domingo, 10 de maio de 2009

Me, myself and I

Como dizia noutro post, a vida é longa e as memórias perdem-se. É bom ter lembranças, que mais não são muitas vezes que histórias plantadas na nossa memória de tanto serem contadas e recontadas por outros. Não via estas fotos há décadas (na verdade são stand-stills tiradas de vídeos caseiros com cerca de 30 anos) mas é tão bom recordar. Olhar à distância, para tempos que eram tão mais simples. É bom ver pessoas que já não estão connosco. Mas essas ficam para outra altura, que hoje o post é meu, só meu e de mais ninguém.
Aqui estou eu a dormir sob o sol da Caparica. E ok, é verdade, usei chucha, mas durante pouco tempo e quase só para dormir, está bem?


Com uns meses de atraso, mas tal e qual vim ao mundo. E é bem capaz de ser melhor assim, porque quando vimos ao mundo somos tão enrugadinhos que mete dó.


A boa disposição é evidente.

Adorava o meu banhinho.

E já dormia de lado. Quase exactamente na posição em que hoje me ponho para conciliar o sono.

Ele há com cada piada...

Adoro quando vejo este símbolo na etiqueta de uma qualquer peça de roupa. Forma-se-me logo um sorriso rasgado nos lábios. Escapa-se uma gargalhadinha. É que só pode ser piada alguém achar que eu (euzinha!) vou perder tempo a lavar uma peça de roupa à mão. A sério. É hilariante.*


* acreditem, no máximo (enquanto me lembrar que aquela peça tinha este símbolo na etiqueta que arranquei antes de a vestir pela primeira vez) lavo-a no programa das lãs. E já goza!

sábado, 9 de maio de 2009

"Esse decote é uma vergonha!

Só não te mando para casa mudar de roupa porque sei que não vais!"
Esta singela frase prova que o mariduncho não só tem a sua piada como me conhece bem... :)

A equipa de futebol

Não gosto de futebol. A descrição que mais combina com o que sinto perante um jogo é 25 macacos a correrem atrás de uma bola. E odeio o clubismo, não o saudável, que até pode ser engraçado, mas o mais comum, o exacerbado. Não gosto do amor cego, da devoção absoluta perante algo tão... pouco necessário, pouco interessante e, regra geral, com tão pouco mérito. Sinceramente, nem da selecção consigo gostar. Então quando entrámos na loucura da bandeirinha, ia dando em doida.
Tendo isto tudo em conta, quem haveria de dizer que eu colecciono uma (ainda) incompleta equipa de fútebol júnior?! Pois é... ao J.P., ao A., ao D., ao X. juntou-se, dia 2 de Maio, o M. Bem-vindo a este mundo, puto, estava a ver que vinhas de véspera!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

(...)

"Do you know why do men die when they're lost in the wild?"
"No."
"They die of shame. They ask questions like: What did I do wrong? Why did I fail? They blame themselves and die of shame."*
E, não haja dúvidas, o mundo de hoje é do mais selvagem que há. Senão reagirmos, morremos de vergonha.
* de um filme que acabou de dar, sobre dois homens perdidos no Alasca, com o Alec Baldwin e o Anthony Hopkins. Não é que seja grande filme, mas identifiquei-me com a frase.

(...)

Problemas existenciais, dúvidas profissionais e medo geral do futuro impedem-me, por hora, de escrever. Esperamos inspiração, decisões e melhorias no geral.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mézinhas

