Santos, na altura Presidente da Assembleia da República (obrigada, mãezinha), que afirmou ser o pedinte da Europa. Há dias eram médicos aposentados a sobreviverem apenas graças à generosidade de colegas, ou pelo menos assim o dizia a Ordem dos Médicos. Agora chegou a vez do nosso pobre Presidente da República se queixar de que uma das suas reformas é de apenas 1300€. Será porventura pouco, mas será também proporcional ao descontado, tal como no caso dos restantes contribuintes. Um país pobre, sem dúvida, quando até aqueles que tanto têm se queixam, e, pior, esperam a compreensão e indignação da restante população pelos seus "problemas".

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vida em apartamento

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O pessoal tem um cão. O pessoal vai de férias. O pessoal arranja um amigo que lhe faça de dogsitter. O animal não está habituado, por isso ladra ao menor e maior barulho. E eu, que moro por baixo, digo: OBRIGADA, PESSOAL QUE VIAJA E IMPINGE O CÃO AOS MEUS VIZINHOS DE CIMA!!!

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Porquê? Porque ter vizinhos é pior que ter colegas. Calham-nos em sorte, competem connosco e, por isso os acho piores, não passam o dia connosco, mas o fim do dia e a noite, perturbando o descanso, os mimos e a cumplicidade de uma série ou filme a dois. Têm bichinhos (dos de duas patas, em vários estádios de crescimento e patetice), usam saltos, quanto menos gostamos de uma música mais alto a põem e, last but not least, tocam à campainha como se estivessem na quinta. Imaginem um ding-dong, ding-dong, ding-dong contínuo entre a chegada de um dos membros da extensa família à porta do prédio e a abertura, nas calmas, por parte de outro, nada incomodado pelo zumbido ou pelo re-béu-béu da cadela anã de baixo, furibunda com a barulheira. Pois o caso muda de figura graças à chegada do nosso amigo emprestado de 4 patas, que não é anão, mas ladra e bem e que, tal como a vizinha de baixo, acha pouca graça ao ding-dong interminável, ladrando como se não houvesse amanhã desde que põem o dedo na campainha até muito depois de essa pessoa ter entrado em casa. Resultado: pararam com a barulheira. Haja cães para educar certos bichos.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É por isto que o Estado tem de ser laico

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O Público está no Egipto e entrevistou Amr al-Hassa, porta-voz do candidato oficial dos salafistas, um dos partidos islamistas a concorrer às eleições. Ler a entrevista é entrar numa montanha russa da lógica, e nem é preciso a jornalista puxar muito pelo senhor. Deixo-vos com dois excertos de respostas que, como dizê-lo?, se complementam. Se quiserem, a entrevista completa está aqui.

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" Isto que estamos a fazer agora, os dois a falar dentro do meu carro, não é aceitável. Faço-o por estarmos numa altura de transição, mas no próximo passo não será possível. No islão isto é proibido, mas podemos fazer algo proibido se tiver mais benefícios do que prejuízos e dependendo do contexto."
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" O que vai fazer com que um dia os salafistas sejam mais fortes do que todos os outros movimentos islamistas é que nós dizemos sempre a verdade. Por exemplo, a música: eles dizem que segundo o islão não é proibido ouvir música. Não é verdade. E se eu fizer alguma coisa errada, assumo, não me desculpo com o islão. O islão está sempre correcto, eu é que posso fazer coisas erradas."

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A fama e o proveito

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Je - "Bem, hoje passei-me com um miúdo."
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Mariducho (a rir) - "Não me digas que puseste outro* a chorar?"
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* sendo que o que pus a chorar, só um, é uma madalena do 4º ano que combina num só corpinho a boa educação de um hooligan e a sensibilidade de uma flor. Dai-me paciência.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A peneira não tapa o sol, mas disfarça-o bem

