quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ouch!

Qual é a melhor altura, qual é ela, para espetar uma farpa na palma da mão direita?
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Pois quando vamos estar 3 dias sozinhas em casa, claro!
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Ausência prolongada

Devido a preguiça extrema pós-fim-de-semana-prolongado e extrema vontade de terminar o livrinho que está alí do lado direito. Livro terminado (adorei), pode ser que a preguiça dê lugar a alguma sabedoria (só para contrastar com o que é costume por aqui).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Qualquer dia usam a força

Quem quer voar num avião que não leva piloto? Quem quer pagar mais por isso*? Se pertences a este clube, fica atento à Ryanair que prevê realizar voos neste esquema já este ano. Caso seja relevante, os pilotos estão em terra e são capazes de "pilotar remotamente 'pelo menos uma dezena de aviões'". Ah, já agora, este grupo de pilotos à distância inclui, além de antigos pilotos e formadores com muitos anos de experiência, "'dois ou três' jovens considerados génios dos jogos-vídeo". Eu, comprava já, desde que me garantissem que o piloto remoto era um virtuoso da consola...
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* de acordo com as contas que vêm neste artigo, €20,49 de bilhete e taxas várias num voo com piloto in loco, €20,58 com o génio dos vídeo-jogos à distância.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem avisa, amigo é

Ora vamos lá a analisar duas coisas: a lua e uma bolacha. Para começar vê-se logo a diferença - "a" lua, única; "uma" bolacha, qualquer. O que têm a ver? Já verão, é favor esperar.
Comecemos com a lua. É um satélite da terra, algo longínquo e misterioso onde só duas pessoas (dizem) puseram os pés. Gerações e gerações de humanos consideraram-na uma deusa, compuseram canções em sua honra, sonharam acordados a olhar para ela. Agora, as bolachas. Bocado de farinha doce cozida num forno. Na sua maioria, sensaboronas. Na sua totalidade, hiper-calóricas. Coisa que se vende em supermercado - nem o glamour de ser vendida numa pastelaria tem. Não conheço canções em sua honra nem imagino que alguém algum dia tenha achado que uma bolacha era uma deusa. Posto isto, digam-me uma coisa: porque é que a maioria das pessoas, quando confrontadas com isto:

dizem "Ah, tão giro, carinha de bolacha!"?!? Não. Se querem fazer uma apreciação (eu sei que a intenção é boa) carinhosa da minha face digam "Ah, tão giro, tens cara de lua-cheia!". Eu sei que o objectivo é o mesmo, mas o resultado é completamente diferente - eu continuo a gostar de vocês ou odiar-vos-ei para o resto da vida. E sim, sou eu, hace unos años. E sim, continuo com cara de lua-cheia, apesar de não tanto.

Estou a preparar-me

para ir aqui



e aqui


e aqui...

Pode não haver muitos feriados, mas este ano vamos gozá-los até ao último minuto!

terça-feira, 30 de março de 2010

Viagem no tempo

Quem nunca quis ter um cão como o Tim? Quantas marias-rapazes não desejaram ter um nome que pudesse ser de rapaz, como Zé? Quantos não desenterraram as bicicletas da arrecadação depois de ler sobre um maravilhoso passeio pelo campo na companhia dos Cinco? Arrisco dizer que algumas até sonharam em ir internas para um colégio desde que as aventuras das Gémeas viessem incluídas no rol das disciplinas... Tudo isto devemos, nós, as de 30, e tantas outras gerações, anteriores e posteriores, à máquina de escrever que era Enid Blyton. Coincidência ou não, ontem vi na BBC parte de uma série sobre ela, e hoje deparo-me n'O Público com uma (excelente) peça sobre ela, os seus livros, e toda a polémica que, volta e meia, levantam à sua volta - vale a pena lê-la, aqui. Só me parece ter ficado uma coisa por dizer em defesa da senhora: ela viveu e escreveu livros nas décadas de 40, 50 e 60 do século passado e não hoje em dia. Ela escreveu durante a II Grande Guerra. Não se pode estranhar que usasse palavras como nigger - hoje impublicável - porque essa era a forma de expressão dos tempos que viveu. A família que retratou era aquela que conhecia, era a que queria ter tido, não sei, mas não era nada de estranho. Os adultos estavam maioritariamente afastados das narrativas? E o que tem isso? Não são livros para crianças? Arrisco dizer que até é bom para os miúdos de hoje lerem aqueles livros, tão claramente fruto de uma época diferente - se já eu notava a diferença, imagine-se as crianças de hoje em dia - para terem uma ideia de que o mundo mudou, de que nem tudo o que é gadget é necessário e que antes de tudo o que eles conhecem existir as crianças também eram felizes, também se divertiam e, o melhor de tudo, tinham aventuras!

