quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ai, franguinho, franguinho

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Foi por uma unha branca (que as unhas de um descendente de pastor alemão de raça como eu, Luna, são todas negras e apenas uma, à frente, é branquinha) que no outro dia não me alimentei como deve de ser. Enfiei o focinho numa caixa com frango de churrasco (ou coisa parecida, mas pior, que fazem aqui nesta terra) que deixaram, aberta e abandonada, no meio de Museumplein. Tive o azar de a minha dona estar a levar-me pela trela, o que não é costume naquele sítio, e puxar-me mesmo quando toquei com o nariz no pitéu, senão pelo menos uma coxinha tinha marchado. O meu dono ficou todo coiso porque disse que a comida era de dois idiotas que estavam um bocado à direita da comida a falar e olhar não sei para quê. A minha dona é que não deu por ninguém e seguiu como se nada fosse - e fez ela muito bem já que afinal, se não querem ter focinhos na comida, não a deixavam no meio do chão da praça onde todos os cães das redondezas vão passear! Ou acham que tivemos todos aulas com a Bobone e não comemos do chão?
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Sábado,

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pela graça de deus!
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P.S. - Se hoje e amanhã não trabalho, significa que hoje é Sábado e, amanhã, Domingo e nos dias seguintes, nomeadamente Sábado e Domingo para todos vocês, já serão Segunda e Terça-feira para mim. E por aí em diante. A sorte é isto não ir durar muito, senão acabava a fazer 32 com dois dias de antecedência - ou, o que é pior, duas vezes!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As cerejas na Holanda...

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... já não valem uma ginja!*
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* mas custam quase o mesmo que uma trufa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sintam, por eles

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Daqui.

Cara e coroa III

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Vou sentir a falta de ter um escritório, máquina de secar roupa e uma sala XXL.



Não vou ter saudades nenhumas da kitchenette e do cheiro a comida pela casa toda.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

E regressámos à normalidade

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Confesso que estava a assustar-me um pouco o Verão que temos vivido nas últimas semanas, ocasionalmente interrompido por trovoadas e chuvas torrenciais (muito tropical). Agora, para meu descanso, regressámos ao que sei ser uma Primavera-Verão tradicionalmente holandesa: chuva, frio e ausência total de sol. Sinto-me em casa.
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domingo, 25 de julho de 2010

Ele há dias e dias

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Se há coisa de que não me posso queixar aqui em Amesterdão é da vizinhança - excepção feita ao violinista que, por muito bem que toque, me dá conta dos nervos. Todos são simpáticos, conversadores (sem serem cuscos), gostam da Luna e, o mais importante de tudo, ninguém dá por eles! Mas há uma senhora, dos seus 50-60 anos, loura oxigenada (que é para começar já com os elogios) que ou anda sempre de trombas ou não gosta de mim. É bom de ver que eu sou uma rapariga simpática e, principalmente, educada. Cumprimento sempre as pessoas e, mesmo se de mau humor, esforço-me por sorrir e desejar bom dia seja a quem for com quem me cruze no elevador do meu próprio prédio. E o mesmo fazem os outros vizinhos - uns mais, outros menos, mas fazem. Excepto esta. E começar um Domingo de trabalho com um encontro em terceiro grau com a avantesma oxigenada e trombuda é coisa para me chatear mais ainda do que nos outros dias. Espero que chova (desculpem-me os restantes amsterdamers).
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Amesterdão vista do Aquário

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No caso improvável de alguém vir aqui pedir-me conselhos para uma viagem a Amesterdão, aqui ficam uns posts com dicas avulso de quem cá vive há quase, quase, 2 anos. Tenho a avisar que, se procuram bons sítios para jantar, coffeshops e cervejarias a coisa não vos vai satisfazer: não tenho experiência relevante para aconselhamentos. Posto isto, vou começar com uma ideia geral da coisa.
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Amesterdão é uma cidade pequenita com um monte de gente de todas as nacionalidades a viver uns em cima dos outros. Juntem a isso o facto de ser uma cidade altamente turística e ficam com uma boa ideia do ambiente que se vive na capital* dos Países Baixos (vim agora do centro atulhado de turistas, nota-se?).
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No geral, eu gosto sempre de fazer um hop-on, hop-off, quando vou em turismo, sendo que em Amesterdão têm a possibilidade de o fazerem num barco pelos canais, o que sempre dá outro interesse à coisa e ficam a conhecer coisas como o prédio mais estreito da cidade (além da largura da porta pouco mais tem) e com uma ideia geral da cidade.
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A ideia das voltas de bicicleta, é como disse há dias: se não andam em cima de uma desde que o vosso ídolo era o Axel Rose, esqueçam, até porque enquanto se concentram em não cair, não atropelar e não ser atropelados não olham para os sítios por onde vão passando - é esse o objectivo de visitar uma cidade, certo? Ah, e a dor nos glúteos no dia seguinte também é lixada, mas isso são outros 500.
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Outra questão relevante é: quando vir (ou ir, no vosso caso)? Pois, no Inverno faz frio para caraças para quem está habituado ao clima de Lisboa e arredores (se viverem na Serra da Estrela e em sítios como a Guarda já sabem ao que me refiro) e os dias são curtos (em determinado período o sol põe-se às 16h30). Na Primavera, costuma haver bom tempo, mas chove bastante (e este ano esteve frio até meio de Maio). No Verão também chove (claro!) e pode fazer bastante calor, mas o mais provável é estar ameno. O meu conselho? Visitem o weather.com antes de vir e tragam roupa para vestir em camadas - despe e veste consoante o clima de cada dia.
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* depois de diversas pesquisas confirma-se que Amesterdão é mesmo a capital. O centro do governo está em Haia, mas isso são pormenores.
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Cara e coroa II

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Vou sentir a falta de viver tão no centro da cidade que tudo está a walking distance de casa.


