domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu sei que é moda, mas

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O que eu gosto dos ciclistas de fim-de-semana! Nem sei por onde começar. Acho adorável o facto de utilizarem a estrada quando, ao lado, há uma ciclovia que custou à autarquia milhares de euros. Adoro também quando pedalam pelos passeios estando, uma vez mais, a ciclovia às moscas mesmo ali ao lado. Às vezes andam em manada, o que é com toda a certeza um fenómeno sociológico digno de estudo na Faculdade de Psicologia. E é sempre interessante verificar que os que andam nos passeios não respeitam os sinais para os peões e os que empatam a estrada desrespeitam os sinais destinados aos condutores. Claramente, não se sentem integrados na via que escolheram frequantar. Quem sabe, uma ligação entre o pedalar em manada e a aversão dos touros ao vermelho?!? Por tudo isto adoro o ciclismo bi-semanal. Mas, em abono da verdade, o ponto em que a água ferve mesmo, mesmo à séria é quando se armam em Armstrongs e se passeiam em fatos de lycra coleante. Que bela visão para o meu dia livre! É que tanto favorece os aranhiços humanos como as banhas de quem passa a semana atrás de uma secretária. Dispensassem as lycras e até lhes desculpava o resto.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

On, off and on again

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As lâmpadas de minha casa não piscam - acendem ou apagam, até que por fim apagam de vez. Nunca nenhuma lâmpada de um candeeiro meu, seja de mesa-de-cabeceira, seja de tecto, economizadora ou normal, acendeu e apagou de moto proprio durante algum tempo. Talvez isto explique porque a instabilidade de várias lâmpadas da minha rua e adjacentes me perturba tanto. Não é que me faça falta a luz para evitar os presentes dos cães dos outros; não é que passear a Luna na escuridão me faça impressão; não é que me faça falta a luz para apanhar o presente da Luna de modo a não ser mais um a não ser visto e, consequentemente, pisado - não! Perturba-me a inconstância dos seus arranques e o facto de me parecer que devem ser especiais - e, apesar disso, ali estão, na rua - porque às minhas dá-lhes o badagaio de vez, sem chamadas de atenção infrutíferas pelo meio.
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P.S. - eu sei, a anestesia, mesmo nos dentes, não faz bem a ninguém.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E assim há-de continuar!

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A minha dentista é um amor. Não só arrancou a besta num minuto e com montes de anestesia - vão lá poupar na anestesia na boca de outra! - como mandou para casa medicação capaz de curar (e continuar a anestesiar) um cavalo. Ainda não sinto nada...
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Quem mais?

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Arrancar dentes do sizo nas vésperas de um almoço, um jantar e outro almoço de aniversário é uma excelente ideia. Especialmente se for a aniversariante a desdentada*.
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* só eu para me esquecer que faço anos e 'bora lá arrancar um matacão todo esburacado antes que comece a doer.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sabedoria canina

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Com a chuva desta manhã a Luna saiu, fez a sua chichoca na árvore mais próxima, voltou em passo acelerado à porta do prédio e olhou para nós, como que dizendo: "Já está, donos, podemos regressar a casa". Infelizmente, não pôde ser.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Hoje, no Hoje

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Acabei de ouvir o Sr. Jerónimo Martins a fazer referência à falta de mão de obra qualificada como problema principal do nosso país. Achei de especial interesse os exemplos mencionados pelo Sr.: talhantes e peixeiros para o Pingo Doce.
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Faço jantar ou não?

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E de hoje a 8 faltarão exactamente 365 para fazer 11681. Estou velha.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Post para a Marta

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Um seguro contra todos é um óptimo adjuvante do sono. Acordar às 5 da matina numas das últimas noites, lembrarmo-nos de que o carro está tão bem estacionado debaixo daquela árvore gigantesca e não conseguirmos voltar a dormir decentemente prova-o sobejamente.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Todo o tempo do mundo

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Se há coisa que raramente faço a conduzir é apitar (canto, insulto, gesticulo, mas essencialmente para os meus ouvidos apenas), em especial no meio de ruas e se me parece que o empata à minha frente procura algo - sei bem o que é tentar desesperadamente ler as liliputianas placas toponímicas portuguesas. Mas perto da escola onde trabalho e à qual ia chegar mesmo à hora há lugares a rodos, e quem está a procurar algo com facilidade encosta e deixa os carros de trás passar. Ora a pensar nesta hipótese e depois de 1 quarteirão e meio a 20km/hora dei uma pequena buzinadela naquela de avisar "Hello! Há gente atrás...". Qual não é o meu espanto quando o carro, em vez de encostar, pára no meio da rua, a porta do condutor abre-se (confesso que cheguei a pensar que me iam atacar) e sai um tipo com roupa de chulo cheia de cores garridas misturadas, correntes (várias) ao pescoço, abre os braços a olhar para mim e diz-me "O meu negócio é a droga, tenho todo o tempo do mundo!" e vai passear, fingindo estar interessado na casa em frente. Passados os 5 segundo iniciais de espanto lá gritei pela janela "Ainda bem para si, mas importa-se de sair da frente que eu, sim, trabalho?". Olha que não me faltava mais nada. Agora os traficantes anunciam-no à boca cheia e deslocam-se em carrinhas familiares da Volvo.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O melhor do mundo são as crianças

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"Professora, eu e a Marta temos piolhos", disse-me, com um sorriso rasgado na cara. "Ainda bem que avisas", pensei para comigo enquanto dava um passo para trás.*
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* Começou a época da bicharada. Estou lixada.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Sapo é tão giro nos anúncios...

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Depois de meia dúzia de visitas a lojas, um dúzia de telefonemas para o 16200, finalmente hoje seria o dia em que deixaria de ser chulada pela net móvel da Vodafone e passaria a conseguir fazer umas piratarias através da net fixa do Sapo. Pois parece que a quase vintena de contactos ainda não foi suficiente para os senhores técnicos chegarem à minha casa. Eu sei que que uma rua com 3 nomes é difícil de inserir no GPS. E que Aceiteiro não é apelido fácil: a eterna dúvida "c" ou "ss"? Ou, para os mais burrinhos, "s" ou "ç". E entre as 9h e as 13h não há horas suficientes, afinal, 4h passam num instante. Já deito empresas de telecomunicações e afins pelos olhos.
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P. S. - cruzámo-nos afinal nas escadas e resolvi resolver a questão de uma vez; ficou metade por configurar, mas também não esperava mais.
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Silence! I kill you!

