domingo, 12 de setembro de 2010

Cara e coroa VI

Vou sentir a falta de levar a Luna para todo o lado.


E, por mais que me esforce, não me lembro de vantagem nenhuma de ter um cão em Portugal.

sábado, 11 de setembro de 2010

Bons conselhos

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Às vezes o que falta ao mundo é apenas bom-senso. E tudo seria tão mais fácil, tão mais simples, tão mais rico.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bem apanhado

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Se fosse a Luna sairia dali com uma fatia pizza. Este coitado, não sai dali, mesmo. É de loiça!
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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Ainda não me tinha recomposto de ter sabido que, ontem, devolveram ao meu avô o passe que ele tinha perdido há tempos. Puseram-no, sem se acusarem, em cima da secretária dele no centro de reformados onde é voluntário, sendo que a validade tinha expirado no dia anterior. É bonito, reformados andarem a roubar outros reformados que, ainda por cima, se voluntariam para tomar conta de um espaço que os serve. Hoje, a caminho de casa, um homem tenta roubar ao meu velhote a mala com que anda a tiracolo e, não satisfeito com o empurrão e puxão na mala que deu a um senhor de 90 anos, ainda lhe pregou duas estaladas quando ele se virou aos pontapés. É nestas alturas que percebo porque é que a justiça tem de estar em mãos imparciais; não sei o que faria a estes anormais se lhes pusesse as mãos em cima. O primeiro era expulso, sem apelo nem agravo. O segundo, é melhor nem dizer. Só aviso que não sou uma arvela de 90 anos, 1,60m e 60kgs mal contados.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Já não chove

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Vou arriscar ir de bicla para o trabalho. Torçam por mim!
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P.S. - Não digam para partir uma perna, no entanto, que quando se anda de bicla por Amesterdão essas são coisas com que não se brincam!
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Há quem tenha múltiplas personalidades

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eu, aparentemente, tenho múltiplas pronúncias. Já há anos que me dizem que, ao falar o meu português, não tenho pronúncia lisboeta - coisa complicada, já que vivi toda a vida em Lisboa e a única avó cuja naturalidade não é lisboeta é... da Costa da Caparica (sítio longínquo e com uma pronúncia cerrada e distintíssima da lisboeta, como será fácil de perceber). Agora alastra-se às restantes línguas.
Ora ficaria satisfeitíssima que me achassem inglesa quando falo inglês, espanhola quando tento não falar portunhol e francesa quando gaguejo os esquecidos verbos dessa língua. Mas, aparentemente, tenho pronúncia polaca nessas 3 línguas, pelo menos segundo uma americana (disse-mo ontem) uma francesa (acho que foi há 2 dias) e uma espanhola (não me lembro quando). Mas se é curioso não ter pronúncia lisboeta em português, ter pronúncia polaca seja no que for é hilariante, pois não falo pêvas de polaco nem nunca pisei semelhante terra.
A cereja no topo do bolo veio ontem. Após uma conversa mais ou menos prolongada com uma brasileira vem como despedida "Então boa tardji, êstrangeira!" e eu, um pouco apardalada mas não o suficiente para fechar a matraca perguntei "Estrangeira?". Responde-me a brasileira do outro lado da linha: "Sim, você não é brasileira, poijs não? Mais fala um portuguêis quasi perfeito, viu?". Vá lá que tive presença de espírito para lhe responder um "É natural, dado que sou portuguesa...". Enfim, dava meio mês de salário para estar no Brasil (já agora com direito a tempo para umas férias) e ver a cara da senhora enquanto me gaguejava que não se tinha apercebido. Para o que uma pessoa está guardada, com franqueza.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Srs. Drs. de Portugal e Brasil

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Quando escrevem emails, pedem cartões de crédito, reservam seja o que for - carros, hotéis, compras no continente online - não dêem como "nome" Dra. Maria do Céu Barros; e não assinem Francisco Jorge de Andrade Sanches Costa e Gomes, médico da Faculdade de Medicina de Coimbra; e, last but not least, não usem esses títulos numa tentativa de impressionar ou intimidar as pessoas com quem estão a lidar. Não funciona e nunca se sabe que doutores ou engenheiros estarão do outro lado...
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sábado, 4 de setembro de 2010

