sábado, 10 de dezembro de 2011

FW: Fw: (às vezes lá chega algo de jeito)

.
Grécia vs Portugal e como isto daria uma longa análise sócio-cultural:
.
.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A fuga de cérebros ainda está no início

.

Uma antiga colega contou-me que o sobrinho, criatura de 11 anitos, disse que quando for grande quer ir trabalhar para o Japão. Porquê? Porque lá não há crise.
.

Inovation, inovation, insanity

.

Tinha hoje no carro um folheto de um ginásio em que anunciavam, entre jiu jistsu, tai chi e yoga, aulas de pro insanity fitness. Será uma aula dada por loucos? Teremos de ser loucos para a frequentar? Ou será o principal objectivo da coisa que fiquemos loucos? Não estivesse eu já próxima da loucura e arriscava ir a uma aula só para ver.

.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma mudança de Era

.

A Era chegou-me em mais um email do Refúgio das Patinhas. São constantes. As fotos desta grande menina são testemunho do que o cuidado, o amor e uma casa podem fazer. Quem consegue ver neste lindo cãozarrão branco, a lembrar o Sebastião dos desenhos animados da infância, o que ela era antes, quando andava na rua? Aqui fica a minha homenagem a quem opera estes milagres diariamente.

.

Agora:

.
.
Antes:
.

.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Marketing for Dummies

.

Eu gosto (not) do estilo do nosso governo. O meu eu que adorava marketing quase entra em histeria com a facilidade com que o executivo tem passado as suas ideias, fazendo delas ideias do povo. Ora seguem dois exemplos: anuncia-se algo muito, muito mau (ou, melhor, deixa-se transpirar para um qualquer meio de comunicação social uma medida, vinda de parte incerta, como que uma boca sem cara que nos informa do que passa na mente dos nossos eleitos) para depois se anunciar algo que continua a ser mau, mas até parece, aos ouvidos menos atentos ou aos cérebros mais enferrujados, e por comparação, quase bom. Ora vejamos: anunciaram há dias que, afinal, os cortes nos subsídios de Natal e Férias do ano que vem (e já está aí quase a chegar) são só para os que ganham a partir de 600€ ao mês (e agora podia dizer "devem estar ricos, os sacanas, com estes vencimentos a multiplicar por 14", olha, já disse). Respiram de alívio todos os que ganham entre 485€ e 599,99€ (muitos milhares, somos tão bem pagos) e os outros pensam, "ai, afinal não é assim tão mau" ou "ai, afinal estamos a portarmo-nos tão bem que os sacrifícios até podem ser menores" (sempre com um "ai" inicial que, de tão batido, ninguém já associa a dor). Mar-ke-ting. Outro exemplo: há tempos surgiu a notícia de que as tabelas salariais dos funcionários públicos iam ser revistas (aka, reduzidas), que logo foi desmentida. Os comentários? "Ai, afinal já não vão cortar nos salários". Não? E os subsídios de Natal e Férias? É que o salário, ao contrário do que é comum em Portugal, não é o ordenado mensal, mas o anual. E o anual inclui os subsídios. E o aumento de tudo quanto é imposto? Ninguém escapa de ser taxado na compra de produtos alimentares. Mar-ke-ting. Nunca pensei que o marketing estudado na faculdade desse para isto.

.

P.S. - Mal tenho tempo para me coçar; vir aos blogues (primeiro os dos outros, depois o meu) é de fugida, quando dá. Tenho saudades desta vida.

.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Constatação antes-25/11

.

Parece-me que os portugueses (especialmente as chefias ou patronato, o que vos soar menos mal) se esqueceram do que é uma greve geral e acharam que não se aplica aos privados nem aos recibos verdes. Chegam a fazer pressão e a "arranjar" transporte. Parece-me que se andam a esquecer da Constituição.
.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ouvido no autocarro

.

"Eu, quando for grande, quero ser médico, polícia, bombeiro, cristor..."

.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

(AFINAL) Há esperança para o futuro deste país

.
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre acredita que «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras». Aparentemente, vários jovens concordaram com ele no Facebook. E, mais ainda, no Inferno - olha que lógico.
.


A Rita excedeu-se: eu sei que ultimamente não falta o que nos faça rir de tristeza na política deste país, mas este texto ultrapassa tudo, tudo o resto. Rita, lembras-te de me teres perguntado há uns tempos o que nos faria sair do desânimo e desesperança em relação à governação deste país? Deste tu (e as pessoas que no Facebook aparentemente estiveram na origem deste texto) a melhor (a única?) das soluções: a emigração. E não a nossa.

.

domingo, 30 de outubro de 2011

Apelo

.

Precisa-se boleia Lisboa-Porto para 70 mantas polares. Irão aquecer os ossos de outros tantos amigos de quatro patas que não tiveram a sorte de arranjar amigos humanos tão bons como eles. Se não puderem, por favor, divulguem!

.

Contacto: laumaia@gmail.com ou 915408298 (se não atenderem, por favor deixe mensagem escrita).

.
.

Não há decisões erradas. Há decisões e resultados.
.
Pela Andorinha, que sabe o que diz.
.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fingir para quê?

.

