domingo, 25 de outubro de 2009

Today is...

the never ending day.

E ainda só são seis e meia da noite.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A vida em Amsterdão tem destas coisas #4

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A beleza desta foto é o que não se vê nela. Este pato estava orgulhosamente pousado na amurada do barco, tão perfeito que resolvi tirar uma foto. No momento em que ia pressionar o botão da máquina o idiota do bicho escorrega de traseiro para dentro do barco e depois põe-se, assim como acabou por ficar na foto, a espreitar de lá de dentro, com a cabecinha a girar para todos os lados como se ainda não tivesse percebido bem o que se tinha passado.
O porquê do título? Então, o bicho estava drogado, de certeza...

Doenças silenciosas

Tudo o que seja doença silenciosa que não tenha um nome assustador como cancro, diabetes ou colesterol elevado é como se não existisse, especialmente quando o afectado é um colega de trabalho. Um dia, entre quatro amigas, discutíamos as enxaquecas, que afectam duas de nós, e as alergias, que afectam as outras duas. Saiu-me uma frase que, creio, resume tudo. As alergias são uma coisa horrível e até incapacitante (não me venham dizer que são uns espirrinhos). Mas ao menos as alergias são visíveis. Se tens os olhos inchados e vermelhos, se espirras como uma possuída e dás cabo de três maços de lenços em meio dia é óbvio para toda a gente que estás doente. As enxaquecas, para dar o exemplo de doença silenciosa que me afecta, não têm sinais exteriores além da cara miserável que qualquer um põe nessa situação. Mas caras miseráveis é o que mais há por aí e, além de provocadas por milhentas outras razões, podem perfeitamente ser falsas. A única vez em que, numa situação de trabalho, olharam para mim e perceberam imediatamente que eu não estava nada bem (apesar de não saberem o que tinha) foi em Chelas, lugarzinho maravilhoso, numa escola óptima, perante uma turma de criancinhas do 3º ano do pior que já tive que domar. Estas pestes, difíceis de controlar, consistentemente mal-educadas e, em muitos casos, com problemas na vida mais graves do que eu e algumas pessoas que conheço juntas, olharam para mim mal tínhamos entrado na sala de aula, calaram-se como por magia e perguntaram com uma cara assustada "Teacher, o que é que tem?". Se não estivesse tão mal-disposta acho que me teriam vindo as lágrimas aos olhos. Aquelas crianças, normalmente indiferentes a tudo e todos além deles e dos seus amigos, olharam para mim e viram a minha doença estampada na minha cara. E, acreditem, a cara com que habitualmente encarava aquela turma já não era das melhores (adoptei e estendi com algumas turmas o adágio não mostres os dentes até ao Natal). Estava para morrer nesse dia, quase não conseguia raciocinar e qualquer barulho explodia na minha cabeça como uma bomba. Aquelas pestes conseguiram o milagre de me perceber doente antes de eu lhes dizer e não só. Conseguiram respeitar a minha doença, portaram-se impecavelmente, trataram-me como a um bebé e ainda se lembraram de me desejar as melhoras conforme saíam disparados da sala em direcção a casa depois de um dia de trabalho. Nunca colegas de trabalho me mostraram a mesma consideração. Como disse num comentário a um post anterior, uma amiga, que consegue sofrer mais de enxaquecas do que eu, chegou ao limite um dia quando, em pleno emprego, não aguentou as náuseas e saiu disparada para a casa de banho. Há semanas que pedia aos colegas para não fumarem no open space onde todos trabalham. Nunca foi ouvida. A doença dela não se vê, deve ser só mais uma maníaca anti-tabagista que resolveu chatear-nos. Só depois deste triste episódio se aperceberam do que ela sofria, aflita da cabeça, mal disposta, a ter de trabalhar no meio de um cheiro que dá nauseas a muita gente que não sofre de enxaquecas. Todos os médicos a quem me queixo das enxaquecas me perguntam se há hereditariedade. Que eu saiba, não, nem na família alargada. Consegui herdar uma data de coisas más de uma data de gente da família e ainda juntei uma doençazinha só minha...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

No Palácio da Rainha




Fui visitar o Palácio da Rainha há algum tempo e estas duas pinturas chamaram-me a atenção. Estão pintadas no tecto da sala adjacente à varanda de onde se faziam os anúncios das autoridades à população e representam as notícias.