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Esta história da maçonaria andava a dar-me arrepios, principalmente por me parecer, como em tantas outras vezes, que tapamos o sol com a peneira, falando do que é irrelevante e tentando tapar, sem cobrir completamente não vá alguém chatear-se e reparar, o que interessa na verdade. Hoje dei com o assunto tão bem esmiúçadinho pela Bad que simplesmente copio.
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"Será assim tão relevante nós sabermos que o deputado "A" é maçom (whatever that is, sei zero sobre o tema) ou que o deputado "B" é do clube da Mônica? Claro que é relevante, e pertinente, saber que Luís Montenegro, pessoa que investigou as fugas de informação das secretas para a Ongoing pertence (pertencia, parece que fechou) à loja Mozart49 que, por coincidência, era também poiso de Jorge Silva Carvalho, ex chefe das secretas e actual quadro da Ongoing e de mais meia dúzia de pessoas que pertencem à Ongoing, ao SIED, ao Governo ou à oposição. Mas não é relevante pela pertença à dita loja, mas sim pelo facto de "jantarem" todos juntos. Se se tivessem encontrado todos numa marisqueira em Matosinhos para trocar cromos também seria relevante. Ou se fossem todos correr juntos para o Parque da Cidade. O importante da notícia do Expresso desta semana não é, a meu ver, o facto de haver maçonaria e de haver deputados e empresários e tudo quanto mexe influências que lá acabam por parar. Parece-me que estamos a desviar a atenção do que realmente importa neste caso e não acho que seja inocente. O que é importante é que estas pessoas se encontraram e mantiveram relações (nada de porcalhices, presumo) durante um período de tempo e que o resultado dessas relações foi, sobretudo, o benefício do próprio bolso de forma desonesta, prejudicando o contribuinte que também sou eu, e é por isso que esta história também me diz respeito."

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Divórcio Bagdad

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O mariducho pergunta, em relação ao assunto da moldura (buraco), se agora é obrigado a viver numa zona de guerra. Ah-ah-ah.

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Why? Why? Why?

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As outras pessoas têm quadros e molduras nas paredes para decorar. Eu começo a "decorar" e acabo com a moldura a tapar uma cratera.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dantes eram SemCustos, agora são SemNexo(para o)UTilizador

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Pois é, a tecnologia é uma coisa maravilhosa, especialmente quando aplicada a coisas tão fixes como auto-estradas. Estive uns dias na zona de Leiria, onde parece haver ex-SCUTs ao virar de cada esquina, e começo a discernir o porquê de alguns algarvios andarem ao tiro de caçadeira. Então expliquem-me lá como se eu fosse muito burra: como é que pode haver uma estrada onde, para circularmos livremente e sem encargos extra futuros, temos de ter uma geringonça (que custa a módica quantia de €27,50, mas já lá vamos) pois não existe nenhum outro modo de pagamento que não inclua uma penalização? As estradas não são públicas? Não tem de haver pelo menos uma forma de pagamento que esteja ao alcance da maioria dos cidadãos, como uma máquina, à semelhança das já existentes nas restantes auto-estradas, onde o pagamento é aceite em dinheiro ou cartão multibanco? Uma honesta cidadã, seu esposo e descendência canídea não podem deslocar-se meia dúzia de dias para zonas de ex-SCUT sem transgredirem a lei, consciente e inconscientemente, para grande stress e irritação da cidadã e do seu esposo, mas não da descendência canídea, umas três ou quatro vezes?

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Como dizia acima, e após deslocação aos CTT, sei que o aparelhómetro (esgotado sem data prevista para a reposição de stocks em pelo menos 2 estações de correios por mim já visitadas) que me permitiria viajar sem problemas de consciência e perdas de tempo e dinheiro (também chegarei a estes pontos de seguida) por este jardim à beira-mar plantado custa a módica quantia (já tinha referido que é baratinho?) de €27,50. E isto não inclui nem uma mísera passagem de €0,25 por uma destas maravilhosas estradas, o dinheiro terá de ser posteriormente "carregado" num multibanco para a minha "conta" das auto-estradas como num cartão de telemóveis. Ora sendo que eu praticamente não viajo em auto-estradas, nem à Via Verde aderi, agora por causa de dois ou três períodos em que as férias são passadas fora, mas cá dentro, vou gastar quase 6 contos de reis (sinto que o câmbio para o até ver velhinho escudo transmite uma maior indignação) numa coisa que, se calhar, vou usar 15 dias em cada 365? Não, pois que não vou. Eu já era agarrada, agora com tanta conversa de crise estou a transformar-me a passos largos em somítica.

