Há 2 horas
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Anti-pedagógico
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Os corredores e as salas de aulas cheias de folhas secas, ouriços-cacheiros, castanhas e poemas alusivos à chuva e à chegada do frio. As crianças têm de ficar baralhadas quando confrontadas com a realidade.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Leiam, há uma boa notícia lá no meio!
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“Para contrariar o risco (risco? E eu que pensava que era um facto) de deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto (qual produto? Estão com medo que as vinhas do Douro se encolham de medo?) e do nosso tecido empresarial (qual, aquelas grandes empresas portuguesas que têm sede fiscal no estrangeiro e por isso merecem todo o apoio e solidariedade do governo português, aka povão pagador?), o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia (ahahahahahahahahahahahahahah! então quer dizer que o pessoal pode deixar de trabalhar as 2h ou 3h horas extra por dia que é costume e passar a fazer apenas mais meia hora? Porreiro, pá! Uma notícia para nos animar.) durante os próximos dois anos (ele às vezes dizia que era enquanto durasse o programa da troika, outras que era durante dois anos; não me digam que acredita que vão ser só dois anos? E no Pai Natal, também acredita?), e ajustar o calendário dos feriados (esta precisava que me explicassem melhor: vão acabar com alguns feriados? Quais? Só durante dois anos? Ou vamos mantê-los mas trabalhar na mesma? E como vai ser pago esse dia - é que apesar de todos os cortes e recortes os dias extra, feriados e fins de semana ainda continuam a custar mais ao patrão - e uso a palavra com todo o sentido pejurativo que ela tem - e eu pensava que o objectivo era produzir não sei bem o quê mais pagando menos)” afirmou o nosso primeiro* ontem. Não posso dizer que esperava melhor.
.“Para contrariar o risco (risco? E eu que pensava que era um facto) de deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto (qual produto? Estão com medo que as vinhas do Douro se encolham de medo?) e do nosso tecido empresarial (qual, aquelas grandes empresas portuguesas que têm sede fiscal no estrangeiro e por isso merecem todo o apoio e solidariedade do governo português, aka povão pagador?), o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia (ahahahahahahahahahahahahahah! então quer dizer que o pessoal pode deixar de trabalhar as 2h ou 3h horas extra por dia que é costume e passar a fazer apenas mais meia hora? Porreiro, pá! Uma notícia para nos animar.) durante os próximos dois anos (ele às vezes dizia que era enquanto durasse o programa da troika, outras que era durante dois anos; não me digam que acredita que vão ser só dois anos? E no Pai Natal, também acredita?), e ajustar o calendário dos feriados (esta precisava que me explicassem melhor: vão acabar com alguns feriados? Quais? Só durante dois anos? Ou vamos mantê-los mas trabalhar na mesma? E como vai ser pago esse dia - é que apesar de todos os cortes e recortes os dias extra, feriados e fins de semana ainda continuam a custar mais ao patrão - e uso a palavra com todo o sentido pejurativo que ela tem - e eu pensava que o objectivo era produzir não sei bem o quê mais pagando menos)” afirmou o nosso primeiro* ontem. Não posso dizer que esperava melhor.
* num rasgo de inspiração resolvi criar o meu próprio novo Acordo Ortográfico. Uma das minhas primeiras regras é a abolição das maiúsculas para cargos e posições que perderam a minha consideração e como o objectivo é simplificar, vamos começar pelo nosso presidente, o nosso primeiro, seus ministros, e, last but not least, presidentes de Regiões Autónomas, que isto por uns pagam outros e há que poupar até as letras do Alfabeto.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
TRÊS
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3 reuniões de pais;
3 apresentações pipis em powerpoint para impressionar, desculpem, elucidar os pais;
3 erros gramaticais tendo em conta o novo AO*.
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Ao menos a matemática vai certinha (pronto, também ainda só vamos no 3...)
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* fato e não facto, apresentamos e não apresentámos - mantém-se preferencialmente o acento em português de Portugal - e pára em vez de para - o verbo parar.
3 reuniões de pais;
3 apresentações pipis em powerpoint para impressionar, desculpem, elucidar os pais;
3 erros gramaticais tendo em conta o novo AO*.
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Ao menos a matemática vai certinha (pronto, também ainda só vamos no 3...)