Na primeira pintura as boas notícias são representadas por uma figura com asas de anjo, uma corneta e um ramo de oliveira, símbolo sobejamente conhecido. Na segunda, temos as más notícias. Além de a figura ter um ar demoníaco, as asas que o sustentam são de morcego e, em vez de uma, tem duas cornetas - porque as más notícias chegam duas vezes mais rápido.

Experimentações é no que dá

Descobri os blogs de culinária. Alguns têm receitas completamente diferentes do que costumo cozinhar e como não tenho muito que fazer e os ingredientes são limitados, resolvi começar a experimentar. Tenho descoberto coisas bem boas, até que ontem resolvi dar uma hipótese a um creme de courgettes - sopa sem cenoura é uma coisinha muito chata, sabe sempre tudo ao mesmo, por isso há que inovar. Neste creme usavam manjericão, erva que eu nunca usei na vida nem sabia a que sabia (hum, esta frase deve ser mesmo boa para baralhar o tradutor do google). Ao cozinhar cortei um bocadinho na dose indicada, felizmente, porque tem um sabor bastante forte e também bastante cheiro.
Quando o mariduncho chega a casa começa a cheirar o ar e pergunta-me com um ar entre o receoso e o gozão: "Fizeste vagarosos para o jantar?" Efectivamente, o manjericão pode ser usado para cozinhar caracóis. A sopa não é para repetir e fiquei com desejos de vagarosos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A vida em Amsterdão tem destas coisas #3

Os meus vizinhos estão sem água no apartamento há mais de uma semana - rebentou um cano no contador e ninguém dá conta daquilo. Mas esta semana são as férias dos miúdos na escola... Solução? A mãe foi com os dois putos para Lanzarote apanhar sol e o pai ficou em casa a tratar dos canos.

A liberdade de expressão

tem as costas largas - quando se quer dizer tudo o que apetece ou quando se quer calar os outros... Será que para a maioria das pessoas (leia-se católicos) a Bíblia é assim tão importante? É que Saramago veio dizer mal da Bíblia e levantou-se um mundo e o outro. Saramago não falou mal de Deus, sequer, apenas de um livro que, apesar de símbolo de uma religião, disso não passa. Quando se critica a burka não se está a criticar um símbolo de uma religião? A liberdade de uma pessoa termina onde começa a da outra. E a liberdade de cada um permite-lhe ignorar, discordar ou até desconhecer o que outros pensam sobre determinado assunto. Saramago emitiu uma opinião (fundamentada ou não, não interessa para o caso) os críticos podem rebater, mais uma vez se aplica a liberdade. Mas não façam disso um caso de cidadania. Ninguém é obrigado a ser católico, ou a seguir a Bíblia, para ser português. Critiquem-no, ignorem-no ou aclamem-no, mas há limites!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Há 15 anos, quando vim a Amsterdão pela primeira vez, chocaram-me os drogados e os mendigos que se espalhavam pelas ruas, escuras e sujas. O comboio que nos levaria embora saía de Centraal Station já de noite por isso tivemos um bom par de horas para deambular por aí, quando já se acomodavam para mais uma noite de frio aqueles que não podiam contar com um tecto. Se querem a verdade, o medo apertou, a estação e o centro lembravam a Meia-laranja só que de noite, sem carro e num país estranho. Hoje em dia já não há nada disso. Primeiro estranhei, depois entranhei: resolveram o problema! Lá resolver, resolveram, só que não da forma que eu pensei. A polícia "enxota" os pedintes, os drogados e quaisquer sem-abrigo para fora do centro de Amsterdão para não chocar os turistas. As estações de comboio dos arredores são, de noite, iguais à Centraal de há 15 anos atrás - só faltam os turistas. Não haverá outra forma de lidar com este problema?