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Qual a solução?, perguntais vós, que não têm Via Verde nem querem abrir mão de 6 contos que não vos servirão para quase nada. Pois em primeiro lugar aconselho a passagem o mais esporádica possível por esses pórticos dantescos, e depois que esperem que o valor da dita portagem esteja disponível nos CTT para pagamento, dados que poderão consultar aqui, após terem cancelado o pedido de nome de utilizador e password que não são necessários. De seguida, podem esperar um pouco mais, tendo em conta o prazo estipulado para limite de pagamento (também aparece no site dos CTT), pelas passagens de dias seguintes. É que o pagamento nos CTT, além do óbvio prejuízo em termos de tempo (não há estação dos correios onde não haja uma fila de pelo menos 3 pessoas à nossa frente), inclui o pagamento de taxas administrativas no valor de €0.62 por cada pagamento. Ou seja: se queres pagar a portagem na altura em que passas, tens de esperar que reponham os stocks do dito aparelho, ir regularmente aos CTT saber se já chegaram, largar €27,50 para o comprar, carregar a coisa, guardá-la num local de onde não desapareça nos meses de interregno entre uma viagem e outra e não esquecer de a levar quando fores de viagem; ou não compras nada, esperas que o sistema dos CTT receba os dados das tuas passagens em transgressão (48h, dizem eles... bah! As minhas surgiram no sistema 120h depois da passagem), deixas passar o máximo possível de dias para que outras transgressões apareçam, deslocas-te aos CTT, esperas o atendimento, e deixas €0,62 mais o valor das portagens por, shame on you, não te ser possível pagar as ditas com dinheiro de metal, papel ou plástico, na altura em que circulaste no local que exige o pagamento. Ah, podes também não comprar o aparelho, deixar passar o tempo e esperar uma carta em casa para procederes ao pagamento, sendo que aí a deslocação te sai um bocado (ainda mais) cara: €5 de multa por cada passagem irregular. Yey!

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não sei como é que ainda ninguém vos disse nada

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Mas, senhores da TMN, o grito do Moche no início das chamadas entre telemóveis com este tarifário é irritante, absurdo e por demais assustador, especialmente quando vamos na autocarro distraídos e o ouvimos do telemóvel da pessoa que vai mesmo ao nosso lado.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Que tenham prendinhas tão boas como estas

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Um óptimo Natal a todos!

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O rumo é só um

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Depois do Secretário de Estado (para a juventude, se a memória não falha após o sangramento matinal) é o próprio 1º Ministro a mandar o pessoal embora. Para os jovens, e agora os professores, o futuro sorri, mas num lugar lá longe.

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Acontecimento mais marcante* das últimas semanas:

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Fui fazer análises, há que construir um gráfico, picaram-me 1 vez, deram-me açúcar (quase meio kilo, ou pelo menos parecia) com água a beber e depois mais 4 picadelas. O chouriço sai, bem assado, na 5ª-feira.

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* literalmente: 5 nódoas negras apresentar-se-ão nos meus braços nas próximas horas.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rouca mas feliz

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Nunca ninguém poderá dizer que cantamos bem - mas também não podem dizer que isso algum dia nos cala (sim, tenho muitos talentos, cof, cof, mas a cantoria, afinação e voz de pardal não estão entre eles). Grande, grande espectáculo.




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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Destrancado já é hábito

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Após 13 anos de carro tinha de me esquecer de uma janela aberta toda a noite numa noite de chuva se não torrencial, substancial. Só espero o estofo da porta não apodreça.

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sábado, 10 de dezembro de 2011

FW: Fw: (às vezes lá chega algo de jeito)

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Grécia vs Portugal e como isto daria uma longa análise sócio-cultural:
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A fuga de cérebros ainda está no início

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Uma antiga colega contou-me que o sobrinho, criatura de 11 anitos, disse que quando for grande quer ir trabalhar para o Japão. Porquê? Porque lá não há crise.
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Inovation, inovation, insanity

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Tinha hoje no carro um folheto de um ginásio em que anunciavam, entre jiu jistsu, tai chi e yoga, aulas de pro insanity fitness. Será uma aula dada por loucos? Teremos de ser loucos para a frequentar? Ou será o principal objectivo da coisa que fiquemos loucos? Não estivesse eu já próxima da loucura e arriscava ir a uma aula só para ver.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma mudança de Era

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A Era chegou-me em mais um email do Refúgio das Patinhas. São constantes. As fotos desta grande menina são testemunho do que o cuidado, o amor e uma casa podem fazer. Quem consegue ver neste lindo cãozarrão branco, a lembrar o Sebastião dos desenhos animados da infância, o que ela era antes, quando andava na rua? Aqui fica a minha homenagem a quem opera estes milagres diariamente.