Tenho uma verruga num dedo da mão que me irrita solenemente. É pequena e não se vê muito porque está na articulação e fica disfarçada pelas rugas. Mas eu não gosto dela. Gosto das minhas mãos e dos meus dedos e esta coisa não combinada nada bem com eles. Perguntei à médica de família se ma podia tirar. Ela diz que não. Receita-me um químico que se vende na farmácia para o efeito. Ou para o suposto efeito, porque utilizei-o três vezes e a coisa continua cá. Agora na última visita a Portugal uma prima informa-me que se viu livre de uma verruga com uma receita muito mais simples: sal de cozinha e água morna. Ok. Isso é bom, pensei eu. É só misturar muito sal grosso com um pouco de água quente e mergulhar o dedo lá dentro durante um bom tempo, todos os dias, à noite, e não enxaguar para que o sal fique agarrado à coisa durante a noite. O sal seca a pele, eu sei, basta ver a triste figura da minha pele no Verão, portanto, seca também a verruga, que acaba por cair. Pus o dedo de molho durante um mês e meio, todos os dias, religiosamente, e a coisa... não caiu. Mas porque é que eu ainda acredito nestas mézinhas caseiras, muito simples, fáceis de fazer e aplicar mas que, pura e simplesmente, não funcionam?
i
P.S. - e não me venham propor que use ranho de lesma para secar a coisa porque dessa mézinha já me informaram, e por muito que funcione, esqueçam, que eu não vou coleccionar lesmas no frigorífico e muito menos esfregá-las no meu pobre dedo. Coitado, já lhe chega a verruga!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Despedidas de Solteira

Eu gosto de despedidas de solteira. Pelo menos das que me calharam, gostei. Juntar um grupo de mulheres, festejar o casamento (próximo) de uma de nós, passar um dia ou dois na praia, rever colegas de escola e conhecidas com quem, por vezes, há anos não nos cruzávamos é uma delícia. Agora, é preciso notar que gostei das despedidas de solteira a que fui porque (quase) nada tiveram a ver com as tristes figuras que muitas vezes se vêem por aí. Ok, a noiva até pode levar um véu rosa-choque. Pode receber umas prendinhas atrevidas. Podemos parecer um bando de galinhas a rir pelas ruas. Podemos até beber uns copos. Mas nada disto se compara às figuras que muitas vezes se vêem. Há pessoal que parece que só se consegue divertir quando está bêbedo para lá de qualquer noção do ridículo. Há pessoal que acha que só fazendo a noiva passear uma piloca gigantesca na cabeça a coisa tem graça. Na Alemanha vi um grupinho (deve haver montes de gente a casar nos próximos tempos naquela terra, tantos foram os grupos de despedidas de solteiros que vi em 4 dias) que levava, por cima das calças, cuecas tipo fio dental. Por fora. Cor-de-rosa. Vermelhas. De renda. Pareciam um bando saído do Monsanto. Há algum tempo, ainda em Lisboa, vi um grupo com preservativos às cores enfiados na cabeça. Porquê? há alguma necessidade de se fazer estas figuras ridículas? Ah, e a última novidade, quase me esquecia, o contratar gajos como prato de sushi... Sim, pôr um rapazinho, supostamente jeitoso (também há com raparigas), nú, a fazer de prato e é suposto o pessoal ir tirando os rolinhos de sushi e comendo directamente da "travessa"... Nem quero imaginar o balúrdio que se deve pagar por comermos num prato que nem pode ir à máquina, para uma pessoa ter a certeza de que está limpinho. Blergh!

(...)

O que é que fazemos quando a vida não corresponde aos nossos sonhos? Aos objectivos que para nós traçámos? O que fazemos com sentimentos como falha, inoperância, insucesso, desprezo, desadequação, desperdício nos inundam a mente ao pensarmos na nossa vida profissional? Aliás, chamar-lhe "vida profissional" é, por si só, uma mentira, pois não é profissional e quase não é vida, mas tão-só uma forma de sobrevivência que nem chega para nos sustentar. Como fazer as pazes connosco quando sabemos que foram, essencialmente, as nossas escolhas que nos conduziram a onde estamos. E, apesar de sabermos que não havia consciência do erro, talvez alguma pesquisa, alguns conselhos assimilados e não apenas ouvidos, tivessem feito a diferença. E, pior do que a consciência do passado, a incerteza do futuro. Como tentar mudar o curso? Como descobrir um novo caminho, no meio da confusão? Em que medida o que sabemos serve para alguma coisa? E, se servir, serve para quê? Haverá coragem para novos passos? E, além da coragem, haverá tempo para dar esses passos? E, voltamos ao princípio, passos em que direcção?

