sábado, 27 de março de 2010

Dúvidas teológicas

Depois disto, disto e disto tudo, será que ainda acham que vão para o céu? É que se a igreja não é feita para o julgamento terreno (como já ouvi, noutra ocasião igualmente hipócrita, um responsável católico dizer), é-o para o julgamento após a morte. Stupid me. Quase me esquecia - basta confessarem os seus crimes no leito de morte e o perdão está garantido. Santa igreja...
.
P.S. - Não posso deixar de congratular o cardeal José Saraiva Martins pela frase "Não devemos ficar demasiado escandalizados se alguns bispos sabiam e mantiveram o segredo. É isso que acontece em todas as famílias. Não se lava a roupa suja em público." Pedofilia é "roupa suja", não é crime contra crianças indefesas. Não, isso é o aborto!

sexta-feira, 26 de março de 2010

E de repente vi-me na 25 de Abril



Estávamos muito bem a jantar ontem com a televisão esquecida ligada quando começamos a ouvir uma música conhecida mas, principalmente, completamente deslocada. Calamo-nos os dois, voltamo-nos para a TV e, enquanto eu, a eterna baralhada das músicas, seus autores e títulos, tento perceber porque é que aquele tune me está a soar tão mal com uma letra holandesa o mariducho diz-me "Olha, nunca pensei que o 'Sol da Caparica' não fosse um original...". Era esse clássico português, num anúncio, a ser completamente desvirtuado por uma algaraviada incompreensível. Pois tive de vir ao youtube ouvir a nossa versão e já estou com um sorriso**.

* atrevam-se a dizer mal, não há nada melhor que ir ao volante num dia de sol, janelas abertas a fazer esvoaçar a melena enquanto subimos o volume do rádio e acompanhamos a letra o melhor que conseguimos!
** e um bocado aparvalhada - nunca tinha visto o clip, cruzes, é mesmo mauzinho...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mudança da hora precisa-se

Começa a época em que madrugo todos os dias... Raio do sol anda a nascer de véspera e eu a acordar com ele! Nem as cortinas com black-out (abençoado senhorio, também deve ter problemas em dormir com luz) me safam. É que eu não preciso de acordar às 6h da manhã. A sério que não.

Mesmo à frente dos olhos

Já me habituei a ver raparigas com véu, dado que em Amesterdão elas estão por todo o lado - no parque com os seus bebés, a trabalhar nos supermercados, nos transportes públicos. Mas foi preciso ver uma de bicicleta há dias para me aperceber que, isso sim, não é costume. Perguntei a uma holandesa se seria impressão minha, mas ela confirmou - a grande maioria das muçulmanas não usa a bicicleta. Não estão autorizadas (não se sabe bem se pelos homens ou pela religião). Não é só pôr um pano na cabeça e rezar virado para Meca, não. É muito mais do que isso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Até dá gosto

.

Sai um latte com um cisne! Normalmente são corações ou folhas, mas uma menina no Coffee Company de Spui faz estas belezas quase de olhos fechados... Está lindo ou não?

terça-feira, 23 de março de 2010

E aqui está

.

A minha gazelle com o cestinho já a provar a sua utilidade no regresso do Albert Hein. A reparar, é deveras importante, que o céu está azul e, por trás da minha montada, uma não muito longa sombra negra confirma que... estava sol!

P.S. - A fotografia não está bela... não reparei que o raio da estátua ia tirar o destaque ao cesto a não ser depois de tirar a foto, altura em que o sol já estava a incomodar-me (é no que dá viver na Holanda...) e resolvi não mudar de sítio para nova foto. Isso e o facto de uns quantos putos já estarem a olhar para mim a tirar fotos à bicicleta com um olhar desconfiado. É que vê-se que não sou turista a léguas.

Se ele soubesse...