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Agora:

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Antes:
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Marketing for Dummies

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Eu gosto (not) do estilo do nosso governo. O meu eu que adorava marketing quase entra em histeria com a facilidade com que o executivo tem passado as suas ideias, fazendo delas ideias do povo. Ora seguem dois exemplos: anuncia-se algo muito, muito mau (ou, melhor, deixa-se transpirar para um qualquer meio de comunicação social uma medida, vinda de parte incerta, como que uma boca sem cara que nos informa do que passa na mente dos nossos eleitos) para depois se anunciar algo que continua a ser mau, mas até parece, aos ouvidos menos atentos ou aos cérebros mais enferrujados, e por comparação, quase bom. Ora vejamos: anunciaram há dias que, afinal, os cortes nos subsídios de Natal e Férias do ano que vem (e já está aí quase a chegar) são só para os que ganham a partir de 600€ ao mês (e agora podia dizer "devem estar ricos, os sacanas, com estes vencimentos a multiplicar por 14", olha, já disse). Respiram de alívio todos os que ganham entre 485€ e 599,99€ (muitos milhares, somos tão bem pagos) e os outros pensam, "ai, afinal não é assim tão mau" ou "ai, afinal estamos a portarmo-nos tão bem que os sacrifícios até podem ser menores" (sempre com um "ai" inicial que, de tão batido, ninguém já associa a dor). Mar-ke-ting. Outro exemplo: há tempos surgiu a notícia de que as tabelas salariais dos funcionários públicos iam ser revistas (aka, reduzidas), que logo foi desmentida. Os comentários? "Ai, afinal já não vão cortar nos salários". Não? E os subsídios de Natal e Férias? É que o salário, ao contrário do que é comum em Portugal, não é o ordenado mensal, mas o anual. E o anual inclui os subsídios. E o aumento de tudo quanto é imposto? Ninguém escapa de ser taxado na compra de produtos alimentares. Mar-ke-ting. Nunca pensei que o marketing estudado na faculdade desse para isto.

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P.S. - Mal tenho tempo para me coçar; vir aos blogues (primeiro os dos outros, depois o meu) é de fugida, quando dá. Tenho saudades desta vida.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Constatação antes-25/11

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Parece-me que os portugueses (especialmente as chefias ou patronato, o que vos soar menos mal) se esqueceram do que é uma greve geral e acharam que não se aplica aos privados nem aos recibos verdes. Chegam a fazer pressão e a "arranjar" transporte. Parece-me que se andam a esquecer da Constituição.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ouvido no autocarro

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"Eu, quando for grande, quero ser médico, polícia, bombeiro, cristor..."

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

(AFINAL) Há esperança para o futuro deste país

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O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre acredita que «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras». Aparentemente, vários jovens concordaram com ele no Facebook. E, mais ainda, no Inferno - olha que lógico.
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A Rita excedeu-se: eu sei que ultimamente não falta o que nos faça rir de tristeza na política deste país, mas este texto ultrapassa tudo, tudo o resto. Rita, lembras-te de me teres perguntado há uns tempos o que nos faria sair do desânimo e desesperança em relação à governação deste país? Deste tu (e as pessoas que no Facebook aparentemente estiveram na origem deste texto) a melhor (a única?) das soluções: a emigração. E não a nossa.

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domingo, 30 de outubro de 2011

Apelo

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Precisa-se boleia Lisboa-Porto para 70 mantas polares. Irão aquecer os ossos de outros tantos amigos de quatro patas que não tiveram a sorte de arranjar amigos humanos tão bons como eles. Se não puderem, por favor, divulguem!

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Contacto: laumaia@gmail.com ou 915408298 (se não atenderem, por favor deixe mensagem escrita).

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Não há decisões erradas. Há decisões e resultados.
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Pela Andorinha, que sabe o que diz.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fingir para quê?

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Este ano calharam-me uma data de pirralhos de famílias bem, Vicente, Constança e Matilde (não são só três, os nomes é que são sempre os mesmos). E eu trato-os por tu, porque "você" nem o meu avôzinho, por quem nutro o maior respeito. E dou dois beijos a cada, um em cada face, nem que das primeiras vezes me deixem pendurada. Não venho de famílias bem, não me vou esforçar por adquirir tiques aos 32 anos de idade. E pode ser que ainda seja um skill extra para o currículo, "capacidade para mostrar às crianças que existem pessoas com maneiras de estar e reagir diferentes e que não é só a empregada que dá dois beijinhos em vez de um". Desconfio que ainda não é desta que fico rica.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Meia hora - ahahah!

