quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caneco, já me tinha esquecido

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do frio que pode fazer nesta terra mesmo em Outubro! 4ºC! Às 9 da manhã de um dia de sol... Em cima da bicicleta e apesar dos óculos de sol, corriam-me lágrimas pela cara provocadas pelo vento frio. Terrinha boa para ursos polares e pinguins... Eu cá sou peixinho de água quente! Por falar nisso, tenho mas é de começar a pensar numas férias tropicalientes. Essa é que é essa!
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Where's Wally? (versão Golden)

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Querem descobrir este peixe no meio da restante fauna que pulula por Amesterdão? Pois procurem pela idiota que saca dos óculos escuros ao primeiro raio do astro-rei que se escape por entre as nuvens - that's me! Se o sol de Portugal me mata pela intensidade, este, fraquinho que só ele, como anda sempre rasteirinho (a esta hora já se esconde atrás de prédios de 3 andares), quando brilha acerta logo à altura dos olhos e só não cega porque, coitado, não tem genica para tanto. Resumindo: noves fora alguns turistas que não sabem ao que vêm quando marcam férias para esta terra e andam de óculos de sol no primeiro dia porque voltar ao hotel é perder tempo, só eu e mais alguns hiper-sensíveis à luz solar usam semelhante acessório nesta altura do ano. Quando disse a uma holandesa que tenho, devidamente guardados desde a expatriação, 5 pares de óculos de sol ela olhou para mim como se tivesse acabado de aterrar de Marte (ou, quem sabe, de um outro planeta mais próximo do sol...).
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A propósito do post anterior... tirada daqui.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Às vezes,

gostava tanto que o mundo se dividisse em preto e branco, bom e mau, amargo e doce, claro e escuro, sol ou chuva...
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Mas depois perdíamos o cinzento, que até é a cor que uso para substituir o preto que odeio, não existiam pessoas (que ninguém é bom nem mau), não faço ideia como é que comíamos sem o salgado, não existiriam jantares à meia-luz nem neve... branca, gelada, perfeita, única. Era um mundo simples mas, oh, tão chato!

sábado, 10 de outubro de 2009

O sol de Amsterdão


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

2 anos de garantia - take 2

Se fizermos as contas, e dado que só aspirou três vezes antes de lhe dar a tremadinha final, cada aspiradela do meu segundo electrodoméstico sugador portátil custou mais de 11€!!! Isto sem contar com deslocações para a troca e regresso ao país das socas...
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Chiça, anda a sair caro andar de rabo para o ar a apanhar migalhas!

2 anos de garantia

Objecto nenhum que eu tenha possuído ao longo de três décadas (e do que posso lembrar-me) avariou de vez dentro da garantia. Foi preciso trazer para o outro lado da Europa o @*#!§ do aspirador portátil, para nem 1 ano aguentar. Agora as dúvidas existenciais: levo-o de volta para Portugal para o ir trocar?; será que o trocam?; e, se levo, onde está o *@!# do recibo, cá ou lá?
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Acima podem ler as minhas dúvidas existenciais, inéditas aqui no aquário, por alturas de Março deste ano. Entretanto, achei o recibo e acabei por levar o aspirador que, portátil ou não, pesa bastante, trocaram-no (ao menos isso!) e trouxe um novinho em folha. Que não durou um mês. Ou, melhor, funcionou perfeitamente em Portugal e cá, uma semana depois de termos chegado, caput. Volto a levá-lo? E se o trocarem de novo, quanto irá durar o próximo? Uma hora? Um dia? Entretanto, acarta, que as malas já costumam ir vazias e levezinhas! Eu sei, não é uma tragédia mundial. Mas irrita, caramba!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hotel Ruanda

Ontem revi o Hotel Ruanda. Há meses, desde que trouxe o DVD de Portugal, que me falta a coragem para o pôr no aparelho e carregar no play. Creio que a crueldade que grassa no mundo é sempre pior na realidade do que conseguem reproduzir na ficção, mesmo que a história relatada seja baseada em factos reais. O engenho do homem para o mal sempre foi grande. E enorme é também o seu talento para a indiferença, mais que não seja como mecanismo de protecção - como tão bem é aqui retratado. Ontem, e apesar de pressentir a enxaqueca que se instalaria a seguir, revi o Hotel Ruanda. Poderoso, esmagador, não acredito que alguém veja este filme e lhe seja indiferente. Penso que duas das falas deste filme fazem uma síntese aproximada, cruel de tão condensada.
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Nick Nolte, enquanto comandante das forças das NU: "We're here as peace keepers, not as peace makers".
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E, principalmente, a de Joaquín Phoenix, enquanto repórter de guerra, na altura em que todos os estrangeiros são evacuados, deixando para trás,e para uma morte quase certa, os ruandeses tutsis refugiados no Hotel. Conforme sai do Hotel, em direcção ao autocarro que o vai levar, um dos empregados ruandeses vem a correr cobri-lo com um chapéu-de-chuva que o proteja da chuvada torrencial que cai naquele momento, como era próprio de um Hotel da categoria do Mille Colines, e ele diz: "Please don't do that. Jesus Christ, I'm so ashamed!" A expressão, a postura, o contraste com a maneira de estar do colega que caminha ao seu lado... Poderoso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Não sei se tenho mais receio dos terroristas ou dos outros

Não muito longe de onde vivo é a embaixada norte-americana em Amsterdão. Que é um sítio que passaria completamente despercebido não fosse o facto de ter dois gradeamentos, em vez de um, de uns três metros de altura e, a separá-la da estrada, ainda uma fileira de vasos de betão armado, cada um com um metro de altura, em forma de paralelipípedo... Enfim. Pois que a zona petonal, onde às vezes passo com a Luna, encontra-se entre os vasos-protecção-contra-investidas-de-camiões-TIR e o gradeamento exterior, é um bocado claustrofóbica, especialmente se andarmos a meros 30 cm do chão. A única escapatória é através dos espaços do gradeamento - via que a Luna várias vezes quer tomar.
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Há uns dias sonhei que ela se tinha enfiado mesmo pelo gradeamento e que, antes de a conseguir puxar cá para fora, aparecia um guarda da embaixada que a agarrava. E foi este o começo de um dos mais estranhos sonho-diálogo que já tive o desprazer de imaginar subconscientemente. Eu, pedia desculpa ao guarda, que me tinha distraído, se por favor me devolve a cadela, coitadinha, está aterrorizada, não está comigo assim há muito tempo, foi abandonada e mal tratada, ainda tem muito medo de pessoas, especialmente homens, e não gosta que a peguem ao colo... Ele, que não, não a podia devolver, tinham que a levar para a máquina de raios-x porque podia ser um cão-bomba (sim, leram bem, estou completamente choné) e que depois, mesmo se ela não "estivesse armada", não sabia bem quais eram os protocolos para ma devolverem, afinal agora estava em solo norte-americano (!), tinha de ter um documento que provasse que eu era a dona, nem se a podiam devolver no próprio dia, talvez só depois...
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Eu sei, eu sei... internem-me. Pelo sim, pelo não, quando estou por aqueles lados dou a volta pelo outro lado do quarteirão.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Boas notícias

É para isto que a vida serve - ouvir boas notícias. Podem ser boas notícias pequeninas, bem petites, como ganhar €2 no euromilhões, ou grandes, daquelas imensas, gigantescas até, como quando alguém que nos importa vai ter um filho. Desde que sejam boas. E até podem ser surpresas, ou "apenas" boas confirmações de algo que já sabemos que vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde. Nestes casos, é a surpresa do momento. É nessa altura que vem ao de cima o que de melhor temos em nós, em que ficamos contentes pelos outros, pela felicidade deles, pela sorte deles, pela concretização dos seus desejos ou ambições. E sentimos uma pressão no peito, como se realmente o coração inchasse de felicidade e o sentíssemos a bater num espaço que, por algum tempo, é pequeno demais para ele. Quando ouvimos boas notícias distanciamo-nos do dia-a-dia geralmente egoísta em que vivemos, onde apenas nos comove e nos interessa o que se passa à nossa volta, num raio de pouquíssimos centímetros. As boas notícias fazem de nós pessoas melhores. Não há por aí boas notícias para me dar?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

IgNobel

A revista Annals of Improbable Research atribui há quase 20 anos os prémios IgNobel, que pretendem galardoar estudos que "primeiro fazem rir e depois fazem pensar" - se e quando consegirmos parar de rir. A entrega foi há alguns dias, na Universidade de Harvard e a notícia, inteirinha, vinha aqui. Divirtam-se ou, pelo menos, pasmem.
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IgNobel da Paz - Stephan Bolliger, por ter estudado se causa mais danos bater na cabeça de alguém com uma garrafa de cerveja cheia ou... vazia! (Desconfio que o senhor seja inglês... ou será alemão?!?)
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IgNobel da Literatura - à Polícia Irlandesa, pelas mais de 50 multas passadas ao condutor polaco Prazo Jazdy - sendo que, em polaco, prazo jazdy significa carta de condução, algo que aparece escrito por cima do nome em todas as cartas de condução daquele país. (Ainda bem que já ratificaram o Tratado de Lisboa, sem a Europa não sei como é que si iam safar...)
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IgNobel da Química - Javier Morales, que assegura conseguir produzir diamantes apartir de tequilla. (Hum... não sei bem o que dizer disto.)
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IgNobel da Medicina - Donald Unger, que há 60 anos estala apenas os dedos da mão esquerda para ver se tal é causa de artrite. (Espero, a bem da sanidade do senhor, que já tenha pelo menos ligeiros sintomas de artrite, e que seja só na mão esquerda!)
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IgNobel da Economia - atribuído, ex-aequo, aos directores de quatro bancos islandeses por demonstrarem que não só é possível transformar pequenos bancos em grandes bancos como o contrário. (Se os senhores da Annals soubessem que Portugal não é uma província espanhola, atribuiam este prémio era aos gestores das empresas públicas e semi-públicas portuguesas!)
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IgNobel da Física - a investigadores norte-americanos, por determinarem analiticamente o porquê de as grávidas não tombarem com o peso da barriga. (Admito, esta questão já me atormentou.)
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IgNobel da Saúde Pública - Elena Bodnar, que inventou soutiens que se transformam, em caso de emergência, em máscaras anti-gás. (Nada como juntar à versatilidade das mulheres a versatilidade de um dos seus mais apreciados artefactos.)
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IgNobel da Biologia - conseguido por uma equipa de cientistas japoneses que demonstrou que as bactérias presentes nas fezes dos pandas são capazes de degradar 90% do lixo orgânico da cozinha. (Agora é só decidir em que lixeiras pôr os 100 ou 200 pandas que ainda existem neste mundo!)
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IgNobel da Matemática - para Gideon Gono, governador do banco do Zimbabué, que mandou emitir notas entre 0,01 e 100 mil milhões de dólares. (Isto quando nós até costumamos andar com um porta-moedas bem levezinho, só com uns quantos exemplares de moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos, além das de 1 e 2 euros... vendo bem, nem acho um feito assim tão extraordinário da parte deste senhor.)
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IgNobel da Medicina Veterinária - Catherine Douglas, pelo estudo que concluiu que as vacas que têm nome dão mais leite. (Senhores da Mimosa, olhos abertos! Já não podem chamar Mimosa a todas... Talvez ajude se for Mimosa I, Mimosa II, etc., etc..)
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Só para saberem

