terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mickey vs Barata

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Ainda era miúda quando começou a dar o ER - Serviço de Urgência e adorava ver a série. E não era (ainda) pela beleza do George Clooney. Lá com vísceras, sangue e morte eu até lidava, com mais ou menos lágrimas. Mas num episódio uma doente tinha uma barata enfiada no ouvido, tiveram de a tirar com uma pinça! Fiquei traumatizada para todo o sempre. Acham que processe o Clooney por danos irreparáveis na minha psique?
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O meu primeiro rato

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Amesterdão está cheia de ratos, toda a gente sabe. A existência de felinos em muitas lojas e restaurantes não é inocente. Mas eu, em 22 meses por esta cidade, consegui nunca ver nenhum - até agora. E onde, of all places, havia eu de ver o raio do ratito? No hall de entrada do meu prédio, pois claro. Bem, antes o Mickey que uma barata.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O ridículo do ridículo

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É irem estragar a minha mata, irem meter um IC quase em cima das (poucas, é certo) casas e a única preoupação do idiota de um dos moradores é se vão fechar a estrada com rails ou se lhe deixam uma aberturazinha, que ele abre um portão no muro para ter acesso directo!
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Memórias de infância

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Estão a estragar uma das paisagens da minha infância. Uma mata pobre, envelhecida e doente mas espectacular aos meus olhos de criança aventureira* vai ser substituída por uma estrada, um IC, apesar de não há muitos anos ter uma placa a anunciar "paisagem protegida". E, digo-vos honestamente, a destruição desta mata incomoda-me muito, mas muito mais do que uma qualquer barragem a submergir pinturas rupestres. São aventuras que os meus filhos (se os houver) não vão poder viver.
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* demasiados livros da Enid Blyton

Para todos os efeitos

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O bom de Sábado "ter sido" 2ª-feira é que pelo mesmo raciocínio hoje já é 4ª... E só faltam 2 dias para o (meu) fim-de-semana!
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P.S. - Eu sei que não me calo com esta história dos dias da semana trocados mas nunca tive um horário assim na vida, não gosto e esta é a única forma de me consolar - gozando com a situação. Com um bocado de sorte daqui a uns tempos canso-me e deixo de vos chatear com estas idiotices.

domingo, 8 de agosto de 2010

Amesterdão vista do Aquário II

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Bem, vamos lá a seguir com isto, que senão já estou em Lisboa e ainda ando a aconselhar sobre Amesterdão!
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A pedido especial de uma certa menina, aqui vão uns conselhos sobre comes e bebes. Tenho, novamente, que dizer que quem quer comer bem, veio parar ao sítio errado. Aqui como-se normalmente mal, em alguns sítios mais-ou-menos e, em poucos, bem. Tendo dito, vamos a isto:
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Pequeno-almoço - os holandeses tomam geralmente o pequeno-almoço em casa por isso não abundam sítios não virados para o turistame (raça infame, praga dos infernos, mas só os outros, que vocês, leitores meus, são uns queridos mesmo quando vêem invadir-me o pedaço!). O que vos aconselho é o muffin ou croissant com um latte - galão com espuma - da Coffe Company. Há várias pela cidade, na Dam, em Spui, perto da Rembrandtplein, entre a Heineken e o mercado Albert Cuyp, etc.. Sendo caro - não gastam menos de 5€ em cada pequeno-almoço - é preço médio para estas paragens e não ficam nada mal, que estes lattes são uma coisa do outro mundo. Se estiver calor, a meio tarde, ainda vos aconselho um frozen capuccino, leite, café e gelo, tudo batido na trituradora, que mete o frapuccino do Starbucks num canto. Perto do mercado Albert Cuyp têm ainda o Bakker met Passie, com uma variedade enorme de pães, bolos e croissants.
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Almoço - esta é a parte complicada: holandês que se preze almoça sandes e/ou salada. Há pizzarias por todo o lado, mas as pizzas não valem nada (na minha experiência). As minhas únicas recomendações são: La Place - marché du monde, na rua Rokin, mesmo na continuação da Dam. É um restaurante para todos os gostos, com diversas "bancas", cada uma com uma oferta diferente, desde o frango assado (atenção, nada a ver com um franguinho na brasa à portuguesa) aos woks (muito bons!) comida vegetariana, fruta, batidos e sumos naturais. Mais perto do Red Light, na Warmoesstraat, há dois Bakkers Winkel, um com lugares sentados (normalmente há fila para sentar) e outro mais pequeno, tipo take-away, onde se comem umas quiches, sandes e sopas boas. Cuidado com a sopa de pimento (parece tomate mas não é!). Se resolverem dar um passeio pela praia (no caso improvável de virem cá com tempo de sobra e o tempo estar bom - duas combinações improváveis dos dois significados da palavra tempo) em Zandvoort am zee, a 20 min. de comboio de Amsterdam Centraal, sigam pelo paredão para o lado esquerdo estando a olhar para o mar (diz o mariducho que é para sul) e vão andando, andando, até à penúltima barraca. Tem um nome estranho, qualquer coisa com Tuy no meio se não me engano e costuma ter uma sandes e / ou uma salada com blauw kaas (um qualquer queijo azul que não é roquefort) que valem a pena os kms. Ok, a vista para a praia também é bonitinha.
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sábado, 7 de agosto de 2010