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Estão a ver como eu tinha razão nisto? É uma pena só ter lido a Bad Girl hoje.
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Resultado: feio à vista e pouco perceptível

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Quando comecei a dar aulas aos meninos da Primária apercebi-me de que as maioria das crianças só conseguem ler letra de caligrafia, ou seja, aquela coisa rebuscada que nos ensinaram quando tínhamos a idade deles. A letra de máquina que, à altura, era a minha, não sendo bonita, era aceitável, portanto o problema era mesmo o tipo de letra. Acabei a escrever para eles com letra de caligrafia. O resultado foi a minha letra tornar-se permanentemente numa mescla horrorosa de letra de caligrafia e letra de máquina.
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Com o AO está a acontecer-me o mesmo. Vou sendo obrigada, de vez em quando, a seguir as novas regras e elas vão entrando, à socapa, no meu dia-a-dia. O resultado é de vez em quando dar comigo a escrever português aAO (antes do AO) e, no meio, algum português dAO (depois do AO). O resultado é uma mescla horrorosa de português com algo que ainda não estou bem convencida do que seja exactamente.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mau augoiro

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Queriam andar de botas, não queriam, suas idiotas? Pois agora aí têm e espero que além de levarem com ela nos pézinhos, também encharquem as calcinhas, as blusinhas, os casaquinhos e os cabelinhos, e que raios vos partam, pá! Odeio chuva.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Memórias de infância (continuação)

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E "Quilimanjaro", no "q", para uma categoria que englobava rios, mares, montes e montanhas e coisas assim para o geográficas. Sem Google, o que isto custava...
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Memórias de infância

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Napron* era a única palavra para objecto começada por "n" no "jogo do stop", também conhecido por "jogo dos países", que eu e os meus primos conseguimos descobrir. E, ainda no "n", o Nero, um qualquer peixe com um nome útil para a coluna dos "animais". Ninguém diria que o "n", letra tão banal, seria tão difícil.

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* Correcção (obrigada pelo comentário, Gi): napperon e não "napron" como eu tão correctamente escrevi acima, em itálico e tudo. Não corrijo a palavra no texto original em honra à inexistente palavra que dezenas de vezes escrevinhei o mais depressa possível numa folha de papel A4 dividida em colunas.
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No Telejornal até (nem) vemos boas ideias

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Ontem à noite uma das reportagens-enche-chouriço da nossa telavisão pública foi sobre a reciclagem de roupas velhas. Antigas, não, que essas podem valer dinheiro por si sós, das velhas mesmo. Então vai a (o?) jornalista com uma estilista (designer? costureira?) à Feira da Ladra e compra, entre outras coisas, um lindo colete preto comprido (altura do joelho), uma linda blusa de seda branca com muitos folhos e lindos naprons. Com estas três aquisições e através do simples (ahahahah!) processo de descoser, cortar, desmanchar e voltar a montar e a coser estas três velharias juntas fizeram um vestido "novo", segundo a criadora, muito na moda. A mim parecia-me a farda das criadas do tempo do senhor que caiu da cadeira. Mas eu não sou féshionista.

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Eu sou mesmo é prática. Tinha no armário pendurado um vestido psicadélico de uma colecção da Zara do tempo em que eu não me importava de andar com as cuecas quase à mostra e em que a Feira do Artesanato era na FIL da Junqueira (ou seja, velho, mas não antigo, e ninguém daria mais de 1€ por ele) e nenhuma outra peça que não fosse fresca ou quente de mais para vestir num dia como hoje. Reciclagem à la Goldie: veste o vestido por cima de umas calças de ganga, calça as havaianas brancas, unhas dos pés entre o rosa e o roxo e siga para bingo. Ainda mereceu dois elogios - de familiares, está certo, mas do sexo feminino; pronto, uma era a minha mãe, mas o resultado seria bem pior se me pusesse a desmanchá-lo e a decorá-lo com os naprons da minha avó. Garanto.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Alguém sabe explicar-me?

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Por que é que o blogger me põe a hora de postagem das mensagens uma hora mais tarde* do que a realidade? Será que ainda não se apercebeu que regressei da Holanda? Estará em negação? Eu, às vezes, estou.

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* são agora 20:55

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Eu, assava

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Para quem andou todo um Verão a queixar-se de que o tempo estava uma porcaria, frio, chuva, vento, etc., começaram cedo de mais a usar botas de cano alto, não? (Vi pelo menos 6 mulheres de botas hoje; também existem sabrinas e sapatos, sabiam?) (Ainda se fosse Sábado...)
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sábado, 15 de outubro de 2011

Anti-pedagógico

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Os corredores e as salas de aulas cheias de folhas secas, ouriços-cacheiros, castanhas e poemas alusivos à chuva e à chegada do frio. As crianças têm de ficar baralhadas quando confrontadas com a realidade.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Leiam, há uma boa notícia lá no meio!