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Último feriado aqui na Holanda: 1 de Junho
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Próximo feriado: 25 de Dezembro
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domingo, 4 de outubro de 2009

Não tenho palavras que me permitam explicar a raiva, dor e impotência que sinto quando vejo animais abandonados, maltratados e deixados ao Deus dará. O pouco caso que muita gente faz dos seus próprios animais domésticos choca-me. Tratam-nos como objectos, que se adquirem porque são bonitos e até compõem o quadro, dão-lhes toda a atenção enquanto são novidade mas depressa perdem o interesse e passam a ser mais uma bugiganga que por ali anda e que, bem vistas as coisas, até pode ser dispensada. A presença destes animais dispensados, ou das suas incontáveis proles, pelas ruas é tão comum que a maioria das pessoas já lhe é indiferente. Os animais não são pessoas, dizem. E, na verdade, quantas vezes nem pelas pessoas temos respeito, quanto mais pelos animais! Deixo-vos um pequeno excerto de um apelo divulgado pelo SOS Animais que li há pouco sobre um animal abandonado que tem vivido num parque: "'Fazem-lhe a vida negra', (é o) termo utilizado por quem assiste diariamente às crueldades a que (este cão) é submetido (por crianças que brincam no parque) e nada faz, alegando 'coisas de crianças'... 'Perseguem-no com as bicicletas, dão-lhe pontapés, enxotam-no para a estrada propositadamente quando os carros passam para ser atropelado.' (...) As crianças riem e os adultos ignoram...". Crueldade, ignorância, falta de valores, de acompanhamento, desrespeito pela vida e desresponsabilização dos adultos pela educação das crianças pertencentes à sua sociedade em meia dúzia de linhas.
Iniciei-me no mundo dos blogs dedicados aos animais com a busca de um cão para adopção que acabou na escolha da Luna. São dezenas. Os blogs. Porque os animais, parece-me, devem ser milhares. Blogs cheios de exemplos de que o adjectivo "humano" é completamente desadequado para caracterizar uma atitude bondosa, pois isso nós, humanos, pouco somos. Com gloriosas excepções. Há pessoas que se dedicam, de corpo e alma, a fazer com que os animais não sofram mais do que o necessário. Essas pessoas constroem blogs cujo único objectivo é divulgar animais que estão na rua, em associações ou em canis na esperança que alguém os adopte. Blogs onde divulgam para venda trabalhos que realizam, às suas custas, nos seus tempos livres, para conseguirem o dinheiro necessário para tratar e alimentar animais que não são delas. Há pessoas que, sem sequer pertencerem a nenhuma associação, alimentam animais do seu próprio bolso e, quando é possível, acolhem em suas casas os que outros abandonaram, tratam-nos, esterilizam-nos e dão-nos para adopção. Sem nada pedirem em troca além da devoção do adoptante a esse animal. Foi uma pessoa assim que tirou a minha Luna da rua, esquelética e gravidíssima. Do seu bolso pagou o aborto dos cãezinhos, a esterilização da Luna e a sua desparasitação. Lentamente, começou a apagar a má memória do bicho Homem que ela tinha. Acarinhou-a e alimentou-a até eu a ir buscar. Como agradecimento, apenas aceitou ração para continuar a alimentar outros cães de rua.
Aqui fica a minha homenagem, singela mas sentida, e um muito obrigada que peca por tardio. À laia de justificação tenho a dizer que, até hoje, não tinha conseguido terminar este texto antes de ter de ir para o quarto chorar a minha frustração por não ter coragem para fazer mais.

sábado, 3 de outubro de 2009

Começo oficial do Outono

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O aquecimento central ligou-se automaticamente esta tarde.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A melhor invenção do século passado

As lentes de contacto! Deve estar quase a fazer 13 anos que comprei a minha primeira lente - sim, os meus olhos são esquisitinhos, quando um já via mal o suficiente para precisar de correcção, o outro ainda via quase a 100%. Uso lentes semi-rígidas, que quase ninguém aguenta, sem qualquer esforço. Já as usei mais de 24h seguidas e já adormeci com elas sem consequências. Tenho sorte, porque odeio usar óculos - fico mal com eles que só eu e odeio a sensação de só ver bem um pequeno rectângulo à frente - assim que cometo o pecado de mover os olhos em vez da cabeça tudo o que distingo é uma amálgama de tons. Porquê esta conversa? Porque pela primeira vez em todos estes anos esqueci-me de colocar as lentes antes de sair de casa. E até a senhora da caixa do supermercado reparou.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


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País novo, casa nova, vida nova - foi há um ano que fiquei fora d'água.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Leila, the wolf

Um miúdo, depois de ver isto a passear com a minha mãe:



"Sabes por que é que tem as orelhas tão grandes?.... Para te ouvir melhor!"
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P.S. - conhecendo-a (à cadela), ninguém diria!
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É por estas que a minha vida é tão interessante

Ligaram-me, no outro dia, mais uma vez de um número não identificado. Atendi com meu melhor "hallo!" - o pânico de ser de algum emprego e não estar a atender leva a melhor, de vez em quando, sobre a decisão de não voltar a atender quem não se identifique.
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Uma voz feminina do outro lado arranha-me o ouvido com umas frases em holandês, para ser interrompida pelo meu apologético e costumeiro "sorry, I don't speak dutch...". Alegrei-me, é uma entrevista! E, logo a seguir, "não é o maluco dos telefonemas anónimos!".
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Após um ligeiro engasganço recomeça a falar, num inglês sofrível, diz que é da KLM e que quer saber se eu quero aderir a qualquer coisa que me permite fazer compras, trá-lá-lá (assim que me perguntam se quero aderir a algo ligo o modo automático de recusa em ouvir, seguido da recusa em aceitar seja o que for).
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Enquanto vou, o mais educadamente possível, recusando o não-sei-quê que me querem impingir numa das piores performances de inglês que por cá já me foi dado ouvir, entram em acção o Tico e o Teco. O Tico pensa "Que inglês básico para uma holandesa!". O Teco, por seu lado, pensa "Deve estar a rogar pragas por o meu telemóvel lhe ter calhado!". Fez-se luz (o Tico e o Teco encontraram-se à esquina) e, conforme me despedia e carregava no botão vermelho para desligar, percebi. Devem andar a ligar-me há dias (semanas!), mas quando percebem que não sou holandesa - nem o "Hallo!" tem a pronúncia correcta, pelos vistos - preferem não se dar ao trabalho. Esta, coitada, devia estar distraída e não percebeu que ia ter de esforçar o seu inglês para comunicar comigo...
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Bem pensado, bem verificado (numa adaptação livre do popular "bem dito, bem feito") - nunca mais recebi chamadas cujo autor opta por não explicar quem é nem ao que vem. Nada de apaixonados platónicos, nada de SIS versão Nederland, nada de jeito, apenas telemarketing. Digam lá se não é triste?!?
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Why?

Why, why, why?

Auto-consciência

O meu pior defeito?
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.............................................Teimosia
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A minha maior qualidade?
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...........................................................Empatia
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E, arriscando-me a cair na vaidade, digo que há por aí imensa gente com o mesmo pior defeito que eu, mas não muitos com a mesma maior qualidade...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Parece que já temos resultados

Deixo os únicos comentários que me veem à ideia.
1. Tendo em conta a única outra pessoa que podia ganhar estas eleições, Ferreira Leite, estou satisfeita com o resultado.
2. Agora, o Portas, a sério?!? Está tudo louco?!?
3. O PC e os seus "estimulantes sinais"... O discurso deve estar escrito no matter what...
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O meu avô no seu melhor III

À porta de uma loja, o meu avô segura na trela de uma Luna choramingante devido à minha ausência. Aproxima-se uma empregada para ver o que se passa. Para que não haja mal-entendidos, o meu avô apressa-se a esclarecer a situação: "Não se preocupe, estou só à espera...".
Pois. Foi o que ele disse à empregada holandesa. Com todas as letrinhas. Se isto não é crer na universalidade do português, não sei o que será!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

É só uma semanita...

Este blogue está em modo "visita da mãe e avô". Este modo, para quem não conhece, é um modo caracterizado pela escassez de posts devido a excesso de passeio e conversa. Pedimos desculpas pelo incómodo mas, à laia de compensação, avisamos que já há novidades quanto ao "Sr. anónimo". Prometo explicações rápido q.b..

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A quem de direito

À pessoa que anda a telefonar-me anonimamente todos os dias, uma vez por dia, de 2ª a 6ª, sem nunca responder quando eu atendo ou voltar a telefonar quando faço o contrário:

Vá chatear outra! Não tem nada melhor que fazer? Trabalhe... Leia um livro... Escreva um blog... Qualquer coisa, não me interessa exactamente o quê... mas qualquer coisa! E caso seja alguma alma penada, com mensagens do mundo mais além... deixe lá as mensagens e deixe-se estar no outro mundo, que este não está para brincadeiras!