terça-feira, 5 de maio de 2009

E Colónia

A (famosa) Catedral de Colónia. Um colosso. Uma coisa gigantesca, nunca tinha visto uma coisa assim. E sobreviveu à II Guerra Mundial, pode ter tido alguns danos, mas ficou de pé quando tudo à volta eram escombros. Impressionante.


Estão a ver esta vista? É bonita? Fica bem, assim enquadrada pela janela de pedra com arabescos? Acham? Eu não tenho tanta certeza, depois de ter subido 533 degraus para tirar o raio da foto...

Desenho a giz e não sei mais o quê (umas latas de spray, mas não me pareceu graffitti) no chão da praça em frente à Catedral. Um amor. (Ah, só tirei a foto depois de agraciar a artista, que aqui a Golden tem vergonha na cara).


Autêntica coroa de ouro dos tempos romanos. Sim, Colónia é muito antiga, e no tempo dos romanos era enorme e riquíssima - pelo menos parece, a julgar pela quantidade e qualidade de artefactos, mosaicos, jóias, recipientes de vidro, etc., etc. que estão expostos no museu. Adorei. Mais uma vez, foto ranhosa devido à ranhosice da máquina, que não conseguia focar. É o que se arranja!

Frankfurt

Era assim Frankfurt há umas décadas atrás. As casas típicas são tão giras que parecem casinhas de bonecas. Infelizmente o que aqui vêem não são os prédios originais, mas reconstrucções feitas depois da II Grande Guerra, altura em que não ficou pedra sobre pedra.

Agora é assim. Uma mistura de antigo (perfeitamente reconstruído), com novo.


Um arranha-céus espectacular.


A viagem de comboio entre Frankfurt e Colónia. O comboio regional, que corre ao longo do Reno, leva o dobro do tempo do rápido (3 horinhas), mas vale bem a pena (na foto não ajudam a falta de sol, o vidro cagado e a máquina de fotografar ranhosa).

Alguém?

Mas alguém encomendou chuva aqui para a Holanda? É que eu quero desde já cancelar a encomenda...

Será...

... que os alemães ficaram muito chateados por eu lhes dizer, repetidas vezes, Sorry, I don't speak Dutch??? :s

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Portugal, Holanda, táxis e taxistas

