sábado, 10 de julho de 2010

Mudança de assunto

Brasileiros que aqui venham* e que, portanto, eu não tenho prazer de conhecer: mas que raio vos passou pela cabeça para começarem a usar o som (não chega a ser sequer uma palavra) "oi" para atender chamadas no local de trabalho ou para, ainda no contexto laboral, indicarem que não perceberam o que foi dito pela outra pessoa?
.
* não vem nenhum, eu sei, o sitemeter trata de me pôr ao corrente destes pormenores tristes.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Reichstag

.
.
Tive pena, mas não entrei no local onde se encontram os deputados alemães. Primeiro, a Luna não seria bem-vinda (não percebo porquê, se deixasse lá um dos muitos presentes que fez por Berlim não era nada que uns quantos políticos não merecessem) e, segundo, aquele conjunto de pessoas que se vêem ao fundo, mais ao menos ao centro da escadaria e que se estendem até ao relvado é a fila de espera para entrar. Ao que parece, aquele comprimento de bicha significaria entre 1h e 2h de espera. O edifício foi construído em 1884-90 para albergar o Parlamento da recém-criada Alemanha. Durante a II Guerra Mundial foi significativamente danificado e só voltou a ser totalmente reconstruído, alargado e adaptado a um Parlamento moderno entre 1994-99. Dizem que é muito bonito por dentro e a cúpula de vidro central parece ser uma espiral onde os turistas podem andar para ver as vistas. Só para terem uma ideia, sigam este link para verem uma imagem do Reichstag após a Guerra.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A divisão

.

Como vêem a Alemanha é para os que falam alemão. A única parte traduzida para o inglês não é a dirigida ao turista, mas ao meliante que vem com a intenção de destruir. Eu tive de chegar a casa e usar das excelentes (not!) traduções do alemão-inglês do Google para perceber o que faltava. Para quem não percebe nada (e acreditando no Google):

Construcção do Muro: a partir de 1961
Queda: 9 de Nov. de 1989
Pinturas: Fev. a Nov. 1990
Reparações: 2009


Secção do muro pintada para simular um posto de observação militar no que é hoje um café. Haja humor.


"Ele" passava aqui. E o que hoje é um passeio, uma pista para ciclistas e uma estrada eram há 20 anos dois mundos. Achei poética esta forma (duas fileiras paralelas de paralelipípedos) de assinalar o caminho da divisão. É como se tivessem enterrado o muro, até ele não se erguer nem um centímetro acima do chão que pisamos todos os dias.


O mítico Checkpoint Charlie. Ou seja, a terceira passagem entre os dois mundos (sendo que a primeira era Alpha, a segunda Bravo, esta terceira Charlie, etc., etc., não sei até que letra do alfabeto fonético).


E o carro que todos os alemães de Leste tinham. Isto é, os que podiam dar-se ao luxo de ter um carro. Este Trabant, Trabi para os amigos, seria da polícia e agora é possível que qualquer um com carta de condução o alugue para passear pela cidade. Comprei um em miniatura, azul-cueca, para mim. Adoro souvenirs pirosos.

Disclosure: antes desta viagem eu não fazia ideia de que o "Charlie" do checkpoint vinha das letras do alfabeto fonético e nunca tinha ouvido falar do Trabant (o mariducho sabe coisas que não lembram a ninguém). Ponho aqui a informação para conhecimento geral e para memória futura, não é para me armar aos cucos.

Restos


Estas são a Ev. Kaiser-Wilhelm Gedachtenis Kirche e a coisa horrorosa que lhe plantaram ao lado. É uma das poucas (a única com que dei) ruínas da Guerra que ainda está de pé. O interior está vazio, completamente destruído. Desconfio que os berlinenses já nem olham duas vezes para ela, mais atentos às barraquinhas de comes-e-bebes que a rodeiam. Não sei muito além do seu nome e que ficou de pé porque os berlinenses se rebelaram contra a demolição do que deve ter sido um belo monumento e acabaram por a manter como memória de como Berlim ficou. Não tem telhado, os relógios reluzentes só mostram a hora certa duas vezes por dia e a rosácea (não se vê deste lado) ficou completamente destruída, sendo agora um grande círculo de pedra vazio. 
Esta foi a primeira foto que tirei em Berlim. De olhos marejados. Isto não é o que resta de uma obra que uma civilização ergueu e que, por desleixo e erosão da passagem do tempo, assim ficou. É algo que num momento não muito longínquo estava inteiro, e que, num instante, ficou reduzida a metade. Um instante de terror absoluto que, repetindo-se, transformou uma cidade num monte de ruínas. Arrepiou-me.