Caso seja um gajo perdidamente apaixonado pelos meus encantos de portuguesa mas tão, tão tímido que nada mais consegue além de ligar o meu número de telemóvel uma vez por dia... não vale a pena arranjares coragem, parte para outra!

Se é o SIS holandês... Exmos. srs., tenho muito apreço pelo vosso país, menos pelo tempo que cá faz, mas como isso eu não posso resolver não penso tomar nenhuma medida retaliatória contra os Países Baixos (ou qualquer outro país do mundo com mau tempo, já agora).
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Se é uma empresa de trabalho temporário a querer fazer um qualquer teste à minha capacidade de resistência à chateação... vão desiludir-se em breve, já andei a pesquisar no dicionário uns palavrões em holandês, agora só preciso de descobrir como se pronunciam...
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P.S. - Para mim, este assunto está encerrado. Se não pararem os telefonemas no tempo que vai demorar a gastar o dinheiro que tenho no cartão, deito-o fora e compro outro. Irra!

Patrick Swayze

Quem nunca dançou, cantou ou suspirou por causa deste actor que atire a primeira pedra. Toda uma geração sonhou ao som do mambo, e foi há menos de 20 anos. Morreu Patrick Swayze.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estou muito mais satisfeita

Afinal não era só mais uma esquisitice da língua portuguesa escrita que soava mal... estava mesmo mal! O verbo é mesmo Pôr. Obrigada, Antígona!
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Escrever Pôr cinco vezes para não esquecer... pôr - pôr - pôr - pôr - pôr. A professora Irene fez milagres com estas repetições, pelo menos no meu caso! Temo, no entanto, que quando era escrito à mão tinha maior impacto...

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Sou só eu ou o verbo por sem acento circunflexo soa mal com'ó caraças?!
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P.S. - Saber que é assim que se escreve não ajuda a soar bem; nem quero pensar quando o acordo ortográfico entrar em vigor...

Por em perspectiva

Se desde o início dos tempos até hoje tivesse passado apenas um ano... os dinossáurios teriam aparecido a 5 de Dezembro e desaparecido a 24. Nós? Nós teríamos surgido nos últimos minutos do ano...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Luto contra o abandono

Tenho um favor a pedir a quem aqui vem. Não é um grande favor, não ultrapassa o tamanho A4...

Como vêem aqui ao lado, dia 18 de Setembro há mais uma iniciativa contra o abandono de animais no nosso país. Li no site da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais que cerca de 10.000 animais são abandonados, anualmente, em Portugal. Se fosse um só, já seria demais. Mas são 10.000.

Como podem ler no site do Luto contra o abandono, o objectivo é, no dia 18, lembrar Portugal que há quem esteja de luto por estes animais, que alguém quis e depois descartou. Não acho que alguém se vá vestir de negro, mas imprimir este cartaz (no site há um cartaz próprio para imprimir) e colar no vidro do carro no dia 18 dá, apenas, uma pequena despesa em tinteiro.

Façam-no pelos animais e por mim, que não estou aí para pendurar um no vidro do meu boguinhas.

Obrigada!

Apropriado...

A ideia veio da momentU e a imagem daqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

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Está tudo louco... ou, talvez seja melhor escrever "está tudo louco"! Vejam, aqui, e já agora leiam também os comentários.
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P.S. - peço perdão por terem de ir ao link para saberem do que estou a falar, mas é que é tão estúpida a notícia que eu nem sei o que hei-de escrever...

The new "beto" vs the old "beto"

Aparentemente, a betalhada do nosso Portugal mudou de estilo. Agora assemelham-se ao cigano que mora na rua acima da minha (em Lisboa, claro), com corrente de ouro ao pescoço... O que é feito do velho beto, com o pólo por cima dos ombros, camisa Quebra-mar às riscas e calças penduradas ligeiramente acima do tornozelo ossudo, peludo e desnudo?!? Ainda me lembro dos primeiros espécimes deste tipo que apareceram na minha querida Secundária. Nós chamávamos-lhes (bem, era mais a um em particular, mas aos outros a carapuça também servia) eternos enganados! Sim, eternos enganados... pelo alfaiate! Claro, em honra do engano da costureira que lhes fazia a baínha das calças... É claro que só uns poucos de nós sabiam que o "eterno enganado" era um beto - o resto achava simplesmente que era alguém... ornamentado na cabeça, à Manuel Pinho, dir-se-ia nos dias de hoje! Muitas lágrimas (de riso, claro) já me escorreram pela face por causa do eterno enganado... Ainda hoje, quando me cruzo com ele, me vem um sorriso aos lábios. Quando penso na corrente de ouro e camisa desabotoada até ao umbigo do novo beto tenho apenas uma coisa a dizer: volta, eterno enganado, que estás perdoado!

A vida em Amsterdão tem destas coisas #2


Eles usam-nas mesmo! Até agora só tinha visto as famosas socas holandesas nas lojas de souvenirs, hoje vi um senhor com umas calçadas... no supermercado! Que espectáculo!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A minha velhota também tem a sua piada

O telefone da minha avó ainda está em nome de um senhor que vivia naquela casa e que já faleceu - é esse o nome que aparece na lista telefónica. Como todos sabemos, as empresas de sondagens, inquéritos e promoções (aquelas que dizem que ganhámos prémios mas na realidade querem que compremos qualquer coisa que não nos faz falta) usam as páginas amarelas como lista de possíveis clientes, ligam e pedem para falar com seja-quem-for-que-conste-na-lista. Ela, que está quase sempre em casa, recebe "n" telefonemas destes. Com a maior descontracção do mundo, responde sempre - Ah, o senhor não-sei-quantos não está cá! Foi pr'a terra... Não sei quando volta.
Depois desliga, ri-se e diz-me como que a pedir desculpa - É que foi mesmo para a terra...
São 09 horas e 09 minutos do dia 09 do mês 09 do ano 2009.
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É mentira, por acaso, que onde estou já são 10 horas e 09 minutos, mas para todos os efeitos, hoje, aqui o aquário rege-se pela hora portuguesa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A vida em Amsterdão tem destas coisas

Hoje tirei uma foto a um texano. Agradeceu-me com um sonoro "Thank you very much, ma'am!", bem nasalado e muito arrastado no "ma'am". Nunca me tinham chamado "ma'am"!

É por estas que nem sempre gosto da BBC

É triste uma pessoa estar descansada a ouvir o programa da manhã da BBC (e digo descansada porque é pouco provável que alguma notícia me envolva directamente, dado que não sou inglesa nem vivo no RU) e descobrir que, afinal, há motivos para me sentir mencionada. Acabaram de noticiar um qualquer encontro de bigodudos no norte de Portugal. É, segundo a BBC, o quinto encontro do género. E, também segundo a BBC, deve ser interessante vê-los a beber. Ah-ah-ah!
Não que eu veja particular charme nos portadores de bigodes ou barbas. No geral, incomoda-me e não posso deixar de pensar que estão sujos - por muito que os lavem, escovem ou sei lá o que costumam fazer para cuidar do pêlo facial. Mas irrita-me que gozem com os moustaches dos outros e glorifiquem comportamentos igualmente estranhos e antiquados no seu próprio país! Ainda há quem use peruca à Marquês de Pombal no Parlamento! Quando vão para as corridas de cavalos têm de ir vestidos a preceito - por exemplo, os chapéus que as mulheres costumam usar naqueles eventos ocupam, de certeza, dois lugares. E, se a mulher que se sentar ao nosso lado for mais baixinha que nós corremos o sério risco de cegar com o golpe de uma aba furiosa mesmo à altura das nossas delicadas pupilas! Ora, deixem lá os bigodudos do norte de Portugal em paz e olhem mais para as tristes figuras que fazem os ingleses...
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P.S. - perguntem aos amsterdamers qual é a nacionalidade que mais estraga o ambiente quando vem aqui gozar as liberdades da capital dos Países Baixos... perguntem!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Também há que agradecer

quando S. Pedro nos brinda com um dia de sol e de mais de 20ºC, já na segunda semana de Setembro, num lugarzinho tão dado à chuva, ao vento e ao frio como Amsterdão. Muito agradecida!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Observações

Em frente à janela da sala da minha casa está a escola secundária aqui do "bairro", ponto fulcral das minhas observações da maneira de ser do adolescente amsterdamer. E neste ano lectivo 2009-10 (começou a semana passada) fui surpreendida pelos veículos de duas rodas estacionados à volta da escola... Onde, no ano lectivo passado, se via uma boa centena de bicicletas de todas as cores, tamanhos e feitios, vê-se hoje umas dezenas de scooters - mantém-se apenas a variedade de cores e feitios... Há um par de meses atrás, havia tão poucos alunos desta escola com scooter que quase não se dava por elas no meio de tanta bicicleta! Tivesse eu máquina fotográfica (ai, ai...) e tirava uma para ilustrar aqui o texto. Será que a crise, por cá, já está a passar?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mudança

Não gosto de falar de política, principalmente porque não tenho conhecimentos suficientes da matéria para poder discutir (no bom sentido) um assunto sem meter os pés pelas mãos. E, admito, não sou dona de um pensamento livre. Fui educada por pessoas de esquerda, com tudo o que isso implica, e estou doutrinada. Consigo, no entanto, ver erros e defeitos em todos os quadrantes, principalmente no que diz respeito aos partidos enquanto organização e às pessoas que neles fazem vida.
Posto isto, vamos ao que motivou o post. Manuela Ferreira Leite diz, segundo notícia no DN, "os portugueses estão conscientes de que ninguém se transforma de uma hora para a outra". Tenho de concordar, eu também não acredito na mudança radical das pessoas. Talvez por isso MFL ainda me dê pele-de-galinha. Lembro-me tão bem dos conturbados anos políticos do início da minha adolescência, quando esta senhora era Ministra da Educação. Tão bem...

