sexta-feira, 18 de junho de 2010

Viver na Holanda é...

... ir à janela de manhã, reparar num gajo de bicicleta com um fato, camisa e sapatos do mais pipi que se possa imaginar, vê-lo desmontar à frente de uma carrinha BMW do mais pipi que se possa imaginar e sacar do chaveiro pendurado no cadeado da bicla para abrir o bólide, tirar qualquer coisa do porta-luvas e seguir caminho. De bicla, claro.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

A única coisa de que gosto no mundial

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A boa disposição é tal que dou ao pézinho. É provável que seja mais do ritmo da música do que do futebol em si - que o amor ao futebol é pouco e o gosto musical nunca foi muito erudito.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

One in a million

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Luna pode ser um nome pouco original para cadela aí em Portugal. Já aqui nos Países Baixos... é do mais banal possível! Conheço outras 3 Lunas e só entre as que fazem de Museumplein toilette.
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P.S. - Os holandeses (e os turistas também) fazem desta mesma toilette cama, sofá e mesa. Muito higiénico.

Finalmente

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A Primavera chegou aos Países Baixos a meio de Junho.*
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* como é que sei? Estou com a constipação da Primavera.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Roubalheira II

Já usei o meu OV-chipkaart (para quem não lê este blog com a atenção que devia, é o Lisboa Viva cá do sítio). E, como já esperava, sai-me mais caro do que o moribundo strippenkaart. Além de cada viagem não ter a "validade" de uma hora, cada volta sai mais cara. E, também como já previa, não o consigo recarregar: já tentei duas máquinas diferentes, numa a mensagem é uma qualquer coisa incompreensível em holandês, noutra diz que o meu cartão multibanco não funciona. Ou seja, chova ou não, estou limitada à bicla. A saúde não agradece (estou "dazex do dariz"), os músculos das pernas também não.
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* Eu sei que estou a ser picuínhas mas o raio do strippenkaart ficou a menos de meio (não tem devolução possível, escudam-se sempre com o "pode usá-lo fora de Amesterdão", como se eu andasse de transportes públicos fora de Amesterdão!)

domingo, 13 de junho de 2010

Odeio birras

Andei à procura de uma definição de birra que refectisse o que eu quero dizer e não encontrei, apesar de ter descoberto esta:

birra
s. f.1. Vício da cavalgadura que ferra os dentes na manjedoura ou em qualquer outro objecto;

que muito me divertiu. Para mim, uma birra (e não estou a falar das de crianças, apesar de essas também me enervarem sobremaneira) é a atitude de alguém que está chateado e que resolve mostrar claramente ao mundo o que sente, independentemente de os outros terem algo a ver com isso ou não e de a demonstração incomodar quem a ela assiste mas lhe é alheio.
Odeio estas cenas e, como tenho um certo receio de perder as estribeiras e de dizer à birrenta (com muita pena minha esta é claramente uma característica feminina) uma verdade ou outra, opto por calar-me. Aproveito o aquário para expressar o que verdadeiramente penso neste casos:
Não chateiem os outros quando eles não têm nada a ver com o que vos chateia! Tal como vocês têm o direito a estar chateadas, os outros têm direito a estar na paz dos deuses.

Tenham em atenção que quem mais faz birras são as crianças - estão a testar os limites do seu mundo e não sabem ainda expressar-se de outra forma. O facto de as continuarem a fazer na idade adulta demonstrará qualquer coisa...

Pensem no universal "não faças aos outros...". Gostam de assistir a birras? Costumam ver coisas positivas surgir delas? Então...

E, last but not least: vão chatear o Camões! Aquele que se encontra no Chiado. E que, por isso, eu não costumo ver com frequência.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ai pois é!

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A minha empresa é outra coisa, sem dúvida. Agora, quem tiver de transportar papelada (ou qualquer outra coisa) oficial da empresa de um escritório para um dos outros já tem meio de transporte à disposição devidamente identificado com o logótipo da empresa para não haver confusões! É só requisitar, explicando porque motivo é necessário e temos à disposiçao não um, nem dois mas duas... bicicletas!
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pois não?