É uma sensação das mais estranhas* estar a vestir-me no quarto e saber que do lado de fora está um homem das obras, vestido com um fato-macaco branco, a pintar os caixilhos da janela**. Trouxe a roupa para a sala, hoje visto-me aqui.

* e que me tenham sido dadas a experimentar até agora;
** sei que está mesmo, mesmo ali, do outro lado da cortina e de duas levas de vidro porque insiste em repetir, em tom de canção, qualquer coisa que soa como Juu-u-u-uliiiie!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por aí, não

Quando conhecemos alguém, olhamos para o que vemos - e julgamos. Claro que sim, todos o fazem, uns mais do que outros, mas é impossível olhar e não qualificar, tipificar e formar uma opinião sobre o que se vê. Os seres humanos são, antes de mais, criaturas que usam a visão para compreender o mundo e esta tipificação será, portanto, natural. Mas é suposto os seres humanos serem também criaturas inteligentes, que usam o cérebro para juntar diferentes tipos de informação, para acumular conhecimento, aprendendo com a experiência. E esta experiência particular, comummente conhecida como "julgar pela aparência" é algo que fazemos desde a mais tenra idade. Tempo de sobra, portanto, para percebermos o quão falível é.

Eu também julgo aparências. Tenho, normalmente, o cuidado de, após esse primeiro instinto (primário), esperar por mais alguma informação. Geralmente espero pelo que sai pela boca dessa pessoa e, aí sim, julgo. Em conformidade, ou não, com o que saiu do julgamento da aparência. É isto que espero dos outros. Julguem a minha aparência, mas não se fiquem pela informação que os olhos vos dão, usem esse julgamento em conjunto com aquilo que digo, com o que penso e com o que faço e aí formulem uma opinião. Será pedir de mais? Para algumas pessoas, talvez. Mas essas não me fazem falta.

Para os que não compreenderam

.
Isto* é a minha gazelle. Perdão, eu esqueço-me de que há um ano e tal também não sabia o que era.
.
* Está tão mais gira com o cestinho... Já estou a ver-me pelas ruas de Amesterdão com a Luna amarrada ao dito (antes que se mande do cesto em andamento) mas com as orelinhas ao vento!

A dream come true

.
A minha gazelle já tem um cestinho à frente.
.
(Fotos quem sabe amanhã)

sábado, 20 de março de 2010

Piada holandesa

Como é que se chama ao dia que se segue a dois dias de chuva?
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
2ª-feira...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Honestamente

.

Como seria de se esperar, já chove outra vez. Daqui.
.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Será só impressão?

Parece-me que toda a gente que aqui vem é adepta do livro das caras e ninguém quer contrariar aqui a maluquinha... Olhem que a parte principal do post é mesmo o mafioso italiano, não a minha resistência ao Facebook*.
.
* eu sei, manda a lógica que o principal venha em primeiro lugar num texto e só depois o secundário e, por fim, o verdadeiramente inútil mas o que querem? Deu-me para o egocentrismo.

A tecnologia ao serviço do bem

Ainda não consegui aderir ao Facebook. Eu sou um bocado lenta no que diz respeito às novas tecnologias e o Facebook (e outros que tal) faz-me confusão. Eu sei, podemos pôr diferentes graus de confidencialidade na nossa página... Podemos só permitir acesso aos nossos amigos (e não aos amigos dos amigos dos amigos, etc., etc.). Podemos pôr fotos de longe, de costas*, desfocadas, e tudo o que nos apetecer. Mas a ideia de as minhas fotos andarem para aí a navegar nesse mundo suspenso que é a internet é coisa que me faz confusão ao neurónio (só ao Tico, porque o Teco, muito mais progressista mas menos inteligente nos argumentos, quer à força que eu me meta na livro das caras). Agora, graças à Rita Maria, cheguei a esta maravilha da polícia dos nossos dias e juntei mais um argumento ao repertório do Tico. O sr. Pasquale Manfredi, assassino a soldo da Máfia italiana (costumava apresentar-se como Scarface), foi apanhado pela polícia... devido ao hábito de se ligar à sua página do Facebook, onde assume o nome Georgie e tem uma foto de Al Pacino no conhecido filme. A polícia está satisfeitíssima, Georgie nem por isso, e agora todas as 200 pessoas que figuram como amigos de Georgie no Facebook estão a ser investigadas. Eu, no Facebook? Ná, antes que a polícia dê com alguma das minhas (muitas) actividades ilícitas.
.
* espantem-se, soube que já há quem reconheça gente na rua, de costas, por ter visto várias fotos dessa pessoa - de costas, claro! - na net...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Grandes notícias no país das Túlipas