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Uma das vantagens de trabalhar com putos de 15 anos é ser informada de pérolas como esta. Desconfio, no entanto, que o puto ter-me visto a rir até às lágrimas com o Achmed não contribuiu nada para a minha credibilidade.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Beleza vs. funcionalidade

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Andaram duas semanas de volta de um pedaço descampado junto a minha casa, tiraram terra, alisaram, cavaram, e voltaram a alisar. No outro dia quando passei estavam a regar a terra. Uma vizinha explicou que era para a relva crescer. "Vai ficar muito mais bonito!", disse-me. Lá bonito é capaz de ficar, mas não seria mais prático terem feito o passeio que não existe entre o futuro relvado e a estrada?
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Explicações óbvias

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Com o frio que às vezes tenho durante o Inverno, especialmente nos pés, já me perguntei muitas vezes como era possível ter aguentado Invernos (e Primaveras e Verões e Outonos) dentro de um par de trapinhos com base de borracha como são os ténis All Stars. Este Inverno descobri como, e a receita é simples: caminhar pelas colinas de Lisboa. Não há dia em que vá a pé para o Colégio, venha a pé almoçar a casa, volte a pé ao Colégio e vá de novo a pé para casa que não acabe cheia de calor. É lógico que depois chego a casa, pego no carro para ir para a outra escola e, lá chegada, estou com frio. E depois de patrulhar o recreio meia hora (na realidade, estar parada a olhar para os putos), então, estou gelada*.
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* deixem chegar o tempo quente que o discurso muda logo: ai que não se pode, não se pode andar a pé, o sol escalda, porque é que não pus AC no carro...
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como traumatizar uma criança

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Franja e cabelo escadeado fazem de qualquer ser uma menina. Perguntem ao Paulo que hoje confundi com uma Paula numa aula do 3º ano se não é verdade...
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Está na hora da caminha

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Vitinho, estás a ficar velho, amigo!
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P.S. - E também emagreceu um pouco, ou é impressão minha?
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Conclusões à 4ª

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Ter uma chefe cujo tom de pele é alaranjado quase todo o ano não ajuda à produtividade. Não sei se o problema é perda de credibilidade ou pura e simples distração perante tal espectáculo.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rien de rien

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Não estou virada para a escrita. Tenho um post sobre exorcismos, outro sobre trabalhos com a Segurança Social, outro sobre a adolescência e como todos passávamos melhor se os adolescentes estivesem trancados num lugar longe de nós (é que é um período giro, mas só para quem o está a viver), e não me sai nenhum como deve de ser. Nada de nada.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chuva e frio

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Estou oficialmente farta do Inverno, podem mandar a Primavera. E, já que pedir não custa, uma Primavera enxuta, s.f.f..
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Socas

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Andam na moda sapatos com sola de madeira que eu, básica, continuo a chamar socas. Socas-sapato, socas-bota, acho que a vizinha de cima até comprou umas socas-pantufa. A beleza das socas é tamanha que vou expô-la por pontos:

  • andar com um tronco debaixo dos pés é do mais sexy que posso imaginar;
  • o dito tronco parece-me extremamente confortável, diria mesmo flexível;
  • o resultado da soma socas + chuva + calçada portuguesa é artístico, apesar de um pouco doloroso;
  • a melodia que o tronco produz a cada passo é digna de um Chopin: toc-toc, toc-toc, toc-toc;
  • e o leve que devem ser? Afinal, é só um tronco que se leva em cada pé, não é uma árvore;
  • por último, o preço; eu não deveria estranhar que, com tanta e tamanha vantagem, o preço fosse alto - afinal, apesar de ser madeira, as socas não são do IKEA e já vêm montadas - mas tanto?!? Paga-se por umas socas o preço da floresta.

Isto tudo para dizer que no Verão pode ser que até arranje umas socas-chinelo. Se o tronco for fininho até podem ser giras.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tomorrow is a new day (espera-se)

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Já alguma vez acordaram com uma sensação estranha na cabeça? E sentiram que, enquanto estão na ronha, essa estranheza se transforma em dor-de-cabeça? E levantaram-se e sentiram que estavam prestes a vomitar fosse o que fosse que ainda restasse no vosso estômago e que tudo é difícil e estranho, mesmo que o tudo seja escolher roupa e estejam na vossa casa? E comeram apenas para poderem tomar comprimidos e deitarem-se de seguida? E depois voltaram a levantar-se e tiveram de ir trabalhar porque não podiam ligar a avisar que estavam doentes? E iam aturar 8 turmas de putos entre os 3 e os 10 anos? Então, parabéns!, já sabem como foi o meu dia.
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Say "cheese"!

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Entrada: dips de queijo com mini-gressinos;
Prato principal: Carne enrolada com queijo e fiambre.
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Por outras palavras, a refeição ideal para receber alguém que não gosta de queijo...
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PR 2011

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Normalmente, quem não quer eleger ninguém mas não quer deixar de votar, vota em branco ou nulo. Sendo que isso nas presidenciais não serve de nada, como diz e bem a Gi, deixo um conselho: ide votar. Votem na carranca que vai para 2º mandato (desculpem, mas há pessoas em relação às quais não consigo ser sequer indeferente) ou em qualquer outro, se quiserem chatear a dita carranca (odeio-o, odeio-o, odeio-o). E, se houver 2ª volta, aí sim, podem abster-se. Já mostraram à carranca que não ganhou à primeira porque não, não é de confiança e aos outros que não, não achamos que sejam alternativa de jeito.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bem, se foi de arromba até se percebe...

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Porque o que mais me chateia não é que eles nomeiem amigos. É que nomeiem os amigos mais incompetentes e inaptos que conseguem descobrir nas suas longas listas telefónicas. E que de seguida tenham o desplante de dar entrevistas como esta. Pelo discurso, este, claramente, é também amigo de alguém com uma longa lista.
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Directamente do Inferno. De onde mais poderia ter vindo?
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Burro velho...

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Isto quando uma pessoa chega aos 90 passa a poder ser o que quiser, e o meu avozinho agora é médico. Se não, o que chamar a alguém que decide parar com uma determinada medicação porque já não tem tensão alta?!?
- Mas, vô, escuta lá só um bocadinho. É que tu nunca tiveste tensão alta, aliás, a tua tensão é muito baixa, de que medicamento estás a falar?, pergunto.
- Do abc-med, responde, mostrando-me a embalagem.
Claro, são medicamentos para outro problema qualquer que, quase de certeza, ainda o aflige. É no que dá licenciar-se em medicina aos 90.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

1, 2, 3!

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Vou na 3ª gripe / constipação do ano e só espero não ser desta que acabo de cama. Volta, aquecimento central, que estás perdoado!
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

€, €, €, €!

