terça-feira, 29 de março de 2011

O melhor do mundo são as crianças II

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Quem não se lembra de aguentar, aguentar, até à última, para ir à casa-de-banho? Havia sempre um que tanto aguentava que já não aguentava e fazia, o que houvesse para fazer, nas cuecas. Infelizmente, os tempos não mudaram e hoje calhou-me a mim o que não se aguentou. Ser professor, hoje, assemelhou-se a ser passeador de cão - usei um saquinho para a cueca e tudo.

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Estou ansiosa

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Vou receber aqui em Portugal um formulário para preencher o "IRS holandês". Vai estar em holandês. Vai ser lindo, vai.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Esta já devia ter saído há dias mas, afinal, isto não é o Telejornal

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E a natureza é que é imprevisível. Não é que agora temos "os Aliados" (uma vez "Aliados", para sempre "Aliados", é a única explicação) a atacar a Líbia?!? Ora tomem lá com um tomahawk em Trípoli, que em Bagdad já não estamos a gastar o suficiente.
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I ♥ (not!) Segurança Social

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Demasiado ocupada com trabalho, diversão e a Segurança Social para conseguir vir aqui escrever as inúmeras baboseiras que me passam pela cabeça. Começo a achar que a minha verdadeira profissão é contribuinte e não professora. Contribuo em géneros (também conhecidos como Euros) e em serviços, dando o que fazer a um número indeterminado de funcionários públicos*: primeiro entro no sistema, proporcionando emprego aos que inserem os meus dados e aos que os perdem; de seguida dou emprego a outros tantos para perceberem o que foi feito pelos que me inseriram e pelos que me perderam, de forma a perceberem quais deles têm razão. Por último, dou trabalho aos advogados da Segurança Social que, ao receberem uma queixa minha por os serviços não terem tirado cópias dos documentos certos, respondem que a responsabilidade de os apresentar é minha. Independentemente de eu os ter levado. É que, convenhamos, se levei a página 1 é complicado ter deixado a 2 em casa - está (sempre) impressa no verso da mesma folha.
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* ou trabalhadores sem vínculo à Segurança Social, hoje em dia já não se sabe quem está do outro lado.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Divergência de interesses

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Eu bem queria ouvir notícias do Japão, mas só ouço José Sócrates isto, Passos Coelho aquilo, Sócrates aqueloutro, Pasos Coelho outro aqueloutro. Com um já não posso porque é 1º há anos com o outro idem aspas e ainda não chegou ao poleiro. Resultado, adormeci.
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terça-feira, 15 de março de 2011

Se o problema fosse só o Acordo

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Parece que há greve de camionistas e que eles estão todos por aí aparcados ao longo das estradas. RTP dixit.
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Lleno, lleno!

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É com muito orgulho e, especialmente, satisfação* que informo a blogosfera, no geral, e quantos aqui vêm, em particular, (adoro este maneirismo linguístico, é tão... básico) que já fui atestar o depósito a Espanha. €1,324/litro. É uma pena ter gasto 1/3 no regresso a Lisboa...
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* "patriotismo, patriotismo, guito à parte", a nova versão do dito popular que se impõe neste caso.
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quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu queria um Ferrari amarelo

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Um dos meus sonhos é ter um emprego. Outro é que esse emprego me dê direito a usar um carro da companhia - mas só se for tão interessante como os da minha vizinhança. Ontem, por ex., estacionei ao lado de uma carrinha de batatas fritas. É bonita, bem oleada e maneirinha, dá um jeitaço para estacionar em Lisboa. Mas há pior - perdão, melhor. Outro, tem um frigorífico (aka carro branco) com várias capas da TV 7 Dias a decorar as laterais. Espero que seja mesmo um carro de serviço, ou mudo já de bairro, que gente com semelhante gosto é perigosa. Há ainda um outro bólide que, não tendo nada de especial na cor nem sendo de empresa* já foi roubado e achado 3 vezes. Como é que eu sei? É de uns amigos meus. Mas o primeiro prémio das viaturas de empresa da vizinhança vai para a carreta funerária. Além de luminosa dá para levar lá a família e os amigos todos. Não um de cada vez, entenda-se.
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* uma latinha de sardinhas roubada e devolvida 3 vezes merece ser mencionada, mesmo não tendo nada a ver com o tema.
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terça-feira, 1 de março de 2011

Ai, é verdade!

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Os Óscares foram ontem.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu sei que é moda, mas

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O que eu gosto dos ciclistas de fim-de-semana! Nem sei por onde começar. Acho adorável o facto de utilizarem a estrada quando, ao lado, há uma ciclovia que custou à autarquia milhares de euros. Adoro também quando pedalam pelos passeios estando, uma vez mais, a ciclovia às moscas mesmo ali ao lado. Às vezes andam em manada, o que é com toda a certeza um fenómeno sociológico digno de estudo na Faculdade de Psicologia. E é sempre interessante verificar que os que andam nos passeios não respeitam os sinais para os peões e os que empatam a estrada desrespeitam os sinais destinados aos condutores. Claramente, não se sentem integrados na via que escolheram frequantar. Quem sabe, uma ligação entre o pedalar em manada e a aversão dos touros ao vermelho?!? Por tudo isto adoro o ciclismo bi-semanal. Mas, em abono da verdade, o ponto em que a água ferve mesmo, mesmo à séria é quando se armam em Armstrongs e se passeiam em fatos de lycra coleante. Que bela visão para o meu dia livre! É que tanto favorece os aranhiços humanos como as banhas de quem passa a semana atrás de uma secretária. Dispensassem as lycras e até lhes desculpava o resto.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