The perfect mix

A minha cadelinha é um amor. Cada dia estou mais apaixonada por ela. E, além de ser meiga, sossegadinha e dedicada, é linda. Todas as vezes que saio com ela à rua ouço um elogio - por causa das floppy ears, tão giras, ou do pelo - it's sooo shinny. Muitos me perguntam de que raça é. Raça? Street dog, como aqui já disseram, e com muito orgulho! Descobri através de uma amiga (afinal, S., ainda aprendi inglês contigo, quem diria, ãh, amiga?) que rafeiro, em inglês, se diz mutt. Ontem, no Vondelpark, uma senhora com um chihuahua entreteve-se a falar um pouquinho connosco sobre cães, a Luna em particular. Quando lhe dissemos "It's a mutt, a mix of dogs" ela saiu-se com "Oh, but it's the perfect mix, isn't it?"

A baba ainda não chegou aí a Portugal? Acautelem-se, não deve faltar muito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

@?*&#!

Em cinco dias perdi dois textos gigantescos que tinha escrito aqui para o blog. Estou em choque, não quero acreditar. Aahhhhhhhhh!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

E pronto, já recebi a chamada anónima e silenciosa de hoje. Não há apitos, cliques ou qualquer outro som - até desliguei a televisão para ouvir bem o que vinha de lá do outro lado da "linha". Descobri, no entanto, que se ao atender não disser "Estou,", "Hallo," ou "Yes,", nem nada, demoram mais um bocadinho a desligar. Estou bem arranjada com esta brincadeira, estou.

Estou ligeiramente amedrontada

Porque carga d'água andará alguém a ligar-me para o telemóvel holandês todos os dias de há uma semana para cá para desligar a chamada segundos depois de eu atender?!? No início julguei que era engano, depois comecei a atender em português e em inglês, agora atendo mas não falo. Estou a ficar ligeiramente paranóica, dado que pouquíssimas pessoas têm este número e nenhuma delas é do género de andar a pregar-me partidinhas! Será que a Golden tem um stalker?!?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sinto-me um nadinha estranha

Quando dou por mim a pensar coisas como esta:
Ok, o consultório do dentista é na não-sei-quantas-straat... É perto, dá para ir a pé e chego lá num instante. Mas, se for de bicicleta ainda chego mais rápido!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ó tempo, volta p'ra trás

Não cabe na minha cabeça que alguém diga, nos dias de hoje, "Ai, a minha filha / irmã / prima é tão boa mãe que engoma a roupa toda da casa, até os pijamas e as boxers do filho!", com um sorriso rasgado no rosto. A capacidade mártir de lidar com o ferro de engomar não faz de ninguém boa mãe.
P.S. - Estas diarreias verbais ainda me irritam mais quando olho para o monte de roupa que está pendurada na corda. E que me vai custar a dobrar, que engomar só certas (e poucas) coisas...

Curiosidade mórbida

Admito ter alguma curiosidade mórbida em relação a histórias e pessoas como Jaycee Lee Dugard, a rapariga norte-america raptada há 18 anos (tinha na altura 11) por um "registered sex offender" que a manteve presa e de quem teve duas crianças, hoje com 11 e 15 anos. Quero dizer, se se confirmar que a mulher que agora apareceu é mesmo Jaycee. Como será a mente e a personalidade de alguém que passou quase metade da sua vida em cativeiro? Terá desenvolvido o conhecido síndroma de Estocolmo e compreenderá e aceitará, pelo menos até agora, as acções do seu raptor? O que sentirá em relação aos filhos que teve com este homem? Filhos que nasceram quando Jaycee tinha 14 e 18 anos... E essas crianças / adolescentes? Será que nunca tiveram liberdade? Nunca terão interagido com outras crianças ou adultos? Será possível, algum dia, estas três pessoas terem e serem pessoas normais, com vidas normais? O que será de Elisabeth Fritzl, e dos seus filhos, no assombroso caso do Monstro da Áustria?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Dieta do Chocolate IV

Ok, afinal o mal não era do chocolate... O mal sou eu mesma! Obrigada, Dr. Vaillant, por finalmente ter descoberto qual o motivo por detrás do meu excesso de peso. Com tudo, nesta vida, é preciso ter sorte, e os médicos não são excepção. Há séculos que o meu problema se mantinha - engordar sem saber porquê - mas a causa era tão (ou mais!) desconhecida que o verdadeiro motivo da extinção dos dinossáurios. Uma pessoa chega a duvidar da sua sanidade - será que eu como mesmo pouco, e com qualidade, ou as minhas refeições são autênticos banquetes romanos e eu é que não vejo?!?

Fiz um (execrável) exame em que, depois de sugarem mililitros preciosos do meu sangue, tive de beber um copo de glucose (chamem-lhe o que quiserem, aquilo parecia açúcar em pó!) ligeiramente diluído em água, em jejum, esperar duas horas (quase sem beber água e sem me mexer), totalmente enjoada - e ainda me tiraram mais sangue a seguir! Bem, sofri, mas resultou. O meu corpo não processa o açúcar. Posso vir a (que é como quem diz, se não me cuidar vou mesmo) ser diabética. À partida, medicamentada, vou emagrecer. Grande coisa, agora que tenho o espectro da diabetes a pairar sobre a cabeça.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Parties - Dutch style

Fui convidada para uma festa de aniversário / celebração de um nascimento dos filhos de um colega do mariduncho no próximo Domingo. Foram convidadas cerca de 100 pessoas (eles estão a torcer por que não apareça toda a gente) e está tudo planeado para a party ser no quintal (estão, portanto, também a torcer por que não chova). O convite, enviado por e-mail (ai tão modernaços que nós somos) informa-nos que a festa começa às 12h... e termina às 16h! Obrigada, holandeses, por me livrarem de um problema - o eterno dilema: quando é que devemos abandonar uma festa? Demasiado cedo, parece que não gostámos... Demasiado tarde, somos os chatos que nunca mais despegam! Desta vez, aparentemente, quando chegarem as 16h, o aniversariante, o recém-nascido e os respectivos pais pegarão em vassouras e correrão com a centena de convidados que aparecerem. Gostei.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Perde a sociedade

As cunhas são sempre algo vergonhoso. Não vale a pena dizer-se que no nosso país elas são vistas e apregoadas como uma conquista porque, na verdade, e para aqueles que realmente percebem, as cunhas são um vício da sociedade. E eu, que experimentei uma cunha, percebi porque são um vício tão perigoso.

Não usei uma cunha para conseguir um emprego nem para colocar-me à frente de outrém. Necessitei de uma cunha porque o serviço com que contava (e que constava no site oficial da empresa) tinha, afinal, outros moldes, nos quais eu já não cabia. E eu tinha de caber. Mexi-me e através de amigos de amigos consegui a ajuda de alguém que trabalhava na empresa. Ao início, nada era garantido, iam apenas ver se o que eu queria (e que, segundo o site da empresa podia fazer) era exequível. Era, com a ajuda de uma ou outra pessoa ao serviço para fechar os olhos a um pormenor. Não prejudiquei ninguém com a minha cunha - no sentido em que não deixei ninguém pendurado porque me colocaram à frente. Nem sequer prejudiquei a empresa, pois paguei o que era devido. Só fecharam os olhos a um pequeno pormenor. E assim consegui fazer o que, julgava eu, conseguiria fazer dentro da total legalidade - pois isso me garantia o site e o telefonema para a empresa em questão uns dias antes.

Agora, impõe-se fazer queixa. Um site oficial de uma empresa não pode ter informação errada! E não pode ser um atendimento de call center a dizer que o site está errado - até porque, alguns dias antes, tinha dito que estava certo! Podiam ter-me prejudicado desta vez (só não o fizeram graças à dita cunha) mas vão prejudicar-me outras vezes, porque não vou estar permanentemente a importunar a pessoa que me ajudou com este pormenor... Uma queixa para a DECO impõe-se pois eu planeei certas coisas de acordo com o que estava escrito num site oficial que, dizem agora, não tem informação correcta. E é aqui que a cunha estraga tudo. E é por isto que é tão perigosa.

Eu tenho a certeza que tenho razão. Um site oficial não pode estar "errado". As empresas são obrigadas a reger-se pelo que dizem nos seus sites oficiais - pelo menos até os emendarem. Mas como é que eu agora posso ir apresentar uma queixa? Eu consegui o que queria... E, se é ilegal, tive de ter alguma ajuda. De quem? Nem sequer deve ser difícil descobrir, tudo hoje em dia fica registado, não é difícil descobrir-me a mim, nem as pessoas que trabalhavam nessa altura, nem a pessoa que falou com elas para me ajudarem... Ou seja, se eu agora apresentar queixa estou a prejudicar quem me ajudou!
É este o vício. Porque usei a cunha, agora não posso fazer valer os meus direitos à vontade, sem prejudicar ninguém. Agora a empresa em causa pode continuar a fazer a outros o que me fez a mim - diz uma coisa no site e outra através do call center - e outros serão prejudicados. Outros que, quem sabe, não têm amigos de amigos que abranjam esta companhia. Alguns funcionários sabem o que está mal, mas quem de direito não. E a empresa vai continuar, sem nenhum tipo de condenação ou prejuízo, a fazer o que quiser. Quem perde? Perdemos todos. Incluíndo eu.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Blógui Fréscurah



Cá está ele, com atraso... lá me estreei na recepção de selinhos! Dado que nos últimos tempos já três pessoas disseram que o meu cantinho é fresquinho e, afinal de contas, não se espera outra coisa de um aquário, não havia selo mais apropriado! Agora vem a parte complicada - passar a bola (ou a lima, neste caso).
A Sra. D. Antígona, daqui, foi quem o ofereceu mas nem por isso está fora da lista daqueles a quem eu passaria este selo. E esses blogs constam da lista aqui à direita. E não pensem que eu não quis ferir susceptibilidades, ou algo do género, ao escolher apenas os 7 ou 8 das "regras". Não, o que me faltou foi mesmo paciência para decidir entre todos os que eu adoro. É que eu adoro ler estes bloguesitos aqui do lado... Porquê? Porque são engraçados (os que fazem chorar não me agradam), porque escrevem bem (e como o bom português me lava a vista...), porque são de amigos, ou porque não os conheço de lado nenhum, porque são famosos, ou porque não o são, porque são criativos (os chatos eu não aturo), porque são complicados como a vida ou simples como os sonhos, porque são pessoais ou porque são distantes, porque contam estórias ou contam já uma história, porque não interessam a ninguém - a não ser a mim ou, simplesmente, porque sim.