Este ano calharam-me uma data de pirralhos de famílias bem, Vicente, Constança e Matilde (não são só três, os nomes é que são sempre os mesmos). E eu trato-os por tu, porque "você" nem o meu avôzinho, por quem nutro o maior respeito. E dou dois beijos a cada, um em cada face, nem que das primeiras vezes me deixem pendurada. Não venho de famílias bem, não me vou esforçar por adquirir tiques aos 32 anos de idade. E pode ser que ainda seja um skill extra para o currículo, "capacidade para mostrar às crianças que existem pessoas com maneiras de estar e reagir diferentes e que não é só a empregada que dá dois beijinhos em vez de um". Desconfio que ainda não é desta que fico rica.

.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Meia hora - ahahah!

.
Estão a ver como eu tinha razão nisto? É uma pena só ter lido a Bad Girl hoje.
.

Resultado: feio à vista e pouco perceptível

.

Quando comecei a dar aulas aos meninos da Primária apercebi-me de que as maioria das crianças só conseguem ler letra de caligrafia, ou seja, aquela coisa rebuscada que nos ensinaram quando tínhamos a idade deles. A letra de máquina que, à altura, era a minha, não sendo bonita, era aceitável, portanto o problema era mesmo o tipo de letra. Acabei a escrever para eles com letra de caligrafia. O resultado foi a minha letra tornar-se permanentemente numa mescla horrorosa de letra de caligrafia e letra de máquina.
.

Com o AO está a acontecer-me o mesmo. Vou sendo obrigada, de vez em quando, a seguir as novas regras e elas vão entrando, à socapa, no meu dia-a-dia. O resultado é de vez em quando dar comigo a escrever português aAO (antes do AO) e, no meio, algum português dAO (depois do AO). O resultado é uma mescla horrorosa de português com algo que ainda não estou bem convencida do que seja exactamente.
.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mau augoiro

.

Queriam andar de botas, não queriam, suas idiotas? Pois agora aí têm e espero que além de levarem com ela nos pézinhos, também encharquem as calcinhas, as blusinhas, os casaquinhos e os cabelinhos, e que raios vos partam, pá! Odeio chuva.

.

domingo, 23 de outubro de 2011

Memórias de infância (continuação)

.

E "Quilimanjaro", no "q", para uma categoria que englobava rios, mares, montes e montanhas e coisas assim para o geográficas. Sem Google, o que isto custava...
.

Memórias de infância

.

Napron* era a única palavra para objecto começada por "n" no "jogo do stop", também conhecido por "jogo dos países", que eu e os meus primos conseguimos descobrir. E, ainda no "n", o Nero, um qualquer peixe com um nome útil para a coluna dos "animais". Ninguém diria que o "n", letra tão banal, seria tão difícil.

.

* Correcção (obrigada pelo comentário, Gi): napperon e não "napron" como eu tão correctamente escrevi acima, em itálico e tudo. Não corrijo a palavra no texto original em honra à inexistente palavra que dezenas de vezes escrevinhei o mais depressa possível numa folha de papel A4 dividida em colunas.
.

No Telejornal até (nem) vemos boas ideias

.

Ontem à noite uma das reportagens-enche-chouriço da nossa telavisão pública foi sobre a reciclagem de roupas velhas. Antigas, não, que essas podem valer dinheiro por si sós, das velhas mesmo. Então vai a (o?) jornalista com uma estilista (designer? costureira?) à Feira da Ladra e compra, entre outras coisas, um lindo colete preto comprido (altura do joelho), uma linda blusa de seda branca com muitos folhos e lindos naprons. Com estas três aquisições e através do simples (ahahahah!) processo de descoser, cortar, desmanchar e voltar a montar e a coser estas três velharias juntas fizeram um vestido "novo", segundo a criadora, muito na moda. A mim parecia-me a farda das criadas do tempo do senhor que caiu da cadeira. Mas eu não sou féshionista.

.

Eu sou mesmo é prática. Tinha no armário pendurado um vestido psicadélico de uma colecção da Zara do tempo em que eu não me importava de andar com as cuecas quase à mostra e em que a Feira do Artesanato era na FIL da Junqueira (ou seja, velho, mas não antigo, e ninguém daria mais de 1€ por ele) e nenhuma outra peça que não fosse fresca ou quente de mais para vestir num dia como hoje. Reciclagem à la Goldie: veste o vestido por cima de umas calças de ganga, calça as havaianas brancas, unhas dos pés entre o rosa e o roxo e siga para bingo. Ainda mereceu dois elogios - de familiares, está certo, mas do sexo feminino; pronto, uma era a minha mãe, mas o resultado seria bem pior se me pusesse a desmanchá-lo e a decorá-lo com os naprons da minha avó. Garanto.

.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Alguém sabe explicar-me?

.


Por que é que o blogger me põe a hora de postagem das mensagens uma hora mais tarde* do que a realidade? Será que ainda não se apercebeu que regressei da Holanda? Estará em negação? Eu, às vezes, estou.

.

* são agora 20:55

.

Eu, assava

.
Para quem andou todo um Verão a queixar-se de que o tempo estava uma porcaria, frio, chuva, vento, etc., começaram cedo de mais a usar botas de cano alto, não? (Vi pelo menos 6 mulheres de botas hoje; também existem sabrinas e sapatos, sabiam?) (Ainda se fosse Sábado...)
. .

sábado, 15 de outubro de 2011

Anti-pedagógico

.


Os corredores e as salas de aulas cheias de folhas secas, ouriços-cacheiros, castanhas e poemas alusivos à chuva e à chegada do frio. As crianças têm de ficar baralhadas quando confrontadas com a realidade.


.