quarta-feira, 17 de março de 2010

What am I doing here?

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O sol não brilha mas até nos vai presenteando com uns sorrisos ocasionais, a temperatura permite dispensar o cachecol e as luvas e até (wow!) desapertar a parte de cima do casaco. Há que aproveitar!

Homens que matam cabras com o olhar

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Ou The men who stare at goats. Como sempre, e sendo que desta vez o título em inglês já é estranho, os tradutores portugueses esmeraram-se na produção de mais uma pérola. Traduções à parte, vamos ao filme. Há muito tempo que não me era dado ver algo tão estranho! Alguém (ou muita gente) teve de fumar muita (muita!) droga para chegar ao argumento deste filme - sendo que este é baseado num livro, por sua vez baseado na realidade! Soldados de trança ou cabelos compridos a saudar o sol com cânticos que acreditam que com a força da mente podem ver o que está guardado numa caixa ou fazer parar o coração de uma cabra (muda). Tudo com o alto patrocínio do governo e, especialmente, de Ronald Regan, um crente nos poderes de soldados-Jedis. Altamente recomendável para apreciadores do absurdo enquanto comédia.

terça-feira, 16 de março de 2010

Por falar na TAP

Alguém diga aos senhores para mudarem a ementa... por favor. Pão (baguette desenxabida) com fiambre de perú (ou será frango?) com ervas (não sabe a mais nada além das ervas) com queijo derretido que não sabe a nada (primeiro, por causa do sabor das ervas; segundo, porque nunca o comemos - ao derreter dentro da embalagem espalha-se (todo) e agarra-se (todo) ao papel). De sobremesa, mini-queque de vários sabores (não importa quais, não sabem a nada) e a bebida - salva-me da náusea, Compal de maçã, se não fosses tu! É que é tão mau. E já enjoa. E ainda por cima servem isto ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar. Qualquer dia passo a levar a sandocha de casa. Ou o tupperware.

segunda-feira, 15 de março de 2010

First sighting of the year

Ontem vi o primeiro casal de patos com filhotes... Tão queridos, amarelos e pretos, só apetece apanhá-los para fazer festinhas - o sr. pato não concorda, nem abre excepções para criancinhas loiras holandesas. Vim mais contente depois do meu passeio de (quase) todos os fins-de-semana pelo Vondelpark por causa destes bichinhos, mas achei tão cedo, pobres bichos vão passar frio, ainda nem no calendário começou a Primavera, quanto mais nas temperaturas!
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P.S. - e a Luna acabou de perder a liberdade de que gozava no parque... Sim, antes que se lembre de se armar em caçadora de patinhos e leve uma coça do paizinho extremoso.

Lembrei-me agora

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E as mantas de fleece? São muito quentinhas e estaladiças e, no escurinho da noite, até fazem faísca! É só desligar o candeeiro para ver flashes azuis a acompanhar os estalinhos costumeiros...
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domingo, 14 de março de 2010

Após busca intensiva

Vislumbro (uma vez mais) sérias dificuldades na aquisição de trapos nesta Primavera / Verão. Detesto a moda navy, se desejasse vestir-me assim teria ingressado na marinha, ao menos pagavam-me para isso. E os tons nude, que enchem as prateleiras das lojas, quando vestidos sobre pele do tom da minha, desaparecem como que por milagre ou forma de camuflagem típica de moluscos quando assentes no fundo do oceano à espera da presa.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu sei que a programação da TV é má

Mas não há outros programas para verem? Um filmezinho? Uma série? É que já estou farta de tanto post sobre um programa qualquer chamado 5 para a Meia-noite que, como será fácil de perceber, nunca vi nem sei do que trata! Uma outra coisa: ninguém dorme nesse país*? Não há trabalho no dia seguinte, bem cedo?
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* isto partindo do princípio que o nome do programa tem alguma coisa a ver com o título que lhe deram...

Quem diz que o casamento acaba com as relações?

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Eu e o marido até damos choque quando nos beijamos (nos lábios, mesmo!)*.
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* por acaso, ao ler este post, dei com uma explicação para a electricidade estática. Nem de propósito. Se bem que no nosso caso não é essa a explicação, está claro.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Play it well

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quarta-feira, 10 de março de 2010

A imaginação não dá para mais

Um homem chega a uma taberna e diz "É um copo de vinho, ó fáxavor!"
"Branco ou tinto?", perguntam-lhe.
"Cheio!"
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Estou farta de esforçar o Tico e o Teco mas não consigo arranjar uma maneira de adaptar a piada ao que sinto em relação a viajar! Viagens, passeios... Onde? Onde for!