Quero admitir desde já que sofro de um grave preconceito e que este post vai servir para o exorcisar. Sofro de uma enorme desconfiança, para não dizer temor, dos taxistas e, por muito que me queira convencer que nem todos são iguais, as pernas tremem-me de cada vez que estendo o braço para mandar parar um. Tudo começou em Portugal onde, como condutora habitual, sofria diariamente com a forma com que a maior parte destes profissionais encaram a estrada, o código que (supostamente) a rege e os restantes utilizadores (motorizados ou não). Agora, aqui em Amesterdão, além do medo de morrer num acidente, junta-se um novo medo, que é o de ser assaltada... pelo próprio taxista. Vamos por partes.
Tenho um medo que me pelo de andar de táxi em Portugal porque a maioria dos taxistas parecem kamikases ao volante, apesar de não me constar que o governo lhes pague ou os doutrine para se espetarem contra seja o que for. Quando me obrigam a circular dentro de um a primeira coisa que faço é procurar (freneticamente) e colocar (com a maior firmeza possível) o cinto de segurança. Já frisei a um senhor que não lhe tinha dito que estava com pressa de chegar ao meu destino. Já guinchei a outro que o sinal estava vermelho quando o seu pézinho teimava em não abandonar o pedal da direita. Não quero saber o que possam pensar, eu quero é chegar inteira ao destino.
Agora, ao medo de perder a minha saúde (aos taxistas de Amesterdão deve sair-lhes a carta de condução na mesma farinha que aos portugueses) junta-se ainda o temor pela saúde da minha carteira. É que tudo é caro nesta terra, tudo bem, mas pagar para sofrer... já chega na depilação! Não é que o senhor que conduz o taxi saque de uma pistola ou navalha e me obrigue a dar-lhe a minha quase sempre paupérrima carteira ou o fraco telemóvel. Não, o que ele faz é roubar no que cobra. O mariduncho já teve mais experiências interessantes, mas as minhas experiências, apesar de pouco numerosas, revelaram-se ilustrativas. Da primeira vez, ainda não tinha nascido este aquário, o taxista que nos trouxe do aeroporto tinha o taximetro colocado junto aos pés - óptima localização, se os clientes insistirem em ver o dito pode ser que o chulé lhes tolde o raciocínio e achem que pagar 45 € por 30 minutos de caminho é razoável. Mas nem isso é necessário, porque perante o nosso pedido para ver o valor no mostrador, alegou simplesmente que já o tinha apagado. E viva a transparência! Ontem, quase à 1 da manhã, um jeitoso queria cobrar-nos, à partida, 15€ para nos trazer numa viagem que, de eléctrico e na hora de ponta, não demora mais de 20 minutos! Sem utilizar o taximetro nem nada... fez umas contas de cabeça, somou a falta de transportes públicos àquela hora com o nosso discurso em inglês e o resultado foi um ora paguem lá 15 euritos que só vos faz é bem. E o melhor disto tudo é que parece que os taxistas cá são uma espécie de profissionais liberais, ou seja, não há empresa nenhuma a quem reclamar, cada um tem o seu carrinho, é o seu próprio patrão e nós se quisermos podemos sempre reclamar... com o próprio. Os resultados serão óbvios.
Depois disto tudo o que me apetece dizer é (e eu não gosto de dizer estas coisas), passasse-se isto lá no nosso rectângulo e bradava logo meio mundo (connosco à cabeça), "aqui d'el rei que é uma autêntica república das bananas, cada um faz o que quer, vivemos mesmo no terceiro mundo!"
P.S. - Se me esqueci de mais alguma das críticas habituais, perdoem-me e lembrem-me, que eu acrescento, acho que faz todo o sentido e o post só tem a ganhar.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Feriados

Para quem não sabe, amanhã é feriado, é Dia da Rainha (supostamente comemora-se o aniversário da rainha, se bem que a actual, coitada, parece que nasceu em Janeiro, mês muito pouco agradável neste hemisfério em geral e aqui em particular; a senhora, que parece ser simpática, resolveu que já era mau q.b. ela ter de comemorar ao frio, não valia a pena obrigar todo o país a fazer o mesmo e, vai daí, manteve o feriado nacional no dia do aniversário da sua mãe, 30 de Abril, amanhã). Perceberam?
Adiante, acontece que o Dia da Rainha comemora-se aqui em Amsterdão, onde a família real vem desfilar pelos canais e mostrar-se aos súbditos, que vêm todos cá ver a parada, comer nas ruas, comprar tralha em segunda mão que os locais podem vender na rua, ouvir concertos e sabe-se lá o que mais. Isto a juntar aos que já cá vivem e ao turistame do costume. Como o mariduncho só é dado a apertos comigo e com mais ninguém ;) vamos dar à sola amanhã bem cedinho e ver como páram as modas ali na Alemanha. Colónia e Frankfurt, cá vamos nós!
Tu e eu, encontramo-nos aqui na segunda, sem falta! Hasta.