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Adorava saber o real motivo para a subida record do preço da gasolina numa altura em que o barril do petróleo está tão "baixo". E não me venham falar nos 3% de IVA ou no valor inferior do valor do Euro em relação ao Dólar, que até podem contribuir para, mas não justificam o aumento. A matemática não é o meu forte, mas ainda sei somar..

domingo, 16 de janeiro de 2011

Notícias desactualizadas

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Foi preciso um homossexual assumidíssimo* ser assassinado para se ver (bem) quão homofóbico este país ainda é.
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* ia pôr "bicha", como creio que muitas vezes se tratam entre si, mas preferi esperar pelo rodapé para não ferir susceptibilidades; ou como o politicamente correcto chegou ao aquário.

Às vezes até são queridos

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Na escola há um puto que tem uma séria pancada por dinossauros, sendo que agora tem andado a demonstrar o barulho que eles supostamente faziam, abrindo a boca como se estivesse a mostrar as amígdalas ao médico ao mesmo tempo que emite um som gutural e assustador, principalmente se pensarmos que vem da boca de uma criança com apenas 6 aninhos. Nós dizemos-lhe que ele não pode fazer o barulho dentro da sala porque até as paredes estremecem e é perigoso porque a escola é velha. Ele, 'tadito, acredita.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ele vive

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Ainda não foi desta. A busca de um computador novo começa este fim-de-semana.
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Caput

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Acho que acabei de ficar sem computador. Felizmente, a mãezinha não é info-excluída nem info-viciada e condoeu-se da minha perda, aceitando emprestar a sua máquina para uso do peixe. Salvé, mãezinha!
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ao que chega uma gaja

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Comprei um vestido cai-cai de Inverno. Já nem os 30 (cof-cof) trazem juízo.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A maldição dos pneus

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Já não me chegava ser amaldiçoada com pneus adiposos, agora abateu-se sobre mim a maldição dos pneus do carro. Sendo que os delicados pézinhos do meu bólide estiveram 2 anos quase parados, numa garagem, era de esperar que lhes desse um chilique, mas não: deu-lhes vários. Primeiro, foi o dianteiro esquerdo (esforcem-se, leitoras, a esquerda-esquerda e não a outra) que resolvia perder lentamente o insuflado até apresentar uma triste barriga rente ao chão. Após uma avaliação difícil e demorada, lá surgiu um diagnóstico: sujidade em pequenas quantidades acumularam-se entre o pneu e a jante, permitindo uma fuga lenta do fôlego que lhe dava de 2 em 2 semanas. O tratamento (ainda mais estranho) foi untar o pneu com uma coisa que se assemelhava demasiado a banha de porco. Milagrosamente, funcionou. Uma semana depois, foi a vez do traseiro direito (exacto, senhoras, do outro lado) perder o fôlego a cada 2 dias. Com sintomas tão mais graves (48h!) temi o pior, mas o meu adorado rapazinho dos pneus lá me premiou com um pequeno prego e uma recauchutagem que lhe deve dar para mais uns bons quilómetros. E pronto, são estas as razões da minha ausência.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Na TV

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A propósito da manada de pobres vacas que ontem foram arrastadas pela corrente de um rio, ouvi um senhor a dizer na TV que era estúpido as vacas estarem a nadar contra a corrente, que se deviam deixar levar para não se cansarem e tentar sair quando houvesse oportunidade. Pareceu-me um senhor simpático, preocupado e, principalmente, interessado em ajudar as vacas a sobreviver ao incidente. É uma pena que em vez de fazer algo tenha dado conselhos - é que no meio da confusão acho que a maioria das vacas não o ouviu...
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Amor de cão

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«Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães,
é lá que quero ter assento, a ver a luz a minguar no horizonte,
com a sua palidez de crepúsculo num retrato de infância.
Hei-de então bater à porta e pedir para entrar,
e sei que eles virão, contentes e leves, receber-me
como se o tempo tivesse ficado quieto nos relógios
e houvesse apenas lugar para a ternura,
carícia lenta a afagar o pêlo molhado pela chuva.
Então poderemos voltar a falar de felicidade
e de mim não me importarei que digam:
teve vida de cão, por amor aos cães.»
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in Amados Cães, José Jorge Letria
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um sorriso

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Ir aos saldos é coisa para ser feita no início dos mesmos, de prefência antes do primeiro fim-de-semana e durante a manhã, evitando a falta de oferta e a concentração de almas ainda mais consumistas que a minha. Hoje foi o dia, que terminou com duas ou três boas compras, uma compra desnecessária e uma passagem pelo Jumbo da mesma superfície comercial. À porta, junto a um caixote ainda vazio, um rapaz e uma rapariga de t-shirt igual distribuíam sacos de supermercado com o óbvio propósito de pedir algo. Deixei-os aproximar e soube que pertenciam à afid, uma IPSS que acolhe adolescentes e que pediam a quem entrava para contribuir com roupa interior ou toalhas turcas. Trouxe um par de coisas, para rapariga e rapaz, e fui entregar ao mesmo casal, à entrada. O sorriso rasgado com que a minha singela contribuição foi brindada ficou comigo até agora e, desconfio, tão cedo não vai apagar-se da minha memória, apesar de eu não o merecer. Era apenas um saquinho de coisas, e eu com vários sacos para mim. Um deles com algo completamente desnecessário.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Alerta geral

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Aos (maus) condutores deste nosso país, em especial os que se movimentam na minha vizinhança (não sabendo qual é, aplicam-se as dicas a todos):
1 - quando pomos o pisca para mudar de faixa tal não obriga o condutor que lá estiver a travar ou desacelerar para nos deixar passar; temos de esperar, mais ou menos pacientemente, que ele nos dê (atenção, atenção, ver aqui a definição do verbo dar - em especial os pontos 6. e 13.) passagem.
2 - quando o condutor à nossa frente põe o pisca para ultrapassar outro veículo ou está numa faixa de entrada noutra via é proibido (exacto, leram bem, é proibido!) ultrapassar esse carro, seja pela esquerda ou pela direita.
É que eu qualquer dia compro um Humvee e passo-vos a ferro. Depois não digam que não avisei.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Noite de brumas

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O nevoeiro de ontem multiplicava a luz pela estrada, pelo céu escuro e por todas as paredes, fazendo-me voltar à mente a imagem de uma Amesterdão iluminada pelos reflexos de luz na neve, criando na noite um dia artificial e mágico. O efeito do nevoeiro não sendo tão poderoso, é igualmente bonito.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejos

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Que 2011 nos surpreenda*.
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* pela positiva!