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Acordar a pensar "'Gérmens'? Quais 'gérmens'? A palavra é germes, idiota!" não abona em favor da minha sanidade.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Asseio relativo

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Vamos almoçar, come-se sandocha - the dutch way. Come-se com as mãos - not the dutch way - e sujamo-las. Depois do almoço há que ir à casa-de-banho. Uma colega minha entra na casa-de-banho comigo e lava as mãos; de seguida, entra num dos cubículos para fazer o que tem a fazer, sai, não lava as mãos e vai-se embora. Dois dias depois, a cena repete-se. Lição a reter: gordurinha da comida nas mãos, não, blergh!, que nojo; já uns quantos gérmens (raio de palavra) não fazem mal nenhum, não senhora.
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terça-feira, 8 de junho de 2010

Best of Vale do Reno

Eu sei, já chega de fotos de sítios todos iguais e cuja graça se perde em quem não os viu com estes olhinhos que a terra há-de comer. Mas não podia deixar-vos sem as minhas fotos favoritas, por isso, aqui ficam mais cinco:



St. Goar, com as suas casinhas multicolores.

Overwesel, creio. Adoro o contraste de cores. Um milagre, num dia tão sombrio.

Modernidade e antiguidade em paralelo. Tirei "n" fotos até conseguir esta, perfeita, perfeita.

Custou, trepar as ruelas da terrinha para chegar ao castelo, mas valeu a pena. E o céu azul? Lindo!

As sogrinhas. A tirarem duas fotos ao mesmo tempo, esta a melhor delas, na minha modesta opinião (e sim, esta foi a que eu tirei!). E é tudo da Alemanha. Berlim será o alvo da próxima incursão.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Efeitos secundários

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Isto está mau. A noite passada andei às voltas na cama e, aparentemente, sonhei em diversos idiomas. Aparentemente, porque não me lembro. Diz o mariducho, coitado, que foi despertado de madrugada por grunhidos que ele garante irem do espanhol ao francês. Coitado, ficou traumatizado.
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domingo, 6 de junho de 2010

Era uma vez uma carcaça II - a prova do crime

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Bem sei que não parece, mas estou mesmo penduradinha pelas mandíbulas. A jeitosa da minha dona não se lembrou de se ajoelhar para tirar a foto em perspectiva...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Era uma vez uma carcaça

Como já sabem, eu, Luna, sou uma cadelinha linda. Mas nem com toda a minha beleza e persuasão consigo convencer os meus donos a darem-me de comer em quantidades dignas da descendência de um pastor alemão. É por isso que continuo a recolher comidinha na rua. Toda a que encontro. É só os meus donos não verem. Uma vez, não viram uma carcacinha. Coitadinha, já devia ser do ano passado, estava rija que nem o apêndice superior da cabeça de uma vaca*. Mas eu apanhei-a e trinquei-a com estes meus dentinhos fortes e poderosos. São iguaizinhos aos do meu avô. Já vos tinha dito que o meu avôzinho era um pastor alemão? Não, pois não? Pois ficam a saber. Ora a carcacinha era do ano passado e ficou muito bem presa nos meus dentinhos e nem o bruto do meu dono ma conseguiu arrancar. E vejam bem que até me levantou pelos ares pendurada pela carcacinha! E a minha dona a rir e a tirar fotografias. Já não há respeito. Pffffff!
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* o meu avôzinho ensinou-me a não dizer asneiras.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Porque eu só estou bem...

Recebi o meu primeiro recibo de ordenado. Estranhei. Foi só fazer umas contas para confirmar o óbvio: tivesse eu este ordenado em Portugal e teria descontos maiores. Mais de €200 de que o estado holandês parece não precisar mas que o português está sempre pronto a receber, de mãozinha estendida e, o que é o pior e mais relevante, não se sabe bem para quê. Ou sabe-se. Aeroportos. TGVs. E o resto do costume. É por isso que este post fala por mim. Que neste momento não sei se quero mais regressar ou ficar. Tenho tanta, mas tanta pena de com a cabeça saber que não há grande coisa para mim no meu país quando o coração deseja tanto voltar às suas raízes.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Vale do Reno III

Antes que me esqueça, tenho de confirmar algo que esta menina diz em relação aos berlinenses (neste caso, koblenzianos, mas serve): parámos nem 5 minutos a olhar para um mapa e para as inexistentes placas com nomes de ruas e já uma senhora nos perguntava se precisávamos de ajuda!

Castelo. Podia deitar-me a adivinhar qual deles mas já estou com sono de mais para isso.


Castelo. Terrinha. Idem aspas.