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“Para contrariar o risco (risco? E eu que pensava que era um facto) de deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto (qual produto? Estão com medo que as vinhas do Douro se encolham de medo?) e do nosso tecido empresarial (qual, aquelas grandes empresas portuguesas que têm sede fiscal no estrangeiro e por isso merecem todo o apoio e solidariedade do governo português, aka povão pagador?), o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia (ahahahahahahahahahahahahahah! então quer dizer que o pessoal pode deixar de trabalhar as 2h ou 3h horas extra por dia que é costume e passar a fazer apenas mais meia hora? Porreiro, pá! Uma notícia para nos animar.) durante os próximos dois anos (ele às vezes dizia que era enquanto durasse o programa da troika, outras que era durante dois anos; não me digam que acredita que vão ser só dois anos? E no Pai Natal, também acredita?), e ajustar o calendário dos feriados (esta precisava que me explicassem melhor: vão acabar com alguns feriados? Quais? Só durante dois anos? Ou vamos mantê-los mas trabalhar na mesma? E como vai ser pago esse dia - é que apesar de todos os cortes e recortes os dias extra, feriados e fins de semana ainda continuam a custar mais ao patrão - e uso a palavra com todo o sentido pejurativo que ela tem - e eu pensava que o objectivo era produzir não sei bem o quê mais pagando menos)afirmou o nosso primeiro* ontem. Não posso dizer que esperava melhor.
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* num rasgo de inspiração resolvi criar o meu próprio novo Acordo Ortográfico. Uma das minhas primeiras regras é a abolição das maiúsculas para cargos e posições que perderam a minha consideração e como o objectivo é simplificar, vamos começar pelo nosso presidente, o nosso primeiro, seus ministros, e, last but not least, presidentes de Regiões Autónomas, que isto por uns pagam outros e há que poupar até as letras do Alfabeto.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TRÊS

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3 reuniões de pais;
3 apresentações pipis em powerpoint para impressionar, desculpem, elucidar os pais;
3 erros gramaticais tendo em conta o novo AO*.
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Ao menos a matemática vai certinha (pronto, também ainda só vamos no 3...)
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* fato e não facto, apresentamos e não apresentámos - mantém-se preferencialmente o acento em português de Portugal - e pára em vez de para - o verbo parar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O AO mata-me

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A Rita é uma menina da comunicação que já adotou o nosso "novo" Acordo Ortográfico (AO). Eu, que ainda não sei bem o que hei de fazer com ele mas tenho tendência a fixar tudo quanto é pormenor de somenos importância já sei muitas das regras e, com esforço e concentração, consigo aplicá-lo. Há uns dias vi lá no Inferno a belíssima nova forma "conceção". E o cérebro só pensou: até a Virgem deve rebolar a rir lá no caixão. Não, espera, caixão não: quase ia caindo da nuvem. Melhor: disse tal palavrão que correu sério risco de ir parar ao inferno, mesmo com a cunha que teve para entrar no céu. E é assim que acabo a rir-me sozinha em frente ao computador num post sobre margarinas e ilhas perdidas no Atlântico que, que se saiba, não querem a independência.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Achava que era só para comprar bilhetes para os U2

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Mas para tirar o passe da Carris também tenho de levar o saco-cama para a porta da estação de St. Amaro. E não sou dos que têm de provar que são pobrezinhos. Quero mesmo o passe normal. Ai.
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domingo, 18 de setembro de 2011

Quando chegar a Dezembro não sei como vai ser

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Ainda falta tanto, só passa na TV há umas duas semanas e já estou enjoada do Natal - obrigada, Continente!
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

74 dias e 74 noites

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Ainda estar de férias e ter começado a 1 de Julho não significa (só) um belo bronzeado e ausência de rendimentos. Significa também, com maior ou menor frequência, o desempenho das seguintes profissões:

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* pintora (das de rolo e trincha e não palete de artista com cavalete à frente);

* carpinteira (os móveis do IKEA nunca estão terminados: ou falta uma prateleira, ou há que (tentar) endireitar a porta, ou outra coisa mais ou menos estranha);

* jardineiro (se ponho no feminino soa demasiado a prato de comida) (inclui: remoção de arbustos que cresceram demasiado, corte de roseiras que cresceram demasiado, recolha de amoras de silvas que picam demasiado, descarte de plantas que morreram demasiado; lá por casa ou crescem de mais ou morrem - não há cá meios-termos)

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E daqui a nada regresso aos pirralhos - pode ser que o músculo adquirido no desempenho das restantes ocupações me sirva de algo. Ou, pelo menos, a paciência adquirida.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ser famoso é fácil

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Causa-me um certo desconforto ouvir um programa de humor e achar que me parece bem mais acertado e razoável do que a maioria das coisas sérias que para aí ouço e leio.