domingo, 4 de julho de 2010

De volta

.
Curto e grosso: Berlim é um espectáculo, adorei. Os alemães que falam inglês fazem-no bem pior do que eu falo italiano*. E "Deutsche techologie" my ass. O ar condicionado não funciona nos comboios e simplesmente não existe no metro. Tal como suspeitei, assámos.
.
* sendo que eu não falo italiano.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Afinal lá vi o jogo*

E, durante quase metade, estive a ouvir o comentador holandês a mencionar um certo nosso jogador chamado "contró". Eu, que a primeira pergunta que fiz quando olhei para o ecrã foi "Porque carga d'água é que os calções da nossa equipa agora são azuis?!?" e que, portanto, percebo imenso de futebol, não faço ideia dos nomes dos jogadores, noves fora Cristianos Ronaldos e coisas doutras épocas!**. Sabia lá quem era o "contró"! Depois de me esforçar de forma infrutífera por ler a camisola, lá perguntei e, nesse mesmo instante, perdoei o holandês por não saber pronunciar correctamente o nome. "Coentrão" é algo que só mesmo alguém de habla portuga consegue pronunciar. E, além de tudo o mais, mereceu o apodo, que mais me pareceu uma galinha tonta com pés tortos que um jogador profissional de futebol.
.
* parece que vem no contrato de casamento;
** tipo Figo, João Pinto e, esqueci-me agora (sou mesmo boa nisto), do gadelhudo do FCP.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Estamos lixados


Podíamos ter ido para Terschelling. Mas, dado o tempo maravilhoso que temos tido por estas bandas até há coisa de 1 semana, optámos por não arriscar ir para um sítio onde, se não pudermos ir para a praia ou passear de bicicleta, não há nada para fazer. Desconfio que haveria praia. Ou não, se tivessemos marcado as mini-férias para lá. Assim sendo, vamos assar para Berlim. Sehen Sie!*
.
* que, segundo o Google, é o mesmo que see you!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Impotência

Não há nada pior que esforçarmo-nos, darmos o nosso máximo, chegarmos ao limite das nossas forças, o tudo-por-tudo e, chegados ao nosso objectivo, vermos as portas a fecharem-se mesmo no nosso nariz. Foi o que me aconteceu hoje. E não é justo.

O comboio Utrecht - Amesterdão fechou as portas mal cheguei à plaforma. Tinha ido a correr quase desde o Cervantes.

sábado, 26 de junho de 2010

Com um sorriso

.
Teria eu os meus 8 ou 9 anos quando fui um dia ter com a minha mãe ao emprego. Na altura trabalhava perto do Largo do Carmo, num pátio de prédios antigos pintados de cor-de-rosa claro com as ombreiras das janelas e das portas em pedra branca e porosa, tão característicos da Lisboa velha. Provavelmente, terei saído da escola*, ido directamente ter com ela e passado o resto da tarde a brincar pelo escritório. Por volta das 17h30 saímos as duas e devemos ter descido pelo Elevador de Sta. Justa até à Baixa e seguido pela Rua Áurea** até à Praça do Comércio, onde fizemos slalom na diagonal por entre os carros que na altura a enchiam até chegarmos ao Torreão Este da Praça.
No meio do passeio, mesmo ao lado do Torreão, uma senhora vendia hula-hoops, os arcos que na altura eram, aos meus olhos, o brinquedo-sensação. Provavelmente pela vigésima vez, pedi à minha mãe se me comprava um, aquele de cor rosa clarinho como os prédios onde ela trabalhava, que ali estava a ser apregoado. A resposta da minha mãe foi um premeditado "Eu compro-to, mas só se souberes brincar com ele, senão não serve para nada". Teremos pedido à senhora para eu o experimentar e eu enfiei-o pela cabeça, ombros e tronco até o encostar a um dos lados da cintura. Era o brinquedo da moda, mas eu pouco ou nunca tinha brincado com um pois para a escola não podíamos levar nada além de livros. Terei inspirado fundo e posto a língua de fora, tique que ainda trai a minha criancice cada vez que me esforço por fazer algo que exige destreza, e girei o arco enquanto movia a cintura como via os meninos fazerem na televisão. E, para maior espanto meu que da minha mãe, a coisa girou. E continuou a girar e a girar até que um sorriso conseguiu fazer retrair a minha língua para trás dos dentes. Eu sabia brincar com o arco! E a minha mãe lá me comprou o círculo de plástico cor-de-rosa claro, como os prédios da Lisboa antiga, que girou pelo meu corpo muito tempo, até que a passagem do mesmo, o uso e a força do sol que batia na varanda onde guardava os brinquedos o esbranquiçou, secou e, finalmente, quebrou.
Ontem no Vondelpark um grupo de adolescentes treinava artes circences com arcos e fitas. Aposto que ainda sei "brincar" com um arco.