MMXI

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Ainda não foi para 2011 que comprei something blue.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Foi por isto que voltei

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Na piscina, nestes últimos meses, já:
- reencontrei velhos conhecidos;
- um puto vomitou (sim, mesmo dentro de água);
- quase desmaiei (hipertensão é problema que não me afecta);
- soube que vou ter de pagar o aumento do IVA de 6% para 23%.
- e ontem dei uma autêntica abada a dois marmanjos a nadar mariposa. Tomem lá, que ainda tiveram de ouvir o prof a elogiar o meu "estilo".
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só estive lá 4h30, não deu tempo para tudo

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Acabo de abrir uma carta da Segurança Social que me diz que, como quem me atendeu quando lá estive se esqueceu de tirar fotocópia de um dos documentos que apresentei, tenho de lá voltar para apresentar o dito documento. Começa a dita carta com um conjunto auspicioso de 5 palavras: "Informo de que para que (...)."
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A lógica dos "saldos"

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Nos telejornais, primeiro, queixam-se que as pessoas não andam a comprar nada (ainda agora terminou a loucura natalícia), apenas a trocar prendas. Anunciam depois que os saldos vão começar no dia seguinte. E, de facto, começaram, mas não em todas as lojas, mas apenas naquelas em que nunca se gasta pouco, seja o que for que se compre. Levi's, Mango, Skechers*, Desigual, Lanidor, etc., tudo com saldos ou promoções, até 50% (espectáculo!). Tudo quanto é baratucho (excepto H&M, que já tinha saldos) nada, nem 10%. Informei-me numa das lojas: saldos só lá para o início de Janeiro. Agora, vamos atrair o pessoal às compras (como se precisasse de incentivo) com os saldos nas lojas caras, que pode ser que, com os preços nas baratuchas iguais aos das outras nos saldos, lucrem todos. Depois, lá começam os saldos em todas as lojas. Pois, é pena, eu espero mesmo por Janeiro.
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* as botas "patas de mamute" compradas há um ano nos saldos em Amesterdão estão à venda cá, mais caras mesmo com a promoção, e apesar de já serem da colecção do Inverno anterior...
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domingo, 26 de dezembro de 2010

Vou a jantares de Natal para isto

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Contam uma piada estúpida que termina num "chega o marido a casa, bêbado e com marcas de batôn na camisa e diz à mulher que está no sofá à espera dele: despe-te, gorducha, que a seguir és tu!". Resposta de uma das presentes: "O 'a seguir és tu' ainda vai que não vai, agora 'gorducha' é que não!". Sim, pesa 45kgs. Não, nem 2 deles são em massa cerebral.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Semelhanças

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Hoje olhei para um bonsai e só me lembrei dos pés enfaixados e retorcidos das chinesinhas de antigamente. Sorte a das árvores (arbustos?) que não sentem o atrofio e a mutilação.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A boa-vontade não desculpa a ignorância

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Em Portugal há donos de animais exóticos que acreditam que a ração semanal de Nestum Mel que lhes davam era do melhor que há. E creem nestas idiotices de tal forma que se orgulham de as difundir pela televisão pública.
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Uns contam as noitadas

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Sinal aquariano de que a vida anda secante: não há uma única foto com menos de 3 meses de tirada.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Ora vamos lá lixar as férias do peixe!"

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Foi o que disseram as bactérias que o meu sogro me pegou no fim-de-semana. "Toma lá uma febrezinha!", disse uma. "Vai lá ver se ainda tens lenços de papel!", comentou outra. "E mete-te mas é em casa ou nós assanhamo-nos...", ameaçou ainda outra. Se fosse a sogra, eu percebia, agora o sogro até devia gostar de mim...
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

:)

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F-e-FÉ! R-i-RI! A-s-AS! FÉ-RI-AS! Não vou a lado nenhum, mas vão saber a pato.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho

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Dizia o senhor, conhecedor dos meandros do jornalismo português, mesmo na véspera da sua morte, que os telejornais eram como comida vulgar, servida em 3 pratos: política, economia (da desgraça) e futebol. Disse depois, também, que saíam em Portugal uma média de 40 novos livros por dia e que nenhum era notícia. Salvo se o seu autor fosse uma conhecida personalidade televisiva. Não me recordo do Acontece mas, só por este comentário, já tenho pena que o senhor se tenha ido tão cedo. Será tão certeiro o comentário que, apesar de a sua morte continuar a ser notícia nos diversos noticiários da RTP, não mais repetiram esta pequena parte do que foi dito. Sr. José Rodrigues dos Prantos, pisaram-lhe um calo?
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E 2h depois chego a casa

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Bem se vê que o subsídio de Natal já caiu. Vê-se também que boa parte se vai em gasolina.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Só coisas boas

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Da Islândia, primeiro, vieram cinzas, agora, uma nova vaga de frio. E mesmo sendo frio, e não frio (pelo menos em Lisboa), chateia. Não podiam enviar tudo para outro lado?
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cão que (só) ladra não depõe

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É "(...) inexplicável que se queira levar alguém a julgamento por um cão que ladra mas não pode depor". Não sei se louve ao excelso advogado que disse estas palavras a capacidade retórica ou os profundos conhecimentos veterinários.
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* palavras proferidas pelo advogado dos McCann a uma jornalista da RTP. Um argumento genial, o cão não depor.
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Nevoeiro no Tejo

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Acordei ao som de sereias.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Monster batch

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Aparecem sempre na vida de quem tem cães as histórias dos outros. E tenho ouvido de mais a história do cão "que magoou o menino e que o menino fico com muito medo, coitadinho, e depois o cão foi para uma quinta viver feliz para sempre". Às vezes oiço dos meninos, mas também dos pais, e só me ocorre que estamos a criar uma catrefada de monstrinhos mimados que podem fazer tudo ao cão mas que, vade retro, o cão não pode arranhar. As pessoas não pensam no que é ter um cão, simplesmente acham piada a um (a uma raça, mais frequentemente) e vá de comprar. Sim, que isto de ter rafeiros não é para eles. Compra-se o cãozinho, tão fofinho, tão pequenino, e vá de levar para casa. Depois o cãozinho faz chichi e cocó (as necessidades fisiológicas parecem ser uma novidade para certo tipo de pessoas), não nasceu ensinado (ao contrário das suas criancinhas, anjinhos queridos, gostam tanto do cãozinho, olhem só como gostam de brincar - andar à bulha - os dois) tem de ser passeado (então lá podem perder a novela da noite?!?) e, surpresa das supresas, cresce e ganha força! Atenção que eu sei que há cães maus (apesar de acreditar que os educaram dessa forma) e que sentem ciúmes e atacam (conheço um caso gravíssimo, nem passa pela cabeça de ninguém) mas vejo nestes casos mais irresponsabilidade e facilitismo que outra coisa - o cão chateia, solução óbvia: desfazer-se dele! Podem até dá-lo efectivamente a outra pessoa, que até pode ser um melhor dono para o resto da vida, mas vão fazer o animal sofrer por uma decisão que é unicamente do humano. Pior, podem ir deixá-lo numa associação, onde sempre vai ter um tecto, alguns amigos humanos, comida e tratamento, mas raramente o que eles mais querem: uma família que seja deles. Pior ainda, podem levá-lo para o canil. Já ouvi um anormal dizer que no canil lhe asseguraram que o bicho, daquela raça, seria adoptado num instante. Nem se informou o suficiente para saber que a maioria dos animais que vão para o canil são abatidos e passam 8 dias miseráveis antes da morte. Ou, se calhar, prefere ignorar esse pequeno pormenor do objectivo maior que é livrar-se do pequeno-que-virou-grande-monstro. Ou, a maldade última (tive dúvidas sobre o que colocar em último, pois apesar de o canil ser a morte certa, esta tem possibilidade de um final feliz; no entanto, ao nível de quem o faz, creio que esta é a decisão mais irresponsável e maldosa): o abandono, ao deus-dará, longe de casa para garantir que o pobre não consegue tentar voltar para a casa que conhece, para os donos que ama da forma mais pura, mesmo que unilateral, completa, que é a de um cão. Estes meninos que vivem nestas famílias, um dia vão perceber qual foi "a quinta" para onde foi levado o seu cão. Será que não quererão saber? Será que por isso vão estar mais atentos? Desconfio que se passe o contrário, e que os animais continuem a ser adquiridos como mais um bibelô - até já ouvi falar de gente que quis devolver um par de gatos à loja porque tinha mudado a decoração da sala e eles já não combinavam. Se não é feito um esforço no sentido da sensibilização das pessoas, das crianças em particular, para as necessidades e sentimentos dos animais nada irá mudar. O que temos neste momento é uma fornada de gente mal-formada, que quer ter o cão e o filho mas não sabe que tem de educar os dois de forma a que acidentes sejam evitados, a criar uma nova fornada de meninos-que-serão-adultos à imagem do que foram os seus pais. Tenho pena dos animais mas, a um nível mais profundo, tenho ainda mais pena destes adultos e crianças.
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Começar bem a manhã