Do que somos feitos

Os poetas escrevem. Os filósofos pensam. Os médicos tentam explicar a coisa cientificamente. Mas, por muito que misturem o ambiente com a genética, que puxem pela cabeça, que abusem das palavras, nunca serão capazes de reduzir o que cada ser humano é a uma simples fórmula, a uma teoria ou a um poema. Muito menos se reduzirá a um texto escrito por mim, mas aqui vai, que é esta a disposição do dia.
Se há algo que faz de nós o que somos, são as nossas memórias. O que vivemos, o que fizemos, o que nos deram e, principalmente, as pessoas que nos acompanharam em todas ou em cada uma das etapas. Tudo isto está na nossa cabeça, muito ou pouco enterrado em camadas sucessivas de problemas, acontecimentos, obrigações, que ocupam o nosso dia-a-dia. E, no meio das nossas caóticas vidas, por vezes, parece-nos que nos esquecemos de tudo. E queremos lembrarmo-nos, queremos recordar, mas tudo o que nos vem à cabeça é o presente. Para isto são precisas as outras pessoas. As fotos. Os diários. Os filmes. As músicas. E, mais modernamente, os blogs.
Uma colega blogger tem no cabeçalho do blog que escreve para o seu filho que espera que ele não lhe leve a mal a exposição. Eu tenho a certeza que não vai levar. O que ela descreve são as pequenas coisas do quotidiano que vão escapar, inexoravelmente, para o fundo do baú que é a nossa memória. Coisas pequenas, mas não insignificantes, e que tão bem nos sabe recordar. Sabe bem conversar, ou escrever, sobre as pessoas que nos importam, e saber que na mente do outro há uma versão ligeiramente diferente do que há na nossa. É tão bom olhar para fotos ou filmes caseiros de outras épocas e ver a agir, a falar, a amar-nos pessoas que o tempo já nos roubou - seja da forma mais radical, a morte, seja de forma gradual, o envelhecimento. É recordar o dar o dedo em vez da mão (que nós já somos crescidos), o chamar "cão" a todos os animais (até a um pobre passarinho diminuto), a fila de cabeças a passar que mal ultrapassava a altura da mesa da cozinha (que hoje sentem o ar a mais de 1,70m de altura), o acreditar que um helicóptero nos vem buscar para nos levar à escola, a birra que fizémos para que nos oferecessem um triciclo, os filmes de cowboys que vimos no cinema do bairro na companhia do avô, os bolos que a mãe nos levava a comer ao Domingo, as Barbies que os padrinhos nos traziam do Brasil, os jogos com que nos entretinham nas intermináveis bichas da Ponte 25 de Abril.
Muitos destes pequenos acontecimentos estão na nossa memória. No entanto, não estariam se não os revivessemos. A memória é muito frágil e não consegue competir com as exigências do dia-a-dia. A partilha faz com que a nossa vida tenha contornos, porque aquilo que para uns são memórias distantes da infância, para outros são memórias muito nítidas da primeira vez que foram pais. A ideia que temos de alguém, sem muitas certezas, é corroborada por outra pessoa que connosco a conheceu. As sensações que um determinado acontecimento nos transmite, vistas de outro ângulo. Tudo isto somos nós e são os nossos. A paciência, a amizade, o companheirismo, o amor que nos dedicam, ao longo da vida, as pessoas que connosco a vivem. É para isto que estamos nesta terra, sem a mais pequena dúvida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Afinal não sou só eu... (ao som da conhecida música popular portuguesa)

Ontem ia muito bem no meio da rua quando sai um rapaz de um prédio. Muito decidido, dirige-se ao grupo de bicicletas estacionado no passeio. A um passo do aglomerado de rodas, estaca. Olha. Dá um passo para a direita. Olha melhor. Torce o pescoço para a esquerda. E repara em mim, que parei no meio do passeio e fiquei a olhar com um meio sorriso nos lábios. Fala-me em holandês, sorrindo também, eu papagaio a frase mais repetida nos últimos meses ("Sorry, I don't speak Dutch...") e ele repete em inglês que não sabe qual é a sua bicicleta. Aha! Eu sabia! Não sou só eu! Não são só os totós não-holandeses, que não estão habituados a tanta bicicleta! Afinal, after all, eles também perdem as bicicletas no meio da confusão! Ganhei o dia. :)