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* fato e não facto, apresentamos e não apresentámos - mantém-se preferencialmente o acento em português de Portugal - e pára em vez de para - o verbo parar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O AO mata-me
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A Rita é uma menina da comunicação que já adotou o nosso "novo" Acordo Ortográfico (AO). Eu, que ainda não sei bem o que hei de fazer com ele mas tenho tendência a fixar tudo quanto é pormenor de somenos importância já sei muitas das regras e, com esforço e concentração, consigo aplicá-lo. Há uns dias vi lá no Inferno a belíssima nova forma "conceção". E o cérebro só pensou: até a Virgem deve rebolar a rir lá no caixão. Não, espera, caixão não: quase ia caindo da nuvem. Melhor: disse tal palavrão que correu sério risco de ir parar ao inferno, mesmo com a cunha que teve para entrar no céu. E é assim que acabo a rir-me sozinha em frente ao computador num post sobre margarinas e ilhas perdidas no Atlântico que, que se saiba, não querem a independência.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Achava que era só para comprar bilhetes para os U2
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Mas para tirar o passe da Carris também tenho de levar o saco-cama para a porta da estação de St. Amaro. E não sou dos que têm de provar que são pobrezinhos. Quero mesmo o passe normal. Ai.
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domingo, 18 de setembro de 2011
Quando chegar a Dezembro não sei como vai ser
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Ainda falta tanto, só passa na TV há umas duas semanas e já estou enjoada do Natal - obrigada, Continente!
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
74 dias e 74 noites
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Ainda estar de férias e ter começado a 1 de Julho não significa (só) um belo bronzeado e ausência de rendimentos. Significa também, com maior ou menor frequência, o desempenho das seguintes profissões:
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* pintora (das de rolo e trincha e não palete de artista com cavalete à frente);
* carpinteira (os móveis do IKEA nunca estão terminados: ou falta uma prateleira, ou há que (tentar) endireitar a porta, ou outra coisa mais ou menos estranha);
* jardineiro (se ponho no feminino soa demasiado a prato de comida) (inclui: remoção de arbustos que cresceram demasiado, corte de roseiras que cresceram demasiado, recolha de amoras de silvas que picam demasiado, descarte de plantas que morreram demasiado; lá por casa ou crescem de mais ou morrem - não há cá meios-termos)
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E daqui a nada regresso aos pirralhos - pode ser que o músculo adquirido no desempenho das restantes ocupações me sirva de algo. Ou, pelo menos, a paciência adquirida.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Ser famoso é fácil
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Causa-me um certo desconforto ouvir um programa de humor e achar que me parece bem mais acertado e razoável do que a maioria das coisas sérias que para aí ouço e leio.
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Aqui:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1982455.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Borrachas para limpa-pára-brisas
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Os senhores dos supermercados acham que só as mulheres vão às compras na secção de acessórios para automóveis. Sim, só as mulheres. Mas as de gosto musical duvidoso. Que outra explicação pode haver para passarem em altos berros uma música de estilo pimba cujo refrão se resumia, basicamente mas nada ao pé da letra, a "as mulheres são boas"?
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Naughty
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O contacto com professores ingleses e fenomenal. Nao tenho grande gosto pela sociedade mas ha que amar a lingua; o a-vontade; a liberdade. E o humor. Uma senhora dos seus 80, ex-professora, comentou comigo, no meio da rua, como costuma ser abordada por desconhecidos que lhe dizem com confianca "Good morning, Ma'am!". E como nessas alturas costuma estar a fazer algo que nao devia.
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domingo, 21 de agosto de 2011
É por aqui que vem o cheiro a alho*
França vista da Ilha com o Canal pelo meio. A sorte do peixe com o tempo num fin de anglo-castelhano...
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* Os ingleses, com o seu reconhecido bom gosto culinário, costumavam comentar o uso pseudo-excessivo do alho por parte dos seus vizinhos continentais.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Diagnósticos precoces
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Aqui há uma semana diria "não acredito em milagres, mas que los hay, hay". Infelizmente, agora digo "não, não hay".
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Aqui há uma semana diria "não acredito em milagres, mas que los hay, hay". Infelizmente, agora digo "não, não hay".