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Foi por um triz que não atropelei uma espécie de caniche que já foi branco e agora está pintado de cor-de-rosa. Ficou-me a dúvida: o bicho estava distraído ou foi tentativa de suícidio?
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P.S. - juro, pintaram-no de cor-de-rosa, não é só no Groomer has it, programa para lá de estúpido que passava no canal Animal Planet na Holanda;
P.S. 2 - e agora sem piadas, que o assunto é sério, meus senhores e senhoras, não passeiem os vossos bibelôs caninos sem trela pelas ruas de Lisboa, é perigoso; e posso ter o azar de atropelar algum, para maior pena minha, aparentemente, do que do dono; e não, essa não é uma forma cool de passear os cães, a não ser que eles estejam tão bem treinados que vão ali coladinhos ao tornozelo do dono; e também não é maneira de fingir que não apanham o cocó que eles fazem porque não viram, toda a gente vos conhece e sabe que não apanham nunca os "presentes"; os que apanham, fazem-no tanto quando o cão vai à trela ou solto.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Resoluções

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Ainda não sei bem como vai ser, nem quando. Mas a minha vida vai levar uma volta, tem de levar. Só tenho de decidir qual o projecto mais razoável e que maior gozo me dê. É um jogo de equilíbrio difícil e ainda não treinei o suficiente, mas lá chegarei.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

É 6ª e estou de trombas

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O pessoal à minha volta vai, volta e meia, trabalhar para Nova Iorque, Londres, Malásia, Amesterdão, Paris, Madrid e até para Sintra, entre outros destinos que agora não recordo. Eu vou para os Olivais todos os dias e não me parece justo.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bah!

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Odeio substituições. Hoje dei a aula mais aborrecida da minha vida, pobres putos.
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Afinal é arte!

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Olha p'ra mim ignorante! Afinal a piscina é arte. Depois da tela em branco no MoMA não me faltava mais nada.
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P.S. - Perdoe-me a Joana Vasconcelos, que tem um sapato muito giro, mas uma piscina em plástico azul que tem como única excentricidade ser em forma de Portugal não me parece arte.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Swimming Pooltugal

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Está uma piscina em forma de Portugal (continental) em exposição na Praça do Comércio, mesmo ao pé do Cais das Colunas. Fará parte das decorações natalícias? Será para na próxima inundação fazer de barco nacionalista? Ou, quem sabe, de piscina patriótica? Aceitam-se sugestões ou explicações.
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Antes as peças

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Cairam partes de um avião da Taag (companhia aérea angolana) em Almada, causando pelo menos danos materiais em alguns carros (também já me falaram em feridos ligeiros, mas não li nada). Suspeitam, segundo o telejornal, que sejam nada mais, nada menos que partes do motor. Ao menos não caiu o avião todo, mas arrisco dizer que terá sido por pouco.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aleluia, aleluia!

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Ressuscitou!*
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* para quem não perceber, ver há uns dias o post "Ai".
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Meteo

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Ontem 8ºC, hoje 18ºC. O que nos vale é que as vagas de frio duram tanto como espirros. Falando em espirros, agora estamos a levar com os perdigotos e o ar - que temporal de vento e chuva, senhores!
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Avaliações

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E porque as férias de Natal se aproximam, começam os pedidos de avaliações da performance da pirralhada. Como em Portugal quase nunca ninguém acha que o que serve aos outros é bom para si próprio, e sendo que o facto de ser diferente só dá trabalho a outros, há diversos modelos para se fazer a coisa, mas do que eu gosto mais é quando um modelo não chega e, para a mesma menina (só para contrariar a forma machista de se generalizar em português, optando sempre pelo masculino) há que fazer avaliações em dois modelos diferentes, sendo que um é digital (a imprimir antes de ser entregue ao encarregado de educação) e outro manuscrito. Lindo, lindo, era escrever, numa das versões:
"Aluna aplicada e atenta. Assimilou com facilidade a matéria do período, sendo capaz de a aplicar no contexto das aulas."
E na outra:
"Aluna pouco atenta, com dificuldades de assimilação da matéria dada. Adquiriu pouco vocabulário e tem dificuldades em aplicá-lo correctamente."
Ia ser giro, pois ia.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bike vs car

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As saudades que eu já tenho de ir para o job de bicicleta. A calma que é, no final do dia, pedalar um bocado e esquecer tudo o que nos aborreceu no escritório. Equilibrar quilos de compras entre o cesto, os elásticos da parte traseira e o guiador. Chegar a casa com a franja a escorrer uma parte ínfima da chuva que me caiu em cima pelo caminho. Se bem que com as temperaturas que fazem na Holanda agora estaria a usar o eléctrico de certeza, que não sou dada a masoquismos. Mas lá que sinto saudades, sinto.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Continuas a segurar-me

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Hoje sonhei contigo, e acordei como que com a tua imagem colada ao interior das pálpebras, relembrando-me a tua presença a cada piscar de olhos. Não sei o que sonhei, nunca sei e hoje não foge à regra, mas conforta-me saber que não te esqueci. A memória dos meus sonhos é tão parca que o pouco que guardo é como minério raro: duradouro e precioso.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ai

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Há dias em que não devíamos sair da cama, certo? É certo também que só sabemos quais são esses dias depois de eles terem passado. Aí, do que serve? De nada, claro! Pois depois de um acidente estúpido, cabeça (de outrém) contra boca (a minha), a boa notícia é que o dente está inteiro; a má é que, por enquanto, não tem sensibilidade - pode estar morto, portanto. O(s) tratamento(s) depende(m) da sua ressuscitação - ou da confirmação da morte. Agora é só torcer por o gajo dar uma de Jesus. Logo eu que ainda na semana passada corri com as Jeovás.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

♥ ?