domingo, 23 de agosto de 2009

A prova

Eu sabia que tinham exterminado todos os patos de Portugal! Disse isso há algum tempo, mas agora a minha Luna provou-o para lá de qualquer dúvida! Ao passear pelo Vondelpark e pelas ruas com canais avistou (e ouviu) a enorme quantidade de patos que está neste momento de férias neste país. Passou-se! Hoje estava a ver que se mandava à água para ir confraternizar (ok, pronto, provavelmente ia fazer mais do que isso...) com uns patos com quem se cruzou!
Se se perguntam porque é que isto prova que dizimaram os patos em Portugal, é simples. Ora um cão que andou na rua sabe-se lá quanto tempo, completamente dona do seu nariz, não teve contacto suficiente com patos para saber que se tentar "confraternizar" com eles leva umas bicadas das boas?!? Ou que eles nadam (bem) e até voam - duas coisas pouco exequíveis para as curtas patinhas e cú pesadinho da minha Luna! Pois não sabe... porque já não há patos em Portugal!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Falta de tempo

1 mês em Portugal não foi suficiente... Ele precisava de mais! Eu até o compreendo, 4 semaninhas, mesmo bem contadas como estas foram, não chegam quando o programa mete Portugal! Se calhar, estivéssemos lá 5, 6 ou até 7 semanas e seria o mesmo... sempre pouco tempo! Com tanto amigo, família, praia, café, restaurante, etc. etc., para visitar, o tempo nunca chega. Ainda por cima, tempo bom - solzinho, calor! Agora nos Países Baixos há tempo para tudo... Nem há uma semaninha chegámos e já arranjou tempo para cair... Raio do pivot!*
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* nem quero pensar quanto custa um dentista por aqui!!

Parabéns, Sr. R.!

Há sempre motivo para se ter esperança, mesmo nos casos mais desesperados. O avô de uma amiga, já na respeitável oitava década de vida, sai hoje do hospital, depois de lá ter estado mais de 10 meses internado com queimaduras gravíssimas em ambas as pernas - e sai a andar, apesar de alguns condicionantes. Ao início, as esperanças eram poucas - ninguém se atrevia a falar nisso - podia até perder as pernas. O senhor, que é um Senhor para além de qualquer dúvida, nunca desistiu. À boa saúde de que gozava juntou boa disposição (a possível) e uma inesgotável força de vontade para fazer tudo o que os médicos pediam dele. Lutou, lutou, lutou. E ganhou. Parabéns, Sr. R., queridas S. e G.! Não digo mais do que Parabéns porque não há, realmente, mais palavras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ainda nos porcos

Experiência muito interessante (e divertida) é fazer "óinc-óinc" cada vez que nós próprios ou alguém nas redondezas espirra ou tosse. Especialmente para um casal que, em férias, não tinha mesmo nada para fazer. Houve reacções para todos os gostos, desde o sorriso discreto à gargalhada histérica, passando ainda por umas quantas carrancas de quem, claramente, ficou a pensar mal de nós (uma coisa tão séria e estes dois marmanjões com ar de quem já tem idade para ter juízo, a fazer estas figuras! O mundo está perdido...). Esperimentai, é diversão garantida - pelo menos para quem grunhe!

Parece-me...

... que a gripe suína (esqueçam lá a designação "A", que "dos porcos" é bem mais engraçada) grassa muito mais rapidamente pelos meios de comunicação social do que pela população em geral...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Petição

Queria divulgar aqui uma petição que está online para assinatura e posterior entrega na Assembleia da República. Esta petição pede que os partidos políticos e os governos apoiem a esterilização de cães e gatos errantes e de munícipes necessitados de norte a sul do país. O objectivo é, obviamente, tentar diminuir o número de animais existentes, dado que os números do abandono não páram de aumentar.
Bem sei que dificilmente será a classe política desse país a resolver o problema, mas penso que não custa assinar e mostrar que há quem se importe. Se puderem e quiserem, vão a www.peticao.com.pt/esterilizacao-caes-gatos, assinem e divilguem.
Para que não haja tantas Lunas, Leilas e tantos outros por aí.

Sem título (nem comentários)

Até se arrepiam os pelinhos que eu diligentemente arranco com a máquina depilatória quando ouço uma das (muitas) variantes de: "Então, se não atirarmos um papelinho para o chão de vez em quando os varredores iam todos para o desemprego...". E, claro, não há estadia em Portugal em que os meus ouvidos não sejam brindados com esta pérola - até na praia, onde, que eu saiba, os almeidas não trabalham!
Gostava que o povo português (e falo no geral porque, apesar de saber que nem todos são assim, parece ser um problema bastante generalizado) se dedicasse com tanto afinco a salvar outras profissões. Por exemplo, que tal dar umas boas biqueiradas nos muitos paralelipípedos salientes da nossa calçada como desculpa para dar de comer ao sapateiro da esquina? E se fizéssemos greve às bombas de gasolina self-service, dado que cobram o mesmo que as que empregam gasolineiro e no final quem tem o trabalho somos nós? Talvez devêssemos (creio que esta ideia, bem divulgada, tinha futuro) deixar de pagar impostos, para terem de formar e empregar mais inspectores das finanças! E, sejamos honestos, o que é que custa partir uma perna por ano se isso mantiver mais uns quantos ortopedistas ao serviço? Para não falar dos pobres dentistas... quem não gostaria de comer mais umas chiclettes, gomas ou chupa-chups, se isso servir para que mais umas cáries mantenham vivos uns quantos dentistas?!?
Agora que dediquei mais alguns momentos a pensar nesta questão, tenho de admitir que, no fundo, os salvadores dos almeidas que comecei por citar até têm alguma razão. Para sermos um povo melhor, deveríamos colocar todas estas (e ainda outras que de momento não me ocorrem) ideias em prática, por muito que nos custassem. Afinal, todos temos de trabalhar por um Portugal melhor, com mais oportunidades e emprego.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sovitaraperP*

A roupa está suja, amarrotada e só não foi enfiada às três pancadas na mala porque desarrumada não cabia. As sabrinas voltaram, as sandálias descansam em Portugal depois de uso intensivo e um até para o ano sussurrado (se soubessem que falo com sapatos as pessoas achavam que estou louca, por isso há que ser discreta). O bilhete, amarrotado, os documentos, espalhados pela mala. O sorriso costuma voltar 5 a 7 dias depois de mim quando venho de Portugal, encontro-me à espera, torcendo para que o seu avião não caia. Mesmo um mês depois, não estava pronta! Holanda, cheguei, Pátria, vemo-nos no Natal.
* para quem não chegar lá sózinho, basta ler do fim para o início

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A cadela que dá 300 nas curvas

Tenho uma cadela duplamente chipada. E, como qualquer bom veículo chipado (ainda por cima duas vezes!!) tem cá uma potência... É vê-la a 300 nas curvas com o rabiosque a fugir muito (mas muito!) ligeiramente!

P.S. - o sistema de identificação dos chips é tão eficaz que o vet, apesar de a percorrer duas vezes com o aparelhómetro, não deu com o chip que outra vet tinha posto no bicho duas semanas antes... Como precaução vou mas é pôr-lhe uma boa e velha chapinha em forma de osso pendurada ao pescoço!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Manteiga-manteiga

Deve ser de já não viver cá há uns longos 10 meses... Já não sei pedir pão com manteiga num café! Parece que se quiser que o pão venha barrado com manteiga, aquele creme branco-amarelado que é feito do leite da vaca, tenho de dizer "quero um pão com manteiga-manteiga", porque se (estupidamente, ora que eu tenho com cada uma!) pedir um simples "pão com manteiga" sai-me recheio de Becel! E, atenção, ai de mim se disser que aquilo é Planta! Aquilo não é Planta! É Becel! Be-cel! Blarghhh!
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P.S. - Futuramente, vou passar também a dizer que quero um galão de café-café (se não ainda me sai um Brasa) e não hei-de esquecer-me de dizer ao taxista que quero que ele vire à esquerda-esquerda, se não o coitado do homem pode pensar que o que eu quero é virar à esquerda-direita, ora pois!

sábado, 1 de agosto de 2009

Contabilidade da vida com animais

Perdas:
  • 1 trela roída (pela companheira, não pela própria, revelando um alto grau de cooperação intraespécie)

  • um carregador de telemóvel dividido em dois (seria prático, se continuasse a funcionar)

  • 5 chichocas e 2 cocózadas pela sala (felizmente o chão é de azulejo)

  • muitas horas de passeio inglório (ou seja, sem chichocas nem cocózadas)

  • 1 gata perdida durante várias horas e finalmente achada com o nariz arranhado (sim, que cá em casa, de momento, somos 5 humanos contra 2 cadelas e 1 gata)

Ganhos:

  • horas e horas de muito amor canino sob a forma de rabos a abanar, línguas perdidas em milhentos beijinhos e outras demonstrações de pura ternura

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A família cresceu! É com o maior prazer que vos apresento as minhas duas novas meninas... A primeira, aqui em tamanho gigante, é a Leila, a nova bichinha da minha mãe. Na realidade pesa apenas 10kgs e metade é, como é óbvio, em cabeça e orelhas.


E esta mini-mini, muito meiguinha, é a minha Luna! É um autêntico docinho, a coisa mais meiga que se pode imaginar e parece a minha sombra - onde vou, ela vai atrás.



E pronto!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Preparativos

A roupa está lavada, dobrada e encaixada. As sabrinas, dentro de um saco. O bilhete, impresso. Os documentos, guardados. Um sorriso no rosto. Estou pronta! Pátria, aqui vou eu! :)

Diz a minha mãe...

... que me saí com esta quando ainda nem sabia falar usando todas as letras das palavras:

"Eléções??? Outa vez?"

Achei, não sei porquê, que é uma frase com pertinência nos tempos que correm.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

...

Um em cada seis dos títulos dos meus posts termina ou inclui este maravilhoso artefacto da escrita que são as... reticências! Informalmente conhecidas como "três pont(inh)os", são uma maravilha para expressar de tudo um pouco. Podemos usá-las para criar expectativa, para simular um suspiro, mostrarmos que ainda há mais a dizer, apesar de na altura nada nos ocorrer, e até para quuando nada mais há a acrescentar. Já li (e tenho a certeza quase, quase absoluta que foi algures na blogosfera, apesar de não conseguir lembrar-me do sítio) que as reticências são algo feminino. Que nunca (ou quase nunca)um homem se lembra de as empregar. Uma coisa eu sei. Esta peixinha aqui lembra-se... muito!