.
Posso deixar de usar o edredon de rua (vulgo Kispo) e guardar no armário as botas de pêlo! Está (nem acredito que estou a dizer isto) calorzinho! Estou feliz. Estive vai-não-vai para beber um frozen cappucino em jeitos de comemoração, mas o estômago fraco fez-me reconsiderar.
.

What am I doing here?

.
O sol não brilha mas até nos vai presenteando com uns sorrisos ocasionais, a temperatura permite dispensar o cachecol e as luvas e até (wow!) desapertar a parte de cima do casaco. Há que aproveitar!

Homens que matam cabras com o olhar

.
Ou The men who stare at goats. Como sempre, e sendo que desta vez o título em inglês já é estranho, os tradutores portugueses esmeraram-se na produção de mais uma pérola. Traduções à parte, vamos ao filme. Há muito tempo que não me era dado ver algo tão estranho! Alguém (ou muita gente) teve de fumar muita (muita!) droga para chegar ao argumento deste filme - sendo que este é baseado num livro, por sua vez baseado na realidade! Soldados de trança ou cabelos compridos a saudar o sol com cânticos que acreditam que com a força da mente podem ver o que está guardado numa caixa ou fazer parar o coração de uma cabra (muda). Tudo com o alto patrocínio do governo e, especialmente, de Ronald Regan, um crente nos poderes de soldados-Jedis. Altamente recomendável para apreciadores do absurdo enquanto comédia.

terça-feira, 16 de março de 2010

Por falar na TAP

Alguém diga aos senhores para mudarem a ementa... por favor. Pão (baguette desenxabida) com fiambre de perú (ou será frango?) com ervas (não sabe a mais nada além das ervas) com queijo derretido que não sabe a nada (primeiro, por causa do sabor das ervas; segundo, porque nunca o comemos - ao derreter dentro da embalagem espalha-se (todo) e agarra-se (todo) ao papel). De sobremesa, mini-queque de vários sabores (não importa quais, não sabem a nada) e a bebida - salva-me da náusea, Compal de maçã, se não fosses tu! É que é tão mau. E já enjoa. E ainda por cima servem isto ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar. Qualquer dia passo a levar a sandocha de casa. Ou o tupperware.

segunda-feira, 15 de março de 2010

First sighting of the year

Ontem vi o primeiro casal de patos com filhotes... Tão queridos, amarelos e pretos, só apetece apanhá-los para fazer festinhas - o sr. pato não concorda, nem abre excepções para criancinhas loiras holandesas. Vim mais contente depois do meu passeio de (quase) todos os fins-de-semana pelo Vondelpark por causa destes bichinhos, mas achei tão cedo, pobres bichos vão passar frio, ainda nem no calendário começou a Primavera, quanto mais nas temperaturas!
.
P.S. - e a Luna acabou de perder a liberdade de que gozava no parque... Sim, antes que se lembre de se armar em caçadora de patinhos e leve uma coça do paizinho extremoso.

Lembrei-me agora

.
E as mantas de fleece? São muito quentinhas e estaladiças e, no escurinho da noite, até fazem faísca! É só desligar o candeeiro para ver flashes azuis a acompanhar os estalinhos costumeiros...
.