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E se eu ficar com um dente a menos, continuam a gostar de mim?
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Desigualdades

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Está na moda comprar camisolas e usá-las como se de vestidos se tratasse. Eu compro vestidos e tenho de usá-los como se fossem camisolas.
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sábado, 27 de novembro de 2010

001.340.47

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Depois de uma secretária, duas sapateiras e uma estante, tinhamos de trazer a outra estante da cor errada. E lá temos de alombar com o bocado de floresta sueca de novo para Alfragide. E se ao menos não fosse culpa nossa podia resmungar com a IKEA*.
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* pelo menos o género da palavra já sei de certeza, pois nas portas da dita está escrito: "bem-vindo à IKEA"; mantém-se a dúvida quasi-filosófica: "iqueia" ou "i-quê-á"?
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E só faltam 3h na escola

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4h30 na Segurança Social para informar que abri actividade e preencher um papel (cujos dados eram todos conhecidos da Segurança Social, excepto o valor mensal da minha remuneração). Pode até ser Simplex, agora do que eu gostava mesmo é que fosse mais Rapidex.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fará também parte do Acordo?

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Uma jornalista de rádio - não sei qual, que tenho várias em memória no carro e o zapping é um desporto - disse há dias que podíamos aceder a mais informação sobre o tema em questão no "cite" daquela estação. Escrevo com "c" porque quero que leiam assim, "cite", e não "site", da internet, anglicismo amplamente difundido, pois foi assim que a senhora o disse. Eu digo calinadas, escrevo-as também, mas de onde veio esta "palavra"? Que eu saiba existe "site" (lido à inglesa) ou "sítio", tradução directa, agora "cite", ou seja, a palavra inglesa lida à portuguesa, se existir, só se for mais uma excelsa invenção do original Acordo Ortográfico.
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P.S. - Uma dúvida que me andava a assolar: egípcios ou egícios? Pois então passo a explicar: em português de Portugal o país será o Egipto (pois é, mantém-se o "p") e os seus habitantes os egípcios. Já em português do Brasil temos um fantástico país chamado Egito cujos habitantes, misteriosamente, se chamam egípcios, com "p". E digo milagrosamente pois semelhante surgimento de uma letra numa palavra só pode ter dedo divino!
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domingo, 21 de novembro de 2010

Para inaugurar a fase não-fastienta

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Este foi um fim-de-semana cheio e, por isso, curto de mais. Houve passeio, houve comida boa, houve um Sábado cheio de sol e chuvadas - com espectaculares arcos-íris* em resultado - e um Domingo em boa companhia, com família, amigos, conhecidos, cães e bebés. E nem uma prenda de Natal adquirida. Isto sim, é um fim-de-semana! Pareceu foi mais curto que o costume.
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* o plural será "arcos-íris" ou "arco-íris"?

sábado, 20 de novembro de 2010

Renhó-nhó-nhó

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Queixo-me, queixo-me, queixo-me. De tudo e de nada, de coisas que antes não me incomodavam, daquilo que já me parecia mau e agora me parece monstruoso, e de coisas que agora parecem acontecer só para me irritar. Queixo-me até de coisas que, enquanto em terras de sua majestade Rainha Beatriz, me faziam suspirar de saudades. Espero que me passe tanto fastio, que (é que ando mesmo passada com certas coisas) não faz bem à saúde.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Com tanto dinheiro para receber a cimeira da Nato não sobram 25€ para pagar aqui ao peixe? É que pode parecer uma ninharia mas dessem-me a escolher e tinha ido à escola dar as minhas aulas para, no final do mês, receber os ditos. É que aproxima-se a greve geral, dois feriados à 4ª-feira, o meu dia mais preenchido, e as férias de Natal, 15 felizes dias em que não recebo um tostão furado.
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Tristeza

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Há uma semana e meia vi, perto do Estádio Pina Manique, um cão de porte médio a arrastar uma corrente presa à coleira. "Deve ter fugido", pensei. Dei a volta na rotunda seguinte e parei o carro numa tentativa de localizar o pobre bicho que, momentos antes, andava aterrorizado no meio do trânsito a pisar a corrente, fazendo-o tropeçar. Quando nos vimos, a largos metros de distância, e eu o comecei a chamar, fugiu a correr, com um medo que só quem já foi muito maltratado pode ter. Pensei que andasse perto de casa, e que em breve lá voltasse, ao mesmo tempo que percebi que não podia ir atrás dele, pois o mais certo era morrer atropelado à minha frente. Fui a chorar de impotência até aos Olivais. Ontem, vi-o novamente. Branco e castanho, com as pernas tortas (de anos preso por uma corrente demasiado curta?), a arrastar e tropeçar na dita corrente, a ruas da minha casa, na Ajuda. Realmente, somos um povo de mouros no que aos cães diz respeito.
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Aquário ao ralenti

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Não é que não tenha o que contar, não é que não tenha tempo para o fazer nem que não me apeteça. O problema mesmo é o computador parecer um caracol prenho e coxo e a net (móvel) não aguentar com o excesso de pessoal online às horas normais de se estar em casa. Bem sei como resolver a situação mas, aí sim, não há tempo e muito menos me apetece...
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Reclamações após o regresso

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Só me consigo lembrar do livro do Markl, quando menciona a quantidade de corantes que a geração de 70 e 80 consumia nos mais variados alimentos e guloseimas, quando abro um normalíssimo iogurte de aromas da Longa Vida e encontro iogurte cor-de-rosa ou cor-de-salmão lá dentro. Senhores, isto é um engano! Ninguém compra iogurte de aromas pintalgado na ilusão de que aquilo tem fruta lá dentro. E os que compram aromas esperam encontrar uma pasta branca, pois sendo que o aroma já pouco de natural tem, se a ele acrescentarmos corante, em vez de um saudável produto de origem bovina, temos uma bomba de porcarias cuja origem nem sequer sabemos. Será que isto dá Vida Longa a alguém?
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sábado, 13 de novembro de 2010