X? Y?

A escolha, quando nada tem de racional e lógico, é algo do mais injusto e penoso. Temos x e temos também y. Duas letras, apenas. Tão insignificantes como isso. E há que escolher. É essa a nossa tarefa. Preterir o x pelo y porque... sim. Preferir o y porque... sim. E viver com isso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Acabou-se o que era doce

Quatro dias com companhia extra - uma amiga de meia vida e outra que poderá sê-lo, caso a vida o permita. Passeios pelos canais, amostras da má educação dos holandeses, enxaquecas partilhadas, objectos não-identificados em sexshops, moinhos de vento, provas dadas na qualidade e celeridade do atendimento na restauração deste país, um red light visto por olhos novos e muita conversa parva depois, estamos de volta à vidinha do costume. Cheguei a uma conclusão. Quatro dias não chegam nem para ver a cidade ao de leve. Dos quatro, um é passado a caminho do destino e, depois, da origem. Além disto, temos a preguiça matinal - afinal, são férias, palmilhámos quilómetros na véspera e a hora de deitar pecou por tardia. Confirmei que Amsterdão não é uma cidade monumental, antes uma cidade-monumento - ou seja, onde o que há de mais engraçado para ver é a própria cidade, os seus habitantes, os turistas, as ruas, os canais, as "meninas" nas montras, os prédios mais tortos que a Torre de Pizza, as bicicletas, os cães e os patos. E isso implica ter tempo para deambular, para ver montras, para comprar souvenirs, para sentar no café, para tirar fotografias, para fazer figuras tristes, para olhar. Adorei voltar a descobrir Amsterdão. Obrigada pela visita.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eu sei que é 6ª-feira,

mas vamos lá a exercitar a mente! Tentem lá ler este texto, não desistam, mesmo que não percebam a primeira linha passem para as de baixo... É espantosa a capacidade de adaptação do nosso cérebro!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Férias


Agora que se aproxima uma época (ainda) mais crítica para os pobres animais, fica aqui este cartaz espectacular... Roubado daqui, depois de o ver aqui, blog onde o meu coração se partiu em tantos bocadinhos quantas as histórias de terror aqui retratadas. Estou cá com umas ganas de trazer um para passear comigo em Amsterdão que nem imaginam...

Série Se...

... pudesse viajar no tempo, onde ia?

Pois que ia a Lisboa. Uns dias (talvez semanas, não fosse o diabo tecê-las) antes do grande terramoto de 1755. Acho a história fascinante. E aterradora. Confesso que o desejo me vem de há muitos anos, altura em que, adolescente, devorei os livros da colecção Viagens no Tempo. Os meus favoritos? Brasil! Brasil!, o Ano da Peste Negra e O Dia do Terramoto, obviamente. Descobri com estes livros que afinal gosto de História, essa disciplina que tanto me custou estudar nos anos de estudante. História é algo tão complexo como interessante. É igualmente interessante tentar perceber como é que tantos manuais, fazedores de programas escolares e professores conseguem transformá-la num monte de factos disconexos e sem a menor ponta de interesse.
Voltando ao Terramoto. Ou à cidade antes dele. Como seria Lisboa? Já vi desenhos e pinturas, mas nada disso tem a profundidade da realidade. Como seria o Teatro da Ópera, um dos muitos edifícios que não sobreviveram à ira da terra? Como seria a Baixa antes da esquadria geométrica de hoje? Como eu gostaria de ver igrejas, capelas, conventos, palácios e tudo o mais que desapareceu, muita coisa literalmente engolida pela terra! Já li (algures) que este terramoto foi a primeira catástrofe a ser notícia por todo o mundo. Foi a primeira vez que se organizou ajuda humanitária - chegaram a Lisboa mantimentos vindos do estrangeiro! Lisboa não era, na altura, a capital de um pequeno e pouco importante país. Era uma grande cidade, conhecida por todos, cheia de riquezas, que, depois de abanada durante intermináveis minutos foi engolida por uma onda gigantesca que acabou de destruir o pouco que ainda estava de pé. Adorava conhecer essa outra Lisboa.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tem de ser

Hoje é dia de exame de espanhol. Onde estou? O que faço? Estudo!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Queridas...

... amigas e leitoras, futuras e actuais mães de toda a minha (futura e actual) equipa de futebol:
Ensinem o(s) vosso(s) filhote(s) a NÃO fazerem chichi em locais que não são casas-de-banho. Eu sei que os homens podem (reparem na escolha do verbo "poder" em detrimento do "ter") aliviar as suas bexigas de pé. Mas façam-no exclusivamente em locais onde existam uma de duas coisas: sanita ou urinol. Estes locais, também conhecidos como lavabos, são geralmente assinalados por bonequinhos de pernas abertas e não por ângulos rectos de prédios, troncos de árvores ou folhagem densa de arbustos. É que grande parte dos homens parece associar o fazer de pé ao fazer em qualquer lado. E depois é só espectáculos deprimentes por estas ruas fora. Lembrem-se, queridas mães, que vós, as educadoras, não sois homens. Vós não mijais de pé. Vós aguentais até poderdes ir a uma casa-de-banho. Ensinai o mesmo aos pirralhos de hoje para que eles não sejam os mijões de esquinas de amanhã.
Tudo isto porquê? Porque uma pessoa não mora num prédio todo bonitinho, com um jardim à frente para este servir de mictório! Uma pessoa não devia nunca ser confrontada, à saída do seu próprio prédio, com um porco enfiado no meio das buganvílias (ou outras coisas quaisquer, não as sei distinguir) a abanar-se. No entanto, esta foi a triste cena com que me presentearam hoje pouco depois de almoçar. Mau, muito mau!

Série Se...

... eu pudesse olhar para mim através dos olhos de outrém, o que via?

E não estou a falar da parte física, que para resolver essa dúvida quasi-existencial existem espelhos. Estou a falar do resto. Da personalidade - qualidades e defeitos. Da maneira de ser, de estar, de viver, de me comportar, etc., etc.. Como sou como filha? Como neta? Como amiga? E aqui, no blogue, como será que me vêem as pessoas que não me conhecem de mais lado nenhum? Sim, porque eu quando vou a outros blogs imagino as pessoas que os escrevem e a possibilidade de mais não serem do que um alter-ego da verdadeira pessoa é algo que não me faz a mínima diferença. Quando se escreve transmite-se mais do que a soma de todas as palavras tecladas. Existe significado nos temas, nas fotografias que mostramos, nas cores, fontes e imagens do próprio blog. Tudo isto transmite um pouco da pessoa por trás do blog - mas só um pouco, pois se há coisa na qual não creio é em lineridades. Não há pessoas lineares. Por isso não gosto das personalidades associadas aos signos, dos supostos significados das cores que escolhemos para a nossa roupa e azulejos de casa-de-banho ou dos nomes que escolheram para nós. Eu posso ser Goldfish, mas o meu animal de eleição é o cão.

"Como é que eu sou?" é uma daquelas questões que não colocamos aos que nos conhecem. Por vergonha (de pedir semelhante coisa), por pudor (sabe-se lá o que diriam) e por medo de quebrar regras do politicamente correcto que nos dizem que não devemos confrontar os outros ou obrigá-los a confrontar-nos a nós. Por tudo isto gostava de, um dia, e por uns instantes, ser outra pessoa, conhecer-me e ter noção do que sou eu vista por outros olhos. Às vezes não resisto a tentar sacar mais algumas informações quando alguém me diz que eu sou de tal maneira... Ai, sou? Então e porque é que dizes isso? A sério? Achas mesmo? É a minha maneira de perseguir o adágio "Conhece-te a ti próprio".

Tudo isto é muito engraçado. Padece, todavia, de um pequeno problema chamado subjectividade. Nem todos os olhos me vêem da mesma maneira. E nenhuns me vêem como eu me veria, caso pudesse ser eu mesma duas vezes e, frente a frente, olhar-me nos olhos. Ou seja, no final, caso fosse possível ser outra pessoa sem deixar de ser eu, caso chegasse a conhecer-me, não me veria como os outros me vêem, mas apenas como me vejo a mim própria. E isso de nada serve numa sociedade em que é o que os outros pensam de nós que verdadeiramente conta.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ahahah!

Claramente, isto não foi escrito por um native speaker...
Ah, ah, ah!

Acho que este anúncio não está afixado em sítios suficientes...


Para começar bem a semana! :)


domingo, 5 de julho de 2009

A equipa de futebol II

Um colega do mariduncho foi pai há poucos dias. O casal não quis saber o sexo da criança antes do nascimento mas o pai era o mais franco possível quando respondia "I want a boy!" a qualquer pessoa que lhe perguntasse preferências. O casal já tem uma menina, muito querida, e que é a menina dos olhos do pai - que até tem um jeito para ela fora do comum. O mariduncho tentou, inclusivamente, começar uma aposta sobre o sexo da criança, mas sem resultado, que os holandeses não se entusiasmaram. A curiosidade, no entanto, andava ao rubro. Finalmente, chega a mensagem a anunciar o nascimento, sendo que o principal era, finalmente, descobrir o sexo da criança. Primeira informação, o nome: Pike Eli. Ok, por aqui não vamos lá... passemos às fotos. Foto nº 1: cara (também não é muito informativa, queres ver que ficamos na mesma sem saber?!?), foto nº 2: a pilinha, é menino! Ou seja, mais um para a equipa! Chiça! Será que não sabem fazer mais nada?
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P.S.1 - outro colega do mariduncho, em conversa com ele, também comentou que ainda bem que se via a pilinha, que pelo nome não chegava lá (e, antes que perguntem, sim, é holandês também);
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P.S.2 - a irmãzinha do Pike chama-se... Candy! Lá originalidade não lhes falta... :)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Definitivamente, não!