Esverdeada, para variar

Para não andar a dizer que me sinto em casa na terra das socas... Fui o tempo todo apertadinha no eléctrico e se, em Portugal, fico por cima das partes mais mal-cheirosas da generalidade das pessoas, aqui fico à altura do sovaco de algumas - com tudo o que isso acarreta em termos odoríferos*.

* eu sei que estão só 3ºC, mas há que ter em conta os aquecimentos centrais e a falta de amor à água de muito boa (mas porca) gente.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Neste aspecto, sinto-me em casa

One of my first observations about the Netherlands was how tall the Dutch are. Actually, tall doesn't do them justice. They are really tall. Damn tall. According to the staticians, the Dutch are currently the tallest people on the planet. The average height for men is 1,84m; the women come in at a respectable 1,71m. Cold averages, however, don't convey the entire picture. There are quite a few Dutch men, and even a few women, who are over 2,1m.

What is truly remarkable is that the Dutch are getting taller. While the average height in all first-world countries increased dramatically in the last century, this growth spurt has slowed down of late and seems to be leveling off. The increase in the average height of the Dutch, however, shows no sign of abating. It is in this context that height has taken on an interesting significance in Dutch society. Urinals are mounted sufficiently high on the walls to make it almost impossible to use them, unless you stand on your tiptoes. A Dutch friend was reading a magazine and said "That's terrible. There's a letter here from a mother whose daughter is only 12 years old and is already 1,83!".

Aside from the general improvement in the standard of living over the last half-century and the more even distribution of wealth in Dutch society, the best explanation I've come across for the remarkable growth spurt in the Netherlands is their diet. Specifically, the infant diet. In a laudable program, the government-subsidized consultatiebureau provides regular advice to parents about their children's health and nutrition through four years of age. The objective is to improve the well-being of newborns. The hypothesized impact on the height of the general population is apparently unintended. Alternatively, in a new twist t the age-old, nature-nurture argument, a few British once proposed a theory over beers in a pub. "It's all a simple matter of natural selection," they say. "How's that?" I asked- "What with all of those floods, only the tall could survive."

Adaptado do texto "They must be giants", de Steven Stupp na oitava edição do Holland Handbook, edições XPat Media.

sábado, 6 de março de 2010

A vida em Amesterdão tem destas coisas #7

Um rapaz acabou de me perguntar para que lado é Sudeste. Porque quer ir para Utreque. Eu perguntei de volta Ah, Utreque, quer ir apanhar o comboio a Centraal Station? Não, não, responde-me. Vou de bicicleta.*
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* para quem, compreensivelmente, não está bem a ver a coisa, Utreque é outra cidade; e apesar de este país não ser propriamente grande, Utreque não é já aqui ao lado - é outra região; no comboio rápido chega-se lá em meia hora, no lento em 50 min.; está -1ºC lá fora e são 22:50; podia continuar, mas acho que já dá para terem uma ideia.

Diferenças geracionais

Há uns tempos o meu avô atirou-se de umas escadas abaixo. Está inteiro e fino, dois dias depois já gozava com o assunto, apesar de eu ainda me arrepiar só de me lembrar das escadas por onde andou à reboleta. No outro dia, estava eu em Lisboa, e depois de ter ficado só com a minha mãe, o meu velhote diz-lhe: "Afinal a menina* também caiu!". A minha mãe, sem perceber, pergunta-lhe: "Caiu? Ela disse-lhe? É que eu não sei de nada." Resposta do meu velhote, completamente lógica se tivermos em conta que tem quase, quase 90 anos e a ideia de um par de calças virem já rotas da loja não lhe ocorrer sequer em sonhos: "Então não viste que trazia as calças rotas no joelho? Caiu, rompeu-as e deve estar toda esfolada!".

* a menina sou eu, of course. Independentemente dos 31.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Como o bom humor se vai depressa

Em Portugal o meu tom de pele de Inverno é naturalmente amarelado - sou morena, mas não muito, pelo que nunca perco todo o bronzeado do Verão nem chego a ficar completamente branca - ou seja, fico amarelada. Odiava com todas as minhas forças essa cor de ictrícia com que tinha de desfilar por Lisboa alguns meses por ano até me ver com a cara com que fico nos Invernos holandeses... Ou seja, a cara que tenho de Outubro a Maio. Aqui, não há bronzeado de Verão que resista, nem marca da aliança tenho e o frio transforma a minha cor pálida (apesar da falta de sol não consigo chegar ao tom leitoso da pele dos que são mesmo, mesmo brancos) num avermelhado com manchas que não lembra ao diabo. Juntem a isto as gotas de chuva que se vão acumulando (remember, aqui ninguém usa chapéu-de-chuva por menos que um dilúvio) e terão uma ideia do meu aspecto, agora que acabei de chegar da rua. E, para eu não me esquecer da triste figura que passeio por Amesterdão, mesmo em frente à porta da entrada de casa tenho um espelho gigantesco. Pareço um russo que abusou do vodka, e não há muito que possa fazer - a minha pele da cara quase não suporta creme hidratante (nem com o frio que aqui faz!), quanto mais cremes e bases e sei lá mais o quê que lhe desse cor... Como devem ter percebido, o solzinho de ontem já se foi. E com ele, a boa disposição. Agora, chove. E dão neve para amanhã. Aaaaargh!