Não vou ter saudades nenhumas de ter de conviver com o enxame permanente de turistas.
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Portugal dos pequeninos

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Quando houve eleições autárquicas, uma das juntas de freguesia de Lisboa mudou de cores - vermelho para coligação azul e amarelo com laranja. Soube, há pouco tempo, que o ex-Presidente-da-Junta pouco frequenta agora a área e porquê - os empregados da Junta deixaram de lhe falar, chegando ao ponto de lhe virar a cara na rua para fingir que não o vêem. Será receio? Será estupidez? Não sei bem, mas uma coisa é de certeza: demostrativo do ambiente que se vive no meio partidário português.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Adivinhem lá...

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... para que é que as duas estão a olhar tão fixamente na foto anterior.
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1 ano

Há um ano atrás, voei de Amesterdão para Lisboa com um objectivo em mente: ir buscar-vos. Tiveram azar, as duas, mas também sorte. Tiveram o azar de serem cadelas, em Portugal. E a sorte de terem quem vos salvasse dessa condição que, sem ter nada de mal em si, é uma autêntica maldição na realidade do nosso país. Uma sofreu mais que a outra e, por isso, traz mais cicatrizes. Pouco se vêem, mas estão lá: o terror nos olhos quando lhe pegávamos ao colo (demorou meses a ser substituído pelo abanar da cauda); a forma como ainda foge, cauda entre as pernas, orelhas para trás, quando ouve o som de passos a correrem algures atrás dela; a desconfiança em relação a (quase) todos os seres humanos que não conhece, especialmente os que têm ar e (provavelmente) cheiro de quem vive na rua; o tapete em que se transforma quando percebe que fez qualquer coisa mal. Há um ano acabava de voltar de Gaia com a minha Luna e de perto da Azambuja com a Leila da minha mãe. Houve pouca coisa nos últimos anos que me desse tanto prazer como vocês. Parabéns, minhas pequeninas!
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Como nem todas tiveram a sorte de serem salvas por almas caridosas e despojadas, que usam o seu próprio tempo e dinheiro em prol dos animais abandonados em Portugal, há muito a fazer. Podem começar por ir ao Há mais mundos e enviarem um email. É fácil, é barato e, quem sabe, pode salvar centenas. Não digo milhares porque estes são só os de Lisboa.

Se arrependimento matasse

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Eu podia ser uma destas vozes. Devia ser. Mas como sou idiota achei que não valia a pena apanhar um avião para ir ver Pearl Jam e voltar. Pois, sou burra, e tacanha, porque não há dinheiro que pague sensações como esta. E, o que é pior, nem pagava a viagem, para terem uma ideia do tamanho da minha estupidez. Agora, descubro isto aqui e toda a minha idioice, burrice, estupidez e outros nomes menos próprios que já me chamei ecoam-me na cabeça como se não houvesse amanhã. É o segundo concerto que ficou por ver que não me sairá da cabeça.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Façam-me um favor

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Se não põem o rabo em cima de um selim desde os 13 anos não venham pôr-se a andar por Amesterdão, no meio do trânsito e dos outros ciclistas. É que vai dar asneira. Ainda hoje vi uma espanholita que teve uma sorte desgraçada - não foi passada a ferro pelos outros depois de ir ao chão porque não calhou.
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terça-feira, 20 de julho de 2010

Língua traiçoeira

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Um colega italiano, a rir, diz-me "This idiot would like to pay with what? Gold? Exchange potatos for oranges?" e mostra-me a mensagem do cliente. E eu rio-me, muito, até as lágrimas me virem aos olhos, e o italiano já olha para mim com ar de quem acha que sou maluca e não há nenhum português na vizinhança para vir partilhar a minha diversão. O cliente dizia "Voglio pagare con un altro strumento". Tive de explicar ao italiano o outro significado tem em português a palavra "instrumento"...
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Já comecei as despedidas

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A minha última viagem Amesterdão - Utreque - Amesterdão.
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Constatações

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O problema de trabalhar aos fins-de-semana não é trabalhar, até se trabalha bem. O problema é não ter os dias livres.
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domingo, 18 de julho de 2010

Pormenores alemães

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De Berlim até à primeira paragem em território holandês as indicações dadas pelo maquinista sobre cada paragem que se avizinha são dadas em alemão, de seguida em holandês e, por fim, em inglês. De notar que em alemão e holandês a descrição inclui todas as ligações a outras estações, os seus horários e plataformas. Em inglês, "Next stop xxx. Thank you for travelling with the Deutsche Bahn". E chega. Quando a tripulação mudou para holandesa passámos a conseguir saber também que ligações havia. Em inglês, claro. Pormenores? Talvez.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lunicóptero

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Qualquer dia levanto voo de traseira.
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Dupla segurança

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É usar suspensórios e cinto.
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Visto hoje, em Amesterdão. E não era um puto com ideias sui generis sobre estilo.