Eu sei que Portugal tem defeitos. Que a política em Portugal é do mais baixo nível que há. Que os políticos então... bradam aos céus. Que as próprias pessoas, muitas vezes, têm atitudes que me revoltam. Mas deixar de ser portuguesa? Não, isso é que não! Posso estar cá longe, posso até nem voltar (espero que não), mas serei sempre portuguesa. Parece, no entanto, que há quem não se sinta assim.
P.S.1 - descaradamente copiado do cantinho da Pitucha.
P.S.2 - ressalvando que tudo o que sei da história é o que li na notícia; que as notícias valem o que valem...; que ainda por cima não há nada gravado... Não posso deixar de achar que a frase "o convite feito pelas autoridades brasileiras terá sido muito sedutor" soa muito a "quem dá mais, quem dá mais?", não soa? E eu a pensar que eram só os jogadores de futebol sem lugar na selecção que faziam isto...

(...)

Se uma pessoa está no estrangeiro, tudo e todos são alheios à nossa pessoa, maneira de ser e estar, vida e história pessoal. Não há amigos e poucos são os conhecidos, não há mãe nem avós, não há primos nem sobrinhos, até os sogros fazem falta (coitados dos sogros, são óptimas pessoas e eu gosto muito deles, para que conste). Não há companhia para ir às compras, para um passeio à beira rio ao pôr-do-sol, para um cinema depois do jantar ou mesmo para um almoço delimitado pela sempre curta hora de almoço de um emprego.

Eis senão quando tudo muda. Por uns quantos dias (sempre curtos, não importa quantos sejam) temos visitas. Nunca ninguém há-de compreender o bem que sabem as visitas melhor do que os emigrados. Durante aqueles dias vamos ter com quem falar a nossa língua (não é que eu não tenha o mariduncho para falar, mas qualquer pessoa que o conheça sabe que não é essa a sua melhor faceta...) até que a voz nos falte, vamos ter quem passear pelas ruas que já nos são familiares, mas que ainda provocam o espanto nos outros, vamos aproveitar os saldos e mostrar, além de todos os locais turísticos da praxe, as pequenas coisas que só quem cá vive já descobriu, experimentou e provou.

Pois é, aqui a Golden vai ter visitas... a minha querida amiga S. vem cá, acompanhada de outra amiga, durante 4 diazinhos! Vão ser 4 dias de bolhas nos pés (Sr. S. Pedro, um pouco menos de calor ajudava, agora chuva é que não, mas só se não for muito incómodo, veja lá, não se sinta pressionado) muito passeio e corte-e-costura. É já de hoje a 8... Mal posso esperar!! Estou tão contente... :)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Foi para dias como o de hoje...

... que a Coffee Company inventou o Frozen Cappuccino!


Dank je wel!

Mudanças no estilo de vida de uma pessoa

Aí em Portugal, quando ia à compras (e, a bem dizer, a qualquer outro lado), levava isto:




Aqui nas Holandas, quando vou às compras... Levo isto:



P.S. - digam lá que o cor-de-rosa às bóuinhas não é estiloso?!?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os sogros em Amsterdão

Os meus sogros vieram visitar Amsterdão há uns aninhos, num fim-de-semana prolongado. A minha sogra, mulher viajada, até já conhecia depois de trabalhar uns tempos em Bruxelas e aproveitar para visitar algumas coisinhas à volta. O sogro não. Cinquentões prá-frentex (há quanto tempo não "ouviam" esta pérola do português dos anos 80?) que são, compraram bilhetes online, marcaram o hotel no booking (depois de se aconselharem com o mariduncho, que já cá vinha a trabalho regularmente) e andaram na net a pesquisar o que fazer, o que visitar, mapas e o diabo a sete. Isto além dos conselhos de n pessoas que já cá tinham vindo, claro está. Turistas muito bem informados, meteram-se no avião e para cá vieram. Como não seria de esperar outra coisa, choveu-lhes em cima boa parte do tempo, pelo que resolveram tomar um cafézinho para aquecer e esperar que a chuva amainasse. E que sítio nesta cidade pode ser mais aconselhável para beber um café do que uma Coffee Shop?!? Pronto, o cheiro era um bocado estranho. E a decoração completamente psicadélica, num exagero de cores. Sim, não havia muita gente lá dentro... e os que estavam nem bebiam cafés. Mas nada disto demoveu os sogros! 'Bora lá tomar café na Coffe Shop, decidiram, e fizeram. Diz que o café não prestava...*
* há que dizer que os sogros são os primeiros a rir da sua própria idiotice... ora lá alguém ouviu Amsterdão ser associada a lojas que vendem cigarros "especiais"? Ninguém, pois não? Ah, e não quero deixar os créditos por mãos alheias... Esta pérola da história familiar estava bem escondida nas traseiras da minha memória até ser catapultada para o spotlight ao ler esta outra história - gente muito bem informada, também, não haja dúvidas!

Limpezas


Quem inventou o conceito "limpezas" deve esconder-se, calar-se bem caladinho e desaparecer do mapa para um lugar bem longe. É que se eu descubro quem foi o idiota que se lembrou de semelhante coisa sou capaz de o processar. Magoar. Violentar. Matar, talvez. Aaaargh! Odeio limpezas!
P.S. - mas quem é que põe aquele sorriso perante um espanador e um aspirador?!? Será loucura? Bem, se calhar já acabou...

sábado, 27 de junho de 2009

Decidiram-se, finalmente!

Aleluia, temos eleições marcadas! E não, não estou delirante por ir votar, até porque ainda nem me desloquei ao consulado (em Roterdão) para dizer que estou por cá... se bem que já estou com a consciência a ficar pesada, pois apesar de descontente com a nossa democracia, tenho imenso respeito por quem se esforçou por a conseguir, nem quero pensar no que seria voltar a uma ditadura e, principalmente, continuo sem ver nenhuma outra opção melhor - e democracia sem votos não é democracia. Vamos ver, pode ser que ainda vá a Roterdão passear para a semana. A minha satisfação prende-se com o facto de, finalmente, poder marcar a nova visita da minha mãezocas e do meu avô - que há-de vir celebrar os seus 89 aninhos a Amsterdão! :) E, se estão a perguntar-se (só porque não o conhecem) qual é a importância da data das eleições, eu explico. O velhote, apesar da provecta idade, não dispensa o acto eleitoral - e não só vota religiosamente nos seus camaradas de sempre como passa os Domingos de votos nas mesas da sua freguesia... Agora é delegado e (disse-me aquando das europeias) tem de controlar tudo para não haver fraudes e, no final, fazer um relatório com tudo (tudinho!) o que se passou. Já disse aqui que tenho um orgulho do tamanho do mundo do meu velhote? Pois tenho.

Eu e o holandês

De vez em quando vou à mercearia portuguesa buscar qualquer ingrediente mais português que não trouxe, bem guardado no meio das peúgas e soutiens, da última visita a Portugal. Sim, que mesmo no estrangeiro a comidinha cá em casa é portuguesíssima, que essa de pôr molhanga de maionese em cima de tudo e quase não comer peixe não dá para mim. Hoje lá fomos buscar um pacote de batata-palha para fazer um bacalhau à Brás (ou é à Gomes de Sá? Troco sempre os dois...) para o almoço*. Os donos são portugueses, obviamente, e o filho, de uns 20 e poucos anos, se não nasceu cá já cá vive há bastante tempo, pois fala um holandês fluente além de um português irrepreensível. Mas a falar português tem um tique de holandês... Está sempre a dizer "faz favor", a tradução de alstublief, palavra holandesa que os nativos repetem insistentemente e que tem vários usos, como "se faz favor" ou "de nada", e mais uns quantos que ainda não consegui entender. Ele disse-nos "faz favor" 2 ou 3 vezes em alturas que nenhum português o faria... mas um holandês sim! Estou tão orgulhosa... afinal já percebo qualquer coisinha de holandês, até identifico tiques de quem é bilingue!! :)
* não, ainda não mandei a dieta dar uma curva, esta é apenas a refeição semanal em que a desrespeito... mas vontade não me falta, sinto tanta falta de arroz e esparguete! :(

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dúvidas existenciais

O que fará uma pessoa admirada, invejada, idolatrada, achar-se inferior? Alguém que tem tudo sentir que nada do que tem é suficiente? Uma pessoa bela achar-se feia, imperfeita? Uma pessoa magra achar-se gorda? Quem é rico achar que precisa (sempre) de mais dinheiro? Que mecanismo perverso no nosso cérebro conseguirá distorcer tanto a verdade? Será fisiológico ou psicológico? Uma mistura dos dois? Não faltam exemplos. Mas faltam explicações.
A linha entre a sanidade e a loucura (seja lá o que isso for) sempre foi, é e será esticada, puxada, torcida por gente de todo o mundo. Os nossos olhos não vêem o que está à nossa frente, mas aquilo que o cérebro processou por eles. Por isso é que o que uma pessoa acha belo é feio aos olhos de outro. O mesmo com os restantes sentidos. Por isso existem diferentes gostos musicais. Diferentes paladares. Diferentes sensibilidades ao cheiro. Por isso devemos ser compreensivos com os outros e, principalmente, com nós próprios. Entre o preto e o branco há uma infinidade de cinzentos, todos ligeiramente diferentes uns dos outros. Porque será que algumas pessoas acham o seu tom o melhor do mundo e outras não se conformam com a tonalidade que lhes calhou em sorte? Todos temos a nossa tonalidade própria, única, que será agradável aos olhos de uns, indeferente para outros e intolerável para outros ainda. O nosso tom não é lindo nem feio, perfeito nem imperfeito. É, essencialmente, único. E, sendo o nosso, convém que saibamos conviver com ele.
Só nunca ninguém disse que era fácil.

Michael

Isto de viver num sítio onde não se percebe nada do que os outros dizem é no que dá. Só soube esta manhã. Michael Jackson morreu. Não era fã, lembro-me vagamente do videoclip do Thriller, melhor da música Black or White (achava piada reconhecer as duas palavras no meio do resto da algaraviada que era para mim o inglês). Nada mais. Mas não deixa de me chocar, até porque tudo o que se soube da sua vida só mostra que era uma pessoa à procura de si próprio, e que apesar de ter tido tanto, nunca nada lhe bastou. Talvez tenha ido para a Terra do Nunca.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

?