Porque a pimenta também me chega ao nariz*

Conversa de mulheres extremamente interessante entre mim e uma jeitosa. É uma pena que outras vezes não me saia com respostas destas...
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Jeitosa: Onde é que costumas fazer a depilação?
Je: Em casa... Uso máquina.
Jeitosa (com cara de quem nunca ouviu semelhante coisa na vida): Ahhh... E o buço?
Je: Em casa, também. Com bandas de cera fria.
Jeitosa (com um ar escandalizado): Mas isso parte os pêlos todos!
Je (sobrancelhas arqueadas e sorriso de gozo): A sério? E quem te ensinou pormenor tão científico? A senhora que ganha a vida a tirar-te pêlos com cera quente?!?
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Arre, não há paciência para estes comentários. Pode haver quem prefira ir à esteticista, nada contra, mas não me venham com tangas disfarçadas de ciência... Na altura não sabia - ainda não tinha experimentado - mas agora até já podia acrescentar que das duas vezes que no cabeleireiro usaram cera quente os pêlos já se viam semana e meia depois, coisa que nunca me aconteceu com a fria!
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* Ou porque blog de gaja não é blog se não falar de depilação

segunda-feira, 29 de março de 2010

Logo pela manhã que é para aprender

Chegou "a" altura do ano. "A" altura em que tudo quanto pode viajar resolve vir ver as flores à Holanda. O resultado é que esta é "a" altura em que não se pode andar pela cidade, devido ao excesso de turistas, ao excesso de turistas e, last but not least, ao excesso de turistas. A juntar ao caos resultante de acrescentar centenas de turistas aos milhares que já cá vivem, todos bem juntinhos que espaço não abunda, temos os eléctricos que têm uma muito engraçada característica: só permitir a entrada por duas das portas e a saída por outras duas. Muito bem, tudo organizado é mais eficiente e bonito, só se esqueceram que para funcionar tem de se conhecer. E se há coisa que a maioria dos turistas não tem tempo para fazer é para conhecer eléctricos (e, se fosse para conhecer eléctricos, aconselhava Lisboa, que os tem antigos). O resultado é o caos - tentam todos entrar por uma única porta com as malas atrás, entupindo a paragem por uns bons 15min.. Por vezes os condutores já estão tão fartos que começam a fechar as portas independentemente de haver ainda pessoas na paragem ou não. Foi o que fizeram hoje. De um grupo de americanas, seguiram duas no 2 e ficaram outras tantas na paragem a rir-se que nem perdidas. Simpática como sou, e sabendo que aquele eléctrico tinha mudado de rota e era possível que as americanas só voltassem a encontrar-se à tarde, de volta ao hotel, resolvi intervir e explicar a situação. Conforme terminei a explicação, a que estava do meu lado direito resolve agradecer-me com um guincho que me obrigou a dar um passo para trás numa tentativa vã de me afastar da fonte de ruído. Já não é a primeira que ouço - à distância, bem entendido, que se já me tivessem guinchado assim muitas vezes ao ouvido já não estava cá para contar - o que andam a fazer a estar novas gerações? Incorporam-lhes apitos à nascença? É para eu aprender a estar quieta, as próximas que ficarem apeadas bem podem pedir-me ajuda que eu respondo-lhes em português para as afugentar...

sábado, 27 de março de 2010

Dúvidas teológicas

Depois disto, disto e disto tudo, será que ainda acham que vão para o céu? É que se a igreja não é feita para o julgamento terreno (como já ouvi, noutra ocasião igualmente hipócrita, um responsável católico dizer), é-o para o julgamento após a morte. Stupid me. Quase me esquecia - basta confessarem os seus crimes no leito de morte e o perdão está garantido. Santa igreja...
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P.S. - Não posso deixar de congratular o cardeal José Saraiva Martins pela frase "Não devemos ficar demasiado escandalizados se alguns bispos sabiam e mantiveram o segredo. É isso que acontece em todas as famílias. Não se lava a roupa suja em público." Pedofilia é "roupa suja", não é crime contra crianças indefesas. Não, isso é o aborto!

sexta-feira, 26 de março de 2010

E de repente vi-me na 25 de Abril



Estávamos muito bem a jantar ontem com a televisão esquecida ligada quando começamos a ouvir uma música conhecida mas, principalmente, completamente deslocada. Calamo-nos os dois, voltamo-nos para a TV e, enquanto eu, a eterna baralhada das músicas, seus autores e títulos, tento perceber porque é que aquele tune me está a soar tão mal com uma letra holandesa o mariducho diz-me "Olha, nunca pensei que o 'Sol da Caparica' não fosse um original...". Era esse clássico português, num anúncio, a ser completamente desvirtuado por uma algaraviada incompreensível. Pois tive de vir ao youtube ouvir a nossa versão e já estou com um sorriso**.

