quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Caput

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Acho que acabei de ficar sem computador. Felizmente, a mãezinha não é info-excluída nem info-viciada e condoeu-se da minha perda, aceitando emprestar a sua máquina para uso do peixe. Salvé, mãezinha!
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ao que chega uma gaja

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Comprei um vestido cai-cai de Inverno. Já nem os 30 (cof-cof) trazem juízo.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A maldição dos pneus

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Já não me chegava ser amaldiçoada com pneus adiposos, agora abateu-se sobre mim a maldição dos pneus do carro. Sendo que os delicados pézinhos do meu bólide estiveram 2 anos quase parados, numa garagem, era de esperar que lhes desse um chilique, mas não: deu-lhes vários. Primeiro, foi o dianteiro esquerdo (esforcem-se, leitoras, a esquerda-esquerda e não a outra) que resolvia perder lentamente o insuflado até apresentar uma triste barriga rente ao chão. Após uma avaliação difícil e demorada, lá surgiu um diagnóstico: sujidade em pequenas quantidades acumularam-se entre o pneu e a jante, permitindo uma fuga lenta do fôlego que lhe dava de 2 em 2 semanas. O tratamento (ainda mais estranho) foi untar o pneu com uma coisa que se assemelhava demasiado a banha de porco. Milagrosamente, funcionou. Uma semana depois, foi a vez do traseiro direito (exacto, senhoras, do outro lado) perder o fôlego a cada 2 dias. Com sintomas tão mais graves (48h!) temi o pior, mas o meu adorado rapazinho dos pneus lá me premiou com um pequeno prego e uma recauchutagem que lhe deve dar para mais uns bons quilómetros. E pronto, são estas as razões da minha ausência.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Na TV

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A propósito da manada de pobres vacas que ontem foram arrastadas pela corrente de um rio, ouvi um senhor a dizer na TV que era estúpido as vacas estarem a nadar contra a corrente, que se deviam deixar levar para não se cansarem e tentar sair quando houvesse oportunidade. Pareceu-me um senhor simpático, preocupado e, principalmente, interessado em ajudar as vacas a sobreviver ao incidente. É uma pena que em vez de fazer algo tenha dado conselhos - é que no meio da confusão acho que a maioria das vacas não o ouviu...
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Amor de cão

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«Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães,
é lá que quero ter assento, a ver a luz a minguar no horizonte,
com a sua palidez de crepúsculo num retrato de infância.
Hei-de então bater à porta e pedir para entrar,
e sei que eles virão, contentes e leves, receber-me
como se o tempo tivesse ficado quieto nos relógios
e houvesse apenas lugar para a ternura,
carícia lenta a afagar o pêlo molhado pela chuva.
Então poderemos voltar a falar de felicidade
e de mim não me importarei que digam:
teve vida de cão, por amor aos cães.»
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in Amados Cães, José Jorge Letria
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um sorriso

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Ir aos saldos é coisa para ser feita no início dos mesmos, de prefência antes do primeiro fim-de-semana e durante a manhã, evitando a falta de oferta e a concentração de almas ainda mais consumistas que a minha. Hoje foi o dia, que terminou com duas ou três boas compras, uma compra desnecessária e uma passagem pelo Jumbo da mesma superfície comercial. À porta, junto a um caixote ainda vazio, um rapaz e uma rapariga de t-shirt igual distribuíam sacos de supermercado com o óbvio propósito de pedir algo. Deixei-os aproximar e soube que pertenciam à afid, uma IPSS que acolhe adolescentes e que pediam a quem entrava para contribuir com roupa interior ou toalhas turcas. Trouxe um par de coisas, para rapariga e rapaz, e fui entregar ao mesmo casal, à entrada. O sorriso rasgado com que a minha singela contribuição foi brindada ficou comigo até agora e, desconfio, tão cedo não vai apagar-se da minha memória, apesar de eu não o merecer. Era apenas um saquinho de coisas, e eu com vários sacos para mim. Um deles com algo completamente desnecessário.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Alerta geral

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Aos (maus) condutores deste nosso país, em especial os que se movimentam na minha vizinhança (não sabendo qual é, aplicam-se as dicas a todos):
1 - quando pomos o pisca para mudar de faixa tal não obriga o condutor que lá estiver a travar ou desacelerar para nos deixar passar; temos de esperar, mais ou menos pacientemente, que ele nos dê (atenção, atenção, ver aqui a definição do verbo dar - em especial os pontos 6. e 13.) passagem.
2 - quando o condutor à nossa frente põe o pisca para ultrapassar outro veículo ou está numa faixa de entrada noutra via é proibido (exacto, leram bem, é proibido!) ultrapassar esse carro, seja pela esquerda ou pela direita.
É que eu qualquer dia compro um Humvee e passo-vos a ferro. Depois não digam que não avisei.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Noite de brumas

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O nevoeiro de ontem multiplicava a luz pela estrada, pelo céu escuro e por todas as paredes, fazendo-me voltar à mente a imagem de uma Amesterdão iluminada pelos reflexos de luz na neve, criando na noite um dia artificial e mágico. O efeito do nevoeiro não sendo tão poderoso, é igualmente bonito.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejos

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Que 2011 nos surpreenda*.
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* pela positiva!