Se calhar sou eu que sou limitada... mas é possível adquirir em Portugal bens que não sejam de consumo?

Más ideias (a não repetir)

Ir andar de bicicleta com o cabelo húmido do duche sem tomar a mínima precaução - nete caso, apanhá-lo com um elástico. E depois, não o escovar. Dormir de seguida. E, aí sim, pegar na escova. Ouch!
Se houver erros, perdoem-me, que ainda vejo as letras a bailar num mar de lágrimas por cair.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como?

Como é que alguém que não tem nada para fazer não consegue arranjar tempo para vir escrever um mísero post antes das 20h46??

terça-feira, 23 de junho de 2009

Já que em Lisboa até me choveu em cima... hoje fui para o parque apanhar sol tipo lagartixa. Ahhhhhhh..... :)

Obrigada, muito obrigada!

Afinal não havia ninguém com o meu NIB equivocado! Nadie, nobody, niemand, n-i-n-g-u-é-m! Já recebi um e-mail, já conferi o saldo da conta e o dinheirito já cá canta! Ai, tenho de pensar quantas camisolinhas da Zara e afins vou poder comprar... :)
Mental note to self: não confiar nos números impressos a tinta nos cartões MB já usados.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os dias mais longos

Amanhã e depois vão ser (em números redondos) os dias mais longos do ano aqui em Amsterdão, com o sol a nascer às 5h20 e a pôr-se às 22h07. Ora eu durmo mal e pouco. Falo de noite. Mexo-me tanto que já pus um olho negro ao mariduncho e acordei virada para os pés da cama toda enfiada por baixo do lençol de baixo (daqueles com elástico, ainda por cima, estão a ver?). Raramente durmo mais de 8h, mesmo que esteja estafada, mesmo que me tenha deitado de madrugada, mesmo que não tenha nada para fazer. E se há duas coisas que não me deixam dormir são o barulho e a luz - tenho uma venda para os olhos e tampões para os ouvidos que levo religiosamente cada vez que durmo fora de casa. Mas em casa não me dá jeito dormir com uma coisa sobre os olhos e outras duas que me impedem de ouvir quase tudo. O meu quê de medrosa lembra-se logo de todas as coisas más que podem acontecer sem eu ouvir por causa do raio das borrachinhas. Mas, sem venda, o cortinado da minha casa parece um quadro negro gigantesco iluminado por raios divinos (daqueles que aparecem nas pinturas religiosas, a furar autênticos montes de nuvens) às 5h30 da matina! Ou seja, há mais de um mês que estou a pé, já a preparar o pequeno-almoço, às 7h. Ora, se ainda fosse trabalhar... mas não vou! Ah, claro, daqui a uns meses, quando voltar a estar noite cerrada antes das 18h, volto a queixar-me, ok? Mas aí é porque às 5 da tarde já é quase noite, está um frio de rachar e não há nada para fazer na rua sem ser ir aos bares. Golden sofre...

sábado, 20 de junho de 2009

Tudo o que podemos fazer trocando um C por um T ou um D

Eu tenho uma capacidade muito limitada de compreender o holandês. Um dos problemas é perceber os nomes quando me apresentam a alguém. Mas, verdade seja dita, eles também não ajudam! No primeiro curso de espanhol que tirei aqui na Holanda tinha um colega chamado Con. Ao fim de umas quantas aulas percebi finalmente o seu nome - vi-o escrito. Agora, no outro curso, tenho outro colega, este chamado Ton. Logo na primeira aula, felizmente, a professora fez passar uma folha para escrevermos os nossos contacto e eu fui a última... Se não acabava a chamar-lhe Con, como ao outro. Na última aula, descobrimos que o marido de outra colega se chama... Don. A prof, espanhola, tão dura de ouvido do que eu, disse, verbalizando os meus pensamentos "Ah, como Ton!", apontando para o nosso colega. Lá fomos corrigidas, "No, con una 'd', Don". Bem, pelo menos são fáceis de dizer - nada como Jerome, nome de um colega do mariduncho, a quem ele jura já ter ouvido chamar rreruume, jeruume e xeruume, e que ainda por cima é um nome muito comum. Mas Con, Ton e Don... que falta de originalidade!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ai, eu

Arrombam-me o carro. Levam-me a carteira com todos os cartões do banco (ãh, dito assim até parece que são muitos...) e parte dos códigos do netbanking. Logicamente, cancelei tudo. Já tenho tudo tratado, menos o netbanking. Há dias precisei do meu NIB português por causa de um pagamento. Não tendo netbanking, lembrei-me de ver o NIB nas costas do cartão de débito, por acaso está lá escrito. E lá mandei os números por e-mail. Avisaram-me que a transferência já tinha sido feita. Cravei os dados de acesso ao netbanking da minha mãe (um rasgo de inteligência) e como ela é 2ª titular da minha conta lá fui ver da guita. Não estava lá. No dia seguinte, voltei a confirmar. Nada. Comecei a temer o pior. Já que agora já tinha os acessos da minha mãe, fui confirmar o NIB. 20 números confirmados depois, já suspirava de alívio quando olhei para o 21º - estava errado! O último dígito do NIB, um 8, tinha-se transformado num 6 perfeitinho devido ao uso do cartão. Ataque de stress. Bebi meio litro de água para acalmar e liguei para o banco. Um rapazinho super-simpático atendeu-me e depois de ouvir a minha never ending story (sim, eu não admito estes erros idiotas sem me explicar bem) explicou-me tudo tintim por tintim. Se o NIB errado não pertencer a ninguém, estou safa, a transferência não é feita. Se pertencer a outra pessoa é que a porca torce o rabo... A pessoa / empresa que fez a transferência é que tem de contactar o seu banco, avisar que o NIB está errado e o banco tem de entrar em contacto com o dono da conta para onde foi o dinheiro para pedir autorização para retirarem o dinheiro! Se não houver autorização, chapéu, só indo a tribunal... Ou seja, ou a transferência é rejeitada e faço figura de parva perante a empresa, ou o NIB existe e tenho que lhes dizer que não é meu e que têm de ter o trabalho de ligar para o banco, fazendo também figura de parva e ainda por cima dando-lhes um trabalhão extra - para piorar as coisas é o primeiro trabalho que faço para eles, que mau aspecto... E corro ainda o risco final de ficar a arder porque não vou meter ninguém em tribunal por 100€!! Ai, eu. Esperam-se desenvolvimentos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Será piada do dia ou frase do dia?

Handle every stressful situation like a dog:
If you can't eat it or hump it,
piss on it and walk away

Saudades

Ir a Portugal também é triste. Porque chegamos a casa e já não encontramos esta loura linda. Ainda não consigo deixar de esperar que ponha a cabecita pela porta da cozinha, atraída pelo som da porta do frigorífico, associado num perfeito efeito Pavlov a uma deliciosa fatia de fiambre.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E não é que funcionou?!?

Podem cair os queixos, pasmar as almas, fazer boquinhas em forma de "ó". É verdade, o raio da dieta funcionou! Mesmo com chocolate! Menos do que deveria, é certo (já tenho exames para fazer na próxima visita a Portugal), mas lá perdi 3 quilitos! Viva! Hurray! Yuppi! Etc., etc.!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Um quiz de holandês

A revista da KLM que me foi entretendo no voo para Lisboa trazia um quiz sobre conhecimentos da língua holandesa. Se por um lado não escrevo aqui o pobre resultado que obtive (tenho vergonha), uma das palavras cujo significado obviamente não adivinhei merece ser conhecida para lá das fronteiras dos países baixos... Falo da palavra brilzeeëend. Isso mesmo, leram bem - brilz-e-e-ë-e-nd. Quatro "e" seguidinhos, um deles com um trema em cima que, pelo que entendi nas aulas de holandês (será melhor, portanto, procurarem informação mais fidedigna), serve para indicar que temos de carregar na pronúncia daquela letra. Qual será a utilidade de repetir (quase ad eternum), uma letra numa palavra?! Será que a pronúncia seria diferente se se escrevesse brilzeëend (para os mais distraídos, tem apenas 3 "e") ou ainda brilzëend ( com 2)? Ou será que existem 3 palavras diferentes, com significados completamente distintos, com 4, 3 e 2 "e"? E, já agora, como é que se lêem 4 "e" de seguida, com ou sem trema, perguntam vocês... Pois vejam lá que não sei! E, desconfio, nunca virei a saber. Ou talvez sim, se me lembrar de perguntar semelhante coisa da próxima vez que estiver com um holandês que conheça. Caso o descubra, partilho.


P.S. - já que já, um brilzeeëend é um pato-careto, espécie cujo nome em latim é Melanitta perspicillata; será que ainda me espanta que até uma língua morta seja mais fácil de ler do que holandês?! Nãoooo!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Já que apelar ao S. Pedro não parece resultar...

Querida R.,
Eu sei que não te disse que vinha à tua despedida, que fui má e que até consegui enganar-te ao telefone. E sei também que, por não querer informar-te das datas da minha estadia em Lisboa não pudeste informar com a devida antecedência os teus compadres deus nosso senhor, Jesus ou, ainda melhor, S. Pedro da minha vinda e da necessidade que alguém que vem da Holanda tem de encontrar uma Lisboa no seu melhor, solarenga, quentinha, luminosa, aprazível, etc., etc.. É bem feita, resmungas tu neste momento, tivesses dito que vinhas que eu fazia lobby com os meus santinhos de cabeceira! Ora mas vamos lá a pensar, querida amiga... O fim-de-semana que se aprochega (será assim que se escreve? será que existe? :s) é a última oportunidade de os teus convidados bronzearem a pele antes do casório. E tu não queres uma data de minhocas esbranquiçadas a deambular pelo copo d'água, por muito bem vestidas que vão, pois não? Então vê lá se mexes os cordelinhos, acendes uma velinha e tudo o mais que houver para termos um fim-de-semana de Verão e, já agora, uma semaninha que se aproveite também!
Muitos beijinhos e xi-corações desta tua amiga,
Golden
P.S. - tens de admitir que é triste que, dos teus convidados europeus (nós), o único que vem bronzeado tenha apanhado um escaldão... na Holanda!