* atrevam-se a dizer mal, não há nada melhor que ir ao volante num dia de sol, janelas abertas a fazer esvoaçar a melena enquanto subimos o volume do rádio e acompanhamos a letra o melhor que conseguimos!
** e um bocado aparvalhada - nunca tinha visto o clip, cruzes, é mesmo mauzinho...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mudança da hora precisa-se

Começa a época em que madrugo todos os dias... Raio do sol anda a nascer de véspera e eu a acordar com ele! Nem as cortinas com black-out (abençoado senhorio, também deve ter problemas em dormir com luz) me safam. É que eu não preciso de acordar às 6h da manhã. A sério que não.

Mesmo à frente dos olhos

Já me habituei a ver raparigas com véu, dado que em Amesterdão elas estão por todo o lado - no parque com os seus bebés, a trabalhar nos supermercados, nos transportes públicos. Mas foi preciso ver uma de bicicleta há dias para me aperceber que, isso sim, não é costume. Perguntei a uma holandesa se seria impressão minha, mas ela confirmou - a grande maioria das muçulmanas não usa a bicicleta. Não estão autorizadas (não se sabe bem se pelos homens ou pela religião). Não é só pôr um pano na cabeça e rezar virado para Meca, não. É muito mais do que isso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Até dá gosto

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Sai um latte com um cisne! Normalmente são corações ou folhas, mas uma menina no Coffee Company de Spui faz estas belezas quase de olhos fechados... Está lindo ou não?

terça-feira, 23 de março de 2010

E aqui está

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A minha gazelle com o cestinho já a provar a sua utilidade no regresso do Albert Hein. A reparar, é deveras importante, que o céu está azul e, por trás da minha montada, uma não muito longa sombra negra confirma que... estava sol!

P.S. - A fotografia não está bela... não reparei que o raio da estátua ia tirar o destaque ao cesto a não ser depois de tirar a foto, altura em que o sol já estava a incomodar-me (é no que dá viver na Holanda...) e resolvi não mudar de sítio para nova foto. Isso e o facto de uns quantos putos já estarem a olhar para mim a tirar fotos à bicicleta com um olhar desconfiado. É que vê-se que não sou turista a léguas.

Se ele soubesse...

É uma sensação das mais estranhas* estar a vestir-me no quarto e saber que do lado de fora está um homem das obras, vestido com um fato-macaco branco, a pintar os caixilhos da janela**. Trouxe a roupa para a sala, hoje visto-me aqui.

* e que me tenham sido dadas a experimentar até agora;
** sei que está mesmo, mesmo ali, do outro lado da cortina e de duas levas de vidro porque insiste em repetir, em tom de canção, qualquer coisa que soa como Juu-u-u-uliiiie!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por aí, não

Quando conhecemos alguém, olhamos para o que vemos - e julgamos. Claro que sim, todos o fazem, uns mais do que outros, mas é impossível olhar e não qualificar, tipificar e formar uma opinião sobre o que se vê. Os seres humanos são, antes de mais, criaturas que usam a visão para compreender o mundo e esta tipificação será, portanto, natural. Mas é suposto os seres humanos serem também criaturas inteligentes, que usam o cérebro para juntar diferentes tipos de informação, para acumular conhecimento, aprendendo com a experiência. E esta experiência particular, comummente conhecida como "julgar pela aparência" é algo que fazemos desde a mais tenra idade. Tempo de sobra, portanto, para percebermos o quão falível é.

Eu também julgo aparências. Tenho, normalmente, o cuidado de, após esse primeiro instinto (primário), esperar por mais alguma informação. Geralmente espero pelo que sai pela boca dessa pessoa e, aí sim, julgo. Em conformidade, ou não, com o que saiu do julgamento da aparência. É isto que espero dos outros. Julguem a minha aparência, mas não se fiquem pela informação que os olhos vos dão, usem esse julgamento em conjunto com aquilo que digo, com o que penso e com o que faço e aí formulem uma opinião. Será pedir de mais? Para algumas pessoas, talvez. Mas essas não me fazem falta.

Para os que não compreenderam

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Isto* é a minha gazelle. Perdão, eu esqueço-me de que há um ano e tal também não sabia o que era.
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* Está tão mais gira com o cestinho... Já estou a ver-me pelas ruas de Amesterdão com a Luna amarrada ao dito (antes que se mande do cesto em andamento) mas com as orelinhas ao vento!

A dream come true

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A minha gazelle já tem um cestinho à frente.
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(Fotos quem sabe amanhã)

sábado, 20 de março de 2010

Piada holandesa

Como é que se chama ao dia que se segue a dois dias de chuva?
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2ª-feira...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Honestamente

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Como seria de se esperar, já chove outra vez. Daqui.
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