Hoje sou de Sintra

Hoje, como é costume, comecei o dia com as notícias da BBC ao pequeno-almoço e continuei com o Público online. E qual não é o meu espanto quando vejo um título que afirma que Sintra proibiu touradas e espectáculos de circo com animais! E, ao abrir a notícia, descobri que nem sequer são os primeiros, Viana do Castelo, Braga e Cascais já tinham feito o mesmo (pelo menos quanto à tourada)! Finalmente, um pouco de civilidade. Mais respeito pelos animais do que por supostas tradições. Fiquei feliz.

Entretanto, comecei a ler os comentários (mais de 150!) que por lá deixaram. E li com cada coisa... O apelo à "tradição" está por todo o lado - sim, vamos lá todos a voltar a fazer aquilo que se fazia há uns séculos atrás, tipo bater nas mulheres, pôr crianças a trabalhar, enforcar ou queimar pessoas na praça pública, etc., etc. Afinal, são "tradições"! Há ainda gente que vem defender a tourada para que o touro não se extinga - isso, vamos criar animais para os torturar na arena! Outros, defendem que a tourada é uma arte (??). Comparam matar (ou torturar) um touro a esborrachar uma melga ou barata (fiquei completamente estupidificada quando li semelhante barbaridade, acho que, na realidade, ainda não recuperei totalmente). Ah, sem esquecer quem defende que a tourada "atrai turismo" - claro, é isto e a matança de focas e baleias no norte da Europa, são cá umas atracções turísticas! Também há os que aproveitam para apelar ao vegetarianismo. Comer carne, lá têm alguma razão, não é necessário para a nossa sobrevivência. No entanto, entre comer animais e fazer da sua tortura um espectáculo... vai uma certa distância! E isto sem falar daqueles que não conseguem articular duas frases e nem se percebe de que lado estão. No geral, parece-me que os que apoiam a medida são bem mais do que os que a criticam (ao menos isso!), mas é uma triste amostra das mentes retrógradas e iletradas que ainda existem no nosso país. Enfim...
Mas não quero saber, estou feliz na mesma! Mesmo que sejam sítios onde a tourada já não era popular (como alguém apontou), é um princípio. Pode ser que o resto do país o vá seguindo. A esperança é a última a morrer.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

I'M just not that into THIS FILM

Uma desilusão... Pensei que este filme* fosse engraçado, para lá das piadas, que conseguisse captar um pouco o que torna as relações entre as pessoas tão difíceis, e como as pessoas são diferentes. Mas não. Não é engraçado - nem num sentido nem no outro. Não me ri, nem sequer sorri, até metade do filme. O meu pobre mariduncho contorcia-se na cadeira e suspirava. E não achei que as personagens representassem ninguém - se bem que algumas partes me lembrassem certos episódios da adolescência com algumas amigas - o que, por si só, também não é nada abonatório para personagens que deveriam ter, há muito, saído da adolescência.
Não gosto de comentar filmes, acho que o gosto de cada um é extremamente pessoal, soma de experiências, de acontecimentos, expectativas e sei lá o que mais. Por isto, cada um gosta do que gosta, e não me venham com conversas típicas dos críticos de cinema. Estou a escrever sobre este em específico porque me desapontou e não estava à espera. E, mais do que querer dizer a quem ler este post "não vás vê-lo, não vale um chavo", espero tão-somente transmitir a minha desilusão. Se forem ver e gostarem, melhor - não sentem que acabaram de desperdiçar €7.
* para quem ainda não percebeu, o filme é o He's just not that into you (não me apeteceu procurar o título em português)

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril


Mesmo à distância. Apesar de tudo. Mais que não seja, pela LIBERDADE.*
* depois de ler isto, já não tenho tantas certezas, mas...