OMG!

Nesta cidade vive muita gente, trabalha mais e passeia ainda mais. Só habitantes são 4457 por km2... espaço em barda, portanto. Muitos holandeses trabalham apenas 4 dias por semana e muitas, depois de terem filhos ou enquanto estes são pequenos, não trabalham de todo - mas passeiam, sempre, faça chuva ou faça sol, frio ou calor, está tudo na rua. E, claro, ainda temos os turistas. O resultado são ruas cheias de gente, os parques animados por risos e correrias dos mais pequenos e bicicletas por todo o lado. Normalmente esta animação agrada-me, gosto de deambular enquanto vou observando os outros. Acontece que esta é a semana das férias de Outono aqui da pirralhada, significando que, mais do que uma alegre e pululante cidade, ontem tínhamos uma insuportavelmente apinhada cidade, cheia de adolescentes por todo o lado - em grupinhos, em grupos, em manada, tão self-centered e indiferentes como só eles. E isto era na rua. Nem quero imaginar se tenho decidido ir às compras esta semana - não eram só as calças skinny que me iam mexer com o nervoso miudinho, não!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Na verdade,

acho que não vou mesmo perceber nada... Falta-me a crença e sobra-me o cepticismo! Mas, pelo menos, vou poder dizer que já li os dois livros mais publicados de todos os tempos: a Bíblia e o Harry Potter.
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P.S. - Não será a Bíblia, proporcionalmente, também o livro menos lido do mundo?

Qualquer dia, não há-de faltar muito,

eu leio a Bíblia. Todinha, Novo e Velho, tudo. Aí, sim, vou poder opinar à séria...

sábado, 17 de outubro de 2009

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Donos, não sei porque é que dizem que eu tenho quatro patinhas da frente...
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Manifesto(-me) contra a Pobreza

Não será muito contributo para a luta contra a pobreza a mera publicação neste blog do manifesto que se segue. No entanto, e como é uma corrente em que pode participar quem quiser e que pretende alcançar visibilidade através da entrada no Guiness, vai, pelo menos, lembrar uns quantos de que a comida que muitas vezes fica nos nossos pratos quando acabamos de comer é mais do que outros, neste mundo ao mesmo tempo que nós mas seguramente por menos tempo, têm num dia inteiro. E lembra-me a mim também.

Manifestamos que:

1. A pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes o resultado de um mundo injusto e desigual e não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica. As causas da pobreza e da exclusão social só podem ser eliminadas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam as condições favoráveis a elas. A pobreza é um atentado aos Direitos Humanos, que deve ser erradicada em todos os países;

2. A campanha Pobreza Zero luta contra as causas estruturais determinantes da pobreza e da exclusão social, e desafia as instituições e os processos que perpetuam a pobreza e a desigualdade no mundo. Trabalhamos pela defesa dos direitos humanos, pela equidade de género e pela justiça social;

3. O mundo em que vivemos é um mundo de abundância e nunca como hoje foi tão possível erradicar a pobreza – nunca houve tantos recursos financeiros e tecnológicos disponíveis que permitam erradicar para sempre a pobreza extrema do nosso planeta. Deve também reconhecer-se que a pobreza em Portugal, tal como a nível mundial, não é devida à falta de recursos. O problema reside no facto de a pobreza continuar a ser vista como uma questão periférica, pretensamente resolúvel por políticas e medidas periféricas e residuais;

4. Na nossa acção queremos pressionar os governos para que erradiquem a pobreza, diminuam drasticamente as desigualdades e alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Pedimos:

* Prestação pública de contas, governação justa e o respeito pelos direitos humanos;

* Justiça no comércio global;

* Aumento substancial na quantidade e na qualidade de ajuda (0,7% do RNB até 2015) e no financiamento para o desenvolvimento;