Sopas e descanso

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Já estava a estranhar a ausência da constipação / gripe / problema respiratório mais sério que costuma atacar-me nesta altura do ano. Acordar afónica significa médico e, por uns instantes, julguei estar de volta à Holanda: a receita para a cura foi vitamina C, Ananase e (oh-my-God!) sumo de limão. Ah, e estar calada, que sempre ajuda as cordas vocais. Que belo fim-de-semana que se avizinha.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dúvidas Keynesianas*

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Se há coisa que eu não percebo é de Economia. Só eu e o pobre mariducho (explicador oficial dessa detestada e detestável cadeira) sabemos o que me custou passá-la na Universidade. Mas, depois de ouvir em "n" telejornais "n" formas de as famílias pouparem dinheiro, pergunto-me: mas esta crise não é causada pelo endividamento do Estado? Então, não deveriam os senhores jornalistas descobrir "n" formas de o Estado poupar dinheiro, em vez de fazerem com que pareça que a crise só afecta as famílias? É que me parece que o nosso Estado é que deveria fazer contas em que poupar, e não eu!
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* Como prova de que não percebo nada de Economia mando para aqui um nome que me ficou a flutuar na memória associado à Economia; a sua relevância no assunto em questão está para lá das minhas capacidades.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

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O que dizer de um professor que não bate à porta antes de entrar na aula de outro? O que dizer quando não pede licença nem se desculpa pela interrupção? E o que dizer de um professor que corrige a postura dos alunos enquanto o professor da turma está a falar e a explicar um exercício?

Há muito quem exija dos outros, esquecendo-se do que lhe é exigido a si. Esquecendo, pelo caminho, que o exemplo é o melhor professor. Há um nome para os políticos que se regem pelo "faz o que eu digo": ditadores. Existirá algum nome específico para o professor-director-ditador? E, mais importante, existirá salvação para os alunos ensinados por semelhante pessoa?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Putos

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E o "desqueci-me" volta para massacrar o meu sistema nervoso.
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domingo, 7 de novembro de 2010

♥ Amesterdão

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Bom, bom, era não perceber um cú do que diziam à minha volta.
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P.S. - agora, compreendo o pivot do telejornal, compreendo as duas senhoras que vão a comentar a vida dos outros no assento da frente do autocarro, ouço (muitos) pontapés na gramática, levo com bocas sobre a saia, ou sobre o cocó da Luna (que eu já estava a apanhar), conhecidos invadem-me os ouvidos com opiniões que não pedi sobre assuntos que, das duas uma: ou não me interessam ou não lhes dizem respeito e, por último, a falta de horário (de saída) faz com que veja os amigos quase tanto como quando estava a 3h de avião de distância.
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sábado, 6 de novembro de 2010

"Deus escreve certo por linhas tortas"

Foi o comentário do mariducho depois de uma tarte de dióspiros que correu mal: a massa está rija que nem #!@, teve de ser escavada antes de comida, o creme não enrijeceu e os dióspiros que deveriam coroar a coisa enterraram-se no creme. Ai, mas está tão saborosa...

Fiuuu!*

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Andava para vir aqui escrever que se fizesse daquelas listas de coisas que nunca toleraria num homem com quem me relacionasse, em segundo lugar, e apenas abaixo de um que me tratasse por "você", viria o uso do dito papelinho / luva de plástico para encher um depósito de gasolina. Hoje é o dia, até porque já confirmei que o mariducho não pertence a esse grupo.
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* podem imaginar-me a limpar o sobrolho de suor e suspirar num gesto típico do alívio.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Expliquem-me lá

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Exactamente qual o motivo para quase toda a gente agora usar 1 ou 2 lenços de papel para abrir o depósito da gasolina do carro e pegar na agulheta para pôr gasolina?
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que é nacional é bom?

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Os tempos estão difíceis para todos e até a Renova resolveu aderir ao low-cost, criando uma sub-marca, portuguesmente denominada "olé!". Se repararem bem na foto da embalagem puseram o ponto de exclamação invertido no início e tudo - será que ainda há quem lhe vá chamar "iolé!", como tantos costumavem fazer com a conhecidíssima revista, essa ao menos espanhola de gema, "iola!"?!?
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domingo, 31 de outubro de 2010

Como diz o Zé

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"A chuva em Amesterdão não molha como a de Lisboa."*
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* E ainda não tinha sido 6ª-feira.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E eu a achar que tinha trazido a bicla em vão

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Apesar de ser na TVI, e de estar já um pouco a dormir, juro que acabei de ouvir que existe uma ciclovia a ligar o Parque das Nações ao Aeroporto da Portela. Já estou a ver-me a ir de bicla (ainda estou a pensar onde levaria a bagagem) para o aeroporto. Holandeses, aprendam com a Câmara de Lisboa, são só umas centanas de milhares de euros e, obviamente, é extremamente útil!
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Depois da sandes

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Deixo-vos com uma das minhas últimas descobertas por terras de Portugal: a Rua Mista. Sendo que o nome não é muito elucidativo, e as imagens ainda menos (estarão a planear construir casas no meio da rua?!?), passo a explicar, com a pequena adenda de que a ideia de haver crianças a jogar (à bola ou a qualquer outra coisa) nas ruas de uma cidade de Portugal nos dias de hoje é, no mínimo, risível: a Rua Mista é uma rua onde há passeios com carros estacionados (ou seja, igual a todas as outras) e uma estrada onde há canteiros com árvores plantadas (original, há que admitir). Árvores que, em parte, já foram abalroadas por carros (How strange! How strange!, como diriam os meus pequenos alunos de 2º ano) e que, para as proteger, já deixaram de ter um pilarete(zeco) de plástico verde fluorescente para passarem a ostentar um pilarete(zorro) de betão armado pintado de rosa-choque. Dá gosto viver numa terra em que até os sinais de trânsito nos fazem rir (valerá isto enquanto sinal de trânsito ou será apenas uma placa decorativa sem qualquer legalidade?).
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

I ♥ CIF

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Há quem adore vernizes, marcas de roupa e/ou sapatos, eu declaro o meu amor incondicional ao detergente - CIF, neste caso. Não será novidade para ninguém que o CIF lava casas-de-banho, cozinhas, malas, ténis e sapatos (que não sejam de pele), restituindo-os à brancura original ainda umas quantas vezes (às tantas a nhaca já está tão entranhada que não há CIF que os valha). Mas, para informação geral, o CIF também limpa tinta de canetas de feltro em carros. Sim, porque hoje amanheci com um "fodasse", assim mesmo, escrito a negro no meu lindo boguinhas azul. Não por muito tempo, que o CIF funcionou na perfeição. Um muito obrigado aos delinquentes analfabetos deste país por me demonstrarem mais um uso (este até didáctico, que foda-se às vezes apetecia-me escrever em letras gigantes por todo o capot do carro, em espelho como as ambulâncias, estão a ver?, para que outros automobilistas lessem bem, agora "fodasse" não me serve de nada e onde foi escrito estava demasiado escondido).
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P.S. - quem tenha aqueles corações giros para pôr no título, em vez do love, importa-se de mos deixar na caixa de comentários? Eternamente agradecida.
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sábado, 23 de outubro de 2010