* bons velhos horários em que após as 15h ou 15h30 já não havia escola mas alguém que ficasse connosco e nos passeasse e deixasse brincar à vontade;
** adoro quando alguém não sabe que é o verdadeiro nome da Rua do Ouro.
.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Leila, a renda

.

Não fossem os 11kgs de peso e, em vez de ter a minha Luna, teria a minha Leila, ser orelhudo que acabei por impingir à minha mãe perante a impossibilidade de ficar com ela. Tudo o que a Luna tem de calma e sossegada esta bicha (nada de segundos sentidos!) tem de espevitada. Não há cá esperar que os donos acordem; são 7h30 da matina, tenho vontade de fazer chichi, dona, vamos lá a levantar - que é como quem diz "caim... caaim... caiiimm..." baixinho qb para acordar a visada mas sem lhe provocar um ataque cardíaco. Mas, mesmo depois de passeada, a Dona Leila gosta de atenção e, portanto, vira-se para o outro membro da família, o meu velhote. Que continua a dormir. E que, mesmo depois de umas quantas focinhadas nos membros superiores e inferiores, não se levanta. E que, estando surdo, pouco liga a ganidelas, tenham elas os decibéis que tiverem. E o que faz o ser orelhudo?, perguntais vós. Pois ataca o par de peúgas que ele tirou antes de se deitar e morde-o até haver buracos em cada peúga para todos os dedos dos pés e das mãos de todos os habitantes da casa. A Leila é uma renda: comida, veterinário, sola de sapatos e peúgas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nha-nha-nha-nha-nha-nha!

.
Vocês não sabem onde está neste momento a almoçar o Mário Soares... E eu sei!

P.S. - eu sei que também não interessa a ninguém onde está o MS a almoçar mas apeteceu-me gabar de alguma coisa,e isto é tudo o que tenho (gabarolice acompanhada de auto comiseração, deve ser do excesso de francês).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aplausos, aplausos!

.
O fd prova que nada assiduamente neste aquário e falha na sua resposta* apenas por un petit pormenor. Aulas de Francês, amigos, o conhecido French behind the wheel, é o que me atormenta os ouvidos enquanto pedalo mais ou menos esforçadamente. Aposto que nunca consideraram a possibilidade de o "wheel" ser um guiador.

* fd disse: "Aulas de Espanhol? Ou será de Holandês?"

Concurso!*

.
Ninguém adivinha o que venho a ouvir no meu MP3 durante os 15 minutos que pedalo de casa ao trabalho.
.
* Não há Samsungs Diva de prémio, I'm afraid
.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quem diria?

.
Afinal o Cristiano Ronaldo sempre tinha razão: os golos são como o ketchup!
.

domingo, 20 de junho de 2010

Problemas de género

.
Estou  a pensar em mudar o meu nick para Goldie. Ando um bocado traumatizada por ler noutros sítios "o comentário do/a Goldfish".
.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Rendi-me a mais duas modas

.
Desta vez foram as calças skinny* e as sandálias à romano, sendo que as minhas têm o seu quê de original.
.

* também conhecidas como "modelo chouriço" e que me obrigarão a levantar-me meia hora antes do normal para ter tempo de me enfiar lá dentro. Um dia destes ponho fotos. A sério. E a lua é quadrada, já repararam?

Saramago

.

Não vou dizer que é o meu escritor favorito, etc. e tal, pois ainda só o li uma vez. Mas entristece-me saber que todos os livros dele que vou poder ler já estão escritos.
.
(foto roubadíssima do Público)

Viver na Holanda é...

... ir à janela de manhã, reparar num gajo de bicicleta com um fato, camisa e sapatos do mais pipi que se possa imaginar, vê-lo desmontar à frente de uma carrinha BMW do mais pipi que se possa imaginar e sacar do chaveiro pendurado no cadeado da bicla para abrir o bólide, tirar qualquer coisa do porta-luvas e seguir caminho. De bicla, claro.
.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A única coisa de que gosto no mundial

.

A boa disposição é tal que dou ao pézinho. É provável que seja mais do ritmo da música do que do futebol em si - que o amor ao futebol é pouco e o gosto musical nunca foi muito erudito.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

One in a million

.
Luna pode ser um nome pouco original para cadela aí em Portugal. Já aqui nos Países Baixos... é do mais banal possível! Conheço outras 3 Lunas e só entre as que fazem de Museumplein toilette.
.
P.S. - Os holandeses (e os turistas também) fazem desta mesma toilette cama, sofá e mesa. Muito higiénico.