* O cancelamento de dívidas dos países mais pobres e de rendimento médio;

* A tomada de medidas politicas que visem a mitigação das alterações climáticas, de forma a que os países poluidores paguem os danos causados no meio ambiente;

* O apoio internacional à concretização de medidas de adaptação às alterações climáticas, nos países e comunidades mais vulneráveis, com recursos adicionais aos da ajuda pública ao desenvolvimento;

* O fim dos bloqueios culturais e comportamentais que a pobreza persistente gera nos pobres, comprometendo a sua capacidade de vencer a situação e de utilizar os meios postos ao seu dispor;

* Integrar, nas diferentes políticas públicas, objectivos, estratégias e instrumentos que visem a remoção das causas estruturais da pobreza e da exclusão;

* Promover a mudança de mentalidade dos não-pobres, superando preconceitos acerca da pobreza e suas causas e estimulando comportamentos mais solidários;

* Que a equidade de género seja reconhecida como elemento central na erradicação da pobreza.
Por isso agimos, mobilizando a sociedade civil, para que, unida nesta luta, pressione o governo português e as instituições poderosas para que:

» Incluam nas suas agendas o objectivo da erradicação da pobreza no mais curto período de tempo;

» Adoptem níveis salariais, pensões e prestações sociais mínimas que não fiquem aquém do limiar da pobreza e aumentem a eficácia e eficiência das transferências sociais e demais políticas sociais;

» Reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa e proporcionem recursos adicionais (para além dos 0,7% do RNB) para o apoio a países em desenvolvimento;

» Acabem com os conflitos armados, ocupações, guerras e as violações sistemáticas dos direitos humanos que as acompanham, e trabalhem com vista à desmilitarização de modo a assegurar a paz e a segurança humana;

» Todos os governos prestem contas aos seus povos e tenham transparência no uso dos recursos públicos, desenvolvam estratégias anti-corrupção pró-activas e consistentes com as convenções internacionais;

» Protejam jurídica, física, social e economicamente os direitos das crianças, incluindo as crianças afectadas por conflitos e/ou catástrofes e carentes de acesso a serviços públicos de qualidade;

» Garantam o direito à informação e à liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e de livre associação;

» Assegurem a participação da sociedade civil nos processos de orçamentação;

» Assegurem serviços públicos universais e de qualidade para todos (saúde, educação – incluindo a alfabetização de adultos – água e outros);

» Promovam regras de comércio internacional e políticas nacionais de comércio que assegurem modos de vida sustentáveis, os direitos das mulheres, crianças e povos indígenas, conduzindo à erradicação da pobreza;

» Garantam um aumento substancial na qualidade e na quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza, a promoção da justiça social, a realização dos ODM, a equidade de género e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens;

» Revertam a fuga de capitais dos países pobres para os países ricos, identifiquem e repatriem os activos roubados, por meio de acções contra paraísos fiscais, instituições financeiras, multinacionais e outros actores que facilitem esse processo.

Pretendemos mobilizar o máximo de pessoas possível, de modo a mostrar o poder da sociedade civil unida na luta por uma causa global e solidária. É preciso pôr um fim à pobreza. Juntos somos capazes de acabar com a pobreza!

Junta-te a nós!

A música associada a esta iniciativa, do Bob Marley, está no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=6aRuqozNMmQ

Quem quiser juntar-se à corrente é favor enviar um e-mail a pedir este texto e o link para esta música à Ka através do blogdaka@gmail.com. Temos hoje, amanhã e depois para nos lembrarmos que a pobreza existe, mesmo quando andamos perdidos neste mundo de gente sem esse tipo de dificuldades que é a blogosfera.