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Aqui:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1982455
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Borrachas para limpa-pára-brisas

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Os senhores dos supermercados acham que só as mulheres vão às compras na secção de acessórios para automóveis. Sim, só as mulheres. Mas as de gosto musical duvidoso. Que outra explicação pode haver para passarem em altos berros uma música de estilo pimba cujo refrão se resumia, basicamente mas nada ao pé da letra, a "as mulheres são boas"?

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Naughty

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O contacto com professores ingleses e fenomenal. Nao tenho grande gosto pela sociedade mas ha que amar a lingua; o a-vontade; a liberdade. E o humor. Uma senhora dos seus 80, ex-professora, comentou comigo, no meio da rua, como costuma ser abordada por desconhecidos que lhe dizem com confianca "Good morning, Ma'am!". E como nessas alturas costuma estar a fazer algo que nao devia.
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domingo, 21 de agosto de 2011

É por aqui que vem o cheiro a alho*

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França vista da Ilha com o Canal pelo meio. A sorte do peixe com o tempo num fin de anglo-castelhano...

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* Os ingleses, com o seu reconhecido bom gosto culinário, costumavam comentar o uso pseudo-excessivo do alho por parte dos seus vizinhos continentais.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Diagnósticos precoces

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Aqui há uma semana diria "não acredito em milagres, mas que los hay, hay". Infelizmente, agora digo "não, não hay".
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sábado, 28 de maio de 2011

Afinal a matemática é mesmo essencial

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Adoro as teorias dos Recursos Humanos. Não há ninguém mais criativo do que um técnico de RH. Soube que fazem provas com cálculos de raízes quadradas e derivadas a quem se candidata para trabalhar como repositor no Pingo Doce. Sem calculadora. Sem pensar muito consigo perceber logo a utilidade de conseguir calcular de cabeça quantas embalagens de iogurtes cabem em cada prateleira e como combinar pacotes de 8, 4 e 2 iogurtes para melhor aproveitamento do espaço disponível. Uma ciência.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Copo meio-vazio, copo meio-cheio

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Os problemas dos que nos são próximos tocam-nos de forma tão pessoal e íntima que se tornam, em parte, nossos. As alegrias, em contrapartida, conseguem tornar-se totalmente nossas.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Final do (&#!€) do ano escolar

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Aaaargh! Não é que a 22 só me livro de parte?!? Até 30 de Junho mantenho os novos 160. Estou oficialmente lixada.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

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Está um calor que não se pode. E juntaram-me 160 putos por semana ao horário. Já ultrapassei a fase "ai, que giro, tenho um aluno chamado Moisés" e aterrei de chapa na "22 de Junho já, pff"!

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Update onomástico


Não há dados de Chelas, cujos dados devem ter ficado no computador que morreu, mas descobri umas pérolas do Dafundo (deve ser dos vapores do Aquário, a comprovar depois de "frequentar" a Expo): Cheila (assim mesmo com ch), Ariclenes, Gérson, Emanuel (sendo que os seus dois irmãos e o pai se chamavam, adivinharam, Emanuel), Janilson e Kevin. Extraordinariamente não me recordo desta última criança. Os nomes escanifobéticos costumam ficar.

Novidades fresquinhas da Estrela: Concha.

onomástica bairro a bairro

Até nos nomes das crianças há modas e se já ultrapassámos a moda de copiar o nome da personagem da novela brasileira que melhor nos soa ou a repetitividade de nomes como Ana ou Maria qualquer-coisa, outras modas se impuseram. Tenho reparado numa certa consistência bairrista:


Estrela: Carminhos e Lourenços misturados com lembretes de ascendência estrangeira como Pilar ou Elizabeth;


Zona da Alameda D. Afonso Henriques: Beneditas e Vascos (numa alegre mistura de finesse com comédia portuguesa dos anos 50);


Olivais: Miriams e Anas Paulas, Miguéis Ângelos a Salvadores (ia chamar-lhe gosto ecléctico mas parece-me mais adequado dizer que é tutti-frutti);


Tenho pena de já não me lembrar de exemplos de Chelas. Agora digam lá, a que bairro pertenceriam?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Comer mal já comi na Holanda