Telejornal à portuguesa

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"Cientista português descobre várias novas espécies de insectos, sendo que pelo menos um era desconhecido da ciência."*
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Vá lá, das várias descobertas uma era desconhecida.
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* mais coisa, menos coisa, o que foi dito pela pivot do telejornal da hora de almoço de hoje, na televisão de todos nós; é um gosto ver a qualidade dos profissionais pagos com o dinheiro do erário público.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estar no estrangeiro é

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não saber que já não há 96 suficientes, pelo que agora já há números de telemóvel que começam por 92.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem inspiração

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sábado, 16 de outubro de 2010

100 kms depois por estradas de Portugal

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Daqui a largas centenas (milhares!) de anos, quando uma equipa de arqueólogos do futuro começar a desenterrar o que resta da nossa civilização, vão teorizar que somos um povo extremamente religioso. Está patente esta religiosidade na existência de numerosos edifícios religiosos espalhados por um território tão pouco povoado. No local mais distante do que identificam como uma habitação, lá está, mais um edifício religioso, por vezes quanto mais afastado de um centro populacional, maior em dimensão. Presumem, estes Indiana Jones do futuro, que as peregrinações deviam ser imensas, o que talvez explique o também excessivo número de viaturas de quatro rodas. Outra certeza será que adoramos o antigo Deus-Sol, cuja forma circular adoptamos para os nossos locais de culto, que decoramos com as mais variadíssimas formas de plantas e ornamentamos com estátuas gigantescas (cuja ligação ao Deus-Sol está ainda por determinar).
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Um provérbio aquariano também inspirado neste Sábado: "Todos os caminhos vão dar a uma rotunda".
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Da minha janela da cozinha

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É em boa hora que um barulhinho metálico, tic-tic-tic, me tira os olhos do estendal e os leva até à rua. Dois gatos silvestres esperam, um empoleirado em telhado de zinco frio pela ausência de sol, outro, mais corajoso ou estúpido, o tempo o dirá, ao pé de uma velhota que mora em frente. Dos sacos das compras pousados ao lado tirou duas latas de comida para gato, um certo peso na reforma que por certo tem, para alimentar estas alminhas que a esperam. Estica-se, do alto do seu metro e meio, para colocar um pratinho no dito telhado, e depois baixa-se para pousar no chão o que será (do meu primeiro andar não vejo com clareza) uma porção idêntica do mesmo alimento, carinhosamente partido em pedacinhos com uma faca, o tic-tic-tic ritmado que me chamou inicialmente a atenção. Por de trás do telhado de zinco, outro vizinho cava um quadrado de terreno com uma enxada, com um tchuc-tchuc que os meus ouvidos, alertados pelo tic-tic-tic menos forte mas mais penetrante da faca no pratinho de comida de gato, ouvem de repente. Já há um quadradado com couves de tamanho médio e outro com couves mais pequenas, ainda um quarto em pousio e uma tira com umas ervinhas que serão, com certeza, salsa e coentros. Olhando a terra acabada de lavrar, endireita-se o senhor, carregando com as mãos nos rins enquanto se estica para que músculos e tendões lhe permitam voltar à posição erecta. Enquanto olho para a vizinha que recolhe os pratos da sua caridade para com os felinos e penso que a senhora até os leva para casa para os lavar, vai-se o lavrador, e a vida continua em Lisboa. Reconcilio-me com a minha cidade e com a vida em momentos destes, apesar de depois voltar para o estendal por recolher e para a máquina por estender.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Não é que eu não soubesse

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escusava é de ter sido tão óbvio... Em 14 meses de Amesterdão ouvi milhentos "Oooh", centenas de "Wat schat hondje!", "kijk, hondje" e "wat leuk hondje!"*, sempre num tom terno a condizer com o diminutivo carinhoso "je", que os holandeses aplicam a tudo quanto gostam. Também houve um par de idiotas que ficou muito divertido quando a Luna se assustou com o barulho dos pés a bater. E ainda as muçulmanas que, muito bem a passear por qualquer lado, olhavam de repente para a Luna soltavam um ou dois guinchos e fugiam a correr**. Enfim. Mas por cá, e em duas semanas mal contadas, já tive um puto e um pai com a filhota dos seus 5 anos pela mão a ladrar à Luna (perceberam bem, foi o pai quem ladrou) e já ouvi uns quantos "o cão". Até o "schat" (lê-se srrat) já me soa bem.
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* não sei se estão bem escritos, significam "que cãozinho tão querido!", "olha, um cãozinho" e "que cãozinho tão fixe!";
** eu e o mariducho costumávamos achar que viam o avô pastor alemão em vez da nossa rafeirinha até nos explicarem que muitos muçulmanos acreditam que os cães são animais impuros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fora d'água, sem dúvida

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E agora quem tira a amesterdammer que se instalou e criou raízes em mim?

Do alto da minha colina olho em redor e sei que não vou a lado nenhum de bicla e não é por terem conseguido rebentar-me o pneu da frente na mudança ou por no meu prédio (coisa estranha) não haver bomba de encher pneus comunal. Saio de casa e a pobre cachorra tem de se contentar com andar às voltas por 3 prédios, ou arrisca-se a ter de me carregar às costas para voltarmos para casa. O calcanhar direito queixa-se enquanto não volta a ganhar o calo de conduzir todos os dias. Tenho de re-aprender a fazer a lista de compras, de modo a que as mesmas me durem, no mínimo, 3 semanas. Morar em Lisboa, Lisboa, não é o mesmo que morar em Amesterdão, Amesterdão - tudo está longe e não há forma eficiente de lá chegar sem ser de carro. E a diferença que há em ganhar malzito na Holanda e ganhar mal em Portugal?!? Em compensação, hoje já há jantar combinado com a prima do coração. Noves fora os almoços e lanches do fim-de-semana e feriado. Ah, pois é, e foi feriado, coisa que lá nos Países Baixos só lá para o Natal... É que enquanto em Amesterdão também ninguém tirou a lisboeta que há mim!
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Buli

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As tralhas multiplicaram-se por geração espontânea. Além disso, desconfio que a casa encolheu. Quando conseguir encaixar quase tudo (acho que tudo, tudo, não há maneira), volto ao aquário em força. Por enquanto, as dores nas costas mal me deixam mexer e amanhã tenho uma turma de 18 (!) putos dos 3 aos 5 anos à minha espera para lhes meter um pouco de anglicismo na cabeça logo pela manhã. Wish me luck!
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