On, off and on again

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As lâmpadas de minha casa não piscam - acendem ou apagam, até que por fim apagam de vez. Nunca nenhuma lâmpada de um candeeiro meu, seja de mesa-de-cabeceira, seja de tecto, economizadora ou normal, acendeu e apagou de moto proprio durante algum tempo. Talvez isto explique porque a instabilidade de várias lâmpadas da minha rua e adjacentes me perturba tanto. Não é que me faça falta a luz para evitar os presentes dos cães dos outros; não é que passear a Luna na escuridão me faça impressão; não é que me faça falta a luz para apanhar o presente da Luna de modo a não ser mais um a não ser visto e, consequentemente, pisado - não! Perturba-me a inconstância dos seus arranques e o facto de me parecer que devem ser especiais - e, apesar disso, ali estão, na rua - porque às minhas dá-lhes o badagaio de vez, sem chamadas de atenção infrutíferas pelo meio.
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P.S. - eu sei, a anestesia, mesmo nos dentes, não faz bem a ninguém.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E assim há-de continuar!

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A minha dentista é um amor. Não só arrancou a besta num minuto e com montes de anestesia - vão lá poupar na anestesia na boca de outra! - como mandou para casa medicação capaz de curar (e continuar a anestesiar) um cavalo. Ainda não sinto nada...
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Quem mais?

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Arrancar dentes do sizo nas vésperas de um almoço, um jantar e outro almoço de aniversário é uma excelente ideia. Especialmente se for a aniversariante a desdentada*.
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* só eu para me esquecer que faço anos e 'bora lá arrancar um matacão todo esburacado antes que comece a doer.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sabedoria canina

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Com a chuva desta manhã a Luna saiu, fez a sua chichoca na árvore mais próxima, voltou em passo acelerado à porta do prédio e olhou para nós, como que dizendo: "Já está, donos, podemos regressar a casa". Infelizmente, não pôde ser.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Hoje, no Hoje

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Acabei de ouvir o Sr. Jerónimo Martins a fazer referência à falta de mão de obra qualificada como problema principal do nosso país. Achei de especial interesse os exemplos mencionados pelo Sr.: talhantes e peixeiros para o Pingo Doce.
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Faço jantar ou não?

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E de hoje a 8 faltarão exactamente 365 para fazer 11681. Estou velha.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Post para a Marta

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Um seguro contra todos é um óptimo adjuvante do sono. Acordar às 5 da matina numas das últimas noites, lembrarmo-nos de que o carro está tão bem estacionado debaixo daquela árvore gigantesca e não conseguirmos voltar a dormir decentemente prova-o sobejamente.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Todo o tempo do mundo

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Se há coisa que raramente faço a conduzir é apitar (canto, insulto, gesticulo, mas essencialmente para os meus ouvidos apenas), em especial no meio de ruas e se me parece que o empata à minha frente procura algo - sei bem o que é tentar desesperadamente ler as liliputianas placas toponímicas portuguesas. Mas perto da escola onde trabalho e à qual ia chegar mesmo à hora há lugares a rodos, e quem está a procurar algo com facilidade encosta e deixa os carros de trás passar. Ora a pensar nesta hipótese e depois de 1 quarteirão e meio a 20km/hora dei uma pequena buzinadela naquela de avisar "Hello! Há gente atrás...". Qual não é o meu espanto quando o carro, em vez de encostar, pára no meio da rua, a porta do condutor abre-se (confesso que cheguei a pensar que me iam atacar) e sai um tipo com roupa de chulo cheia de cores garridas misturadas, correntes (várias) ao pescoço, abre os braços a olhar para mim e diz-me "O meu negócio é a droga, tenho todo o tempo do mundo!" e vai passear, fingindo estar interessado na casa em frente. Passados os 5 segundo iniciais de espanto lá gritei pela janela "Ainda bem para si, mas importa-se de sair da frente que eu, sim, trabalho?". Olha que não me faltava mais nada. Agora os traficantes anunciam-no à boca cheia e deslocam-se em carrinhas familiares da Volvo.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O melhor do mundo são as crianças

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"Professora, eu e a Marta temos piolhos", disse-me, com um sorriso rasgado na cara. "Ainda bem que avisas", pensei para comigo enquanto dava um passo para trás.*
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* Começou a época da bicharada. Estou lixada.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Sapo é tão giro nos anúncios...

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Depois de meia dúzia de visitas a lojas, um dúzia de telefonemas para o 16200, finalmente hoje seria o dia em que deixaria de ser chulada pela net móvel da Vodafone e passaria a conseguir fazer umas piratarias através da net fixa do Sapo. Pois parece que a quase vintena de contactos ainda não foi suficiente para os senhores técnicos chegarem à minha casa. Eu sei que que uma rua com 3 nomes é difícil de inserir no GPS. E que Aceiteiro não é apelido fácil: a eterna dúvida "c" ou "ss"? Ou, para os mais burrinhos, "s" ou "ç". E entre as 9h e as 13h não há horas suficientes, afinal, 4h passam num instante. Já deito empresas de telecomunicações e afins pelos olhos.
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P. S. - cruzámo-nos afinal nas escadas e resolvi resolver a questão de uma vez; ficou metade por configurar, mas também não esperava mais.
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