Consultas pessoais ou à distância*

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Vale a pena ir a Portugal nem que seja para dar com uma pérola como um panfleto do Professor Turé na caixa de correio**. Não é todos os dias que se encontra "no nosso país um grande mestre, professor de Astrologia, internacionalmente conhecido (...) que ajuda a resolver problemas dos mais difíceis ou graves".
Um dos "problemas" que o Professor resolve é o emprego. Ora aí está um problema difícil de resolver. Ainda bem que ele o resolve, assim ao governo só resta resolver o desemprego. É justo. A cada um segundo as suas capacidades. Outra curiosidade no panfleto do Professor é "saber o passado, presente e futuro". O presente é fácil saber - basta olhar à volta. O futuro qualquer mago de meia-tijela adivinha. Agora o passado?!? "Saber o passsado" alarga a clienta, apelando directamente ao coração de esquecidos e sofredores de Alzheimer***. É de um brilhantismo nunca visto. Agora, na minha opinião, o maior "problema" que o Professor resolve é a "amarração da mulher em 7 dias e do homem em 8". Resta-me apenas uma curiosidade: porquê a diferença de 24h?
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* é óptimo, pode ser que me ouça aqui da Holanda;
** tenho lá o autocolante "publicidade não endereçada aqui não, obrigada" mas por isto até desculpo os vizinhos anormais que enfiam o lixo deles na minha caixa;
*** não pretendo brincar com semelhante doença, apenas com o Professor Turé.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

E

confirmo que daqui a um mês regresso ao mesmo país de onde saí há quase 2 anos. E por mesmo quero dizer igual - o que pode nem ser mau dado que as expectativas eram de que estivesse pior. Após 6 meses de ausência e de 2 anos em que as estadias em Lisboa pouco foram além dos 5 dias de cada vez, posso confirmar que o alcatrão continua em falta nos mesmo sítios, pois ainda consigo evitar (quase) todos os buracos com eficácia. A TV continua na mesma, além das más telenovelas fictícias continua a da Casa Pia. Dizem que hoje foi o fim, mas eu não acredito. Com um sucesso destes há sempre uma nova época, novos episódios que, como nas más séries, são iguais aos anteriores e perdem interesse a cada minuto. Tudo o que havia a saber já foi dito ou é lixo ainda mais podre que o original.

Desejos conseguidos

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E até à chegada consegui 1 bocadinho de sol...
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Wishlist

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Sol. Família. Sol. Casamento. Sol. Amigos. Sol. Comida boa. Sol. Saldos. Sol. Descanso. Sol. Cabeleireiro. E um bocadinho mais de Sol. Será pedir muito?
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P.S. - Vou a casa. 9 dias. E estou mesmo a precisar.
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My TMN

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A TMN é uma droga. É careira, envia mensagens de informação que induzem em erro e, ainda por cima, também já tem o atendimento ao cliente pago. Mas tem o My TMN e o envio grátis de sms para outros 96 ou a 0,10euros para as outras redes. Comparando com os 0,20 que pagaria à Vodafone holandesa para enviar a mesma mensagem ou os 0,50 que pagaria usando o próprio telemóvel TMN... É um luxo, especialmente para quem está no estrangeiro.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Confirma-se

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Para quê um marido se se pode ter um cão?
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Lembro-me que me falta a companhia do mariducho de manhã, quando é o meu despertador a apitar e não o dele, meia hora (pelo menos) antes que o meu. À noite, quando me deito, também, por outros motivos óbvios - estava a referir-me à cama fria! Já da minha manchinha negra lembro-me o tempo todo, quando saio do emprego e penso que não vale a pena ir a correr para casa porque ela não está à minha espera para ser passeada. Quando me levanto da secretária para ir para o sofá (ou vice-versa) e olho para a almofada (vazia) aos meus pés. Quando dou um passo na cozinha e esforço as lentes de contacto (que os olhos não vêem nada de jeito) para a distinguir nos azulejos igualmente negros. Quando termino o iogurte e não tenho quem lave a embalagem antes de a colocar no lixo.
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Aconselho vivamente!
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P.S. - Brincadeirinha, tenho saudades do homem mas o facto é que ele, de vez em quando, já não está - foi de viagem, está no trabalho, foi sair com os colegas; já ela, a minha Luna, está sempre. Ou estava, que agora não está.

domingo, 22 de agosto de 2010

Vá, não custa nada

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A loja de animais do Almada Fórum diz à minha mãe que vende uns 5 a 6 cachorros num dia nesta época em que há muita gente de férias, ou fins-de-semana... E depois leio aqui que dados, bebés, lindos, nem 1 levam. Minha gente, a sério, porquê? Já nem digo os crescidos, mas se querem um cãozinho bebé, adoptem um de uma das mil associações que há por todo o país. Há dos "de marca" e tudo!
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sábado, 21 de agosto de 2010

Cara e coroa V

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Vou sentir a falta dos ursinhos de goma da Haribo.