Pensava que isto já não se usava...

... mas parece que estava redondamente enganada. Um antigo colega da escola foi pai... nada de novo, por enquanto... o grande espanto é que a criança foi fruto de uma one night stand. Ou seja, o velho e mítico golpe da barriga! Rapaz comprometido enrola-se com outra rapariga (não sei pormenores) chegam a vias de facto e surge uma gravidez. O rapaz continua comprometido mas a rapariga da one night stand resolve ter a criança - e voilá!, temos mais uma criança neste mundo. Lindo!

P.S.1 - atenção que não estou, de forma nenhuma, a defender o menino que resolveu ir molhar o bico fora de casa... Fosse comigo e já tinha levado um belo par de patins - de gelo, que deslizam bem mais rápido. Mas, convenhamos, fosse eu a rapariga da one night stand (imagem um bocado estranha da minha pessoa acaba de formar-se na minha cabeça) e não tinha tido a criança!
P.S.2 - ah e tal, viva a família tradicional, é o casamento (e a adopção) gay que vai desvirtuar a nossa bela sociedade; vê-se!
P.S.3 - meninos (que não lêem este blog), tenham cuidado com o vosso general... mantenham-no dentro das calças ou, pelo menos (é pedir assim tanto?) usem preservativos! (Ai não que não tinha levado com os patins... nojo!!!)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Zen

É nestes dias que melhor consigo apreciar a cidade onde vivo. O sol que (pelo menos hoje) brilha no céu, as pessoas, as bicicletas, os passeios planos e desimpedidos, a forma como tudo está tão próximo que, apesar de já viver no sul de Amesterdão, posso perfeitamente ir ao centro a pé, aventurar-me mesmo até à estação central, e regressar a casa dando a volta pelo oeste (ou, como se costuma dizer, dando a volta pelo bilhar grande) e chegar relativamente descansada e, o que é melhor, profundamente satisfeita e em paz.
É uma pena que "estes dias" impliquem estar saciada de familiares, rejuvenescida pelos amigos, saturada de Lisboa (o caos no estacionamento e a chuva constante e torrencial conseguem esta proeza, apesar de durar pouco) e, portanto, satisfeita por ter um tempo só para mim, para divagar e olhar à volta com olhos e mente bem abertos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

"Daqui para a frente só pode melhorar!"

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Ahahahahah!
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Começa bem

Em menos de 12h em Lisboa já me caiu em cima uma mini-tromba-d'água (isto na onda dos mini-tornados que andam frequentes no nosso país). O caudal de lama, impossível de conter no desnível entre o passeio e o alcatrão, subiu o passeio. O bogas passou de azul a castanho, no lado do condutor (ainda por cima). O lado positivo? Daqui para a frente só pode melhorar!*
* conforme acabo de teclar já ouço uma nova chuvada a fustigar a janela... Já estou a ver que acordos com o Cornudo valem tanto como apelos ao São Pedro (e esta, hein?).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Deviam ser todos assim!

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Noticia o Público, desde ontem, que um edifício que ruiu em Lisboa foi também capaz de realojar 5 pessoas*. Sim, realojou-as - ou pelo menos é o que anunciam! Titula o Público (avisando da autoria da Lusa - pérolas destas não devem ser plagiadas): Edifício em Alfama desaba parcialmente, realojando cinco pessoas. Não sei exactamente de quando data o edifício mas, situando-se num dos bairros históricos da capital, será provavelmente um prodígio de tecnologia centenária, com certeza já perdida, ou uma maravilha das mais modernas invenções. Eu defendo que o caso seja investigado a fundo e seja obrigatório (eu ia dizer por lei, mas essas valem o que valem) que todos os congéneres edifícios possuam a mesma faculdade - em caso de desmoronarem, continuam a poder realojar os seus antigos (e actuais) moradores. Chegámos, sem dúvida, ao séc. XXI da arquitectura!
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* O jeito que isto não dava aos desgraçados da Madeira...
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