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sábado, 28 de maio de 2011
Afinal a matemática é mesmo essencial
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Adoro as teorias dos Recursos Humanos. Não há ninguém mais criativo do que um técnico de RH. Soube que fazem provas com cálculos de raízes quadradas e derivadas a quem se candidata para trabalhar como repositor no Pingo Doce. Sem calculadora. Sem pensar muito consigo perceber logo a utilidade de conseguir calcular de cabeça quantas embalagens de iogurtes cabem em cada prateleira e como combinar pacotes de 8, 4 e 2 iogurtes para melhor aproveitamento do espaço disponível. Uma ciência.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Copo meio-vazio, copo meio-cheio
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Os problemas dos que nos são próximos tocam-nos de forma tão pessoal e íntima que se tornam, em parte, nossos. As alegrias, em contrapartida, conseguem tornar-se totalmente nossas.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Final do (!€) do ano escolar
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Aaaargh! Não é que a 22 só me livro de parte?!? Até 30 de Junho mantenho os novos 160. Estou oficialmente lixada.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Update onomástico
Não há dados de Chelas, cujos dados devem ter ficado no computador que morreu, mas descobri umas pérolas do Dafundo (deve ser dos vapores do Aquário, a comprovar depois de "frequentar" a Expo): Cheila (assim mesmo com ch), Ariclenes, Gérson, Emanuel (sendo que os seus dois irmãos e o pai se chamavam, adivinharam, Emanuel), Janilson e Kevin. Extraordinariamente não me recordo desta última criança. Os nomes escanifobéticos costumam ficar.
Novidades fresquinhas da Estrela: Concha.
onomástica bairro a bairro
Até nos nomes das crianças há modas e se já ultrapassámos a moda de copiar o nome da personagem da novela brasileira que melhor nos soa ou a repetitividade de nomes como Ana ou Maria qualquer-coisa, outras modas se impuseram. Tenho reparado numa certa consistência bairrista:
Estrela: Carminhos e Lourenços misturados com lembretes de ascendência estrangeira como Pilar ou Elizabeth;
Zona da Alameda D. Afonso Henriques: Beneditas e Vascos (numa alegre mistura de finesse com comédia portuguesa dos anos 50);
Olivais: Miriams e Anas Paulas, Miguéis Ângelos a Salvadores (ia chamar-lhe gosto ecléctico mas parece-me mais adequado dizer que é tutti-frutti);
Tenho pena de já não me lembrar de exemplos de Chelas. Agora digam lá, a que bairro pertenceriam?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Comer mal já comi na Holanda
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A praça (aquela onde vendem peixe e legumes, e não a da Figueira ou do Rossio, o que querem, sou uma menina da costa e peixe nenhum me sabe tão bem como o acabado de pescar; pobres dos que não sabem o que perdem) está às moscas, mesmo às 9h de uma manhã de Sábado ou de Domingo. A Cooperativa de Grândola está quase vazia, filas e filas de prateleiras que recordo repletas a ostentarem apenas uma marca de iogurtes e uma marca de champôs. Ainda em Grândola, acordo para comer pão de centeio do Continente e penso "mas porque raio estou eu a comer esta mixórdia em vez de pegar na Luna e ir comprar à padaria da esquina um alentejano gigante, daqueles com uma bossa em cima, acabadinho de cozer?" A mercearia deixou de ter ananás, que a clientela não compra. A clientela que resta, quero dizer. Parte compra agora a fruta no hipermercado mais próximo, pagando sensivelmente menos mas comendo fruta com sabor a água. A água, essa, está a 0,10€ meio litro no LIDL. Mais vale. O bacalhau só se usa o de lascas, para o bacalhau com natas ou à Gomes de Sá, sem se saber exactamente de onde varreram aquela coisa que nos vendem ao preço da uva mijona. Para cozer ou assar, há o congelado. Desfaz-se em papa ao assar? Está tão demolhado que se tem de acrescentar sal à água da cozedura? Não faz mal, desde que não se tenha o trabalho de demolhar umas postas. Não sei exactamente onde ou como, mas perdeu-se algo desde o tempo em que freiras inventavam o céu apartir de gemas de ovos ou em que mulheres do povo usavam tudo o que o porco tinha em pratos de comer e chorar por mais.
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Ocorreu-me isto tudo depois de ler a I. a dizer isto; lá no fim, estão a ver, sobre carcaças e crianças? Ou seja, a culpa é dela.
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