Não vou sentir falta nenhuma da fruta sem sabor.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Amaesterdão vista do Aquário IV

ou: Os Esquecidos. Quatro outros tascos :
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Boerderij Meerzicht, uma crèperie no meio do Amsterdamse Bos, um bosque tão falso como grande e agradável para quem gosta de caminhadas ou voltas de bicicleta pelo meio das árvores. A crèperie é boa, sendo que é difícil esperar menos de meia hora pelo crepe, mas valem a pena a espera.

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De Taart van m'n Tante - mesmo ao pé da Maria Heinekenplein, é uma pastelaria de aspecto curioso, está decorada com bolos daqueles cobertos de massa açucarada que dá para fazer de tudo. Há um palácio de conto-de-fadas, há uma carocha, há o bolo com a fatia cortada (e também coberta com a massa). Muito engraçado, mais que não seja para olhar.
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Côte Ouest café restaurant, um restaurante muito bom (muito bom mesmo), com cozinha holandesa e também um tudo-nada de inspiração francesa. Aconselho o que tiver laivos afrancesados (pois). Caro como o raio, podem encontrá-lo por trás de Nieuw kerk, perto da Dam.
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E o Café Lotje, na Gab. Metsustraat, dizem ter os melhores bifes de Amesterdão. Não faço ideia se têm ou não, mas lá que está sempre cheio, está. E esse é o problema, havendo tanta gente fazem uma lista de espera (literalmente escreves o nome num caderninho que está no balcão) e esperas sem haver sequer indicação de quanto vais esperar. E, pelo aspecto da coisa, espera-se bem, coisa que não agrada nada ao mariducho - ou seja, das vezes que lá passámos viemos embora antes de assinar o dito. E pronto. Acabaram-se as sugestões.
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Até 25 de Agosto

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Podia olhar para os próximos 5 dias e pensar na solidão das horas que passarei em casa, no frio nos pés durante a noite e na almofada vazia aos pés da secretária para onde já olhei instintivamente com esperanças de aí encontrar o meu bicho preto. Mas vou mas é gozar 5 dias de independência, em que não tenho o bicho à espera para ir passear, em que vou rebolar à vontade, ocupando a cama de uma ponta à outra - e se há pessoa com capacidade para ocupar toda uma cama de casal sou eu - e em que me vou encher de saudades de mais uma pessoa para matar em Portugal.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estratos sociais

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A divisão social da Amesterdão do despontar do séc. XXI pode ser medida pela forma como a mobília de casa de cada um é transportada entre a rua e a própria casa - sendo que por casa estou a referir-me a apartamentos e, em especial, aos que vivem acima do 1º piso. Esta divisão peculiar da sociedade tem limites de aplicabilidade bastante estreitos, sendo que não fará qualquer sentido, por ex., em Portugal, por motivos que serão por si só óbvios, quando parar a lenga-lenga e começar finalmente a explicar a dita teoria. Então, na sociedade Amsterdamer do início deste século o povo iça a mobília até à janela através do sobejamente conhecido método da corda, do gancho e força braçal. A burguesia, mais dada a luxos, contrata empresas que alugam uma espécie de gruas com uma plataforma elevatória que transportam a mobília até à dita janela. A nobreza, esse estrato tão mais superior... tem elevador. Logo, a mobília entra pela porta.
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No comments

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Eu digo: "Ontem vi uma muçulmana a conduzir um eléctrico!!"
O mariducho responde: "Espero que não fosse de burka..."
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Obrigada!

Correu tudo bem, mãe já está de volta a casa (isto agora é abre, tira, cose e ala para casa!). Ligeiramente xoné, que isto de levar anestesia é como fumar muitos charros durante muitos anos, mas óptima de resto. Grande mãezocas! Menos um obstáculo. E daqui a 8 dias já tem os miminhos da filhota para finalizar a recuperação.