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A praça (aquela onde vendem peixe e legumes, e não a da Figueira ou do Rossio, o que querem, sou uma menina da costa e peixe nenhum me sabe tão bem como o acabado de pescar; pobres dos que não sabem o que perdem) está às moscas, mesmo às 9h de uma manhã de Sábado ou de Domingo. A Cooperativa de Grândola está quase vazia, filas e filas de prateleiras que recordo repletas a ostentarem apenas uma marca de iogurtes e uma marca de champôs. Ainda em Grândola, acordo para comer pão de centeio do Continente e penso "mas porque raio estou eu a comer esta mixórdia em vez de pegar na Luna e ir comprar à padaria da esquina um alentejano gigante, daqueles com uma bossa em cima, acabadinho de cozer?" A mercearia deixou de ter ananás, que a clientela não compra. A clientela que resta, quero dizer. Parte compra agora a fruta no hipermercado mais próximo, pagando sensivelmente menos mas comendo fruta com sabor a água. A água, essa, está a 0,10€ meio litro no LIDL. Mais vale. O bacalhau só se usa o de lascas, para o bacalhau com natas ou à Gomes de Sá, sem se saber exactamente de onde varreram aquela coisa que nos vendem ao preço da uva mijona. Para cozer ou assar, há o congelado. Desfaz-se em papa ao assar? Está tão demolhado que se tem de acrescentar sal à água da cozedura? Não faz mal, desde que não se tenha o trabalho de demolhar umas postas. Não sei exactamente onde ou como, mas perdeu-se algo desde o tempo em que freiras inventavam o céu apartir de gemas de ovos ou em que mulheres do povo usavam tudo o que o porco tinha em pratos de comer e chorar por mais.

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Ocorreu-me isto tudo depois de ler a I. a dizer isto; lá no fim, estão a ver, sobre carcaças e crianças? Ou seja, a culpa é dela.


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Early bird

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Acordar cedo sem as pestanas a cederem ao sono tem vantagens - especialmente quando temos de atravessar de carro a 25 de Abril sentido Sul-Norte a horas de ir trabalhar. Ainda assim, e uns minutos antes das 7h, olhamos pelo retrovisor na avenida da Ponte e parece que vem o mundo inteiro, de carro, atrás de nós. Dá uma certa vontade de fugir, especialmente quando nos lembramos que, ao final da tarde, teremos o sentido inverso para percorrer.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Também tu, Bryan?

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Nasceu a filha de Bryan Adams e, como qualquer celebridade que se preze ou, segundo a RFM, numa clara picardia com a Luciana e o Djaló, decidiu que chamar à criança algo que não lembra a ninguém (normal): Mirabella Bunny. Tal como tantos Antónios nasceram a 13 de Junho, ou tantas Conceições a 8 de Dezembro, agora temos Bunnys que nasceram na Páscoa. Que bonito.


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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Era suposto ser diferente

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Ouvir uma das peças do Telejornal da 2 (suponho que tenha também passado no da 1, mas haja pachorra para dois telejornais por dia...) e ler um artigo de opinião passaram a ser duas coisas apenas distintas no meio em que são transmitidas: papel ou ondas. Eu sei que já lá vão dez anos, desapareceram metade dos "c", "p", maiúsculas e hífens das palavras portuguesas, mas se bem me lembro das cadeiras da universidade opinar, mandar "bocas" ou tentar distorcer a notícia para o lado que nos parece melhor dava direito a nega.

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P.S. - Eu ainda ponho aqui um link com indicação dos minutos relevantes se o site do raio do Hoje (e o que me custou lembrar deste nome idiótico para um telejornal?) puser a emissão de ontem a funcionar.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quem avisa, amigo é

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Conhecem com certeza o modelo de torneira que, em vez de duas peças casi-esféricas com uma pinta azul ou vermelha tem uma haste que se ergue para jorrar água, quente à esquerda, fria à direita (que analogia interessante, ainda o BE não se lembrou desta). Pois se gostam de gatos e, ainda que não os tenham, podem um dia, eventualmente, vir a tê-los, mantenham-se fiéis à moda desenrosca-enrosca para que a água flua. O gato pode ser o mais esperto e independente mas dificilmente aprenderá a lógica - e faltar-lhe-ão ainda os dedos preênseis para agarrar a torneira. Já o método sobe-desce é ridiculamente fácil de aprender e ainda mais fácil de ser desencadeado por uma mera coçadela de costas felinas. O gato pode apanhar o susto da vida dele quando o jacto surgir mas vocês também o apanham quando chegarem à casa-de-banho e tiverem uma piscina olímpica para girinos ou habitantes de Liliput.

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