sábado, 7 de agosto de 2010

Mas lá que está difícil, está

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Problema resolvido

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Paguei pelo pneu novo 1/3 do que paguei pela bicicleta toda há 1 ano atrás. Desconfio que fui endrominada mas a alternativa era empurrar a bicicleta ainda mais longe. A preguiça venceu a forretice.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coisas que não aconteceriam em Portugal

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Ter um pneu furado e a solução ser... empurrar o veículo até casa.
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P.S. - e, amanhã, empurrá-lo de novo até à oficina.

Agora temos menu

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E assim já sei que amanhã não vou poder comer sopa de espargos, depois de amanhã não vou degustar pita shoarma (peru ou tofu) mas Sábado vou ter o prazer de saborear uma sandocha de queijo chèvre e Domingo espetinhos satay - além dos habituais fatias de pão, de queijos variados, de salame, etc., e salada de alface (se não tiver pepino e/ou pimentos já misturados já é bom).
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O cachorrinho feio

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Era uma vez uma ninhada de cachorrinhos para adopção, algures, e uma senhora que resolveu adoptar um deles. Ao ir vê-los descobriu que um dos cachorrinhos, inexplicavelmente, era feio. Ora se há altura em que todos os cães são bonitos e fofinhos é quando são bebés. Se este já era feio em cachorro, imagine-se em adulto! Pois a senhora teve pena dele, ficou com o cachorrinho feio e, em jeito de compensação, esforçou-se por se lembrar de um nome que o dignificasse, que o compensasse pela falta de beleza, e assim o baptizou: Napoleão. Ora não é que o Napoleão é um rafeiroso lindo, agora que é adulto e apesar de até já ser velhinho?!?
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P.S. - Volta e meia encontro a senhora e o seu Napoleão e lembro-me, enquanto a senhora dá um treat à Luna, que ainda não escrevi esta fábula da vida real aqui. Hoje lembrei-me outra vez, mas de hoje já não passou.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como pôr uma peixa a nadar no aquário errado:

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2º piso: casa-de-banho dos homens à direita, mulheres em frente;
4º piso: casa-de-banho dos homens à direita, mulheres em frente;
1º piso: casa-de-banho dos homens em frente, mulheres à direita.
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P.S. - sim, trabalho há meia-dúzia de vezes neste job e já mudei de piso 3 vezes!
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sábado, 31 de julho de 2010

Cara e coroa IV

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Vou sentir a falta de ver patinhos da janela da sala.



Não vou ter saudades nenhumas dos mosquitos e varejeiras cada vez
que a temperatura sobe acima dos 20ºC.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aaaargh!

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Tenho que me ir embora, quero ir-me embora, tirem-me desta cidade! Já não posso com isto, estão por todo o lado, só os ouço a hablarem, a parlarem, a falarem e a speakarem em todas as pronúncias possíveis e imaginárias por todos os cantos, não há um lugarzinho que escape, ao sol e à sombra, nas ruas mais recônditas e sem interesse algum, mal saio de casa e lá estão eles, a pé e de bicicleta, mal sabem manter o volante a direito, de mapa numa mão e máquina fotográfica na outra, grandes, pequenos, gordos e magros, em família, aos casaisinhos, em manada, raios os partam, já não posso com o TURISTAME!
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Higiene não é com eles

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Como acabar com os planos de almoço deste peixinho dourado: ir ao mercado comprar peixe (sim, pode dizer-se que sou canibal) e ver carradas de moscas e varejeiras a voar e pousar no peixe exposto. A banca onde costumo ir está fechada para férias, é a única mais resguardada destas pragas. Blergh!
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Estórias do Portugal não-profundo