MMXI

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Ainda não foi para 2011 que comprei something blue.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Foi por isto que voltei

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Na piscina, nestes últimos meses, já:
- reencontrei velhos conhecidos;
- um puto vomitou (sim, mesmo dentro de água);
- quase desmaiei (hipertensão é problema que não me afecta);
- soube que vou ter de pagar o aumento do IVA de 6% para 23%.
- e ontem dei uma autêntica abada a dois marmanjos a nadar mariposa. Tomem lá, que ainda tiveram de ouvir o prof a elogiar o meu "estilo".
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só estive lá 4h30, não deu tempo para tudo

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Acabo de abrir uma carta da Segurança Social que me diz que, como quem me atendeu quando lá estive se esqueceu de tirar fotocópia de um dos documentos que apresentei, tenho de lá voltar para apresentar o dito documento. Começa a dita carta com um conjunto auspicioso de 5 palavras: "Informo de que para que (...)."
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A lógica dos "saldos"

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Nos telejornais, primeiro, queixam-se que as pessoas não andam a comprar nada (ainda agora terminou a loucura natalícia), apenas a trocar prendas. Anunciam depois que os saldos vão começar no dia seguinte. E, de facto, começaram, mas não em todas as lojas, mas apenas naquelas em que nunca se gasta pouco, seja o que for que se compre. Levi's, Mango, Skechers*, Desigual, Lanidor, etc., tudo com saldos ou promoções, até 50% (espectáculo!). Tudo quanto é baratucho (excepto H&M, que já tinha saldos) nada, nem 10%. Informei-me numa das lojas: saldos só lá para o início de Janeiro. Agora, vamos atrair o pessoal às compras (como se precisasse de incentivo) com os saldos nas lojas caras, que pode ser que, com os preços nas baratuchas iguais aos das outras nos saldos, lucrem todos. Depois, lá começam os saldos em todas as lojas. Pois, é pena, eu espero mesmo por Janeiro.
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* as botas "patas de mamute" compradas há um ano nos saldos em Amesterdão estão à venda cá, mais caras mesmo com a promoção, e apesar de já serem da colecção do Inverno anterior...
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domingo, 26 de dezembro de 2010

Vou a jantares de Natal para isto

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Contam uma piada estúpida que termina num "chega o marido a casa, bêbado e com marcas de batôn na camisa e diz à mulher que está no sofá à espera dele: despe-te, gorducha, que a seguir és tu!". Resposta de uma das presentes: "O 'a seguir és tu' ainda vai que não vai, agora 'gorducha' é que não!". Sim, pesa 45kgs. Não, nem 2 deles são em massa cerebral.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Semelhanças

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Hoje olhei para um bonsai e só me lembrei dos pés enfaixados e retorcidos das chinesinhas de antigamente. Sorte a das árvores (arbustos?) que não sentem o atrofio e a mutilação.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A boa-vontade não desculpa a ignorância

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Em Portugal há donos de animais exóticos que acreditam que a ração semanal de Nestum Mel que lhes davam era do melhor que há. E creem nestas idiotices de tal forma que se orgulham de as difundir pela televisão pública.
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Uns contam as noitadas

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Sinal aquariano de que a vida anda secante: não há uma única foto com menos de 3 meses de tirada.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Ora vamos lá lixar as férias do peixe!"

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Foi o que disseram as bactérias que o meu sogro me pegou no fim-de-semana. "Toma lá uma febrezinha!", disse uma. "Vai lá ver se ainda tens lenços de papel!", comentou outra. "E mete-te mas é em casa ou nós assanhamo-nos...", ameaçou ainda outra. Se fosse a sogra, eu percebia, agora o sogro até devia gostar de mim...
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

:)

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F-e-FÉ! R-i-RI! A-s-AS! FÉ-RI-AS! Não vou a lado nenhum, mas vão saber a pato.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho

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Dizia o senhor, conhecedor dos meandros do jornalismo português, mesmo na véspera da sua morte, que os telejornais eram como comida vulgar, servida em 3 pratos: política, economia (da desgraça) e futebol. Disse depois, também, que saíam em Portugal uma média de 40 novos livros por dia e que nenhum era notícia. Salvo se o seu autor fosse uma conhecida personalidade televisiva. Não me recordo do Acontece mas, só por este comentário, já tenho pena que o senhor se tenha ido tão cedo. Será tão certeiro o comentário que, apesar de a sua morte continuar a ser notícia nos diversos noticiários da RTP, não mais repetiram esta pequena parte do que foi dito. Sr. José Rodrigues dos Prantos, pisaram-lhe um calo?
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