Castelo. Terrinha. Idem aspas. E um pormenor interessante: um parque de roulottes. Em cada terrinha, um. Cheio. Era fim-de-semana prolongado também na Alemanha, fiquei a saber em que é que eles poupam dinheiro: hotéis!

Se não estou em erro, este é o castelo XXXX, albergue há séculos atrás de diversos criminosos da região, que se usavam a floresta circundante para camuflarem a vilanagem e apanharem desprevenidos os que passavam. Os ladrões alemães eram poderosos e ricos!


E aqui o frio e a chuva já eram tão fortes que me rendi a tirar fotos de dentro do barco - sendo que as luzinhas que se vêem na foto são gotas de chuva na janela a reflectir o flash da máquina. Confere à foto um toque natalício condizente com o tempo que se fazia sentir.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A vida não é justa

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Acabei de me lembrar que, se não tivesse surgido este job, estaria hoje a regressar de umas férias bem passadas em Curaçao. Estou deprimida.

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Bla, bla, bla

Isto de trabalhar num melting pot é interessantíssimo, e até tem vantagens (por ex., saber qual é o melhor italiano para se jantar a bom preço em Amesterdao). Tem, no entanto, uma desvantagem altamente stressante. Mudo tanto de idioma que acabo a gaguejar 2 ou 3 línguas diferentes antes de acertar, finalmente, na língua do meu interlocutor. Estou ligeiramente louca. Só slightly, un poco, un peu, ligeiramente, quero dizer!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Roubalheira

Com a mania das tecnologias, aqui no burgo também querem acabar com os bilhetes nos transportes públicos, os tão característicos strippenkaart, substituindo-os por um cartão onde se pode carregar dinheiro (entre outras coisas) e que se lê numa maquineta à entrada e saída de qualquer transporte. Ora colocaram os cartazes a avisar que os strippenkaart vão acabar há 2 semanas atrás, anunciando o final para o dia 3 de Junho. Nós, que tínhamos acabado de comprar um dos gigantes (dão para cerca de 22 viagens aqui no centro de Amesterdão) pensámos "bem, lá temos de ir trocar esta droga, que não conseguimos usar isto tudo em duas semanas!" O pior é que também não há trocas para ninguém. Compraste, agora gastas até 3 de Junho em Amesterdão ou, depois, só fora da cidade. Se não usares fora da cidade "temos pena", bem podes dizer adeus ao dinheirinho que a tira de papel já não vale nada. Eu bem reclamei com a senhora dos bilhetes, que isto é uma roubalheira (que é!), que ao menos podiam deixar as pessoas acabar os strippenkaart já comprados, ou então carregar dinheiro equivalente no cartão que agora vou passar a usar, mas nada. Parecendo que não, vou deixar por usar qualquer coisa como 15€! Gatunos! Ladrões! Foram-me ao bolso, eu a ver e, o que é pior, a deixar.

P.S. - pior, pior, é que o raio do cartão que vou passar a usar (chama-se OV-chipkaart, que isto é só nomes bonitos e fáceis de pronunciar) só se pode carregar numas maquinetas disponíveis nos supermercados (o mariducho já tentou uma meia-dúzia de vezes sem sucesso, nunca está a funcionar como deve de ser) ou na bilheteira onde fui mandar vir, que é onde vai toda a gente porque as maquinetas não funcionam e ainda todos os turistas acabados de sair dos comboios (é preciso ver que tirei a senha 353 quando o quadro marcava o número 284)

domingo, 30 de maio de 2010

Perspectivas

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As convicções que vejo em mim são teimosias aos olhos de outrém
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sábado, 29 de maio de 2010

O Vale do Reno II

Continuamos rio acima...

Uma das muitas vinhas, com gente a fazer qualquer coisa que ainda não é a vindima.


Osterspai, mais uma terrinha catita à beira-Reno plantada.


Pronto, este é que já não sei mesmo que castelo será!


St. Goarshausen.



Oberwesel (creio) - também tem um castelo, mas a foto está horrível de tão escura. Não vale a pena subir e descer o rio (atenção que descer é, obviamente, bastante mais rápido que subir) pois é apenas rever o que já se viu, é demasiado tempo (11h entre Koblenz-Rudsheim-Koblenz!!!). Mas atenção que estas terras e castelos não são sempre na mesma margem do rio - ou seja, se quiserem regressar de comboio ao ponto de partida convém que a última paragem de barco seja na mesma margem que o local de onde se partiu...