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Uma amiga começou um trabalho há uns tempos, foram-lhe renovando os contratos até que agora, finalmente, lhe propuseram a efectividade. A felicidade foi de pouca dura. Ao explicarem o que lhe estavam a propôr, uma coisa ficou clara à partida: o ordenado declarado (às finanças e à segurança social) seria o ordenado mínimo, o restante, até cerca de 800€, seria pago por fora. Cerca de metade do ordenado seria pago por fora, sendo que a minha amiga já nem precisava de apresentar despesas como talões de gasolina (o velho esquema) apenas recebia "por fora". Incomodada e numa posição de não saber o que fazer foi falar com a amiga que lhe tinha dado a dica de que havia uma vaga naquela empresa (claro, de que outra forma se arranja emprego em Portugal? Anúncios no jornal ou nos sites de emprego, não?). A resposta da amiga foi "Mas estamos todos assim...". E agora a minha amiga é mais uma que "está assim". Mais uma a chular o Estado. Mais uma a sacrificar o montante da sua suposta e hipotética reforma. Mais uma a contribuir para que esse país não passe da cepa torta. E não, não a culpo, nem sequer a julgo - sei bem o tempo que passou até conseguir este emprego, e a opção voltar ao desemprego não é de se tomar de forma leve. Critico a empresa. Uma "empresa portuguesa". Em que a dona ainda é chamada "a patroa". Que tem visão para o seu próprio negócio mas não para mais, não para o bem-estar dos seus empregados, não para o bem-estar do país. Que tem, provavelmente, a 4ª classe como a grande maioria dos "empresários" portugueses (qual era a percentagem, mesmo? 80 e muitos %? 90%?) e que sabe todos os rios e afluentes portugueses e, até, as estações e apeadeiros das linhas férreas de Angola e Moçambique. Mas que de gestão percebe a do seu próprio bolso. E cujo modo de funcionar é sancionado por um Estado que tem plena consciência do que se passa, de como tudo funciona, desde os ordenados reais aos declarados e às carradas de falsos trabalhadores independentes a recibos verdes. E são estas coisas que transformam a alegria de voltar à minha terra, à minha cidade, à minha família e amigos numa bola de nervos no meu estômago.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ai, franguinho, franguinho

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Foi por uma unha branca (que as unhas de um descendente de pastor alemão de raça como eu, Luna, são todas negras e apenas uma, à frente, é branquinha) que no outro dia não me alimentei como deve de ser. Enfiei o focinho numa caixa com frango de churrasco (ou coisa parecida, mas pior, que fazem aqui nesta terra) que deixaram, aberta e abandonada, no meio de Museumplein. Tive o azar de a minha dona estar a levar-me pela trela, o que não é costume naquele sítio, e puxar-me mesmo quando toquei com o nariz no pitéu, senão pelo menos uma coxinha tinha marchado. O meu dono ficou todo coiso porque disse que a comida era de dois idiotas que estavam um bocado à direita da comida a falar e olhar não sei para quê. A minha dona é que não deu por ninguém e seguiu como se nada fosse - e fez ela muito bem já que afinal, se não querem ter focinhos na comida, não a deixavam no meio do chão da praça onde todos os cães das redondezas vão passear! Ou acham que tivemos todos aulas com a Bobone e não comemos do chão?
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Sábado,

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pela graça de deus!
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P.S. - Se hoje e amanhã não trabalho, significa que hoje é Sábado e, amanhã, Domingo e nos dias seguintes, nomeadamente Sábado e Domingo para todos vocês, já serão Segunda e Terça-feira para mim. E por aí em diante. A sorte é isto não ir durar muito, senão acabava a fazer 32 com dois dias de antecedência - ou, o que é pior, duas vezes!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As cerejas na Holanda...

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... já não valem uma ginja!*
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* mas custam quase o mesmo que uma trufa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sintam, por eles

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Daqui.

Cara e coroa III

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Vou sentir a falta de ter um escritório, máquina de secar roupa e uma sala XXL.