Mas lá que está difícil, está

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Problema resolvido

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Paguei pelo pneu novo 1/3 do que paguei pela bicicleta toda há 1 ano atrás. Desconfio que fui endrominada mas a alternativa era empurrar a bicicleta ainda mais longe. A preguiça venceu a forretice.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coisas que não aconteceriam em Portugal

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Ter um pneu furado e a solução ser... empurrar o veículo até casa.
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P.S. - e, amanhã, empurrá-lo de novo até à oficina.

Agora temos menu

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E assim já sei que amanhã não vou poder comer sopa de espargos, depois de amanhã não vou degustar pita shoarma (peru ou tofu) mas Sábado vou ter o prazer de saborear uma sandocha de queijo chèvre e Domingo espetinhos satay - além dos habituais fatias de pão, de queijos variados, de salame, etc., e salada de alface (se não tiver pepino e/ou pimentos já misturados já é bom).
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O cachorrinho feio

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Era uma vez uma ninhada de cachorrinhos para adopção, algures, e uma senhora que resolveu adoptar um deles. Ao ir vê-los descobriu que um dos cachorrinhos, inexplicavelmente, era feio. Ora se há altura em que todos os cães são bonitos e fofinhos é quando são bebés. Se este já era feio em cachorro, imagine-se em adulto! Pois a senhora teve pena dele, ficou com o cachorrinho feio e, em jeito de compensação, esforçou-se por se lembrar de um nome que o dignificasse, que o compensasse pela falta de beleza, e assim o baptizou: Napoleão. Ora não é que o Napoleão é um rafeiroso lindo, agora que é adulto e apesar de até já ser velhinho?!?
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P.S. - Volta e meia encontro a senhora e o seu Napoleão e lembro-me, enquanto a senhora dá um treat à Luna, que ainda não escrevi esta fábula da vida real aqui. Hoje lembrei-me outra vez, mas de hoje já não passou.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como pôr uma peixa a nadar no aquário errado:

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2º piso: casa-de-banho dos homens à direita, mulheres em frente;
4º piso: casa-de-banho dos homens à direita, mulheres em frente;
1º piso: casa-de-banho dos homens em frente, mulheres à direita.
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P.S. - sim, trabalho há meia-dúzia de vezes neste job e já mudei de piso 3 vezes!
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sábado, 31 de julho de 2010

Cara e coroa IV

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Vou sentir a falta de ver patinhos da janela da sala.



Não vou ter saudades nenhumas dos mosquitos e varejeiras cada vez
que a temperatura sobe acima dos 20ºC.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aaaargh!

