sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho

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Dizia o senhor, conhecedor dos meandros do jornalismo português, mesmo na véspera da sua morte, que os telejornais eram como comida vulgar, servida em 3 pratos: política, economia (da desgraça) e futebol. Disse depois, também, que saíam em Portugal uma média de 40 novos livros por dia e que nenhum era notícia. Salvo se o seu autor fosse uma conhecida personalidade televisiva. Não me recordo do Acontece mas, só por este comentário, já tenho pena que o senhor se tenha ido tão cedo. Será tão certeiro o comentário que, apesar de a sua morte continuar a ser notícia nos diversos noticiários da RTP, não mais repetiram esta pequena parte do que foi dito. Sr. José Rodrigues dos Prantos, pisaram-lhe um calo?
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E 2h depois chego a casa

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Bem se vê que o subsídio de Natal já caiu. Vê-se também que boa parte se vai em gasolina.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Só coisas boas

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Da Islândia, primeiro, vieram cinzas, agora, uma nova vaga de frio. E mesmo sendo frio, e não frio (pelo menos em Lisboa), chateia. Não podiam enviar tudo para outro lado?
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cão que (só) ladra não depõe

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É "(...) inexplicável que se queira levar alguém a julgamento por um cão que ladra mas não pode depor". Não sei se louve ao excelso advogado que disse estas palavras a capacidade retórica ou os profundos conhecimentos veterinários.
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* palavras proferidas pelo advogado dos McCann a uma jornalista da RTP. Um argumento genial, o cão não depor.
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Nevoeiro no Tejo

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Acordei ao som de sereias.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Monster batch

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Aparecem sempre na vida de quem tem cães as histórias dos outros. E tenho ouvido de mais a história do cão "que magoou o menino e que o menino fico com muito medo, coitadinho, e depois o cão foi para uma quinta viver feliz para sempre". Às vezes oiço dos meninos, mas também dos pais, e só me ocorre que estamos a criar uma catrefada de monstrinhos mimados que podem fazer tudo ao cão mas que, vade retro, o cão não pode arranhar. As pessoas não pensam no que é ter um cão, simplesmente acham piada a um (a uma raça, mais frequentemente) e vá de comprar. Sim, que isto de ter rafeiros não é para eles. Compra-se o cãozinho, tão fofinho, tão pequenino, e vá de levar para casa. Depois o cãozinho faz chichi e cocó (as necessidades fisiológicas parecem ser uma novidade para certo tipo de pessoas), não nasceu ensinado (ao contrário das suas criancinhas, anjinhos queridos, gostam tanto do cãozinho, olhem só como gostam de brincar - andar à bulha - os dois) tem de ser passeado (então lá podem perder a novela da noite?!?) e, surpresa das supresas, cresce e ganha força! Atenção que eu sei que há cães maus (apesar de acreditar que os educaram dessa forma) e que sentem ciúmes e atacam (conheço um caso gravíssimo, nem passa pela cabeça de ninguém) mas vejo nestes casos mais irresponsabilidade e facilitismo que outra coisa - o cão chateia, solução óbvia: desfazer-se dele! Podem até dá-lo efectivamente a outra pessoa, que até pode ser um melhor dono para o resto da vida, mas vão fazer o animal sofrer por uma decisão que é unicamente do humano. Pior, podem ir deixá-lo numa associação, onde sempre vai ter um tecto, alguns amigos humanos, comida e tratamento, mas raramente o que eles mais querem: uma família que seja deles. Pior ainda, podem levá-lo para o canil. Já ouvi um anormal dizer que no canil lhe asseguraram que o bicho, daquela raça, seria adoptado num instante. Nem se informou o suficiente para saber que a maioria dos animais que vão para o canil são abatidos e passam 8 dias miseráveis antes da morte. Ou, se calhar, prefere ignorar esse pequeno pormenor do objectivo maior que é livrar-se do pequeno-que-virou-grande-monstro. Ou, a maldade última (tive dúvidas sobre o que colocar em último, pois apesar de o canil ser a morte certa, esta tem possibilidade de um final feliz; no entanto, ao nível de quem o faz, creio que esta é a decisão mais irresponsável e maldosa): o abandono, ao deus-dará, longe de casa para garantir que o pobre não consegue tentar voltar para a casa que conhece, para os donos que ama da forma mais pura, mesmo que unilateral, completa, que é a de um cão. Estes meninos que vivem nestas famílias, um dia vão perceber qual foi "a quinta" para onde foi levado o seu cão. Será que não quererão saber? Será que por isso vão estar mais atentos? Desconfio que se passe o contrário, e que os animais continuem a ser adquiridos como mais um bibelô - até já ouvi falar de gente que quis devolver um par de gatos à loja porque tinha mudado a decoração da sala e eles já não combinavam. Se não é feito um esforço no sentido da sensibilização das pessoas, das crianças em particular, para as necessidades e sentimentos dos animais nada irá mudar. O que temos neste momento é uma fornada de gente mal-formada, que quer ter o cão e o filho mas não sabe que tem de educar os dois de forma a que acidentes sejam evitados, a criar uma nova fornada de meninos-que-serão-adultos à imagem do que foram os seus pais. Tenho pena dos animais mas, a um nível mais profundo, tenho ainda mais pena destes adultos e crianças.
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Começar bem a manhã