Não vou ter saudades nenhumas da kitchenette e do cheiro a comida pela casa toda.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

E regressámos à normalidade

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Confesso que estava a assustar-me um pouco o Verão que temos vivido nas últimas semanas, ocasionalmente interrompido por trovoadas e chuvas torrenciais (muito tropical). Agora, para meu descanso, regressámos ao que sei ser uma Primavera-Verão tradicionalmente holandesa: chuva, frio e ausência total de sol. Sinto-me em casa.
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domingo, 25 de julho de 2010

Ele há dias e dias

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Se há coisa de que não me posso queixar aqui em Amesterdão é da vizinhança - excepção feita ao violinista que, por muito bem que toque, me dá conta dos nervos. Todos são simpáticos, conversadores (sem serem cuscos), gostam da Luna e, o mais importante de tudo, ninguém dá por eles! Mas há uma senhora, dos seus 50-60 anos, loura oxigenada (que é para começar já com os elogios) que ou anda sempre de trombas ou não gosta de mim. É bom de ver que eu sou uma rapariga simpática e, principalmente, educada. Cumprimento sempre as pessoas e, mesmo se de mau humor, esforço-me por sorrir e desejar bom dia seja a quem for com quem me cruze no elevador do meu próprio prédio. E o mesmo fazem os outros vizinhos - uns mais, outros menos, mas fazem. Excepto esta. E começar um Domingo de trabalho com um encontro em terceiro grau com a avantesma oxigenada e trombuda é coisa para me chatear mais ainda do que nos outros dias. Espero que chova (desculpem-me os restantes amsterdamers).
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Amesterdão vista do Aquário

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No caso improvável de alguém vir aqui pedir-me conselhos para uma viagem a Amesterdão, aqui ficam uns posts com dicas avulso de quem cá vive há quase, quase, 2 anos. Tenho a avisar que, se procuram bons sítios para jantar, coffeshops e cervejarias a coisa não vos vai satisfazer: não tenho experiência relevante para aconselhamentos. Posto isto, vou começar com uma ideia geral da coisa.
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Amesterdão é uma cidade pequenita com um monte de gente de todas as nacionalidades a viver uns em cima dos outros. Juntem a isso o facto de ser uma cidade altamente turística e ficam com uma boa ideia do ambiente que se vive na capital* dos Países Baixos (vim agora do centro atulhado de turistas, nota-se?).
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No geral, eu gosto sempre de fazer um hop-on, hop-off, quando vou em turismo, sendo que em Amesterdão têm a possibilidade de o fazerem num barco pelos canais, o que sempre dá outro interesse à coisa e ficam a conhecer coisas como o prédio mais estreito da cidade (além da largura da porta pouco mais tem) e com uma ideia geral da cidade.
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A ideia das voltas de bicicleta, é como disse há dias: se não andam em cima de uma desde que o vosso ídolo era o Axel Rose, esqueçam, até porque enquanto se concentram em não cair, não atropelar e não ser atropelados não olham para os sítios por onde vão passando - é esse o objectivo de visitar uma cidade, certo? Ah, e a dor nos glúteos no dia seguinte também é lixada, mas isso são outros 500.
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Outra questão relevante é: quando vir (ou ir, no vosso caso)? Pois, no Inverno faz frio para caraças para quem está habituado ao clima de Lisboa e arredores (se viverem na Serra da Estrela e em sítios como a Guarda já sabem ao que me refiro) e os dias são curtos (em determinado período o sol põe-se às 16h30). Na Primavera, costuma haver bom tempo, mas chove bastante (e este ano esteve frio até meio de Maio). No Verão também chove (claro!) e pode fazer bastante calor, mas o mais provável é estar ameno. O meu conselho? Visitem o weather.com antes de vir e tragam roupa para vestir em camadas - despe e veste consoante o clima de cada dia.
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* depois de diversas pesquisas confirma-se que Amesterdão é mesmo a capital. O centro do governo está em Haia, mas isso são pormenores.
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Cara e coroa II

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Vou sentir a falta de viver tão no centro da cidade que tudo está a walking distance de casa.


Não vou ter saudades nenhumas de ter de conviver com o enxame permanente de turistas.
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