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Tenho que me ir embora, quero ir-me embora, tirem-me desta cidade! Já não posso com isto, estão por todo o lado, só os ouço a hablarem, a parlarem, a falarem e a speakarem em todas as pronúncias possíveis e imaginárias por todos os cantos, não há um lugarzinho que escape, ao sol e à sombra, nas ruas mais recônditas e sem interesse algum, mal saio de casa e lá estão eles, a pé e de bicicleta, mal sabem manter o volante a direito, de mapa numa mão e máquina fotográfica na outra, grandes, pequenos, gordos e magros, em família, aos casaisinhos, em manada, raios os partam, já não posso com o TURISTAME!
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Higiene não é com eles

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Como acabar com os planos de almoço deste peixinho dourado: ir ao mercado comprar peixe (sim, pode dizer-se que sou canibal) e ver carradas de moscas e varejeiras a voar e pousar no peixe exposto. A banca onde costumo ir está fechada para férias, é a única mais resguardada destas pragas. Blergh!
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Estórias do Portugal não-profundo

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Uma amiga começou um trabalho há uns tempos, foram-lhe renovando os contratos até que agora, finalmente, lhe propuseram a efectividade. A felicidade foi de pouca dura. Ao explicarem o que lhe estavam a propôr, uma coisa ficou clara à partida: o ordenado declarado (às finanças e à segurança social) seria o ordenado mínimo, o restante, até cerca de 800€, seria pago por fora. Cerca de metade do ordenado seria pago por fora, sendo que a minha amiga já nem precisava de apresentar despesas como talões de gasolina (o velho esquema) apenas recebia "por fora". Incomodada e numa posição de não saber o que fazer foi falar com a amiga que lhe tinha dado a dica de que havia uma vaga naquela empresa (claro, de que outra forma se arranja emprego em Portugal? Anúncios no jornal ou nos sites de emprego, não?). A resposta da amiga foi "Mas estamos todos assim...". E agora a minha amiga é mais uma que "está assim". Mais uma a chular o Estado. Mais uma a sacrificar o montante da sua suposta e hipotética reforma. Mais uma a contribuir para que esse país não passe da cepa torta. E não, não a culpo, nem sequer a julgo - sei bem o tempo que passou até conseguir este emprego, e a opção voltar ao desemprego não é de se tomar de forma leve. Critico a empresa. Uma "empresa portuguesa". Em que a dona ainda é chamada "a patroa". Que tem visão para o seu próprio negócio mas não para mais, não para o bem-estar dos seus empregados, não para o bem-estar do país. Que tem, provavelmente, a 4ª classe como a grande maioria dos "empresários" portugueses (qual era a percentagem, mesmo? 80 e muitos %? 90%?) e que sabe todos os rios e afluentes portugueses e, até, as estações e apeadeiros das linhas férreas de Angola e Moçambique. Mas que de gestão percebe a do seu próprio bolso. E cujo modo de funcionar é sancionado por um Estado que tem plena consciência do que se passa, de como tudo funciona, desde os ordenados reais aos declarados e às carradas de falsos trabalhadores independentes a recibos verdes. E são estas coisas que transformam a alegria de voltar à minha terra, à minha cidade, à minha família e amigos numa bola de nervos no meu estômago.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ai, franguinho, franguinho

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Foi por uma unha branca (que as unhas de um descendente de pastor alemão de raça como eu, Luna, são todas negras e apenas uma, à frente, é branquinha) que no outro dia não me alimentei como deve de ser. Enfiei o focinho numa caixa com frango de churrasco (ou coisa parecida, mas pior, que fazem aqui nesta terra) que deixaram, aberta e abandonada, no meio de Museumplein. Tive o azar de a minha dona estar a levar-me pela trela, o que não é costume naquele sítio, e puxar-me mesmo quando toquei com o nariz no pitéu, senão pelo menos uma coxinha tinha marchado. O meu dono ficou todo coiso porque disse que a comida era de dois idiotas que estavam um bocado à direita da comida a falar e olhar não sei para quê. A minha dona é que não deu por ninguém e seguiu como se nada fosse - e fez ela muito bem já que afinal, se não querem ter focinhos na comida, não a deixavam no meio do chão da praça onde todos os cães das redondezas vão passear! Ou acham que tivemos todos aulas com a Bobone e não comemos do chão?
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Sábado,

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pela graça de deus!
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P.S. - Se hoje e amanhã não trabalho, significa que hoje é Sábado e, amanhã, Domingo e nos dias seguintes, nomeadamente Sábado e Domingo para todos vocês, já serão Segunda e Terça-feira para mim. E por aí em diante. A sorte é isto não ir durar muito, senão acabava a fazer 32 com dois dias de antecedência - ou, o que é pior, duas vezes!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As cerejas na Holanda...

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... já não valem uma ginja!*
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* mas custam quase o mesmo que uma trufa.