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Foi por um triz que não atropelei uma espécie de caniche que já foi branco e agora está pintado de cor-de-rosa. Ficou-me a dúvida: o bicho estava distraído ou foi tentativa de suícidio?
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P.S. - juro, pintaram-no de cor-de-rosa, não é só no Groomer has it, programa para lá de estúpido que passava no canal Animal Planet na Holanda;
P.S. 2 - e agora sem piadas, que o assunto é sério, meus senhores e senhoras, não passeiem os vossos bibelôs caninos sem trela pelas ruas de Lisboa, é perigoso; e posso ter o azar de atropelar algum, para maior pena minha, aparentemente, do que do dono; e não, essa não é uma forma cool de passear os cães, a não ser que eles estejam tão bem treinados que vão ali coladinhos ao tornozelo do dono; e também não é maneira de fingir que não apanham o cocó que eles fazem porque não viram, toda a gente vos conhece e sabe que não apanham nunca os "presentes"; os que apanham, fazem-no tanto quando o cão vai à trela ou solto.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Resoluções

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Ainda não sei bem como vai ser, nem quando. Mas a minha vida vai levar uma volta, tem de levar. Só tenho de decidir qual o projecto mais razoável e que maior gozo me dê. É um jogo de equilíbrio difícil e ainda não treinei o suficiente, mas lá chegarei.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

É 6ª e estou de trombas

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O pessoal à minha volta vai, volta e meia, trabalhar para Nova Iorque, Londres, Malásia, Amesterdão, Paris, Madrid e até para Sintra, entre outros destinos que agora não recordo. Eu vou para os Olivais todos os dias e não me parece justo.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bah!

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Odeio substituições. Hoje dei a aula mais aborrecida da minha vida, pobres putos.
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Afinal é arte!

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Olha p'ra mim ignorante! Afinal a piscina é arte. Depois da tela em branco no MoMA não me faltava mais nada.
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P.S. - Perdoe-me a Joana Vasconcelos, que tem um sapato muito giro, mas uma piscina em plástico azul que tem como única excentricidade ser em forma de Portugal não me parece arte.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Swimming Pooltugal

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Está uma piscina em forma de Portugal (continental) em exposição na Praça do Comércio, mesmo ao pé do Cais das Colunas. Fará parte das decorações natalícias? Será para na próxima inundação fazer de barco nacionalista? Ou, quem sabe, de piscina patriótica? Aceitam-se sugestões ou explicações.
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Antes as peças

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Cairam partes de um avião da Taag (companhia aérea angolana) em Almada, causando pelo menos danos materiais em alguns carros (também já me falaram em feridos ligeiros, mas não li nada). Suspeitam, segundo o telejornal, que sejam nada mais, nada menos que partes do motor. Ao menos não caiu o avião todo, mas arrisco dizer que terá sido por pouco.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aleluia, aleluia!

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Ressuscitou!*
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* para quem não perceber, ver há uns dias o post "Ai".
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Meteo

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Ontem 8ºC, hoje 18ºC. O que nos vale é que as vagas de frio duram tanto como espirros. Falando em espirros, agora estamos a levar com os perdigotos e o ar - que temporal de vento e chuva, senhores!
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Avaliações

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E porque as férias de Natal se aproximam, começam os pedidos de avaliações da performance da pirralhada. Como em Portugal quase nunca ninguém acha que o que serve aos outros é bom para si próprio, e sendo que o facto de ser diferente só dá trabalho a outros, há diversos modelos para se fazer a coisa, mas do que eu gosto mais é quando um modelo não chega e, para a mesma menina (só para contrariar a forma machista de se generalizar em português, optando sempre pelo masculino) há que fazer avaliações em dois modelos diferentes, sendo que um é digital (a imprimir antes de ser entregue ao encarregado de educação) e outro manuscrito. Lindo, lindo, era escrever, numa das versões:
"Aluna aplicada e atenta. Assimilou com facilidade a matéria do período, sendo capaz de a aplicar no contexto das aulas."
E na outra:
"Aluna pouco atenta, com dificuldades de assimilação da matéria dada. Adquiriu pouco vocabulário e tem dificuldades em aplicá-lo correctamente."
Ia ser giro, pois ia.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bike vs car

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As saudades que eu já tenho de ir para o job de bicicleta. A calma que é, no final do dia, pedalar um bocado e esquecer tudo o que nos aborreceu no escritório. Equilibrar quilos de compras entre o cesto, os elásticos da parte traseira e o guiador. Chegar a casa com a franja a escorrer uma parte ínfima da chuva que me caiu em cima pelo caminho. Se bem que com as temperaturas que fazem na Holanda agora estaria a usar o eléctrico de certeza, que não sou dada a masoquismos. Mas lá que sinto saudades, sinto.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Continuas a segurar-me

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Hoje sonhei contigo, e acordei como que com a tua imagem colada ao interior das pálpebras, relembrando-me a tua presença a cada piscar de olhos. Não sei o que sonhei, nunca sei e hoje não foge à regra, mas conforta-me saber que não te esqueci. A memória dos meus sonhos é tão parca que o pouco que guardo é como minério raro: duradouro e precioso.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ai

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Há dias em que não devíamos sair da cama, certo? É certo também que só sabemos quais são esses dias depois de eles terem passado. Aí, do que serve? De nada, claro! Pois depois de um acidente estúpido, cabeça (de outrém) contra boca (a minha), a boa notícia é que o dente está inteiro; a má é que, por enquanto, não tem sensibilidade - pode estar morto, portanto. O(s) tratamento(s) depende(m) da sua ressuscitação - ou da confirmação da morte. Agora é só torcer por o gajo dar uma de Jesus. Logo eu que ainda na semana passada corri com as Jeovás.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

♥ ?

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E se eu ficar com um dente a menos, continuam a gostar de mim?
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