Conclusões importantes

após uma tarde nas compras:
  1. ODEIO calças skinny - pareço um chouriço com pézinhos de cinderella;
  2. finalmente, os casacos cresceram no comprimento! Estava farta que os casacos de mulher tivessem altura para caber à minha prima de 9 anos;
  3. um casaco ou uns sapatos na Zara em Portugal são €15, €20 mais baratos q na Zara na Holanda - é por isto que os salários aí são tão mais baixos?!?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cá em casa estamos em guerra

Eu e o mariduncho andamos desavindos. Cada um julga que tem mais razão que o outro e vai de puxar a brasa à sua sardinha a cada oportunidade que se lhe apresente. E, acreditem ou não, as hostilidades têm lugar logo de manhãzinha, acabados de sair da cama. Ainda por cima a causa do desaguisado é tão estrutural à nossa pessoa, ao nosso corpo que, temo, não haja solução para nós, a curto prazo. A longo prazo, claro - duas banheiras e/ou chuveiros!
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O mariduncho, que faz algo pela vida, levanta-se cedo e toma banho, girando a torneira para os 40ºC (cá as torneiras são esquisitinhas, em vez do velho quente e frio temos uma torneira que controla o fluxo da água e outra que estipula a temperatura, tudo muito científico, tem os graus escritos e tudo) para aquecer. Depois de ele sair levanto-me eu e dirijo-me para o chuveiro. Estou bem acordada (a minha dificuldade é dormir e não acordar) mas, como podem compreender, ainda não pensei na vida, faço tudo automaticamente. Ligo a água, escovo o cabelo e ponho-me debaixo do chuveiro. E saio, acto contínuo, molhando o chão da casa-de-banho. Mas quem é que consegue tomar banho com a água a 40ºC?!? Eu quero lavar-me, não cozer em lume brando... Depois de recomposta do choque inicial desço a temperatura para uns agradáveis 35ºC. Tomo banho. E, quando me viro para a torneira que desliga a água, olho de soslaio para os 35ºC que assinala a outra torneira, sorrio maleficamente e deixo-a estar. Se hoje me escaldou, amanhã congelo-o a ele! Estamos em guerra matinal, ah pois estamos.

Caneco, já me tinha esquecido

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do frio que pode fazer nesta terra mesmo em Outubro! 4ºC! Às 9 da manhã de um dia de sol... Em cima da bicicleta e apesar dos óculos de sol, corriam-me lágrimas pela cara provocadas pelo vento frio. Terrinha boa para ursos polares e pinguins... Eu cá sou peixinho de água quente! Por falar nisso, tenho mas é de começar a pensar numas férias tropicalientes. Essa é que é essa!
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Where's Wally? (versão Golden)

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Querem descobrir este peixe no meio da restante fauna que pulula por Amesterdão? Pois procurem pela idiota que saca dos óculos escuros ao primeiro raio do astro-rei que se escape por entre as nuvens - that's me! Se o sol de Portugal me mata pela intensidade, este, fraquinho que só ele, como anda sempre rasteirinho (a esta hora já se esconde atrás de prédios de 3 andares), quando brilha acerta logo à altura dos olhos e só não cega porque, coitado, não tem genica para tanto. Resumindo: noves fora alguns turistas que não sabem ao que vêm quando marcam férias para esta terra e andam de óculos de sol no primeiro dia porque voltar ao hotel é perder tempo, só eu e mais alguns hiper-sensíveis à luz solar usam semelhante acessório nesta altura do ano. Quando disse a uma holandesa que tenho, devidamente guardados desde a expatriação, 5 pares de óculos de sol ela olhou para mim como se tivesse acabado de aterrar de Marte (ou, quem sabe, de um outro planeta mais próximo do sol...).
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A propósito do post anterior... tirada daqui.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Às vezes,

gostava tanto que o mundo se dividisse em preto e branco, bom e mau, amargo e doce, claro e escuro, sol ou chuva...
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Mas depois perdíamos o cinzento, que até é a cor que uso para substituir o preto que odeio, não existiam pessoas (que ninguém é bom nem mau), não faço ideia como é que comíamos sem o salgado, não existiriam jantares à meia-luz nem neve... branca, gelada, perfeita, única. Era um mundo simples mas, oh, tão chato!

sábado, 10 de outubro de 2009

O sol de Amsterdão